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DO G1/O GLOBO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, em entrevista veiculada na GloboNews nesta quarta-feira (18), que esteja pressionando a presidente Dilma Rousseff a trocar o comando do Ministério da Fazenda.

Na entrevista, ao jornalista Roberto D’Ávila, Lula foi questionado sobre rumores de que queria a saída de Joaquim Levy e de que estaria pressionando Dilma a substituí-lo pelo ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Na última quarta (11), o principal índice da Bovespa fechou em alta sob efeito de crescentes especulações sobre uma eventual ida de Meirelles para o comando da Fazenda. O ex-presidente do BC, porém, já negou ter recebido qualquer convite de Dilma para assumir a pasta.
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A própria presidente já negou, em diversas ocasiões, que trocará o comando do ministério e garantiu que Levy ficará no cargo.

“Somente a Dilma é que sabe [sobre uma eventual troca na pasta]. Eu estou vendo muito boato, muita bobagem. Eu não gostaria [que Levy saísse]. Eu, às vezes, vejo coisa escrita que eu fico pasmo. ‘O Lula quer tirar o Levy’. Eu não quero tirar o Levy nem quero colocá-lo”, disse o ex-presidente.

“O Levy e o ministro da Fazenda é um problema da presidenta Dilma. Você sabe por que eu fiquei cinco anos sem dar entrevista? É porque um ex-presidente precisa tomar muito cuidado para não dar palpite. É como se um ex-marido fosse aconselhar o atual marido a como cuidar da mulher. O ex-presidente não pode agir assim”, completou.

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Ajuste fiscal
O ex-presidente também falou, durante a entrevista, sobre as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo federal para reajustar as contas públicas. Para Lula, a presidente Dilma “está certa” ao propor o ajuste. Ele, porém, criticou o fato de o Congresso ainda não ter aprovado o pacote.

“A Dilma está certa em fazer o ajuste. O que está errado é que está demorando demais. E não é culpa dela. Nós temos uma crise política muito séria, há uma confrontação de um ano entre Legislativo com o Executivo”, disse Lula.

“Eu acho que tem uma crise política. […] me parece que com a Câmara, o [Eduardo] Cunha tem um poder muito grande. Os líderes partidários não têm a força que parecem ter. Os presidentes não mandam mais nos partidos, os líderes também não”, afirmou ao tentar justificar os motivos de os parlamentares ainda não terem votado o ajuste.

Lula voltou a dizer que o governo Dilma cometeu erros. Entre eles, segundo o ex-presidente, está o fato de a presidente ter dito que não tomaria medidas durante a campanha eleitoral e, após detectar a crise econômica, ter adotado tais medidas.

“Nós cometemos erros. […] Ela [Dilma] percebeu que estava saindo mais água da caixa do que entrando. Daí a contradição do discurso da campanha com o que ela está fazendo. Mas ela teve o compromisso de manter [o ajuste]”, defendeu.

Investigações
Lula também falou sobre as investigações da Operação Lava Jato e sobre o que ele chamou de “vazamento seletivo de informações”. Para o ex-presidente, há pessoas que vazam informações com o objetivo de constranger a ele e ao PT.

“Eu acho grave o vazamento seletivo de algumas informações. Não é possível. […] O que eu não posso aceitar é o disse-que-disse. Nem para mim nem para ninguém. Eu não posso ficar trabalhando com vazamento seletivo todo dia”, criticou.

Ele disse ainda que foi um “susto” para ele e para o mundo a descoberta do esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Lula disse que a “história da quadrilha é antiga” e afirmou que os diretores e gerentes que se beneficiaram do esquema entraram na estatal “há mais de 30 anos”.

O ex-presidente foi questionado ainda sobre a investigação de um de seus filhos na Operação Zelotes. Para Lula, ele terá de “provar que fez a coisa certa” e que não cometeu nenhuma irregularidade.

Três empresas de Luís Cláudio Lula da Silva foram alvo de ações de busca e apreensão no final de outubro na Operação Zelotes, que investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda.

Segundo as investigações, a LFT, de Luís Cláudio, recebeu pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo.

“E é importante que ele consiga provar mesmo, porque se não, ele está subordinado à mesma Constituição que eu estou”, pediu Lula.

Conversas com ex-presidentes
Na entrevista, Lula foi questionado sobre se aceitaria sentar-se com lideranças políticas de partidos de oposição e com ex-presidentes para discutir saídas para a crise política e econômica do país.

