“Lembranças”, uma viagem no tempo e a saudade infinita do grande Miltinho

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)


Bunlai:de Brasília paras as barras da polícia e da justiça

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (24), em Brasília, o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, na Operação Passe Livre, 21ª fase da Operação Lava Jato. Ele está sendo levado para a Superintendência da PF, em Curitiba, onde ficará preso preventivamente. Bumlai iria depor hoje, às 14h30, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, na Câmara dos Deputados, que investiga operações envolvendo o banco estatal.

Segundo a PF, “complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal”.

Participam da operação, 140 policiais federais e 23 auditores fiscais. Os investigados nesta fase responderão pela prática dos crimes de fraudes a licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

nov
24

DEU NO JORNAL A TARDE

Patrícia França

O ex-governador da Bahia Antonio Lomanto Júnior, que iria completar 91 anos no próximo domingo, morreu na noite desta segunda-feira, 23, no Hospital Português, onde estava internado há 45 dias, devido a complicações renais.

O corpo de Lomanto Júnior será velado no Palácio da Aclamação (Av. Sete de Setembro, ao lado do Passeio Público), nesta terça, 24.

Ainda na terça, o corpo será trasladado para o município de Jequié, sua terra natal, quando será velado na Catedral de Santo Antônio. O enterro está marcado para as 17 horas no Cemitério São João Batista.

Avô do deputado estadual Leur Lomanto Junior (PMDB), o ex-governador Lomanto Júnior começou a carreira política em 1946, como vereador de Jequié, no sudoeste do estado.

Foi prefeito da cidade, alcançando projeção ao levantar a bandeira do municipalismo, fato que o levou a conquistar o governo do estado no ano de 1962, sendo eleito o governador mais jovem da história da Bahia, aos 37 anos.

Lomanto Júnior também foi deputado estadual, deputado federal e senador da República, entre 1979 a 1987. Ele encerrou a trajetória na política como prefeito de Jequié, no final dos anos 1990.

Durante o mandato de governador, Lomanto respondeu pela implantação do Centro Industrial de Aratu e, em Salvador, reconstruiu o Teatro Castro Alves e construiu a Avenida Contorno.

Também inaugurou estradas importantes na Bahia, como as ligações com a BR-101, e eletrificou todo o Estado, integrando os Sistemas Paulo Afonso e Funil.

Lomanto deixa a esposa, Hildete, cinco filhos (Lomanto, Leur, Lilian, Tadeu e Marco Antonio), dez netos e dez bisnetos.

DA AGÊNCIA SENADO

O senador João Capiberibe (PSB-AP) elogiou a decisão do Congresso Nacional de manter a obrigatoriedade de impressão do voto nas eleições brasileiras, relatando um fato que, a seu ver, revela a importância dessa medida.

Ele se referiu ao episódio contado por Vitor Hugo Soares no artigo em homenagem à jornalista Sandra Moreyra, divulgado no dia 14 pelo jornal Tribuna da Bahia, de Salvador, Blog do Noblat e pelo site blog Bahia em Pauta. Vitor Hugo conta que durante a apuração das eleições para o governo do Rio de Janeiro em 1982 recebeu um telefone de alguém que estava com Sandra Moreira alertando-o que Leonel Brizola poderia perder a eleição por fraude na apuração. Brizola falou à imprensa internacional; a fraude foi evitada e ele se sagrou governador do Rio.

Para João Capiberibe, isso é um exemplo de que a votação eletrônica pode ser fraudada, já que os hackers invadem até mesmo os computadores do Pentágono e da Presidência da República. Com a impressão do voto, fraudes eleitorais podem ser evitadas, comentou.

— A urna eletrônica, tal qual conhecemos no Brasil, é um voto que chamamos voto a cegas. Votamos, digitamos o número ali, mas não temos certeza para quem vai ser contabilizado esse número. Portanto, acho que a gente corrige uma importante distorção no voto eletrônico. Agora, teremos o voto eletrônico. Continua exatamente igual. E com uma maquininha acoplada à máquina que já conhecemos; ali vai sair o voto impresso. Caso haja necessidade de auditoria na eleição, através do impresso, isso pode ser comprovado.

Homenagens

João Capiberibe também lamentou a morte de duas mulheres que, segundo ele, se doaram pela causa da democracia brasileira: Iná Meirelles, que era presidente da comissão de verdade de Niterói; e Zilda Xavier Pereira. Ambas lutaram contra a ditadura, foram presas e torturadas. “Faço esse registro para que as gerações do presente entendam o quanto custou a democracia e o quanto a democracia tem feito de bom e de bem para este país”, afirmou.

