DO G1/O GLOBO

A cantora Maria Gadú e três músicos que estavam com ela foram assaltados neste sábado (24) no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Todos ficaram sob a mira de homens armados, como mostrou o Jornal das Dez, da Globo News.

De acordo com a cantora, ela e os músicos estavam voltando de São Paulo em dois carros quando foram abordados por quatro homens armados às 17h30 na altura da Rua Alice, em Laranjeiras, na Zona Sul. Eles foram obrigados a sair dos veículos e deitar no chão. Os criminosos fugiram levando telefones celulares, carteiras, malas de roupas, computadores e os instrumentos musicais dos músicos, como baixo e violoncelo.

A cantora, que mora em São Paulo, tinha acabado de chegar ao Rio e ficou somente com a roupa do corpo. Eles estavam indo para um estúdio no Rio Comprido. Segundo ela, os criminosos foram rudes, agressivos e gritavam, mas não chegaram a machucar ninguém. Maria Gadú teve a impressão de que não foi reconhecida.

“Você se sente violentado de uma forma muito esquisita. Você o sente o fio da vida num lugar muito precioso. Se ele enlouquecer, se ele tiver um segundo de rompante loucura, acabou para mim”, contou a cantora em entrevista a repórter Mônica Sanches.

Criminosos armados
Maria Gadú conta que, inicialmente, acreditou que fosse um acidente. “Estava no carro de trás e, a princípio, a gente pensou que era uma colisão, porque estávamos numa curva. Mas tudo aconteceu muito rápido. Saíram de repente os quatro do carro, com pistolas, armados. Eu vi eles retirando os meninos do carro, e depois se dirigindo a gente com a arma apontada e também nos tiraram do nosso carro. E foi meio apavorante porque a porta não abria, aquela coisa da trava”.

O baixista Lancaster Pinto confirma que a ação dos criminosos foi agressiva e rápida. “Eu estava dirigindo o carro da frente e foi tudo muito rápido. Eles pararam o carro bruscamente, eu tive o reflexo de parar. Quase batemos. E nisso eles já estavam saindo do carro, fortemente armados”.

O violoncelista italiano Federico Puppi lamenta a perda de seu instrumento, mas lamenta mais ainda a violência a qual as pessoas estão expostas na cidade. “O valor afetivo é gigante. Quando você perde um instrumento, uma parte da sua música, da sua arte, vai embora. E isso em um roubo banal na rua, como devem acontecer tantos no Rio de Janeiro. Em uma violência absurda”.

Apesar do crime ter acontecido em um horário de grande movimento, os músicos tiveram que caminhar até a Rua das Laranjeiras para conseguir socorro. “Foi bem hostil. Pediram para a gente deitar na rua, no asfalto enquanto eles iam saindo. E ficaram apontando arma, até o carro. Aí corremos para a Rua das Laranjeiras para pedir socorro”, contou Maria Gadú.

O percussionista Felipe Roseno, que também mora em São Paulo, lamentou a perda do carro onde conduzia Maria Gadú. O veículo era emprestado da sogra dele. “Eu estou só com a minha roupa do corpo, a minha carteira, que eu deixei no bolso, e um celular”.

Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do roubo. As vítimas já prestaram depoimento. O carro usado pelos criminosos teria sido roubado no dia 11 de outubro, na Tijuca, na Zona Norte. Imagens de câmeras de segurança da região foram solicitadas pelos policiais. Agentes estão realizando diligências em busca de informações e de testemunhas que possam ajudar nas investigações.

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