Retorno do passeio anual ao Jardim da Saudade, de Salvador, no Dia Finados , no tributo a entes queridos e exemplares, seres admirados que partiram.

Um deles, Raul Seixas , autor e interprete desta impactante canção. Som e fumaça com cheiro de mato queimado flutuando no cemitério. Junto com as recordações dos admiradores e fiéis seguidores do grande artista soteropolitano.

Paradas para deixar rosas vermelhas (e outras flores da escolha de Margarida), recordar passagens da vida ou aspergir perfume na passagem: no túmulo onde estão juntos seu Alaôr, dona Jandira (meus pais) e Fernando David, o mano jornalista que um infarto fulminante levou aos 42 anos; Dona Celina e Seu Cardoso (pais de Margarida e amados sogros).

Depois uma rosa vermelha em cada um dos túmulos de duas figuras também especiais (pessoalmente) e admiráveis da Bahia: O primo Mário Soares Lima, ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), heroico resistente das lutas populares contra a ditadura; e Padro Milton de Brito: compadre e amigo de sempre, ex-presidente da OAB-BA, e brilhante conselheiro nacional da Ordem e um dos mais competentes e generosos combatentes das melhores causas democráticas do País (quanta saudade!).
Limpas as lágrimas, depois do tributo, toca Raul!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Levy enquadra merreca do Bolsa Família

Garantido no cargo veementemente pela presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, dá um show de política.

Leve, despreocupado com Lula, que parece ter largado seu pé, Levy faz o mimo sobre o Bolsa Família: “É extremamente valioso”.

No bojo das declarações, diz algumas verdades: por exemplo, que se trata de uma “pequena coisa”, em torno de 0,5% do PIB, sendo importante apenas “monitorar esse gasto”.

O ministro não desceu aos valores absolutos do programa: pelos números de 2014, trata-se de R$ 27,6 bilhões.

Esse dinheiro, que daria para a turma da Petrobras prover, dividido pelos 45,8 milhões de beneficiários, dá R$ 602 para cada um por ano.

Mas a afinação de discurso com o PT não impede – antes o impele – que Levy dê o verdadeiro recado: aumentar tributos é indispensável para o “ajuste fiscal”.

O resumo da história é que, mais forte, o ministro quer dinheiro para o governo gastar e deixar um pouco também – por que não? – para a corrupção.

Recordemos os nossos mortos, em especial os que deixaram grandes exemplos e bons ensinamentos exemplos para os vivos.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

É o contrário do que Berzoini disse

Ricardo Berzoini, que gostaria de ser o Torquemada da imprensa, deu uma entrevista “camarada” ao Estadão. Só disse platitudes, com exceção de uma resposta: “Ele (Lula) é um dos nomes mais competitivos que o PT pode apresentar em 2018, mas não é a única opção.”

É uma resposta reveladora do contrário: os petistas estão apavorados ao ver Lula, sua única opção, cada vez mais encalacrado com a Justiça.

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Posted on 02-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-11-2015


Luscar, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DO EL PAIS

Rodolfo Borges

De São Paulo

O grande personagem político do Brasil em 2015 tem 12 metros de altura e, apesar de ser preenchido por ar, pesa 150 quilos. No ano em que o país viu enfim nascer a aguardada Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, e o Partido Novo surgiu com a promessa de se firmar como a primeira legenda autenticamente liberal da política nacional, nenhuma novidade foi capaz de mobilizar tantas paixões quanto o boneco inflável Pixuleco, o famoso Lula Inflado. Concebido pelo Movimento Brasil, a caricatura de lona do ex-presidente Lula (alimentada por dois motores de propulsão) passou a protagonizar protestos país afora, virou alvo de atentados a faca e inspirou a criação de outros infláveis de protesto.

Desde que o Lula Inflado apareceu no gramado da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia 16 de agosto, gerando uma infinidade de memes na Internet, quase todo grande protesto político passou a contar com figuras infláveis, com custo médio de produção entre 10.000 reais e 20.000 reais. Só a presidenta Dilma Rousseff já ganhou duas versões, batizadas de Pinóquia e Bandilma. Em Minas Gerais, Lula protagoniza outro boneco, com roupa de presidiário, a exemplo do inflado original, mas com chifres e com Dilma e o governador do estado, Fernando Pimentel (PT), acoplados ao lado (veja galeria de fotos). Em São Paulo, primeiro surgiu um boneco para satirizar as políticas de mobilidade do prefeito Fernando Haddad (PT), o Raddard, para depois aparecer o Chuchuleco, crítica ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O conturbado clima político e a crise econômica, que eleva a taxa de desemprego desde o início do ano, parecem compor o ambiente ideal para a proliferação dos bonecos de protesto. Pesquisas de opinião recentes confirmam o desgaste das maiores lideranças políticas do país. Além da queda na popularidade de Dilma e Lula, houve aumento na rejeição de nomes vistos como opções ao Governo petista, como o senador Aécio Neves, a ex-ministra Marina Silva e o governador Alckmin. A insatisfação tem levado mais gente às ruas, e o sucesso do Pixuleco parece ter tornado irresistível a utilização de infláveis nas manifestações.

A nova febre dos inflados políticos, que têm o poder de simbolizar o protesto em apenas uma imagem, começou antes mesmo do Lula Inflado, segundo Denise Faria, gerente da Companhia do inflável. No início do ano, a empresa produziu um elefante branco com a estrela do PT que foi usado em uma manifestação de empresários. “Costumamos fazer bonecos de dois ou três metros de políticos, mas apenas durante campanhas eleitorais”, conta a gerente, cuja empresa é responsável por um dragão de três cabeças inflável que a Força Sindical usou neste mês para protestar contra a inflação, o desemprego e os juros altos na avenida Paulista.

Responsável por fabricar os patos amarelos que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) espalha pelo Brasil em protesto contra o possível aumento de impostos, Denilson Souza, dono da fábrica Big Format, calcula em 25% o aumento da busca pelos serviços de sua empresa neste ano. “A procura por infláveis em geral aumentou bastante, também por pessoas físicas, e com certeza a exposição nos protestos contribuiu para isso. Mas nem todo mundo fecha os pedidos depois de se deparar com o tamanho do investimento”, conta o fabricante, que já produziu um lote de Pixulecos em tamanho pequeno.


Lula inflável (Pixuleco): a grande
sacada dos protestos no país.

Lula

Apesar da proliferação de infláveis políticos, Lula inflado segue sendo o grande fenômeno da turma, com reproduções vendidas de 20 a 40 reais e carregadas em todos os protestos contra o Governo, inclusive dentro da Câmara dos Deputados. Idealizado inicialmente como um balão, que exigiria a utilização de gás hélio, o boneco ficou no chão por questões de segurança e quase não sai do papel por conta dos custos. Os 12.000 reais necessários para criá-lo foram reunidos graças a vaquinhas. Essa mobilização, aliás, pode ser uma das razões de seu sucesso.

Para o cientista político Paulo Kramer, professor da Universidade de Brasília (UnB), a espontaneidade e a falta de estruturas políticas por trás da iniciativa contaram a favor do Lula inflado. “Mas o momento também ajudou. Lula está em seu nível mais baixo de prestígio”, avalia Kramer, para quem o Pixuleco se tornou um “passo muito significativo no processo de desconstrução da imagem pública que ele já vem sofrendo há algum tempo”. Não por acaso, militantes ligados ao PT acertaram facadas por mais de uma vez no boneco. Apesar dos sustos e arranhões, contudo, a capacidade do Pixuleco de irritar os partidários do ex-presidente Lula permanece intacta.

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