Pagu e as mulheres bombas

Maria Aparecida Torneros

Nesta canção, a compositora Rita Lee, resume a saga de Pagu que era uma verdadeira mulher bomba numa época de abre caminho para a mulher moderna no inicio do século XX.

Elis deu alma interpretando Pagu. Maria Rita transmite os genes da musicalidade materna e eis aí a cara das novas Pagus. As que incendeiam o inconsciente do século XXI.

Infelizmente aquelas que se auto detonam metaforicamente acabam sendo vitimas do feminicidio nos tempos atuais. Assassinatos de mulheres ocorrem no cotidiano como se fossem resultado de caça às bruxas pois a mulher se constitui com sua postura desafiante de igualdade um verdadeiro barril de pólvora.

A violência contra as mulheres acontece até com os chamados homens públicos que chegam a dar socos e pontapés em suas companheiras ou ex e depois vem para a televisão justificar que foi apenas “um momento de desequilibrio”. Mas se esquecem de cometem crime. Homens que pensam estar acima do bem e do mal. Tentam abafar a repercussão dos seus atos para não perderem prestígio e voto.

À Luz da psicologia , na loucura do drama social que é a tentativa de desvalorização do papel feminino através de conceitos machistas, um imenso contingente de criaturas se defende como pode da intolerância.

A Pagu Paulista, escritora e jornalista, desafiou costumes e marcou a primeira metade do século XX.

Somos Pagus de agora. Não dá para fechar os olhos à discriminação que persiste com violência contra a mulher. Seguiremos cantando, amando e explodindo nossas auto afirmações.

Estilhaços respingam dor e sangue mas impossível desistir da luta. Mulherada unida para sobreviver e mostrar sua garra. As que tombam nessa guerra são mais motivos para que lutemos continuamente. Enquanto houver Pagus nossa luta continua. Somos um exército de Marias com direito a voto e respeito. Quem nos ofende, nos agride ou pensa que nos mata, nem imagina que brotamos todas as manhãs para honrar as companheiras vítimas de machismo e agressividade.

Também sou Pagu. Todas podemos ser. Somos mulheres que tem coragem de impor a própria liberdade. Pena que existam aquelas que ainda se deixam aprisionar por ideologias radicais e se tornam terroristas na vida real. Seu percentual é pequeno. A grande maioria das mulheres padece a opressão e enfrenta como pode a perseguição.

Malala, a jovem paquistanesa ganhadora do prêmio Nobel da Paz representa as Pagus de agora.

Somos todas Pagu e Malala. Somos todas chamuscadas pelas fogueiras que queimaram nossas antepassadas e pelos tiros que abateram e ainda ferem ou matam muitas de nós. Seguimos assim. Guerreando com armas de feiticeiras além de amarmos com Almas doces e corações maternos.
Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro e edita o Blog da Mulher Nrcessária, onde o texto foi originalmente publicado.

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Comentários

Cida Torneros on 25 novembro, 2015 at 9:46 #

Basta de feminicidio! Mulheres, uni-vos!


Cida Torneros on 26 novembro, 2015 at 7:46 #

25 de novembro : Dial international da nao violencia
contra a Mulher .


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