PEDAÇOS DE RECORDAÇÕES E SAUDADES ESPALHADOS ONTEM NO FACEBOOK, NO ESPAÇO DA JORNALISTA NÁDYA ARGÔLO:

NÁDYA: Conheci a jornalista Sandra Moreyra na casa de minha amiga – irmã Glória Freitas, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Neste dia também estava presente outro querido amigo que tinha trabalhado comigo e Glorinha na sucursal do Jornal do Brasil em Salvador, Roberto Gonçalves. Foi uma noite alegre e eu pedi para Sandra contar sobre sua avó, seu pai e sua irmã Eugenia. Como era a convivência de uma família de tão bons profissionais quando se reunia para ‘trocar figurinhas’. Bebemos um excelente vinho e rimos muito com as histórias pitorescas do jornalismo boêmio/carioca! De sorriso largo e puro, olhos atentos e brilhantes Sandra Moreyra foi uma profissional espetacular. Todas as homenagens para ela que nos deu tantos bons exemplos de ética, profissionalismo e verdade! Vá em paz querida, pois sua estrela também vai brilhar no infinito!

Nadya Argôlo: Nessa noite também recordamos da querida sucursal do Jornal do Brasil, na Chácara Perseverança, em Pernambués, contruída no final dos anos 70 nos padrões JB, ou seja, nas cores bege com detalhes em preto. Era um luxo. O diretor da sucursal era o querido professor, jornalista, poeta e amigo, Florisvaldo Mattos. No comando da redação do JB estava o maravilhoso e querido, Vitor Hugo Soares, em exemplo de homem e profissional. E colegas sensacionais numa redação imensa do naipe de Symona Gropper, Paulo Renan Santos, Luiz Faustino, Roberto Gonçalves, Gildo Lima Lima, Artur Ikishima, Antonio Jorge Moura e mais outros colegas bacanas que se revezavam tirando as férias uns dos outros. Na Rádio JB, a redação era coordenada por Estavam Dulci que tinha na equipe de jornalismo Carlos Ribas, Leticia Muhana, Nadya Argôlo, Telma Ferreira Arléo, Gloria Freitas , Diógenes Rebouças Filho, Vicente Sarno, Bob Fernandes e tantos companheiros maravilhosos. O coordenador do estúdio era Edilton Tourinho. Bons tempos…
E agora dando esse até logo a Sandrinha Moreira esses momentos tão bacanas passam em minha mente como um filme. Filme bonito e cheio de saudades. Beijos amigos queridos!

Vitor Hugo Soares:
Belas, justas, relevantes e comoventes recordações sobre a passagem de Sandra Moreyra na Bahia e no Rio, Nadya!. A menção generosa ao Jornal do Brasil e à sucursal de Salvador, enobrece mais ainda as suas recordações de Sandra. Foi no JB , na sede do Rio, que ela começou ( na editoria do Caderno B,de grande memória, onde Symona Gropper também brilhou antes de se transferir para Salvador e continuar sua carreira de sucesso no JB), e na TV Bandeirantes, onde ela deu os primeiros e seguros passos que a elevariam à condição de uma das mais brilhantes e completas profissionais da televisão brasileira. Ninguém que tenha convivido apenas um dia com Sandra Moreyra, jamais a esquecerá. Nós que tivemos a honra do convívio profissional tão próximo, além do privilégio da sua amizade, ficamos felizes com isso, ao tempo em que choramos à sua partida. Morre Sandra Moreyra! Viva Sandra Moreyra!!!

BOM DIA!

(Vitor Hugo Soares)

nov
11

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Os caminhoneiros autônomos que pedem a renúncia da presidenta Dilma Rousseff mantiveram nesta terça-feira 46 pontos de bloqueios em rodovias de onze Estados brasileiros, conforme o Comando Nacional do Transporte, o grupo que promove os atos. Este é o segundo dia de paralisação com uma pauta política e sem reivindicações diretas voltadas para a classe.

De acordo com os organizadores do protesto, há bloqueios em estradas de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Bahia e Ceará. Na segunda-feira, foram 49 bloqueios em 14 Estados, de acordo com o Governo federal. Diante das paralisações, o ministério da Justiça orientou a Polícia Rodoviária Federal a multar os caminhoneiros que impedirem o fluxo de veículos pelas rodovias federais. A multa é de 1.915 reais.

