Para ouvir, pensar e agir.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Cerveró presta depoimento em Curitiba

Nestor Cerveró presta depoimento agora em Curitiba ao juiz auxiliar Márcio Schiefler Fontes, que trabalha no gabinete de Teori Zavascki. A missão de Fontes é obter detalhes do esquema montado por Delcídio Amaral para impedir a delação de Cerveró.

O juiz também quer detalhes dos 28 temas que Cerveró prometeu entregar em seu depoimento, além de saber como parte da delação do ex-diretor foi parar nas mãos de André Esteves.

Fontes vai produzir um relatório para Teori Zavascki, que decidirá sobre a homologação antecipada da delação de Cerveró.

Obra prima de Sivuca. “Muita gente pensa que é composição de Chico Buarque de Holanda, mas é minha, sim senhor”, ouvi uma vez o notável músico dizer no palco do Teatro Castro Alves. Magnífico Sivuca!!!.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)


JS grava Gil na Bahia: pioneiro

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Jorge Santos, o pioneiro do disco na Bahia

Perseguindo o título de pequeno contribuinte da descrição da vida de Salvador nas décadas de 60 e 70, Por Escrito faz ressalva à voz corrente na sessão especial da Assembleia Legislativa em homenagem aos 30 anos da axé music, na qual se atribuiu a Wesley Rangel a fundação da primeira gravadora da Bahia.

Figura respeitável como profissional e pessoa, Rangel foi, mais que importante, fundamental para a explosão da, digamos, moderna música baiana, mas o título de pioneiro é, indeclinavelmente, de Jorge Santos, publicitário e homem de rádio e TV falecido há cinco anos, proprietário da JS Gravações, datada de 1960.

Era num prédio na Rua Chile, que este editor teve a oportunidade de muito visitar, acompanhando vizinhos que eram artistas locais iniciantes, como Antonio Carlos (da dupla com Jocáfi) e sua então mulher Maria Creuza, renomada cantora. Lá pontificava o maestro Carlos Lacerda e lá, sabíamos, gravava Gilberto Gil, ainda desconhecido nacionalmente.

Jorge Santos era figura popular na cidade por causa do programa J&J Comandam o Espetáculo, que apresentava, ao lado de José Jorge Randam, na TV Itapoan recém-inaugurada. O formato não era muito diferente dos atuais: concurso de calouros, sorteio de prêmios e promoção de artistas.


Ayeska Paulafreitas:psquisa relevante

Pesquisa mostra a extensão da JS

A lembrança daquela época aguçou a curiosidade, permitindo descobrir o trabalho da professora e radialista Ayêska Paulafreitas, mestre em Letras pela UFBA e docente do curso de Comunicação Social da Universidade Estadual Santa Cruz, que pesquisou o tema em profundidade.

Por ela sabemos que tiveram na JS, muitas vezes, a primeira oportunidade de lançar um disco, cantores e compositores que, de outra forma, dependeriam de tentar a sorte, quase sempre frustrada, no Sul do país. Entre outros, Osvaldo Fahel, Batatinha, Riachão, Osmar Macedo, Novos Baianos, Walter Queiroz e Tom e Dito.

A professora Ayêska informa ainda que a JS lançou, em 1970 e 1971, respectivamente, dois discos que eram marcos no Estado: “I Festival do Samba da Bahia” e “As 12 Mais do Carnaval”. Ao todo, foram contabilizados na história da empresa nove vinis 78 rotações, nove compactos duplos e nove LPs.

DO G1/O GLOBO

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki converteu neste domingo (29) as prisões do banqueiro André Esteves e do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), Diogo Ferreira, de temporárias em preventivas a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Com isso, os presos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato na semana passada, que poderiam sair neste domingo à meia-noite, continuarão encarcerados. A prisão do senador Delcídio do Amaral já era preventiva.

“De acordo com o artigo 312 do CPP [Código Processual Penal], esses requisitos são: garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria”, informou o STF.

PGR cita ‘ofensa gravíssima’

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou que solicitou ao STF a conversão da prisão temporária do banqueiro André Esteves e do assessor do senador Delcidio Amaral Diogo Ferreira em prisão preventiva neste sábado (27). Para ele, há “ofensa gravíssima à ordem pública diante da conduta dos dois investigados”.

