DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

É sólida a unidade da direita na Bahia

Como não será o deputado Afonso Florence (PT) a inventar a pólvora ou descobrir a roda, ou qualquer vice-versa, inevitável é contestar sua análise de que, em tempo quer se presume breve, Geddel Vieira Lima irá “trair” o prefeito ACM Neto.

Basicamente, porque o parlamentar, até de boa reputação, diz que Geddel “traiu” o ex-governador Wagner, quando simplesmente divergiu e pediu o boné, e que “traiu” a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, quando foi traído por eles.

Quanto ao cerne da questão, convém recordar que duas gerações atrás as principais forças políticas da direita na Bahia eram unidas, tendo se dividido por força do espírito dominador do falecido senador Antonio Carlos Magalhães, arauto dos mais identificados com o golpe militar de 1964.

De postura autoritária, ACM provocou uma diáspora de lideranças ligadas ao regime, sendo as principais Jutahy Magalhães, Roberto Santos e Luís Viana, grupo oposicionista ao qual veio se juntar, na medida em que a idade permitiu, o “emergente” Geddel.

Aliadas no anticarlismo, a maior parte dessas facções veio, por circunstâncias históricas, muitos anos depois, a conduzir ao poder estadual o PT, de cujas ideias originais e peculiares sempre discordaram, mas hoje já conviveram – e já viram – o suficiente para ignorar a inviabilidade da relação.

As demonstrações que têm dado o DEM, o PMDB e, num plano mais secundário, o PSDB, é de que a direita está reunificada na Bahia por uns bons anos e que seu objetivo é acumular forças para levar o inimigo às cordas.

O prefeito Neto, que em momento pretérito disse não fazer “a política do avô”, hoje não a faz mesmo, pois não se interessa por dispersar quando o eficaz é solidificar um grande grupo político, à base da competição, mas, também, da tolerância e da concessão. De outro jeito não vai.

Lama à deriva

Biólogos descartam a possibilidade de a lama do estuário do Rio Doce chegar a Ilhéus e a Itacaré.

Dias atrás, biólogos afirmaram que as correntes marinhas nesta época do ano levariam a lama para o Sul.

Como diriam os Novos Baianos, “não, não é uma estrada, é uma viagem, tão, tão viva quanto a morte, não tem sul nem norte nem passagem”.

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