Vídeo da gravação do tema “Músico” , primorosa cançomposição de Carlinhos Brown, incluído no disco “O Milagre do Candeal”. No vídeo aparecem Marisa Monte, Carlinhos Brown, Bebo Valdés e o guitarrista Cézar Mendes.

Simplesmente magnifico. Prabéns, Brown. Pela música e pelo aniversário nesta segunda-feira de novembro.

(Vitor Hugo Soares)

O Baile da Ilha Fiscal (aquela farra homérica e histórica no Rio de Janeiro, que assinalou no “grand monde” da época o fim do Império e a passagem para a República no Brasil) é pouco. Isso se comparado com o que aconteceu no último fim de semana, na Praia do Forte, paraíso de bacanas (públicos e privavos) neste aparente fim de era petista do poder (a julgar pelo acontecido domingo na Argentina).

É o que fica evidente na bem informada coluna social Boa Terra, assinada pelo jornalista Valdemir Santana, na Tribuna da Bahia. O fato em foco é a “Micareta da Tici” ( referência simpática, bem ao estilo local, à jornalista baiana Ticiana Villas Boas Tanajura Batista, ex-apresentadora do Jornal da Band, atual primeira dama da Friboi.A micareta particular comemorou o aniversario de Ticiana, na sexta-feira.

Sim, a festança , revela Valdemir, “foi encomendada pelo casal de bilionários formado pela jornalista , atualmente no SBT, e o megaempresário Joesley Batista, dono da holding Friboi”. Brow no comando da animação, “no lugar onde o jet ser costuma sem culpa”.

Não há informações sobre a presença da agentes federais disfarçados no “pedaço”. Nem da Receita. Mas isso é outra história (ou será a mesma?). Responda quem souber.

Em seguida, a nota da coluna Boa Terra, assinada por Valdemir Santana na TB. Vale a Pena conferir, na íntegra.

(Vitor Hugo Soares)
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Boa Terra – Coluna do dia 23/11/2015

Valdemir Santana

Brown é atração no Micareta de bilionário

“Se o Micareta baiano já é todo animado, imagina como não ficou o famoso carnaval fora de época na versão “Micareta da Tici” encomendado neste fim de semana, em Praia do Forte. Foi encomendado pelo casal de bilionários formado pela jornalista baiana Ticiana Tanajura Villas Boas Batista e o megaempresário goiano Joesley Batista, dono da holding “Friboy”. Poucas vezes se viu coisa igual, mesmo sendo o lugar em que o Jet set costuma se esbaldar sem culpa.

Para se ter ideia do rebuliço desta vez, basta contar que o top axé Carlinhos Brown, um dos artistas mais caros do show business brasileiro, foi o animador da festa. O agito foi marcado para o sábado, mas desde a sexta os resorts estavam coalhados de convidados. Até o tradicional boteco “Bar do Souza”, que faz parte da história do lugarejo desde o tempo feudal de Garcia D’Ávila, ferveu na sexta-feira à noite.

Mas, enfim, o balneário dos arredores de Salvador preferido pelo high society baiano ficou coalhado de famosos do show business e do high society paulistanos. Entre os convidados de honra estava a apresentadora Patrícia Abravanel. Ela é filha de Senor Abravanel, o Silvio Santos, dono da emissora de televisão “SBT”, onde a aniversariante trabalha atualmente. Mas quem esbanjou elegância foi o poderoso Flavio Rocha, do “Grupo Guararapes”, maior holding da área têxtil América Latina.

Flavio, que é presidente da varejista “Lojas Riachuelo”, principal vitrine da holding do Rio Grande do Norte, estava com a mulher, a modelo Anna Claudia Rocha. O casal foi uma pausa e tanto na discutível elegância dos convidados. A anfitriã usou um vestido que lembra o guarda-roupa da estilosa Wilma Flintstone. Aquela do desenho animado. É um modelo exclusivo da carioca Lethicia Bronstein, estilista bambambã de roupas de festa e criadora de coleções para a “Riachuelo”. Ela veio para a festa”.


Eleitores de Macri festejam em Buenos Aires

DEU NO EL PAISSS

Carlos E. Cué

De Buenos Aires

O liberal Mauricio Macri (Cambiemos) será o novo presidente da Argentina, segundo a apuração de 63% das urnas. O opositor se impôs nas urnas ao peronista Daniel Scioli (Frente para la Victoria) com 53,5% dos votos contra 46,5% em um domingo tranquilo de eleições presidenciais. No entanto, parecia que tudo já tinha sido decidido no primeiro turno, onde ocorreu a verdadeira reviravolta. Macri se tornou então o favorito e não saiu desse pedestal. A única dúvida era que distância teria de seu rival, um dado importante para saber com que força seu Governo dará a partida em uma situação econômica delicada.