A PGR cita ainda, no pedido de prisão preventiva, que os objetos apreendidos na quarta-feira (25) e depoimentos prestados por investigados demonstram “evolução em desfavor de André Esteves”.

“Além disso, a petição de Janot argumenta que Esteves tem claro interesse em que não venham à tona colaborações premiadas que o vinculassem a fatos criminosos apurados na Operação Lava-Jato. No pedido de prisão temporária, feito na semana passada, Esteves foi apontado como o agente financeiro a oferecer apoio material à família de Nestor Cerveró em troca de ver seu nome preservado em eventual acordo de colaboração premiada”, informou a PGR.

Da mesma forma, acrescentou a Procuradoria Geral da República, os objetos apreendidos com Diogo Ferreira demonstram a “densa participação dele no embaraço à investigação do crime de organização criminosa e no auxílio ao senador para explorar seu prestígio perante ministros do STF”.

Prisão temporária X preventiva

A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco dias, caso se comprove necessidade e urgência. A lei diz que, caso se trate de suspeito de crime hediondo, tortura, tráfico ilícito de substâncias entorpecentes e drogas afins ou de terrorismo, a prisão temporária poderá durar trinta dias, prorrogáveis pelo mesmo prazo.

A prisão preventiva não tem prazo para terminar. Ela é considerada uma medida cautelar, ou seja, busca evitar que o réu cometa novos crimes ou que, em liberdade, prejudique a colheita de provas ou fuja. A prisão preventiva não viola a garantia constitucional de presunção de inocência se a decisão for devidamente motivada e se a prisão for necessária.

Os requisitos necessários para fundamentar uma prisão preventiva, segundo o próprio STF observou em nota divulgada na noite deste domingo, são: garantia da ordem pública e da ordem econômica (impedir que o réu continue praticando crimes); conveniência da instrução criminal (evitar que o réu atrapalhe o andamento do processo, ameaçando testumunhas ou destruindo provas); e assegurar a aplicação da lei penal (impossibilitar a fuga do réu, garantindo que a pena imposta pela sentença seja cumprida).

Prisão de Esteves e Diogo Ferreira

Esteves e Ferreira foram presos na última quarta (25), assim como Delcídio, suspeitos de tentar interferir no andamento das investigações da Lava Jato. Segundo a PGR, o grupo tentou convencer o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró a não fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e ofereceu à família dele R$ 50 mil mensais.

Sócio do banco BTG Pactual, Esteves está detido em um presídio na cidade do Rio de Janeiro e Diogo Ferreira, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília – mesmo local onde está Delcídio do Amaral.

Responsável pela defesa de André Esteves, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, chegou a pedir neste domingo ao Supremo que não prorrogasse a prisão temporária do cliente, que terminaria à meia-noite. Entretanto, não foi atendido pelo STF.

Denúncias

A PGR deve apresentar denúncia nos próximos dias contra Delcídio, André Esteves, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro – também preso na semana passada.

nov
30
Posted on 30-11-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-11-2015


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

nov
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Posted on 30-11-2015
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Instalação simbólica de 22.000 pares de sapatos em Paris em representação dos manifestantes da marcha proibida / MIGUEL MEDINA (AFP)

DO EL PAIS

Manuel Planelles

De Paris

O mundo tentará fechar em Paris o primeiro acordo global contra a mudança climática nos próximos 15 dias. Cento e noventa e cinco países buscam substituir o Protocolo de Kyoto, que desde sua aprovação, em 1997, não conseguiu reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa. Ao contrário de Kyoto, que cobria 11% das emissões — não foi assinado pela China e pelos EUA —, agora se tenta um pacto que inclua todos os países. Quase 180 países já apresentaram planos voluntários de redução de emissões. Mas eles não são suficientes para impedir que a temperatura aumente mais do que dois graus até o fim do século, limite estabelecido pela ciência como crítico. Encontrar uma maneira de resolver o problema, o financiamento e o grau de vinculação são os desafios da cúpula.

Cerca de 150 presidentes e chefes de Estado tomarão a palavra nesta segunda-feira na capital francesa em um dos maiores encontros diplomáticos a acontecer fora de Nova York, sede da ONU. E seus discursos tratarão de um problema comum que percorre o planeta de norte a sul: a mudança climática.

