“Itapuã , o teu sol me queima e o meu verso teima em cantar teu nome, teu nome sem fim”(Caetano Veloso)

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

Aécio em Salvador: duras críticas ao PT, Lula e Dilma
e tarde amena em Itapuã com ACM Neto.

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA, EDIÇÃO IMPRESSA DESTA SEGUNDA-FEIRA (9/11).

Osvaldo Lyra (Editor de Política) e Paulo Roberto Sampaio (Diretor de Redação)

Principal nome da oposição no país, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, não acredita que haja capacidade na presidente Dilma e no seu partido, o PT, para retirar o Brasil da crise atual.

O tucano esteve em Salvador na última sexta (6) para discutir Segurança Pública em um seminário organizado pelo PSDB como parte da construção de uma nova agenda para o país. No entanto, o assunto ficou em segundo plano diante das duras críticas de Aécio ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Em entrevista exclusiva à Tribuna, o senador apontou erros como as mentiras, as distribuições de espaços para aliados políticos e disse que falta confiança e credibilidade para o governo petista enfrentar a crise e recolocar o país na rota do crescimento econômico. Aécio também comentou os resultados das operações Lava Jato e Zelotes, falou sobre as expectativas quanto ao processo de impeachment da presidente da República e afirmou confiar na justiça quanto à apuração e penalização dos responsáveis pelo que ele chama de verdadeiros crimes contra a democracia.

Tribuna – Como o senhor está vendo as operações Zelotes e Lava Jato, que investigam atos de corrupção no governo do PT?
Aécio Neves – Em momento de crise tão grave como esse, de pessimismo generalizado, de desânimo da sociedade brasileira, se há uma coisa de positiva é que as nossas instituições estão funcionando. O poder judiciário cumpre o seu papel, o Ministério Público também, da mesma forma que assistimos os tribunais, tanto o de Contas (TCU) quanto o Superior Eleitoral (TSE), cumprindo o papel que a constituição determina, independente de contrariar A ou B. O que estamos assistindo é a caracterização da maior organização criminosa que já se constituiu no estado brasileiro em benefício de um projeto de poder. Se nós, na campanha eleitoral, já denunciávamos as irregularidades na Petrobras, no setor elétrico e entre tantos outros, agora essa operação está permitindo aos brasileiros conhecer a dimensão do mal que esse projeto do PT tem feito ao Brasil. Na verdade, eles abdicaram de um projeto inovador, que tiveram a oportunidade de fazer, inclusive com o apoio de milhões de brasileiros, para se dedicar a um projeto de manutenção do poder a qualquer custo.

Tribuna – As investigações têm chegado muito próximas do ex-presidente Lula. O senhor acredita que ele será atingido?
Aécio – Eu não torço pelo infortúnio pessoal de quem quer que seja, nem mesmo do ex-presidente Lula. A minha disputa com ele é na política. Mas todos aqueles que cometeram ilegalidades, ou que permitiram que irregularidades e crimes tenham sido cometidos, devem responder por isso, porque seria um grande retrocesso se as instituições deixassem de apurar desvios pela patente daquele que é denunciado. O presidente e os seus companheiros de partido devem ter a oportunidade de se defender, de explicar as suas participações nestes episódios. O que é grave e parece já constatado pela justiça é o que levou a prisão de algumas das principais figuras do PT, como o ex-ministro José Dirceu, como mais um tesoureiro do partido. O que fica claro nessa organização criminosa que se estabeleceu dentro do estado brasileiro, além de corrompê-lo do ponto de vista político – e isso é um atentado à democracia – é o enriquecimento pessoal de alguns dos membros dessa estrutura. Felizmente tudo isso será apurado.

Tribuna – Como o senhor viu a confirmação pública feita pelo ex-presidente Lula, de que a presidente Dilma mentiu na última campanha eleitoral?
Aécio – Foi a confirmação do óbvio. Acho que o que é mais claro hoje no Brasil é que a presidente Dilma mentiu para vencer as eleições. Nós temos pesquisas recentes que mostram que 86% dos brasileiros, portanto boa parte daqueles que votaram na própria presidente, consideram que ela mentiu para vencer as eleições. Se isso, por si só, já é algo extremamente grave, o que mais me causa perplexidade é que ela, de forma consciente, deixou de tomar, no tempo possível durante o ano de 2013 e o próprio ano de 2014, medidas que poderiam até não ser benéficas do ponto de vista eleitoral, mas seriam extremamente positivas para minimizar o efeito da crise para quem mais precisa, minimizando o desemprego, possibilitando uma retomada mínima do crescimento da nossa economia. Ela, entre o interesse dos brasileiros e seu interesse eleitoral e do seu partido, ficou com o interesse do seu partido. E hoje quem paga o preço mais caro dessa crise são os brasileiros mais desassistidos, aqueles que ela no seu discurso panfletário e demagógico dizia querer defender. Essa é uma marca dos regimes populistas. Tentam dividir o Brasil entre nós e eles e acabam por punir aqueles que dizem defender.