A mudança chegou à Argentina com uma sensação de normalidade absoluta, sem denúncias de fraude, sem tensões, e com um dia ensolarado na capital. Nada a ver com as primárias de agosto, quando se votou depois de uma das piores inundações de que se tem notícia na província de Buenos Aires e houve todo tipo de denúncias. Tudo apontava então para uma vitória da situação. Mas pouco a pouco Macri foi ganhando terreno e Scioli perdendo, em um ambiente de cansaço do kirchnerismo que as pesquisas não conseguiram detectar.

Macri conseguiu forçar o segundo turno em 25 de outubro com um resultado inesperado —37% a 34% em favor de Scioli— e desde então não parou de crescer, enquanto Scioli e a situação mudavam totalmente de estratégia, em desespero, para tentar estimular o voto anti-Macri e convencer os argentinos, sobretudo das classes populares, de que tinham de ir votar para defender seus programas sociais e os direitos adquiridos nestes anos.

Toda a campanha se concentrou na ideia de que com Mauricio Macri viria um cataclisma, mas no dia em que realmente se votou, nada aconteceu. Daniel Scioli, que durante três semanas tentou convencer os argentinos de que seu rival é “um perigo”, inclusive se esqueceu ontem dessa guerra e até tentou retomar sua amizade com Macri. Os dois eram amigos há 30 anos, pertencem ao mesmo círculo de filhos de empresários milionários e são da mesma geração, mas nos últimos dias tudo parecia rompido entre eles.

Scioli se encarregou ontem de relembrar que Macri esteve em seu casamento e que esteve com seu rival poucas horas depois de ter sido liberado de um duríssimo sequestro que sofreu em 1991. Tinham uma amizade estreita. Macri insiste que Scioli foi “uma grande decepção” pela campanha duríssima que protagonizou nos últimos dias. “Está lançando a imagem de que sou uma má pessoa que vai prejudicar seu país”, queixava-se na quinta-feira.

Esta batalha entre dois homens da elite econômica do país, que vêm de mundos alheios à política —Macri do futebol, como presidente do Boca Juniors, e Scioli de um esporte para milionários como as lanchas de corrida— chegou a seu fim e Scioli busca a reconciliação e até falou da relação de suas esposas. “Karina conhece Juliana há muitos anos e essas são as coisas que perduram, a política é uma circunstância”, sentenciou. Scioli tentou usar a seu favor a figura do Papa, próximo ao peronismo, e voltou a citar as palavras de Francisco: “Votem com consciência”.

E, no entanto, apesar desta aparente tranquilidade em um país de longa tradição democrática interrompida por várias ditaduras no século XX, a virada que a Argentina dá é notável. Sem solução de continuidade, passou-se de 12 anos de kirchnerismo, nos últimos tempos voltado à esquerda, e com uma política econômica heterodoxa concentrada em um claro protecionismo para manter a indústria local e os empregos e um controle férreo da venda de dólares, a um candidato como Macri, alheio ao peronismo e ao radicalismo que vem da direita e defende posições liberais, ainda que agora se defina como “desenvolvimentista”. O entorno de Macri afirma que ele sabe que país vai enfrentar e não fará uma virada de 180 graus, mas manterá um certo protecionismo e fará as reformas muito devagar, respeitando os sindicatos. Mas a verdade é que no mundo econômico se assume que virão curvas nos próximos meses.

Macri optou neste domingo por sua habitual mensagem otimista sem entrar em muitos detalhes. “É uma enorme alegria, sinto que estamos em um dia histórico, que vai mudar nossas vidas. Espero que comece uma nova fase na Argentina. Viemos com tranquilidade e esperamos que hoje seja uma festa. Quero dizer muito obrigado a todos. Sinto uma enorme alegria e estamos todos sabendo que é um dia histórico que vai mudar nossas vidas”, afirmou pouco depois de votar.

Terceiro na disputa, o peronista dissidente Sergio Massa, que ficou fora do segundo turno e cujos 5,2 milhões de votos eram cobiçados por todos, também quis ser otimista, ainda que claramente oposto a Macri: “Para além do resultado, hoje termina uma etapa e começa uma nova. Será preciso arregaçar as mangas e trabalhar por uma Argentina melhor”. O país entra assim em uma nova etapa que nunca tinha explorado, um governo alheio ao radicalismo e ao peronismo que dominaram os últimos 70 anos, apesar de Macri ter alguns componentes de ambos em sua equipe.

BOM DIA!!!

nov
23


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O princípio de que o brasileiro é idiota

O Estadão publicou um duro editorial desconstruindo as mentiras contadas por Lula nos 40 minutos de entrevista concedida a Roberto D’Ávila. O jornal assume uma postura que deveria ser regra na imprensa nacional, mas ainda é exceção.