O nome de Paris, uma cidade traumatizada pelos atentados de islamistas radicais, pode ficar ligado por muitas décadas à luta contra o aquecimento global se a cúpula internacional que sedia (a COP21) produzir um pacto eficaz dentro de duas semanas. Este 2015 está para terminar como o ano mais quente desde que existem registros. Paralelamente, o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera também está em níveis recordes. A ciência (quase por unanimidade) relaciona esses dois fatos e os Governos já assumiram essa conexão.

Apesar dos avisos, o ser humano continuou a aumentar as emissões por meio da geração de energia, da indústria, dos transportes e da agricultura nas últimas décadas. As previsões apontam que em 2020 o volume das emissões mundiais anuais dobre em relação a 1970.
Pouco tempo e demasiados parênteses

Quando no final de outubro se deu por fechada a reunião preparatória de Bonn (Alemanha), o resultado foi um texto de 51 páginas com demasiados parênteses, amostra dos desacordos que ainda existem entre os 195 países que negociam um acordo climático. Esse texto de Bonn é a base sobre a que se negociará em Paris. Em 11 de dezembro deveria estar pronto já o novo protocolo, mas não se descarta que possa ser necessário mais tempo.

Os responsáveis pela ONU, conscientes de que o rascunho é demasiado longo e ainda difícil de manejar, convocaram para reuniões técnicas as delegações durante este fim de semana. Segundo indicam fontes destas negociações, o que se buscou é deixar claras as regras antes de que na terça-feira se comece com os trabalhos oficiais.

Já foram realizadas 20 reuniões da ONU como essa de Paris, sem que se tenha chegado a um acordo que incluísse todos os países na redução das emissões. O protocolo que se quer substituir, o de Kyoto (1997), só cobria 11% das emissões globais. Agora se quer chegar a 100%, e para isso é necessário que desta vez a China e os Estados Unidos, as duas grandes potências econômicas e emissoras de CO2, participem do acordo. Ambos deram alguns passos, como apresentar seus planos de redução de emissões à ONU. Mas seus compromissos não estão entre os mais ambiciosos.

A União Europeia, que negocia como um bloco, vem com uma das propostas mais fortes: reduzir ao menos 40% suas emissões até 2030 em relação a 1990. E com uma mensagem: é possível crescer economicamente com menos CO2. Entre 1990 e 2012, as emissões diminuíram 17,9% na Europa. Isso em termos globais, porque há exceções nacionais como a Espanha, onde no mesmo período elas cresceram 22,5%.

Mas a Europa representa apenas 10% das emissões globais. Sem a China e os EUA, se voltará a fracassar no objetivo que se deseja definir: reduzir as emissões para que em 2100 o aumento da temperatura não chegue a dois graus em comparação com antes da Revolução Industrial.

Desta vez, depois de seis anos tentando fechar o pacto, as duas potências mostraram vontade de compromisso. O problema aparece na hora que se desce aos detalhes. Por exemplo, a UE quer que o acordo tenha pontos juridicamente vinculantes, algo de que duvidam os EUA, que não chegaram a ratificar o acordo de Kyoto precisamente por causa dessa obrigação jurídica. “A UE não aceitará apenas uma declaração de princípios”, afirma o secretário de Estado do Meio Ambiente da Espanha, Pablo Saavedra.

“O acordo deve ser juridicamente vinculante e com metas claras”, insiste Gabriel Vallejo, ministro do Meio Ambiente da Colômbia. Seu país está dentro do bloco de países que não são a principal causa da mudança climática, mas que se comprometeram a reduzir as emissões. A Colômbia propõe reduzi-las em 20% em relação a 2010. Mas poderia chegar a 30% se recebesse um financiamento extra. E aqui está outro dos pontos de tensão de Paris, porque existem dúvidas sobre quem deve colocar os 100 bilhões de dólares por ano que a partir de 2020 devem estar dentro do Fundo Verde. “Os países devem contribuir para esse fundo segundo suas capacidades”, diz Vallejo.