“Essa é mais uma estratégia deste governo autoritário para prejudicar um movimento pacífico. Eles usam a força ao invés de usarem a argumentação”, afirmou Ivar Schmidt, um dos líderes do Comando Nacional do Transporte. Schmidt, que na última semana disse que não havia margem para conversas com a União agora diz que esperava ao menos uma sinalização do Governo de que tem o interesse de “melhorar a economia” e iniciar um diálogo. “Ao invés de nos intimidar, poderiam conversar”, ponderou.

A gestão Rousseff avalia que a paralisação tem como única função desgastar o Governo e, por essa razão, ainda não negociou com os manifestantes. Até o momento nenhuma entidade sindical que representa os caminhoneiros aderiu aos protestos. “Consideramos imoral e repudiamos qualquer mobilização que se utilize da boa-fé dos caminhoneiros autônomos para promover o caos no país e pressionar o Governo em prol de interesses políticos ou particulares, que nada têm a ver com os problemas da categoria”, disse por meio de nota a Confederação Nacional de Transportadores Autônomos que respondem por 50% do transporte de produtos duráveis e perecíveis no país, segundo informação no portal da entidade.

Esta é a segunda onda de paralisação dos caminhoneiros brasileiros. Entre fevereiro e março, dezenas de cidades ficaram sem abastecimento de combustível e até alimentos por conta de uma série de protestos. Naquela época entidades como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a União Nacional dos Caminhoneiros engrossaram os protestos que tinha como pauta a redução do preço do óleo diesel, melhores condições de financiamento dos veículos e a criação de um frete mínimo.

Na ocasião, vários caminhoneiros também acabaram multados em até 10.000 reais por bloqueios em rodovias. Semanas depois, porém, a Câmara dos Deputados aprovou uma lei que os anistiava da punição. O projeto ainda não foi votado no Senado e as multas daquele período permanecem.

Prejuízos

Em nota, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, informou na segunda-feira a criação de um comitê de crise para tentar “viabilizar a entrega de insumos nas granjas, o transporte de animais para o abate e de produtos para distribuição no mercado interno e para as exportações”. A preocupação do setor, segundo Turra, é que se repitam “os graves efeitos“ da paralisação de fevereiro. Na ocasião, informa a ABPA, cargas não puderam ser entregues, portos pararam, agroindústrias suspenderam abates e os estoques ficaram lotados, num total de mais de 700 milhões de reais em prejuízos.

Diante das perdas já registradas no ano, o mês de novembro era crucial, nos planos do setor, para se recuperar, principalmente depois de outra paralisação, a dos fiscais federais agropecuários, em setembro e outubro. “Neste mês, grandes importadores, como a Rússia, elevam suas importações para formação de estoques para enfrentar o inverno, quando a atividade de portos é suspensa devido ao frio e ao gelo”, diz Turra na nota. “A paralisação tem efeitos perversos no setor e, neste momento, tememos que sejam ainda piores que os que sofremos no início do ano”, completa.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (ACEB), José Augusto Castro, pondera, contudo, que ainda é muito cedo para calcular prejuízos para o país. “Em termos de exportação, o impacto tende a ser pequeno, porque a carga acaba sendo embarcada com uma ou duas semanas de atraso. O que ocorre mesmo é um aumento de custo para as empresas”, diz Castro, que lamenta o aumento desse tipo de mobilização em tempos de crise econômica.

Sem o apoio de entidades sindicais, os caminhoneiros autônomos encontraram amparo em outros grupos que defendem a saída de Rousseff. Nesta terça-feira, lideranças dos caminhoneiros se juntarão a representantes do Movimento Brasil Livre que estão acampados em frente ao Congresso Nacional em Brasília para aumentar o coro pelo impeachment.

nov
11
Posted on 11-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-11-2015


Explosão do avião abriu uma cratera de cinco metros no chão. Foto: O Antagonista/Reprodução da internet

DO G1/ O GLOBO

Sílvio Túlio

Do G1 em Goiás

Um avião de pequeno porte caiu na noite desta terça-feira (10) em uma fazenda entre o distrito de Santo Antônio do Rio Verde, município de Catalão, no sudeste de Goiás, e a cidade de Guarda-Mor, em Minas Gerais. Em nota, a Força Aéra Brasileira (FAB) disse que 4 pessoas viajavam na aeronave.

