DICK FARNEY QUARTETO, PORQUE HOJE É DOMINGO!!!
E O FIM DA TARDE VEM CHEGANDO ( BELÍSSIMO ) EM SALVADOR.
BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

De Buenos Aires

A Argentina foi um dos primeiros países a se juntar à era dourada da esquerda latino-americana, que teve como líderes Néstor Kirchner, Lula e Hugo Chávez. Todos eles viveram os anos de bonança e expansão econômica. Agora, quando o continente entra em uma crise decorrente da queda do preço das matérias primas, a Argentina vota neste domingo e, ganhe quem ganhar, todos os políticos e empresários consultados preveem que chega uma nova etapa muito mais centrada e de provável ajuste. Até o candidato do Governo, Daniel Scioli, está muito à direita dos Kirchner e aponta para uma virada.

A esquerda latino-americana mais antagônica aos Estados Unidos tem um marco institucional: a cúpula de Mar del Prata em 2005, quando Kirchner, Lula e Chávez, apoiados por um Evo Morales ainda na oposição e outros líderes emergentes, romperam com a ALCA, a área de livre comércio das Américas promovida pelos Estados Unidos, e desdenharam de George Bush com discursos muito duros. Dez anos depois, a Argentina é novamente o lugar onde se inicia uma mudança de ciclo, mas em sentido contrário.

O que os argentinos votam neste domingo é a velocidade dessa virada, mas a direção parece indiscutível. Se, como indicam as pesquisas, ganhar Daniel Scioli, que foi vice-presidente de Néstor Kirchner, embora sempre estivessem distanciados, essa virada será gradual. Se optarem por dar uma oportunidade a Mauricio Macri, o candidato mais forte da oposição, que só tem chance de ganhar se conseguir forçar um segundo turno, a guinada será muito mais rápida.

Scioli é muito diferente dos Kirchner, mas agora se entregou ao kirchnerismo porque precisa dos seus votos

Scioli vem da ala mais à direita do peronismo e foi contratado pelo ex-presidente Menem, mas mantém vínculos muito estreitos com os líderes da esquerda latino-americana, que viajaram a Argentina para fazer campanha com ele, em especial Lula e Evo Morales. Não compareceu o venezuelano Maduro, mas Scioli evitou qualquer enfrentamento com ele e não disse uma palavra de condenação pela prisão do líder opositor Leopoldo López. Macri, que suavizou sua imagem em busca do voto peronista, está mais irmanado com a direita e tem bons amigos no PP espanhol. Ele sim fez duras críticas a Maduro e anunciou que se ganhar as eleições reunirá os líderes do Mercosul para condenar a Venezuela.

Segundo os sciolistas, o governador de Buenos Aires vai inaugurar uma nova era pós-kirchnerista em que vai se aproximar de uma economia mais ortodoxa, mas sem chegar ao ajuste fiscal duríssimo do Brasil. “Nós olhamos para o continente e aprendemos com os outros. Temos dois exemplos recentes. A Venezuela continuou com as mesmas políticas apesar da crise e da queda do preço do petróleo, e foi um desastre. E o Brasil deu uma guinada radical para o ajuste duro e também foi um desastre, político e econômico. Scioli vai inaugurar uma terceira via aprendendo com os erros alheios”, afirma um sciolista importante.
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Enquanto isso, a presidenta, Cristina Fernández de Kirchner, continua aferrada a sua política externa diferente – nesta semana organizou uma videoconferência com o russo Vladimir Putin, um de seus aliados favoritos – e tenta marcar a linha a seu sucessor, embora os kirchneristas admitam, em particular, que sua época está chegando ao fim. Kirchner quer deixar até o final sua marca, caracterizada pela década dourada da esquerda latino-americana. Para 5 de novembro, em uma espécie de despedida internacional, a presidenta está organizando um grande ato na Argentina com a presença de Maduro, do equatoriano Rafael Correa e do boliviano Evo Morales, precisamente para comemorar os 10 anos do não à ALCA.

Scioli é muito diferente dos Kirchner, mas agora se entregou ao kirchnerismo porque precisa dos seus votos. Tira fotos com o embaixador dos Estados Unidos, um anátema para o kirchnerismo, e promete aproximar-se da UE. Seus homens mais fiéis divulgam aos investidores que Scioli vai consertar os desajustes da economia e pactuar com os recursos abutre para que a Argentina deixe de estar economicamente isolada e sem acesso ao crédito barato.
Promessas e planos reais

Scioli, filho de um rico empresário italiano de eletrodomésticos, não desperdiça nenhuma ocasião para deixar claro que ele vai fazer políticas a favor dos investidores porque necessita que retorne ao país uma parte dos 300 bilhões de dólares que se supõe que os argentinos ricos e não tão ricos mantenham a salvo fora de sua terra. Macri é ainda mais claro quando promete que eliminará a armadilha cambial, que limita a compra de dólares e provocou um mercado negro que está em pleno apogeu diante da incerteza das eleições.