É possível que a meta de dois graus seja fixada no acordo. Mas os compromissos de mitigação de 180 países — 95% das emissões mundiais — apresentados antes da cúpula não são suficientes e colocam o planeta em um aumento de pelo menos 2,7 graus. A UE pretende que, para solucionar o problema, haja uma revisão para cima do acordo. “Nem a China nem os EUA querem a revisão para cima”, diz Valvanera Ulargui, diretora do Escritório Espanhol de Mudança Climática.

Teresa Ribera — diretora do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais de Paris e que veio à cúpula com a delegação francesa — indica as consequências de fechar um acordo ambicioso. Na opinião dela, será enviada uma mensagem aos investidores internacionais do setor de energia, “que atualmente estão parados”.
Índia e os países da ALBA, na linha-dura da negociação

Antes do início das negociações em Paris, especialistas apontam a Índia e os países que compõem o grupo ALBA na linha-dura da negociação. A Índia manteve uma das posições mais duras na última reunião do G-20, na Turquia. De lá saiu o compromisso de fechar em Paris um acordo “com força de lei”, “aplicável a todos” e “ambicioso, justo, equilibrado, durável e dinâmico”. A Índia, responsável por 10% das emissões mundiais, apresentou compromissos de redução de emissões antes da cúpula. Mas nesse plano o país afirma que seus esforços estarão subordinados a um financiamento de 206 bilhões de dólares. Além disso, no seu plano lembra que “não é parte do problema” da mudança climática, referindo-se às economias desenvolvidas que desencadearam o aquecimento depois de décadas de uso de combustíveis fósseis. A Venezuela — com uma economia dependente da energia fóssil — e a Nicarágua nem sequer apresentaram compromissos para reduzir os gases de efeito estufa. A Bolívia enviou seu programa à ONU. Mas no preâmbulo lança uma advertência: repudia “a visão dos impérios e das transnacionais” e aposta em criar um “caminho para chegar a uma solução para a crise climática a partir de uma visão alternativa à atual”. Os países produtores de petróleo também estão relutantes em relação a um acordo. Um relatório do Instituto para os Recursos Sustentáveis do Reino Unido estabeleceu que para atingir a meta dos dois graus seria necessário deixar sob a terra um terço das reservas mundiais de petróleo conhecidas, a metade do gás e 80% do carvão.

Dá-lhe Matogrosso!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Mundo pequeno demais

O mundo estaria pequeno demais para que políticos como Delcídio do Amaral vejam na fuga uma alternativa válida. Ao menos é esse o entendimento de Dias Toffoli.

Leiam o que o ministro do STF disse a O Globo:

“Hoje está demonstrado que ninguém consegue fugir. O mundo hoje é muito pequeno. O PC Farias (ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor) tentou fugir e foi capturado. O mesmo aconteceu com o (ex-banqueiro Salvatore) Cacciola e o (médico Roger) Abdelmassih. E agora, o (ex-diretor do Banco do Brasil Henrique) Pizzolato foi capturado, mesmo estando em um país no qual ele tinha a nacionalidade. As pessoas que imaginam que é possível fugir para se furtar ao cumprimento de uma prisão estão equivocadas.”

DEU NO FACEBOOK, NA LINHA DO TEMPO DE ELIESER CESAR, JORNALISTA, ESCRITOR E POETA COM A QUALIDADE DAS MELHORES SAFRAS BAIANAS (NOS TRÊS CASOS). É COMO DIZIA SILVIO LAMENHA EM SUA COLUNA INESQUECÍVEL NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS: “NO MAIS, POESIA É AXIAL”.

(Vitor Hugo Soares)
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FOLHINHA DE MARIANA

Eliesér Cesar

Leve e singelo, esse poema de Drummond sempre me pareceu algo como uma hipotética Agência Lírica Reguladora da Tranquilidade (ALRT), de uma “Cidadezinha qualquer”. Isso numa época em que o tempo não trazia sobressaltos e sua passagem (quase despercebida) era apenas notada no gesto corriqueiro de arrancar, na folhinha, a página do dia que passou. Uma folhinha que não é mais a de Mariana, conspurcada pela lama da cobiça.

ORDEM

Quando a folhinha de Mariana
exata informativa santificada
regulava o tempo, as colheitas,
os casamentos e até a hora de morrer,
o mundo era mais inteligível,
pairava certa graça ao viver.

Hoje, quem é que pode?

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