DO e mudança na meta fiscal estã

A la fiesta, Gato!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

E O BLOG POR ESCRITO ESTÁ DE VOLTA, DEPOIS DE QUATRO DIAS FORA DO AR. VIVA O POR ESCRITO, LEITURA OBRIGATÓRIA SOBRE POLÍTICA SOTEROPOLITANA, BAIANA E BRASILEIRA . E O MELHOR: POR ESCRITO E BAHIA EM PAUTA SEGUEM JUNTOS. BOLA PRA FRENTE!!!
(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A ética tratada a facão

Os textos abaixo estavam prontos na manhã de quinta-feira quando, em razão de uma pane técnica, este blog foi desconectado da rede, assim como seu gerenciador de notícias, situação que só se normalizou há pouco, na noite desta segunda-feira.

A conclusão dos comentários se deu justamente por volta das 10h30, hora em que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, valendo-se de recurso regimental, impediu o funcionamento do Conselho de Ética da Casa, que examinaria a admissibilidade, contra ele, de processo por falta de decoro.

Esse fato, inclusive, seria abordado na ocasião como uma emergência importante para o conjunto de matérias, porque, afinal – ninguém usou a palavra, mas é forçoso fazê-lo –, representou a introdução do gangsterismo explícito nos mais altos círculos de poder da República.

Causou espanto o ato de Cunha, em verdade, uma demonstração da situação lastimável em que se encontra, que o levou a lançar mão de recursos de desespero, ainda que não tenha sido o autor de ameaças que teriam sofrido o relator Fausto Pinato e sua família.

Publicamos a seguir, como dito, as análises em curso naquele dia trágico para as instituições nacionais, pedindo aos leitores desculpa por eventuais considerações que hajam perdido a atualidade, mas mantidas para preservação do clima do momento.

Cunha em fritura e Dilma em banho-maria

Diversos fatos indicam que o establishment político, se ainda não resolveu o que efetivamente fazer do mandato da presidente Dilma, por outro lado deserdou, neste processo danoso ao país e que se estendeu por todo o ano de 2015, o deputado Eduardo Cunha, cujo enfraquecimento é patente.

O mais emblemático foi o pronunciamento do vice-presidente Michel Temer no encontro do PMDB, quando recusou o rótulo de presidente dado pela plateia, propôs a conquista do cargo em 2018 e disse estar, pessoalmente, dando o último passo na vida pública.

Mas houve outros sinais, como a antecipação do parecer do relator do processo do presidente da Câmara no Conselho de Ética, a posição firme do presidente do Conselho, José Carlos Araújo, que reflete o julgamento contra Cunha já feito pelo senador Otto Alencar, seu líder, e, finalmente, a apreciação no Congresso de vetos presidenciais.

Vetos demonstram outro humor no plenário

Data: 23/11/2015
21:18:16

Sobre a votação dos vetos, diz-se que, embora favorável à manutenção na maioria dos casos, traduz um quadro ainda de fraqueza da base de apoio da presidente, mas isso é analisar o resultado unicamente do ponto de vista anti-Dilma.

Por exemplo, o veto do reajuste dos servidores do Judiciário, aprovado há poucos meses por ampla maioria na Câmara e unanimidade no Senado, desta vez não alcançou 257 votos necessários à derrubada já entre os deputados, dispensando a votação pelos senadores.

É certo que a presidente não conseguiu mais que 132 votos pela manutenção e que faltaram somente seis para a queda, mas aí reside a qualidade do quórum especial: não compareceram simplesmente 130 deputados, o que demonstra com muita clareza a vontade do plenário.

Magistrad

nov
24
Posted on 24-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-11-2015


Paixão,na Gazeta do Povo (PR)


Levy no Rio de Janeiro fala na FGV

DO EL PAIS

Afonso Benites / María Martín

De Brasília / Rio de Janeiro

A primeira conversa entre a mandatária brasileira, Dilma Rousseff, e o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, nesta segunda-feira selou os gestos de aproximação lançados pelo Governo petista desde que cresceram no país vizinho as chances de uma derrota do kirchnerismo, aliados do PT desde 2003. O diálogo foi marcado por promessas mútuas de ampliação dos laços comerciais e uma proposta de fortalecimento do Mercosul. Nesta seara, porém, já aparece o primeiro embate delicado, ideológico e político, entre os dois presidentes. Momentos antes, o conservador Macri havia reafirmado em Buenos Aires que pedirá a retirada da Venezuela do bloco econômico, por entender que o país desrespeita a cláusula democrática do grupo. O Brasil, o principal defensor da entrada dos venezuelanos, mantém críticas reservadas a Caracas, mas não está interessado neste rompimento.

Antes mesmo da Cúpula do Mercosul, marcada para 21 de dezembro, a forma de lidar com o Governo Nicolas Maduro deve fazer parte das conversas entre os dois países. O Brasil deverá ser o primeiro destino internacional de Macri, conforme ele repetiu a Rousseff nesta segunda-feira, quando a brasileira lhe telefonou para parabenizá-lo e convidá-lo a vir a Brasília. Ele aceitou o convite e afirmou que tentará encaixar a viagem em sua agenda antes mesmo da posse, em 10 de dezembro. Rousseff comparecerá à cerimônia em Buenos Aires.