No entanto, a suposta virada de Scioli e Macri é um pacto implícito. Nenhum deles conta seus planos reais. Os argentinos dão uma espécie de cheque em branco a seus candidatos. Quase todos os presidentes fizeram o contrário do que prometeram em suas campanhas. Os eleitores sabem e não parece ser um problema grave.

Tudo está nas entrelinhas, em códigos que os argentinos, interessados em política como poucos povos no mundo, entendem melhor que ninguém. Para ter uma ideia, basta reproduzir o anúncio de campanha de Scioli mais repetido nas rádios: “A única coisa que lhes peço é uma oportunidade. O resto deixem comigo. Eu sei o que preciso fazer e como fazer”. Os detalhes virão depois das eleições.

DO G1/O GLOBO

A cantora Maria Gadú e três músicos que estavam com ela foram assaltados neste sábado (24) no bairro das Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Todos ficaram sob a mira de homens armados, como mostrou o Jornal das Dez, da Globo News.

De acordo com a cantora, ela e os músicos estavam voltando de São Paulo em dois carros quando foram abordados por quatro homens armados às 17h30 na altura da Rua Alice, em Laranjeiras, na Zona Sul. Eles foram obrigados a sair dos veículos e deitar no chão. Os criminosos fugiram levando telefones celulares, carteiras, malas de roupas, computadores e os instrumentos musicais dos músicos, como baixo e violoncelo.

A cantora, que mora em São Paulo, tinha acabado de chegar ao Rio e ficou somente com a roupa do corpo. Eles estavam indo para um estúdio no Rio Comprido. Segundo ela, os criminosos foram rudes, agressivos e gritavam, mas não chegaram a machucar ninguém. Maria Gadú teve a impressão de que não foi reconhecida.

“Você se sente violentado de uma forma muito esquisita. Você o sente o fio da vida num lugar muito precioso. Se ele enlouquecer, se ele tiver um segundo de rompante loucura, acabou para mim”, contou a cantora em entrevista a repórter Mônica Sanches.

Criminosos armados
Maria Gadú conta que, inicialmente, acreditou que fosse um acidente. “Estava no carro de trás e, a princípio, a gente pensou que era uma colisão, porque estávamos numa curva. Mas tudo aconteceu muito rápido. Saíram de repente os quatro do carro, com pistolas, armados. Eu vi eles retirando os meninos do carro, e depois se dirigindo a gente com a arma apontada e também nos tiraram do nosso carro. E foi meio apavorante porque a porta não abria, aquela coisa da trava”.

O baixista Lancaster Pinto confirma que a ação dos criminosos foi agressiva e rápida. “Eu estava dirigindo o carro da frente e foi tudo muito rápido. Eles pararam o carro bruscamente, eu tive o reflexo de parar. Quase batemos. E nisso eles já estavam saindo do carro, fortemente armados”.

O violoncelista italiano Federico Puppi lamenta a perda de seu instrumento, mas lamenta mais ainda a violência a qual as pessoas estão expostas na cidade. “O valor afetivo é gigante. Quando você perde um instrumento, uma parte da sua música, da sua arte, vai embora. E isso em um roubo banal na rua, como devem acontecer tantos no Rio de Janeiro. Em uma violência absurda”.

Apesar do crime ter acontecido em um horário de grande movimento, os músicos tiveram que caminhar até a Rua das Laranjeiras para conseguir socorro. “Foi bem hostil. Pediram para a gente deitar na rua, no asfalto enquanto eles iam saindo. E ficaram apontando arma, até o carro. Aí corremos para a Rua das Laranjeiras para pedir socorro”, contou Maria Gadú.

O percussionista Felipe Roseno, que também mora em São Paulo, lamentou a perda do carro onde conduzia Maria Gadú. O veículo era emprestado da sogra dele. “Eu estou só com a minha roupa do corpo, a minha carteira, que eu deixei no bolso, e um celular”.

Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do roubo. As vítimas já prestaram depoimento. O carro usado pelos criminosos teria sido roubado no dia 11 de outubro, na Tijuca, na Zona Norte. Imagens de câmeras de segurança da região foram solicitadas pelos policiais. Agentes estão realizando diligências em busca de informações e de testemunhas que possam ajudar nas investigações.

Vai dedicada ao jornalista Luis Augusto Gomes, editor do blog parceiro Por Escrito, amigo do peito deste editor, admirado pelos que pensam e fazem o Bahia em Pauta.

O complemento que faltava (e ficou como promessa) para o especial , alegre , afetivo e intelectualmente instigante encontro do sábado (24), na casa do BP. Para saborear carne lôca (à moda única de Margarida)comer Paella, tomar cerveja, ouvir e cantar músicas e conversar sobre o que desse na telha. Livremente .Isso é que é viver!!!

Promessa feita, promessa cumprida, Luis.

BOM DOMINGO!!!

OPINIÃO

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Lula perdeu o teste com a classe média

Não é que o ex-presidente Lula desconheça a realidade e o modo como a população o enxerga hoje, tanto que entra sorrateiro nos hotéis. Apenas não tem outra saída senão defender-se com a disposição que lhe restar, porque a omissão será necessariamente mais perigosa.

Das manobras de bastidores, da pressão para exercer o máximo de influência no governo, Lula emergiu, nestes últimos dias, para um desesperado corpo a corpo a distância, repetindo um discurso que já não tem mais cabimento.

Esse negócio de referir-se a um inimigo imaginário único que chama de “eles” para, na verdade, atingir setores diversos que o rejeitam, não cola. “Eles” odeiam os pobres, “eles” odeiam “a Dilma” porque é mulher. Como se diz, tenha dó.

“Eles” querem, com a presidente Dilma, “destruir um mandato que mal começou”. Ora, o mais desinformado dos brasileiros sabe que Dilma foi presidente da República de 2011 a 2015 e, junto com ele, é a maior responsável pela situação do país.

Aliás, por obra e graça da mesma conversa mole de Lula, só que naquele tempo ele surfava sobre números melhores da economia internacional, que não chegaram a nos afetar como agora, e podia oferecer um cala-boca aos miseráveis e necessitados.

O ex-presidente refere-se também a “políticos inconformados” com o resultado da urnas como insufladores do quadro atual, mas não explica por que a oposição não lhes dedicou a mesma estratégia nos anos em que ele e Dilma, três vezes, venceram a eleição.

Ao contrário, com políticos igualmente medíocres, como José Serra, Geraldo Alkmin e Aécio Neves, a oposição temeu-lhe a “popularidade” adquirida da conjuntura e do trabalho de terceiros e acovardou-se desde a primeira grande corrupção, o mensalão, da qual Lula não pode se eximir.

Dez anos depois, chegamos aos dias atuais, em que o último recurso do antigo líder messiânico é contar com a ignorância popular para a qual muito contribuiu nos seus anos de poder, inclusive com a demissão de Cristovam Buarque do Ministério da Educação.

Mas Lula pode fazer uma avaliação definitiva: seu processo de ascensão foi lento. Só venceu em 2002, após três pleitos, e no segundo turno, por ter enfim incorporado o apoio de uma verdadeira classe média, que fez, digamos, um teste – desastrado, como se vê.

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25
Posted on 25-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-10-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DO EL PAIS

Talita Bedinelli

De São Paulo

Uma entrevista publicada no último domingo pelo jornal Folha de S.Paulo causou mais um alvoroço na delicada relação política brasileira. Rui Falcão, presidente nacional do PT, foi categórico: “Se Levy não quiser seguir a orientação da presidenta, deve ser substituído”. Referia-se ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a um pedido que ecoa cada vez com mais força entre as bases sociais que apoiam o partido: é preciso mudar a política econômica com urgência.

O episódio foi mais um puxão no cabo de guerra onde se posicionam, em cada ponta, visões bastante distintas de Governo. De um lado, Levy, um economista da Escola de Chicago, neoliberal, cuja missão é tentar colocar a economia no eixo e que pretende fazer isso por meio de ajustes duros. De outro, o partido e os movimentos de esquerda, que compartilham de uma visão desenvolvimentista que acredita que para movimentar a economia é necessário continuar com políticas estatais de subsídios e criticam os cortes ordenados pelo ministro. Atada à corda está Dilma Rousseff, que não pode prescindir de nenhum dos dois apoios.
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A presidenta sabe que precisa dos movimentos sociais, os mesmos que a ajudaram a vencer a apertada eleição do ano passado, para lutar nas ruas contra a ameaça de impeachment. Mas os interlocutores do partido não cansam de dizer nos bastidores que está cada vez mais insustentável pedir essa mobilização, enquanto o Governo promove cortes em áreas como habitação, educação, ou faz mudanças que atingem os trabalhadores. Os mesmos movimentos sociais que foram para as ruas em 21 de agosto para se posicionar contra o impeachment, criaram neste mês a Frente Povo Sem Medo, para lutar contra os ajustes fiscais, ainda que afirmem não concordar com a saída dela da presidência. Foi um baque para o PT, que tentava atrair os mesmos movimentos para a Frente Brasil Popular, lançada pelo partido dias antes para organizar as mobilizações contra o impeachment, que acabaram murchando.

