DO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A CPMF vista de longe

O deputado Carlos Geilson (PSDB) resgata frase do ex-presidente Lula em 1999: “A CPMF é uma extorsão oficial, é um roubo, uma usurpação dos direitos do trabalhador”.

Trata-se apenas de mais um exemplo não da revolução permanente dos sonhos juvenis, mas da contradição permanente plenamente detectada em Lula, que começa a refletir-se nos índices de rejeição.

Correligionários, deputados com mandato, agarram-se ao ex-líder messiânico e até confessam a energia recebida num abraço, cujo teor esotérico será aferido proximamente.

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Comentários

Rosane Santana on 29 outubro, 2015 at 10:17 #

Caro Luis. É óbvio, que depois de tantos desvios tornados públicos, ninguém aceitar pagar um centavo a mais de imposto. Agora, cá pra nós, não vamos reproduzir um discurso que interessa aos grandes ganhadores do mercado, porque estes, sim, não suportam a cpmf. Onde que um desconto de 0.38% onera a grande maioria dos trabalhadores brasileiros? KKKKKK. Só rindo. CPMF atinge especuladores e outros financistas em cheio, isto sim, amigo.


Rosane Santana on 29 outubro, 2015 at 10:18 #

correção: ninguém aceita


Rosane Santana on 29 outubro, 2015 at 10:20 #

CPMF pega em flagrante delito os malfeitores! Dificulta desvios! Então, é o caso de os do andar de baixo reproduzirem e reforçarem interesses do andar de cima.


luis augusto on 29 outubro, 2015 at 12:48 #

A proporcionalidade não torna diferentes o prejuízo do trabalhador e o do financista. Se um tem mil reais, sofre desconto de 3,80. Se outro tem um milhão, dança em 3.800, mas fica com 996.200 pra gastar, contra 996,20. Está claro quem vive melhor.

Refiro-me ao efeito inflacionário da CPMF, que afeta mais os mais pobres, é claro, porque se perdem, por mero exemplo, metade do poder aquisitivo em certo período, terão muito mais restrições do que aqueles a que a inflação não afeta por ser milesimal, ou mais, diante do dinheiro disponível, e mais ainda: quem tem mais dinheiro é quem geralmente produz a inflação. Não ganha com ela, ganha antes dela.

A CPMF é também cumulativa, porque o dinheiro que eu paguei e pelo qual fui taxado será novamente taxado quando seu recebedor o passar adiante, e assim pela eternidade.

Eu concordo que ela rende muito e que sua existência permite rastrear as grandes movimentações financeiras e evitar sonegação. Mas ela vigorou por tantos e ninguém ficou sabendo exatamente que benefícios trouxe à nação. Eu me preocupo é com a perspectiva de a CPMF voltar e sua gorda arrecadação servir aos mesmos propósitos a que tem servido até hoje o dinheiro público no Brasil. Nós pagamos impostos escandinavos!


luiz alfredo motta fontana on 29 outubro, 2015 at 13:56 #

Perfeito Luís!

A CPMF exatamente por não distinguir pobres e ricos, investidores ou assalariados é extremamente injusta com os menos aquinhoados, sem contar que incide cumulativamente a cada operação tornando produtos que derivam de extensa cadeia produtiva em verdadeiros bolsões de impostos.

Sem contar a falácia que atuaria como instrumento de fiscalização, o que nunca restou demonstrado em sua triste existência.

A CPMF deve permanecer sepultado[a como o monumento à arrogância amadora de seu criador, que a deixou como única e desastrada realização de sua passagem pelo Ministério da Saúde.


luiz alfredo motta fontana on 29 outubro, 2015 at 14:07 #

Talvez se o fisco tornasse passível de contribuição as bobagens ditas sobre tributos e tributação, o caixa do tesouro restaria abarrotado.

Taxar asneiras já!!!

Nem o PT conseguiria gastar tanto.


Rosane santana on 29 outubro, 2015 at 14:43 #

Caro Luís, não contestei a existência de desvios. No mais, mantenho o meu ponto de vista.


