DEU NO G1/O GLOBO

Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff voltou a defender o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta segunda-feira (16) e, sobre as especulações de que ele pode deixar o cargo, disse que Levy “fica onde está”. Ela já vinha manifestando o apoio ao ministro em falas recentes.

A presidente falou sobre Levy em entrevista coletiva na cidade de Antália, na Turquia, após participar de sessão da Cúpula do G20.

Ela foi questionada por um jornalista brasileiro se concordava com críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ministro da Fazenda. Na resposta, Dilma disse que as frequentes especulações de que Levy sairá do cargo são “nocivas” para o país.

“Acho extremamente nocivas e negativas para o país as especulações que vira e mexe são feitas quanto ao ministro, que me obrigam também de forma sistemática vir a público e reforçar que o ministro fica onde está. Sistematicamente eu faço. Acho que isso [as especulações,] não contribuem para o país”, disse Dilma.

Na mesma resposta, a presidente afirmou que respeita e gosta do ex-presidente Lula, mas não concorda com ele em tudo. Ela reforçou que considera Levy um servidor público que tem “compromisso” com a estabilidade de país.

“Eu não só gosto do presidente Lula como o respeito, e isso é público e notório. Mas nós não concordamos e não temos de concordar em tudo. A minha avaliação do ministro Levy, eu repito mais uma vez. Eu considero o ministro sobretudo um grande servidor. Ele tem compromisso com o país, com a estabilidade do país”, afirmou a presidente.

“Não tenho que concordar com tudo que as pessoas das quais eu gosto imensamente pensam. Somos adultos e cada um pode ter de encarar a realidade de forma diferente, mesmo que, no geral, a gente concorde”, completou Dilma.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 16 novembro, 2015 at 14:57 #

O Clark Kent, quem diria, abriga-se da “kriptonita luliana” sob as saias Dilma.

Haverá salvação?

Aqui, Josias de Souza, explica o motivo de tamanho afeto e zelo.

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Para se defender de Lula, Dilma protege Levy
Josias de Souza 16/11/2015 14:04

A esse ponto chegou o relacionamento entre Lula e Dilma: nesta segunda-feira, a presidente teve de defender um de seus principais auxiliares, o ministro Joaquim Levy, dos ataques de seu padrinho político. Fez isso por autopreservação, não propriamente por apreço a Levy, que já desprestigiou tantas vezes. “Acho extremamente nocivas as especulações, o que me obriga a vir a público para reforçar que Joaquim Levy fica onde está”, disse Dilma, na Turquia.

E quanto à tese de Lula segundo a qual o ministro da Fazenda tem ‘prazo de validade’? “Não concordo”, afirmou Dilma, em timbre peremptório. “Não só gosto muito do presidente Lula, como é público e notório, como o respeito. Mas não concordo, e não temos de concordar sobre tudo”, acrescentou a criatura, com a amizade pelo criador já meio cansada.

Joaquim Levy é, hoje, o que Aloizio Mercadante foi ontem. Alvejado por Lula, Mercadante foi defendido por Dilma inúmeras vezes. Até nota oficial madame mandou divulgar para assegurar que seu ministro preferido permaneceria na Casa Civil. Lula não se deu por achado. E Mercadante foi mandado de volta à pasta da Educação. Cedeu a poltrona a Jaques Wagner, como queria Lula.

No lugar de Levy, Lula quer acomodar Henrique Meirelles. Como presidente do Banco Central, Meirelles coabitou o gabinete de Lula com Dilma, então chefe da Casa Civil. Divergiam em matéria de economia. Nessa época, suprema ironia, Dilma discordava frontalmente do receituário de Meirelles, muito parecido com o do agora ministro Levy.

Conforme já comentado aqui, ao marchar sobre Levy, Lula inova: empurra para dentro da frigideira a própria Dilma. O morubixba do PT, que já dá as cartas na condução política do governo, quer privar Dilma até de nutrir a ilusão de que preside sua equipe econômica.

Numa tentativa desesperada de demarcar o seu terreno, Dilma deixa claro que não é precisamente contra a fritura. Ela própria já andou flambando Levy. A presidente apenas é contra ser fritada. Por isso resiste. Até quando?

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Levy, é o que é, um “Clark Kent” sem jaça e graça. Desengonçado como ninguém!

Enquanto isso, a economia, desaba sobre “nosostros”.


Taciano Lemos de Carvalho on 16 novembro, 2015 at 18:19 #

Levy fica onde está. Dilma também fica onde está, nos 7 por cento de aceitação.


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