Segundo informou o Jornal da Globo, morreram no acidente o presidente do Bradesco Vida e Previdência, Lúcio Flávio de Oliveira, e o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antônio Rossi. O piloto e o copiloto também morreram, mas seus nomes não foram confirmados.
Destroços em chamas do avião que caiu com dois presidentes do Bradesco l)

O Corpo de Bombeiros de Catalão, que atende a ocorrência no local, confirmou que não há sobreviventes. “A aeronave está completamente destruída. Os corpos estão irreconhecíveis”, explicou o sargento Marcelo ws)

A assessoria da FAB informou ainda que o avião, modelo Citation VII, de matrícula PT-WQH, decolou do aeroporto de Brasília às 18h39 com destino a São Paulo, mas desapareceu dos radares do controle de tráfego às 19h04.

A auxiliar de serviços gerais Luciana Pereira de Jesus, que trabalha na fazenda, disse que ouviu o barulho da queda a cerca de 10 km da sede.

“Foi como o barulho de um trovão. Os vizinhos de outras fazendas disseram que viram uma tira de fogo no ar. Alguns funcionários que estão lá avisaram que tem pedaços da aeronave espalhados por todo lado”, afirma.

Nota da FAB:
A Força Aérea Brasileira informa que a aeronave modelo Citation VII, de matrícula PT-WQH decolou às 18h39 do aeroporto de Brasília com destino a São Paulo e desapareceu dos radares do controle de tráfego às 19h04.

A aeronave caiu em uma região próxima do município de Catalão, estado de Goiás, com quatro ocupantes a bordo. Não há informações de sobreviventes.

(Reportagem em atualização. Mais informações a qualquer momento)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Medo de escuro

O brasileiro é o cidadão que mais tem medo de sair sozinho à noite, conforme pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico em 36 países, entre os quais, na América Latina, Chile e México.

Se vivesse por aqui nos dias de hoje, Gonçalves Dias não poderia, como fez na Canção do Exílio, “cismar sozinho à noite”. Um assaltante ou uma bala perdida poderiam privar-nos definitivamente de sua poesia.

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nov
11
Posted on 11-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-11-2015


Brum, no jornal Tribuna do Norte

CRÔNICA
O palco

Gilson Nogueira

“ Sou a paciência do fruto.” A autora da pérola é Bruna Lombardi. Entre outros livros, ela escreveu No Ritmo dessa Festa, coleção de poesias destinadas ao livre pensar e a encher olhos e corações de quem a lê. Conservo o livrinho da bela Bruna em minha estante tripla, junto a fotos, carrinhos de ferro, adquiridos na terra do automóvel, discos e outros pedaços de ontem e de hoje, a exemplo de um imã de geladeira, em preto e branco, com o rosto do saudoso Batatinha segurando a caixa de fósforos, uma de suas marcas registradas, e sorrindo diplomacia, como se fosse naqueles encontros no Centro de Salvador ou no velho Porto da Barra, só pra mim, cervejando finais de semana e comendo dobradinha com as mãos na panela.

No quartinho do computador, plataforma de minhas ideias, onde também estão pendurados amuletos e flechas de índios americanos, digito ( que pena, não mais escrevo, nem datilografo!), sem compromisso, minhas modestas crônicas para o Bahia em Pauta e o Notícia Capital, sites editados, respectivamente, pelos jornalistas baianos Vítor Hugo Soares e Jolivaldo Freitas, mestres no saber que a imprensa não tem a obrigação de ser boa e sim a de ser livre.

Neste meu cantinho de casa, trincheira para observar os absurdos dos dias que correm e tentar falar com Deus, no silêncio da fé, sinto-me, agora, como soteropolitano, vítima, também, do crime cometido contra o Canteiro Central da Avenida Paralela, mais um absurdo da capital do berimbau, visando a passagem de um metrô burro, com o perfil de quem não entende nada de urbanismo, de cidade como extensão de mim.

E nessa selva de brutalidades, após devorar uma manga rosa vinda de Serrinha, convido os passarinhos a invadir minha alma, comer os alpistes da esperança, e saírem, por aí, espalhando paz. Afinal, como escrevi, semana passada, dentro de um ônibus, em direção ao Iguatemi, temos que combater o egoísmo, a violência em múltiplas facetas, levando em conta que, sem distinção, somos, todos, personagens de um só ato no palco da existência.

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

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