Sandra Moreyra: Um nome para não esquecer
no jornalismo do Brasil.

DEU NO F5/ DA FOLHA DE S. PAULO

Morreu no início da tarde desta terça-feira (10), aos 61 anos, a jornalista Sandra Moreyra, que trabalhava desde 1982 na TV Globo. Sandra morreu no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer que combatia há sete anos.

Natural do Rio de Janeiro, Sandra é filha de Sandro Moreyra, um dos mais importantes cronistas esportivos brasileiros, e de Lea de Barros Pinto, professora. Seu avô, Álvaro Moreyra, era escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, e dirigiu nos anos 1950, as revistas Fon-Fon e Paratodos. Sandra era irmã da também jornalista Eugenia Moreyra, diretora da GloboNews.

O início de sua carreira foi na mídia impressa, no Jornal do Brasil, em 1975. Depois, trabalhou na TV Bandeirantes (em Salvador )e, em 1982, foi para a TV Manchete como subeditora de um jornal de cultura e entretenimento.

Em 1983, após se mudar para Minas Gerais por conta do trabalho do marido, foi convidada para trabalhar na TV Globo, como repórter. Em 1985, com a eleição e morte de Tancredo Neves, Sandra acompanhou o cortejo fúnebre, em matéria exibida no Jornal Nacional.

No ano seguinte, a jornalista deixou Minas e voltou para o Rio, onde participou da cobertura do Plano Cruzado.

Em setembro de 1987, Sandra foi uma das repórteres destacadas para acompanhar os desdobramentos do acidente radioativo em Goiânia, com Césio 137, que contaminou centenas de pessoas.

Na virada de 1988 para 1989, acompanhou grávida a cobertura do Bateau Mouche que afundou na Baía da Guanabara, matando 55 pessoas. Em depoimento ao site “Memória Globo”, ela disse que telespectadores chegaram a ligar para a emissora e pedir que tirassem a gestante daquela cobertura. “Eu, com o maior barrigão, fazendo flash daquilo. Uma coisa maluca, e a gente nem se tocou”.

Em 1992, realizou reportagens para os principais jornais da rede sobre a Rio-92. No ano seguinte, a jornalista fez uma reportagem que considera marcante em sua trajetória sobre o enterro das vítimas da chacina em Vigário Geral.

Em 1996, foi trabalhar como repórter do Bom Dia Brasil e passou a comandar uma coluna de gastronomia. Três anos depois, trocou o telejornal matinal pela GloboNews, passou a cuidar de parte gerencial e administrativa, ampliando sua experiência em televisão.

Em 2015, Sandra Moreyra coordenou a série Memórias de uma Cidade sobre os 450 anos do Rio de Janeiro. O último Dia das Mães foi celebrado no RJTV com uma crônica de Sandra Moreyra.

A última mensagem pública da jornalista foi no dia 20 de outubro, em uma rede social. “Novamente estou sendo posta à prova. Mais um tratamento pra fazer. Eu amo a vida. E vou em frente”, escreveu.

A jornalista deixa marido, dois filhos e dois netos. A família afirmou que o corpo da jornalista será cremado nesta quarta-feira (11), no cemitério Memorial do Carmo, zona norte do Rio.

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Comentários

Antônio Carlos vieira on 11 novembro, 2015 at 20:43 #

Fiquei bastante chateado com a perda desta incrível jornalista, eu acompanho o jornalismo da Globo a anos. Que ela esteja em paz e aceite sua nova casa! Infelizmente todos nós temos um tempo aqui na terra, é duro ter que aceitar , mas também não tem como escarparmos

. Que Deus dê a família dela o conforto neste triste momento,mas saibam que ela estará em paz !


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