O Baile da Ilha Fiscal (aquela farra homérica e histórica no Rio de Janeiro, que assinalou no “grand monde” da época o fim do Império e a passagem para a República no Brasil) é pouco. Isso se comparado com o que aconteceu no último fim de semana, na Praia do Forte, paraíso de bacanas (públicos e privavos) neste aparente fim de era petista do poder (a julgar pelo acontecido domingo na Argentina).

É o que fica evidente na bem informada coluna social Boa Terra, assinada pelo jornalista Valdemir Santana, na Tribuna da Bahia. O fato em foco é a “Micareta da Tici” ( referência simpática, bem ao estilo local, à jornalista baiana Ticiana Villas Boas Tanajura Batista, ex-apresentadora do Jornal da Band, atual primeira dama da Friboi.A micareta particular comemorou o aniversario de Ticiana, na sexta-feira.

Sim, a festança , revela Valdemir, “foi encomendada pelo casal de bilionários formado pela jornalista , atualmente no SBT, e o megaempresário Joesley Batista, dono da holding Friboi”. Brow no comando da animação, “no lugar onde o jet ser costuma sem culpa”.

Não há informações sobre a presença da agentes federais disfarçados no “pedaço”. Nem da Receita. Mas isso é outra história (ou será a mesma?). Responda quem souber.

Em seguida, a nota da coluna Boa Terra, assinada por Valdemir Santana na TB. Vale a Pena conferir, na íntegra.

(Vitor Hugo Soares)
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Boa Terra – Coluna do dia 23/11/2015

Valdemir Santana

Brown é atração no Micareta de bilionário

“Se o Micareta baiano já é todo animado, imagina como não ficou o famoso carnaval fora de época na versão “Micareta da Tici” encomendado neste fim de semana, em Praia do Forte. Foi encomendado pelo casal de bilionários formado pela jornalista baiana Ticiana Tanajura Villas Boas Batista e o megaempresário goiano Joesley Batista, dono da holding “Friboy”. Poucas vezes se viu coisa igual, mesmo sendo o lugar em que o Jet set costuma se esbaldar sem culpa.

Para se ter ideia do rebuliço desta vez, basta contar que o top axé Carlinhos Brown, um dos artistas mais caros do show business brasileiro, foi o animador da festa. O agito foi marcado para o sábado, mas desde a sexta os resorts estavam coalhados de convidados. Até o tradicional boteco “Bar do Souza”, que faz parte da história do lugarejo desde o tempo feudal de Garcia D’Ávila, ferveu na sexta-feira à noite.

Mas, enfim, o balneário dos arredores de Salvador preferido pelo high society baiano ficou coalhado de famosos do show business e do high society paulistanos. Entre os convidados de honra estava a apresentadora Patrícia Abravanel. Ela é filha de Senor Abravanel, o Silvio Santos, dono da emissora de televisão “SBT”, onde a aniversariante trabalha atualmente. Mas quem esbanjou elegância foi o poderoso Flavio Rocha, do “Grupo Guararapes”, maior holding da área têxtil América Latina.

Flavio, que é presidente da varejista “Lojas Riachuelo”, principal vitrine da holding do Rio Grande do Norte, estava com a mulher, a modelo Anna Claudia Rocha. O casal foi uma pausa e tanto na discutível elegância dos convidados. A anfitriã usou um vestido que lembra o guarda-roupa da estilosa Wilma Flintstone. Aquela do desenho animado. É um modelo exclusivo da carioca Lethicia Bronstein, estilista bambambã de roupas de festa e criadora de coleções para a “Riachuelo”. Ela veio para a festa”.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 23 novembro, 2015 at 14:02 #

E a JBS adquiri a Alpargatas, “Havainas da Tici” farão sucesso, nas lajes, ao som do Brown.


luiz alfredo motta fontana on 23 novembro, 2015 at 17:38 #

Correção: “Havaianas da Tici”


luis augusto on 23 novembro, 2015 at 20:36 #

Caro Vítor, aproveito este sugestivo texto para informar que o Por Escrito está de volta. Agradeço seu alerta e sua solidariedade.

Mas para não deixar passar seu excelente comentário sobre o texto de Valdemir, digo que agora “Tici” poderá revelar que também não sabe quanto é o cachê de Brown.


