DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Transtorno e ineficácia nas blitzes

Não sabemos se viveu pessoalmente um grande transtorno ou se recebeu queixa de parente ou amigo mais chegado, mas o radialista Mário Kertész fez, na manhã de segunda-feira, dura reclamação contra a blitz de domingo na Avenida Paralela, quando antes fazia defesa intransigente dessas fiscalizações, sem admitir critérios.

Como é um assunto recorrente neste blog, geralmente no sentido condenatório nos episódios relatados, vale frisar que não somos contra as blitzes, mas devemos separar muito bem o que é uma ação em defesa da sociedade e o que não passa de arbitrariedade e exibicionismo, como na maior parte dos casos.

Chegamos a escrever – e isso há muitos anos – que as blitzes em Salvador tinham horas e locais repetidos semanalmente, sendo de estranhar se malfeitores quisessem por elas trafegar conduzindo armas, drogas, reféns, dinheiro ilícito ou qualquer outro móvel de crime.

No entanto, eram realizadas regularmente, congestionando não somente o trecho do bloqueio, como outras vias próximas e mesmo mais distantes, numa cidade que já sofre graves problemas de trânsito.

O certo é ação rápida em local incerto

As blitzes – palavra tirada da expressão alemã blitzkrieg, que significa “guerra-relâmpago” – deveriam ser justamente isto: ações de surpresa, feitas por equipes preparadas e equipadas, que reteriam um número compatível de veículos para a inspeção, liberando os demais.

Não mais que dez minutos bastariam, e se pelotões semelhantes fizessem o mesmo, simultaneamente, em outros pontos, surpreendendo infratores ou eventuais criminosos, poderiam chegar a resultados eficientes sem precisar, digamos, exagerar nos dados divulgados sem a mínima comprovação, como tem ocorrido nessas operações.

O que ficou muito claro desta vez, aliás, com o apoio posterior de praticamente toda a imprensa, é que a Polícia Militar não pode fechar a Avenida Paralela no retorno de um fim de semana, como fez nas proximidades da Estação Mussrunga, por mais de três horas, causando um engarrafamento que se estendeu por seis quilômetros.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 18 novembro, 2015 at 11:33 #

Ineficácia dos Detrans, seja o da Bahia, do DF, do RJ, de SP e de todos os demais, eu já sabia que era grande.

A minha dúvida até hoje era se o transtorno era do trânsito ou das autoridades.

Agora não tenho mais dúvidas. As autoridades sofrem de algum transtorno, sim.


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