Rui Costa:em evento sobre calçadas na capital
governador faz críticas a TCU por poda do FIOL

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Fiol: a opção entre perda e prejuízo

Lamentavelmente, para a economia baiana, o governador Rui Costa só pode mesmo espernear com a recomendação do Tribunal de Contas da União de reduzir a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, priorizando-se a conclusão do trecho entre Caetité e o Porto de Ilhéus – Ilhéus, não o sonhado Porto Sul.

Trata-se de obra que já deu o que tinha que dar em matéria eleitoral, enfrentou todos os tipos de obstáculo – das licenças ambientais ao dinheiro puro e simples – e não é certo que tenha ultrapassado os 10% do cronograma original. Simultaneamente, contribuiu, nos últimos anos, para o caixa de agências de publicidade e veículos de comunicação.

O TCU, imagina-se, fez uma leitura técnica da questão, e aliás não é de hoje que aponta irregularidades no andamento da Fiol. Agora, concluiu que a Valec, empresa estatal encarregada, comprou trilhos e outros materiais sem observar o cronograma, o que equivale a dizer que jogou dinheiro fora.

Para o governador, no entanto, o trabalho dos auditores e ministros não passa de “burocracia”, que “ninguém aguenta mais”. Sem falar no fato de que a ferrovia arrasta-se por longos anos em governos de seu partido, Rui precisaria explicar, na quadra atual da política brasileira, se ele prefere que os gastos públicos sejam feitos sem nenhum controle.

Vista cansada

O governador Rui Costa diz confiar, para destravar a Fiol, em anterior compromisso do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, que parece incapaz administrativamente, pois não percebeu que a empresa de seu filho, o advogado Tiago Cedraz, atuou em pra lá de cem processos no tribunal que preside.

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