Taciano Lemos de Carvalho on 23 novembro, 2015 at 22:10 #

Pra vê como são as coisas. Uns fazendo carnaval na Praia do Forte. Enquanto isso…

“Inspeção flagra condição degradante em unidade da JBS”

Do site do MPT (Ministério Público do Trabalho):

http://portal.mpt.mp.br/wps/portal/portal_mpt/mpt/sala-imprensa/mpt%20noticias/cbd1e663-4e16-46d6-ba6b-04f7bf206ef6/!ut/p/z1/pY9BDoIwFESvIgdofov1s0ZjEJGoCxW7MS1QbCKFaOPC01sOICyc3STzMjMgoABh5ds00pnOyof3V4E3llCeLvc0S7JDROMjy9dpwsLsHMFlNMAXIP7hfWDg6Q_FFLZTBf5B-MxXeQOil-5OjNUdFG3vZrZzpjTyBUWpKlYjzgmvGRKOFRIlURHKdaR0SLHW6JeK0a7h69Tavj0Vn92GmjgIviw1zP0!/dz/d5/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/

Funcionários eram submetidos a jornadas superiores a 14 horas e ritmo de trabalho três vezes superior ao adequado

Joinville (SC) – Inspeção do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) na unidade da JBS/Tyson em Itaiópolis (SC) identificou irregularidades no meio ambiente de trabalho. A ação, que ocorreu em parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência Social entre os dias 19 e 20 de outubro, verificou que a empresa não concede as pausas previstas nas normas regulamentadoras, além de outras irregularidades.

Auditores fiscais do Trabalho comprovaram que os empregados da empresa são submetidos a jornadas superiores a 14 horas. Além disso, foi identificada a prorrogação de jornada em atividades insalubres, deslocamento excessivo de cargas, ritmo de trabalho incompatível à proteção à saúde e roupas inadequadas para trabalho em baixas temperaturas. Os auditores verificaram, ainda, que a empresa é omissa quanto à prevenção ao uso de amônia e de proteção aos equipamentos.

Na inspeção também foi constatado que a empresa ao invés de informar os empregados dos riscos existentes em seu processo produtivo, tenta ludibriá-los, dando a falsa impressão de que trabalham em ritmo inferior ao que realmente desenvolvem.

De acordo com o procurador do Trabalho Sandro Eduardo Sardá, coordenador do Projeto Nacional de Frigoríficos, “na desossa da sobrecoxa a empresa faz a questão de organizar o seu processo produtivo dando a falsa impressão de que os empregados desossam três peças por minuto quando na realidade trabalham em ritmo bastante superior – em torno de 3,8 a 4 peças por minuto – conduta que configura evidente má-fé empresarial”.

Sardá alerta, ainda, que “dessa forma a JBS submete empregados a um ritmo de trabalho três vezes superior ao recomendado, resultando em um grande contingente de jovens acometidos de doenças ocupacionais, com empregadas de 19 anos que com menos de um ano de atividade já apresentam problemas de saúde. Empregados do setor de paletização deslocavam 20 toneladas de peso por dia. Diante da gravidade da conduta da empresa não resta outra alternativa senão o ajuizamento de ação civil pública”.

Algumas empregadas relataram que precisam acordar às três horas da manhã e caminhar 2 km até a praça de pedágio de Monte Castelo onde o ônibus disponibilizado pela JBS/Tyson espera por elas para fazer o transporte. Ou seja, as empregadas são obrigadas a fazer parte do trajeto a pé, para que a empresa não pague pedágio.


Taciano Lemos de Carvalho on 23 novembro, 2015 at 22:23 #

Como os links são grandes não colocarei aqui. Pesquisem, se quiserem, os termos seguintes, que levam à página do MPT:

“Frigorífico do Grupo JBS é condenado em R$ 1 milhão”

“Força-tarefa flagra irregularidades na JBS/Friboi”

“Friboi é proibido de realizar novas demissões em massa”


vangelis on 23 novembro, 2015 at 22:51 #

Da-me um poco de tabaco, maninha, pois, a grana tá curta. Depois pode ir pra frente da TV falar da crise econômica nacional…

hahahahahahahahaha


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