Brigadistas e voluntários tentam controlar as chamas, que estão descontroladas/Divulgação

DEU NO JORNAL A TARDE

Thaís Seixas

Os incêndios no Parque Nacional da Chapada Diamantina entraram no quarto dia neste sábado, 14, sem diminuição das chamas. Segundo o chefe-substituto do Parque, César Gonçalves, a situação está “fora de controle”.

“Temos três focos: um em Ibicioara, onde agentes do Ibama estão combatendo e que está fora do Parque; um grande foco na região norte do Parque, entre os municípios de Lençóis e Palmeiras; e um no Morro Branco, no Vale do Capão”, explica ele.

Apesar dos esforços do governo – que enviou outro helicóptero na sexta-feira, 13 -, de bombeiros, brigadistas e voluntários, as chamas ainda se alastram pela região. “Não houve melhora, e a situação é dramática”, alerta César.

adores da região apontam que a quantidade de profissionais e voluntários que atuam no combate ao fogo é insuficiente.

“São milhares de focos e o fogo está descontrolado. Um bombeiro disse que havia 70 homens, mas só para debelar uma linha de incêndio precisava de umas 300 pessoas”, diz o diagramador Dimitri Cerqueira.

A devastação também atingiu os próprios equipamentos de combate, como um carro dos bombeiros consumido pelas chamas.

“Já temos em campo técnicos do Inema, além de 43 brigadistas e voluntários do Prevfogo e ICMBio, e 42 bombeiros, com o objetivo de debelar e monitorar os incêndios florestais na região”, afirmou o secretário estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler.

A ação envolve ainda o trabalho de quatro peritos. Além disso, são utilizados dois helicópteros com ‘Bambi Bucket’ – equipamento para despejar água sobre incêndios florestais -, dois aviões Air Tractor, três carros tracionados (4×4), três vans e um ônibus.

Bombeiros e brigadistas estão combatendo os focos de incêndios na APA Marimbus – Iraquara (em Lençóis); Parque Nacional da Chapada – Campo São João (Palmeiras); Morro Branco (Vale do Capão); e Povoado do Correia (Mucugê).

Como ajudar o combate ao incêndio

Segundo César Gonçalves, os brigadistas necessitam com maior urgência de coturnos (sapatos apropriados para enfrentar o fogo) e lanternas de cabeça.

As doações podem ser feitas diretamente na sede do Parque Nacional da Chapada, no município de Palmeiras. Caso não seja possível, os interessados em colaborar podem entrar em contato pelo telefone 75 3332-2310. ou e-mail parnadiamantina@gmail.com.

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Comentários

Taciano Lemos de Carvalho on 15 novembro, 2015 at 10:32 #

Pior do que a falta de coturnos aos bombeiros para combater as chamas com eficiência, é a falta de vergonha dos nossos (nossos, não. do Cão) governantes.


luiz alfredo motta fontana on 15 novembro, 2015 at 11:42 #

Brigadistas!

Quem são?

Quem os contrata?

A resposta é encontrada num singelo manual: Manual para Formação de Brigadista de prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (ICMBio)

A contratação do brigadista de Prevenção e Combate a Incêndio Florestal
pelo ICMBio está baseada no Artigo 12 da Lei nº 7.957, de 20 de dezembro de 1989,
que diz:
Art. 12. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis – IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação
da Biodiversidade – Instituto Chico Mendes ficam autorizados a
contratar pessoal por tempo determinado, não superior a 180 (cento e
oitenta) dias, vedada a prorrogação ou recontratação pelo período de
2 (dois) anos, para atender aos seguintes imprevistos: (Redação dada
pela Lei nº 11.516, 2007)
I – Prevenção, controle e combate a incêndios florestais nas unidades
de conservação. (Redação dada pela Lei nº 11.516, 2007)
II – Preservação de áreas consideradas prioritárias para a conservação
ambiental ameaçadas por fontes imprevistas. (Redação dada pela Lei
nº 11.516, 2007)
III – Controle e combate de fontes poluidoras imprevistas e que possam
afetar a vida humana e também a qualidade do ar, da água, a flora e a
fauna. (Redação dada pela Lei nº 11.516, 2007)

Que complementa:

Após os candidatos passarem pelas etapas de seleção, capacitação, aprovação
e classificação do curso, o processo de contratação se dará por meio da assinatura do
contrato de trabalho.
A partir desse momento você passará a integrar o quadro dos servidores do
ICMBIo e, como consequência, representá-lo junto à sociedade, sendo, assim, reconhecido,
principalmente, por meio do uso adequado de seu uniforme.
Diante do exposto anteriormente, o brigadista, com relação a seu uniforme,
deverá atentar para os seguintes aspectos:
• Utilizá-lo apenas em serviço.
• Estar sempre devidamente uniformizado, pois, além de identificá-lo, ele o
protege, sendo seu uso obrigatório nas ações de combate.
Apostila para Formação de Brigadista de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais
17
• Comunicar imediatamente a seu superior imediato o extravio ou quaisquer
danos que os tornem inadequados.
• Devolvê-lo após o término do contrato.

Por fim destaca-se a norma:

Combater o fogo com agressividade, porém, manter a calma acima de tudo

Aqui a definição Ibamesca:

Um agressivo calmo!

Precisa dizer mais???

Resposta:
Parece que sim, começando por informar quem fiscaliza e controla o tal ICMBio, ou vai conforme a dança? Mais um meio de cooptar de companheiros, que só é ruim quando ocorre incêndios.

Poe outro lado, entende-se, coturno é “alta tecnologia”, privativa das elites, desconhecida de “nosostros”. Não é mesmo MMA?

Sejamos pois agressivos, mas calmos!


luiz alfredo motta fontana on 15 novembro, 2015 at 11:47 #

Sejamos sensatos.

Essa contratação temporária, na mãos dos aparelhados “institutos e afins”, como poder de sedução do salário mínimo em regiões carentes de tudo, sobretudo educação e preparo, merece atenção.

Com a palavra, caso possam, os bombeiros.


vitor on 15 novembro, 2015 at 11:58 #

Na mosca, poeta. Na mosca. Bravo!!!


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