Entre deputados e especialistas, a percepção é de que caso o processo de impeachment consiga ser aberto na Câmara, a pressão popular poderá exercer um papel fundamental e mudar votos de deputados que ainda fazem parte da base governista. Nesse momento, a luta nas ruas seria importante. Os movimentos sociais poderiam funcionar como o contrapeso da mobilização pró-impeachment, mostrando que Rousseff ainda tem apoio de camadas que têm grande força de mobilização –o que poderia funcionar como um recado de que a saída dela da presidência poderia levar o país ao caos social.

Mas para defendê-la nas ruas, os movimentos pedem um preço alto: Rousseff teria que se livrar de Levy, parar com os ajustes, e adotar medidas como a taxação de grandes fortunas –algo que o Governo prometeu fazer, mas não conseguiu tocar por falta de base no Congresso para levar adiante uma medida que desagrada as camadas conservadoras. Pelo apoio, seria preciso também voltar a adotar a política desenvolvimentista que caracterizou a área econômica do partido desde o início do Governo Lula, conforme deixou claro na semana passada a Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimento sindical ligado ao PT, que apresentou publicamente uma proposta de mudança econômica, que chamou de “solução para a economia brasileira”.

O problema é que Rousseff não pode abrir mão de Levy. Ou melhor, do que Levy representa para o mercado. O ministro é visto como o salvador da economia. Alguém necessário, justamente, para afastar o país da política desenvolvimentista considerada equivocada pelo setor econômico, que levou o país à situação em que se encontra hoje a economia, com gastos públicos, que passaram do limite e agora deixaram um rombo no orçamento. E Rousseff não consegue governar sem o apoio do capital, que é quem precisa investir para a economia voltar a crescer. “Quando ela acabou o mandato anterior, havia um caos absoluto, principalmente na área fiscal. Levy foi secretário da Fazenda do Rio, onde promoveu um ajuste fiscal tão forte que o Estado ganhou grau de investimento. Ele entrou no Governo com essa missão, de colocar a economia nos trilhos, de fazer o ajuste”, afirma o professor de finanças do Insper, João Luís Mascolo. “O mercado sabe que a saída dele e a volta ao modelo anterior geraria um caos absoluto e completo, ainda mais com essa dívida pública e com esses juros”, ressalta, fazendo eco à opinião de outros especialistas da área.

Diante do “Fora Levy”, que ganha cada vez mais força dentre os movimentos e o partido, Rousseff deixou claro que o ministro fica. “Eu acho que o presidente do PT pode ter a opinião que quiser, mas não é a opinião do Governo”, afirmou ela, em um recado direto a Lula, o mentor dos pedidos de saída do economista. De quebra, o recado serviu também para os movimentos sociais, que reagiram com mais críticas a essa postura. Diante do difícil equilíbrio, já há quem diga, especialmente no setor econômico, que a única solução para esse impasse, seria a presidenta sair de vez do PT.

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE LISBOA)

A atriz Maureen O’Hara morreu aos 95 anos na sua casa em Boise, Idaho, EUA, escutando a sua música favorita: The Quiet Man, informou o seu agente.

A atriz irlandesa, de cabelo ruivo flamejante, recebeu em 2014 o Oscar de carreira. Entre os seus principais filmes estão O Homem Tranquilo [The Quiet Man], em que contracenou com John Wayne (foto abaixo), e Como era verde o meu vale.

Nascida Maureen Fitzsimmons em Ranelagh, perto de Dublin, na Irlanda, a 17 de agosto de 1920, mudou-se para os EUA em 1938 e tornou-se cidadã americana. Estreou no cinema num filme de Alfred Hitchcock Jamaica Inn. A sua última aparição no cinema foi em 1991 com Eu, Tu e a Mamãe, uma comédia de Chris Columbus.

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