Paralela:destruição anunciada de
uma joia urbanística de Salvador


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O leite derramado no filé mignon da cidade

Carece de legitimidade a reação da Prefeitura a um suposto desmatamento irregular no canteiro central da Avenida Paralela, ainda mais com ameaça de embargo.

O estrago já está feito e a tendência é piorar. Trafegar pela Paralela, hoje, significa um desgosto na alma pela destruição da bela paisagem, que o prefeito ACM Neto, neto do idealizador daquele sítio, nada fez para evitar.

Vetor de crescimento natural do “cone” Salvador em direção à parte mais larga, a avenida tinha no seu canteiro uma salvaguarda ambiental – e potencialmente funcional –, que desaparece do visual urbano para dar lugar às cercas do metrô.

Obra majestosa, tem jeito, pela extensão e complexidade, sem falar na tradição brasileira, de que ainda vai dar, ao longo dos anos, muita dor de cabeça – ao trânsito, aos cofres públicos e, quem sabe, aos tribunais.

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Comentários

Tac on 9 novembro, 2015 at 7:42 #

O trem de superfície da Paralela é, e será, um monstrengo.

Monstrengos maiores e mais desengonçados, feios, horrorosos, e ineficientes, do que a geringonça que estão tentando construir na Paralela, são os governos estadual e municipal.

Apesar de milionários, os dois governos não funcionam. Corrigindo: funcionam, mas funcionam mal, muito mal, e com ideias de gerico, como essa de construir um horroroso trem de superfície na bela Avenida Paralela.

“A ti trocou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando, e tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.” (Boca do Inferno)

Só à máquina mercante, e aos negociantes, interessa um monstrengo como esse em construção na Paralela.


Tac on 9 novembro, 2015 at 7:43 #

O Tac aí é Taciano


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