PT e Lídice é aliança improvável

Fala-se num apoio do PT à candidatura da senadora Lídice da Mata (PSB) à Prefeitura de Salvador, mas isso é improvável até por referência histórica: somente uma vez o PT não lançou um nome na capital, em 1992, apoiando, a contragosto, outro partido.

Por coincidência, foi a própria Lídice, que militava no PSDB e cuja popularidade, decorrente da chapa ao governo do Estado dois anos antes, convenceu os petistas, que na época não tinham maior expressividade eleitoral e viram uma chance real de vencer e compartilhar o poder.

A experiência, no entanto, não foi das mais agradáveis, nem do ponto de vista administrativo nem do político. A prefeita realizou uma gestão exclusivista – e fraca –, o que desprestigia qualquer argumento de que uma aliança daquela natureza poderá repetir-se.

A senadora recompôs-se com o governo petista após a separação na campanha ao governo em 2014, da qual participou constrangida, obediente à decisão nacional do partido, que tinha o candidato presidencial Eduardo Campos, tragicamente falecido.

Lídice chegou a bater duro no PT enquanto a campanha ainda tinha sentido. O candidato Rui Costa estava fraco nas pesquisas e ela desejava, portanto, viabilizar-se como alternativa da “esquerda”.

Com a história como a conhecemos hoje, Rui quer Lídice na disputa pela Prefeitura dentro da mesma estratégia de dispersão que o leva a estimular a deputada Alice Portugal, o deputado Sargento Isidório e, naturalmente, um nome do PT. Se alguém for ao segundo turno contra Neto, maravilha.

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