LEIA INTEGRA DA ENTREVISTA NA TRIBUNA DA BAHIA.


CRÔNICA

Uma codorna no pôster da Playboy

Janio Ferreira Soares

Quando eu tinha uns 10 anos encontrei numa mala do meu tio Lindemar um exemplar da Playboy americana cuidadosamente guardado entre meias, camisas e uma calça de linho branca. Na capa, uma loira com os seios nus sorria pra mim como se dissesse: “ei, seu fedelho abelhudo, a partir de hoje eu dividirei o produtivo latifúndio de suas mãos com bolinhas de gude, petecas e as cordas de seu estimado violão tentando solar alguma canção que toca na difusora da praça”.

Nervoso e excitado pela descoberta de que as mulheres dos catecismos de Carlos Zéfiro poderiam ganhar formas tão reais, certifiquei-me não haver ninguém por perto e aí nasceu uma longa relação, por vezes chegando a ares de lua de mel quando meu tio, então prefeito de Glória, viajava à capital baiana para rápidos contatos políticos e planejados saracoteios mundanos – levando consigo (propositadamente, desconfio) a mala estepe. Segue o bonde.

Anos depois, já em Paulo Afonso, conheci a Distribuidora Sedução, o primeiro dos muitos templos sagrados que ainda hoje entorpecem esta velha e bandoleira alma cada vez mais carente de alfarrábios, acetatos, fotogramas e periódicos. E foi justamente em meio a sargentos tainhas, fotonovelas e monteiros lobatos que eu me deparei com as primeiras edições de Fiesta, Lui, Privé, Ele e Ela, Status e A Revista do Homem, que, contrariando a genética, só depois que envelheceu virou Playboy.

Lembro-me da minha enorme expectativa a cada lançamento, não só pelas moças despidas, mas também (sério) pelas entrevistas, artigos e crônicas de craques como Ivan Lessa, Millôr e afins, sem falar nas preciosas dicas de como preparar um perfeito Bloody Mary para curar ressacas, ou como incrementar uma receita de omelete visando a maravilhar sua companheira no café da manhã.

A propósito, com a recente informação de que a edição americana não mais exibirá fotos de mulheres nuas em suas páginas – e diante da possibilidade da publicação brasileira seguir pelo mesmo caminho -, me ocorreu de matutar prováveis alternativas às dezenas de musas que motivaram a imaginação de tantos garotos que, como eu, amavam os Beatles e os Stones, mas também as brunas, cotrofes, luizas e lumas, e não deu outra.

Diante da enxurrada de programas gastronômicos na TV (agora, inclusive, com crianças disputando receitas e chorando desesperadas por não conseguirem o ponto certo da massa do empadão), nada mais apropriado do que a Playboy estampar no pôster central um belo risoto de codorna trufada, logicamente fotografado pelas lentes de Duran e prefaciado por um desses chefs tatuados, que aí descreveria os predicados da codorninha como se ela fora uma espécie de Lídia Brondi desses estranhos tempos.
Quanto a sobremesa, certamente ela estará estampada na seção “Doces que Amamos”. Nela, uma porção de quindins bem amarelinhos apareceriam pegando um bronze no Caribe. Já na capa, um azeitado e úmido carpaccio com um alcaparrão no centro, se insinuará como um precioso manjar pra se comer rezando. Delicie-se.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, no lado baiano do Rio São Francisco.


BOM DIA!!!


Paralela:destruição anunciada de
uma joia urbanística de Salvador


DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O leite derramado no filé mignon da cidade

Carece de legitimidade a reação da Prefeitura a um suposto desmatamento irregular no canteiro central da Avenida Paralela, ainda mais com ameaça de embargo.

O estrago já está feito e a tendência é piorar. Trafegar pela Paralela, hoje, significa um desgosto na alma pela destruição da bela paisagem, que o prefeito ACM Neto, neto do idealizador daquele sítio, nada fez para evitar.

Vetor de crescimento natural do “cone” Salvador em direção à parte mais larga, a avenida tinha no seu canteiro uma salvaguarda ambiental – e potencialmente funcional –, que desaparece do visual urbano para dar lugar às cercas do metrô.

Obra majestosa, tem jeito, pela extensão e complexidade, sem falar na tradição brasileira, de que ainda vai dar, ao longo dos anos, muita dor de cabeça – ao trânsito, aos cofres públicos e, quem sabe, aos tribunais.

nov
09
Posted on 09-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-11-2015


Amarildo, no diário A GAZETA (ES)

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09

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Músculos contra a corrupção

Não acompanhamos o UFC, mas leitores nos avisaram sobre a fala do lutador Vitor Belfort, depois da sua vitória ontem(sábado, 7) à noite:

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