Leiam o trecho final, sobre o petrolão:

“Tentando afastar qualquer suspeita sobre eventual envolvimento seu na devastação da empresa, [Lula] garantiu, em seu melhor estilo palanqueiro: ‘Duvido, duvido muito, que algum empresário possa afirmar ter conversado comigo qualquer coisa que não fosse possível de ser concretizada em qualquer lugar do mundo’.

Trata-se de argumento que funciona para quem tem fé inabalável na retidão moral de quem o enuncia. Mais ou menos como a garantia que deu em 2005, de que não sabia da existência do mensalão: ‘Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento’. Depois de ter sido reeleito no ano seguinte, mudou o discurso partindo, como de hábito, do princípio de que o brasileiro é idiota: ‘O processo do mensalão é uma farsa’. Certamente, um dia dirá o mesmo sobre o petrolão.”

nov
23
Posted on 23-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-11-2015


Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)


Nova Miss América: desastre,drama,garra e superação

DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE PORTUGAL)

Quando Madeline Mitchell Gwin, a recém-coroada Miss América 2015, recebeu a coroa da vitória, o seu sorriso era feliz, como o de qualquer vencedora. Mas ninguém sabia que até chegar àquele momento tinha conseguido driblar a morte, depois de sofrer um desastre de automóvel que a deixou 12 dias em coma, com o corpo cheio de cicatrizes e muito perto de perder um braço. Tinha 20 anos e seis depois alcança aquilo a que se propusera quando estava deitada numa cama de hospital: deixar a cadeira de rodas, voltar a ser autônoma e ser considerada “a mais bonita” da América.

Faltavam apenas duas semanas para Madeline participar no concurso Miss Alabama 2008. Desde os seis anos que participava em concursos de beleza e ia a caminho de casa da mãe para lhe mostrar os vestidos que iria usar nas provas. Ao seu lado, ia o namorado. Durante a viagem, numa estrada remota, um veado surgiu numa curva e a Miss América não conseguiu freiar. Bateu numa árvore e caiu por uma ribanceira. “Só me lembro de estar de cabeça para baixo e de sentir o carro deslizar pela ravina”, contou ao Daily Mail, um mês depois de receber a coroa. Quando o automóvel parou, Madeline olhou para o lado e percebeu que o namorado não se movia – viria a perder a visão esquerda por causa do acidente, mas depois de uma semana conseguiu sair do hospital. O namoro de dois anos terminaria dois meses depois do acidente – e por causa deste.

Madeline foi socorrida por um camioneiro que percebeu que o carro que seguia à sua frente tinha sofrido um desastre. Foi o mesmo homem que apagou as chamas que começavam a consumir a parte da frente do carro.

Em consequência, a candidata a Miss Alabama ficou com um pulmão perfurado e com todas as costelas do lado esquerdo do corpo partidas. Quando a mãe de Madeline soube, desmaiou. “Ela não costuma atender números desconhecidos, mas nesse dia – contou-me depois – teve um pressentimento”, lembrou.

A recuperação foi lenta e dolorosa. Madeline passou 12 dias em coma e os médicos decidiram operar-lhe o braço direito – chegaram a considerar uma amputação. A atual Mrs. América tinha ainda o fígado lacerado e o fémur partido em 13 lugares. Durante o tempo em que esteve internada, a jovem lutou ainda contra uma pneumonia.

No entanto, mesmo depois de sair do hospital, Madeline teve de continuar a lutar: “Fui obrigada a viver em casa dos meus pais e fiz terapia intensiva. Fiquei dois meses numa cadeira de rodas e os médicos temiam que eu não voltasse a andar”, contou ao Daily Mail. Começou a sentir pena de si própria… “Temia que as pessoas me julgassem pelas minhas imperfeições e que o meu sonho de ganhar alguns dos principais concursos nunca viesse a ser concretizado”, confessou.

Madeline fez então uma jura: que haveria de ficar curada, voltar a andar e – apesar das trinta cicatrizes que lhe recordavam o dia fatídico – voltaria a participar em concursos. E que os venceria.

Um ano depois do acidente, Madeline regressou à universidade para concluir o bacharelato em Educação. Ganhou o peso que tinha perdido no hospital e começou a fazer exercícios para fortalecer os músculos. Voltou aos concursos. Tapava as cicatrizes com base, até que decidiu não as esconder. Em 2009, conheceu aquele que viria a ser o seu marido. Casou-se em 2013 e um ano depois teve um filho, o pequeno Kipton, a quem Madeline chama de “o meu pequeno anjo”. Conquistou o título de Miss Alabama – aquele a que ia concorrer quando sofreu o acidente – e no mês passado subiu a um palco para ser coroada Miss América 2015.

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