A pressão sobre o tema Venezuela deve crescer nos próximos dias, quando o país governado pelo chavismo se prepara para realizar eleições parlamentares. Há críticas de ONGs e ativistas que afirmam que o pleito não se realiza em condições justas para a oposição e sem observação independente. Eles cobram uma condenação mais enérgica do Mercosul e da Unasul. Até agora, Brasil e Argentina funcionavam sempre como fiadores de Caracas. No caso de Brasília, a tônica vinha sendo enviar mensagens críticas a Maduro, a maioria delas privada.
Levy: elogio à razão liberal

Além da questão da Venezuela, a construção de uma boa relação entre Macri e Rousseff passa por superar os ruídos da campanha eleitoral, o que começou a ser feito semanas atrás, segundo auxiliares da presidenta. O futuro mandatário conservador argentino teve apoio declarado do principal opositor de Rousseff, o senador Aécio Neves, candidato derrotado do PSDB na eleição presidencial do ano passado. Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pessoalmente a Buenos Aires para pedir votos para o governista Daniel Scioli. Ainda assim, a determinação do Planalto era, nas últimas semanas, não fechar portas.

Agora, os dois lados parecem empenhados em minimizar as diferenças e o principal motivo é pragmático: a interdependência política e, principalmente, econômica, já que a Argentina é a terceira maior sócia comercial do Brasil e destino de 7% das exportações brasileiras. A parceria entre os países esfriou nos últimos tempos e só neste ano, até setembro, o comércio bilateral encolheu 18%. Além das dificuldades econômicas que atravessam os dois países, as barreiras protecionistas impostas pela Argentina e a maior presença da China em certos segmentos no vizinho incomodam Brasília.

Conforme disse ao EL PAÍS Dante Sica, da consultoria ABECEB e ex-ministro da Indústria da Argentina, a própria perda de força do comércio internacional obrigará os dois países a procurar um novo padrão de relacionamento, algo que ele não julga difícil por causa da pouca sintonia que vê entre Rousseff e Cristina Kirchner.

Neste contexto, não é surpresa que os elogios mais entusiastas do Governo brasileiro a Macri nesta segunda-feira tenham vindo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, um quadro liberal na gestão petista. Questionado sobre o “sopro liberal” no país vizinho em evento no Rio, Levy respondeu: “As dinâmicas na Argentina podem mudar, obviamente eles também têm um trabalho muito grande, mas até pela potencialidade do país eles certamente vão mudar a mecânica das coisas se forem mais pelo caminho do liberalismo econômico. Bastante coisa que tem que mudar, mas acho que essa é uma dinâmica mais favorável para o Brasil”.
Levy cobra o Congresso

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, alvo de inúmeras pressões para deixar o cargo, mas que conta com o apoio de Dilma Rousseff, participou no Rio de Janeiro nesta segunda do seminário “Reavaliação do risco Brasil”, promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas. Durante o evento, o presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Eduardo Eugênica Gouvêa, respaldou repetidas vezes o trabalho de Levy, à diferença do seu homólogo em São Paulo, Paulo Skaf, que chegou a pedir sua saída. “Posso garantir que, no Rio de Janeiro, o ministro Levy tem o apoio do empresariado. Eles estão solidários com o seu esforço para recolocar em ordem a economia, apesar da conta pesada que mais uma vez terão a pagar. Podemos discordar desta ou daquela medida, como foi o caso do retorno da CPMF. Mas sabemos o quanto o ministro tem se empenhado em meio a um cenário adverso”, disse o presidente da Firjan.

O ministro disse que, “do ponto de vista intelectual”, o ajuste terminou e voltou a cobrar o Congresso. Não descartou aumento de impostos e mais cortes no Orçamento se o Parlamento demorar ainda mais em aprovar as medidas do pacote fiscal. Com o bloqueio da pauta no Congresso, o Brasil terá mais dificuldades em atingir a meta de um superávit de 0,7% do Produto Interno Bruto em 2016. “O problema é que na questão dos impostos existe a noventena [período de 90 dias para entrarem em vigor]. Como não foi votado em outubro e vai ser votado sabe-se lá quando, há perdas de meses de arrecadação. Isso talvez signifique que vai ter que aumentar o imposto mais do que o desejado? Talvez. Ou vai ter que cortar os gastos mais do que o planejado? Talvez. Porque, na verdade, você vai postergando as coisas e, é óbvio, que 0,7% ao longo do ano inteiro é uma coisa e 0,7% ao longo de oito ou nove meses é muito mais difícil. É puramente aritmético, e as pessoas têm que se dar conta disso”, disse Levy.

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