Rosane santana on 29 outubro, 2015 at 14:52 #

Convido-o para uma pesquisa de mercado sobre preços de alimentos em três diferentes bairros de Salvador e em uma loja específica. Os bairros: Brotas, Pituba e Graça e a loja Perini. Escolha o mesmo produto. Faça a pesquisa e entenda por que inflação no Brasil e’, sobretudo, sinônimo de ganância, com ou sem impostos.


luiz alfredo motta fontana on 29 outubro, 2015 at 16:12 #

Caro Luís

Sugiro uma cervejinha gelada, torresmo e mandioca frita.

Caso o garçon reclame, não hesite, diz que a culpa é da lua cheia.

Lobisomens, Mulas sem cabeça, Sacis descalços, povoam nossas praças, enquanto ventos se perdem fora do alcance dos ensacadores concursados.

A crise, pelo andar da carruagem, é cósmica, nem Nostradamus a previu.

Tim Tim! Vou pedir uma caipirinha. sóbrio não resisto!


Rosane santana on 30 outubro, 2015 at 7:25 #

As vantagens da CPMF
Por Marcos Cintra
Professor titular da Fundação Getulio Vargas
Doutor em Economia pela Universidade de Harvard

[…]A experiência da CPMF pôs em evidência inúmeras vantagens dessa sistemática. Esse é um tributo universal, com ampla base de incidência; equânime, com a proporcionalidade à movimentação financeira do contribuinte; com alta produtividade; baixa alíquota; custo reduzido para os contribuintes e para o governo; praticamente impossível de ser sonegado; e radicalmente simples, com a dispensa de preenchimento de obscuros formulários, típico dos impostos declaratórios. Aliás, essas qualidades foram reconhecidas por Everardo Maciel, quando ocupava o cargo de secretário da Receita Federal. Segundo ele, a CPMF “é um ótimo imposto; tem custo praticamente zero, não afetou preços ou provocou desintermediação financeira; tudo se exprime em fluxo; não passa nada; há muito o que aprender com a CPMF”. Portanto, esse reconhecimento das virtudes da CPMF, consagra-a como um tributo largamente eficaz[…]
Com freqüência, a CPMF é rotulada equivocadamente como um entrave à competitividade nacional por ser um tributo “em cascata”. É a velha tese que sataniza os impostos cumulativos e endeusa os que incidem sobre o valor agregado.
Em inúmeras ocasiões mostrei que a alegação de que a CPMF é ruim porque é cumulativa é um puritanismo hipócrita, uma vez que não existe imposto perfeitamente não cumulativo, é um ideal teórico fora da realidade. Não há estrutura tributária em que um imposto não alcance um mesmo bem ou serviço na cadeia produtiva[…]
[…]Ademais, em várias simulações publicadas mostrei que um imposto cumulativo sobre as movimentações financeiras, com baixa alíquota, provoca menos distorções sobre os preços relativos do que um IVA sonegável com alíquota elevada.
É notório que a CPMF é um tributo que atende as necessidades brasileiras e um mecanismo que encontra em nosso país condições perfeitas para absorver a onda simplificadora que domina as mudanças tributárias debatidas nos Estados Unidos e implementadas em países da Europa. A CPMF pode ser utilizada para reduzir nossa carga tributária global e individual através de sua utilização para substituir impostos amplamente sonegados e de ato custo. Seria um grande estímulo para o crescimento econômico.

Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, 60, doutor em Economia pela Universidade Harvard (EUA), professor titular e vice-presidente da Fundação Getulio Vargas.
Fonte:http://www.marcoscintra.org/artigos2.php?id_artigos=394&id_veiculo=6


luiz alfredo motta fontana on 30 outubro, 2015 at 8:00 #

Um liberal que traulita pelo PR, PRB, abraça Kassab

Marcos Cintra é criador do projeto do Imposto Único (PEC 474/2001)

Faz sentido sua defesa da CPMF, a priminha do IF, embora tenha comportamento promíscuo e conviva com uma fauna imensa de tributos e contribuições.


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