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Postado em 15-11-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-11-2015 11:48

DEU NO PORTAL UOL (TV E FAMOSOS, COLUNA DE FLÁVIO RICCO)

O jornalista e apresentador Sidney Rezende (57) foi demitido nesta sexta-feira (13) pela Globo News, canal privado de notícias da Globo.

“A notícia procede, e a confirmamos inclusive a pedido do jornalista. Ao dar a notícia de que o contrato não seria renovado, Ali Kamel, diretor de jornalismo e esporte, fez questão de enaltecer para Sidney Rezende a sua qualidade profissional e o excelente desempenho dele nos muitos anos que trabalhou para a TV Globo. Explicou que relações profissionais podem ser interrompidas, sem que isso signifique que não possam ser retomadas mais adiante. A Globo só tem elogios à conduta profissional de Sidney, um jornalista completo”, confirmou a emissora em comunicado.

Procurado pela coluna, Sidney Rezende declarou que deve se pronunciar somente nos próximos dias.

Profissional bastante respeitado no meio jornalístico, Rezende possui passagens pela extinta TV Manchete, na TV Educativa e também pela Band Rio. Em 1997, ele integrou a primeira equipe da Globo News, como apresentador do noticiário “Em Cima da Hora”. A partir de 2001, apresentou o programa sobre economia “Conta Corrente” e, no mesmo ano, estreou na Globo como apresentador do “Bom Dia Rio”, jornal que comandou até 2005.

Sidney Rezende é autor dos livros Ideário de Glauber Rocha (1986) e Deve Ser Bom Ser Você (2002). O jornalista é editor de um site de notícias que leva seu nome e, até então, trabalhava no “Jornal Globo News”.

A Globo News passa por um processo de reestruturação e, em outubro, já havia demitido Eduardo Grillo, jornalista veterano que participou da fundação da emissora há 19 anos. Dony de Nuccio assumiu o seu lugar.

Além disso, há o desejo nos bastidores de dar um novo rumo ao “Jornal das Dez”, e trazer de volta Christiane Pelajo, que já trabalhou por lá entre 1996 e 2005, na programação.

*Colaboração de José Carlos Nery

J

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 15 novembro, 2015 at 11:59 #

“Na véspera da demissão, Rezende criticou “má vontade” da mídia com governo

Mauricio Stycer 14/11/2015 23:43
Um dia antes de ser demitido da GloboNews, onde estava desde 1997, Sidney Rezende publicou um texto em seu perfil no Facebook e em seu blog pessoal fazendo duras críticas ao jornalismo praticado no Brasil.

Intitulado “Chega de notícias ruins”, o texto defende que notícias positivas também merecem espaço na mídia e lamenta: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.”

Sem citar nomes, nem veículos, Rezende escreveu: “Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo”.

Como noticiou o colunista Flavio Ricco, no UOL, a demissão de Rezende foi anunciada na sexta-feira (13). “Relações profissionais podem ser interrompidas, sem que isso signifique que não possam ser retomadas mais adiante. A Globo só tem elogios à conduta profissional de Sidney, um jornalista completo”, informou a emissora em nota.

No texto que publicou no dia 12, o jornalista observou: “Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também”.

Rezende escreveu ainda: “O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.”

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Ao que parece encontrará conforto em alguma redação oficial.

Na verdade, o que se percebe, é um sacudir de ombros na GloboNews, a presença de Lo Prete é inspiradora. Enquanto isto Cantanhêde é diluída pela “naturalidade empostada” de Sergio Aguiar, o que é uma pena. Camarotti , por exemplo, até adquiri uma certa densidade, quando divide a cena com Lo Prete, no Jornal das 10, mas sofre no Em Pauta. Sergio Aguiar não se explica, não se justifica, mas persiste.


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