Para ele, antes é preciso que os partidos digam se estas lideranças podem falar em nome da legenda e saber se o governo está aberto para receber sugestões destas pessoas.

“[Irei] Se um dia a presidenta Dilma tiver o interesse em chamar os ex-presidentes, chamar as lideranças […] se tiver assunto para conversar e a presidente disser que vai convidar os ex-presidentes”, afirmou.

Lula insistiu que não opina nas decisões tomadas por Dilma e afirmou que não quer “ficar dizendo o que ela tem que fazer”.

“Eu não converso [para opinar] por respeito. A Dilma foi eleita, ela tem responsabilidade de mudar o seu governo, ela tem responsabvilidade de governar”, explicou Lula.

O ex-presidente ainda foi indagado sobre se aceitaria fazer um debate com o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. “Não”, respondeu Lula.

“Eu acho que quem tem que fazer debate é o Aécio [Neves, segundo colocado nas últimas eleições] e a Dilma”, enfatizou.

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Comentários

Vanderlei Zanetti on 19 novembro, 2015 at 6:26 #

Será que alguém em sã conciência acredita no “Presidente Genérico”.


Vanderlei Zanetti on 19 novembro, 2015 at 6:36 #

Será que alguém em sã conciência acredita no “Presidente Genérico”?


luís augusto on 19 novembro, 2015 at 7:11 #

Uma lástima a entrevista, nenhuma consistência, nenhuma sombra de verdade.


Taciano Lemos de Carvalho on 19 novembro, 2015 at 9:04 #

Que Lula é bom mentiroso, é. Até eu fui enganado quatro vezes. Verdade que algumas dessas ocasiões em segundo turno. Nas outras duas por falta de opção. Mas só fui iludido por ele -Lula- até quando em dezembro de 2002 anunciou da terra “do companheiro Bush” que o presidente do Banco Central do Brasil seria o “companheiro” Henrique Meirelles. Quem se torna “companheiro de Bush”, ou do Amador Aguiar, ex-presidente do Bradesco (que Deus o tenha) deixa de ser meu companheiro imediatamente. Antes votar nulo em segundo turno do que nele (ou na Dilma) ou num Alckmin, num Serra, num Aécio da vida.

Metamorfose ambulante, como ele mesmo se denominou (vai metamorfosear tanto assim lá no triplex reformado pela OAS no Guarujá), muda de cor conforme os ventos e a luz dos sóis (e olhos) da “zelite”.

Quanto Levy e Meirelles (dois legítimos representantes da banqueirada) serem problema de Dilma, ele escamoteia mais uma vez. Levy, Meireles, Armínio, Mantega e tantas figuras dessa ordem é problema não de presidente da República. É problema do Povo brasileiro. Do país.

Luís Augusto resumiu aí em cima, magistralmente, o que foi Lula no programa de TV: “Uma lástima a entrevista, nenhuma consistência, nenhuma sombra de verdade.” Quer tiro mais certeiro que este aí?


Taciano Lemos de Carvalho on 19 novembro, 2015 at 9:10 #

luiz alfredo motta fontana on 19 novembro, 2015 at 16:36 #

Lula é um subproduto de equívocos, sociológicos, religiosos, mediáticos, que turvaram mentes em busca de alternativas. Idealizaram um monstrengo, deu no que deu.

Acredito, até, que o Cardeal Arns, está mergulhado em eterna constrição. Lula o fez de tolo, assim como aquele bando de servidores, com barbinha rala e olhar blasée, que circulavam pelos botecos fingindo preocupação social enquanto buscavam benesses na próxima edição do Diário Oficial.

Lula é, em toda a sua bizarra expressão, a doença senil de uma geração desprovida de um mínimo de lucidez. Vendeu-se como operário, em flagrante 171, para “operar” a esperança e dignidade de seus admiradores.


luiz alfredo motta fontana on 19 novembro, 2015 at 17:44 #

Nestas horas, sorrio, em meio ao aroma do malte. Jamais votei em tucanos ou petistas. Não sofro, portanto, de incômodos ao dormir. Não acordo sobressaltado, desconheço o suor frio do equívoco prenhe de ingenuidade e “boas” intenções.


luiz alfredo motta fontana on 19 novembro, 2015 at 20:36 #

E a Rose?

E o Okamoto?

Onde andam estas figuras outrora assíduas?


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