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Polícia Federal registra prisão do condenado pelo mensalão. / PF

DO EL PAIS

Dois anos depois de deixar o Brasil clandestinamente na esperança de viver uma liberdade anônima no mediterrâneo europeu, Henrique Pizzolato enfim volta ao Brasil para cumprir sua pena pelo mensalão. A fuga do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil em setembro de 2013 e sua prisão em Maranello, na Itália, quatro meses depois, esticaram o drama daquele que, até o surgimento da Operação Lava Jato, era considerado como o maior escândalo de corrupção do país. Após uma série de batalhas jurídicas na Itália, Pizzolato, que fugiu para a Europa usando o passaporte do irmão morto, chega ao país nesta sexta-feira para cumprir sua pena de 12 anos e sete meses de prisão.

A Polícia Federal (PF) do Brasil informou na tarde desta quinta-feira que o voo que trará Pizzolato ao país já havia deixado a Itália e que o condenado do mensalão estava sendo extraditado por três policiais federais e por uma médica da PF. A viagem será dividida em duas etapas, informou a PF em nota. “Da Itália, ele seguirá em voo direto para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Depois, em aeronave da PF, será conduzido até Brasília, onde deve ser conduzido ao Instituto Médico Legal e posteriormente transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda”, informa a mensagem.

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Em fevereiro deste ano, contudo, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição do condenado foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana reafirmou a decisão de extraditá-lo e, em 22 de setembro, após novo recurso apresentado pela defesa do brasileiro, o Conselho de Estado italiano considerou que o Brasil “reuniu informações consistentes e suficientes a respeito das condições para o cumprimento da sentença”, destaca a PF na nota em que informa a extradição conduzida nesta quinta-feira.

Apesar de Pizzolato estar sendo conduzido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, espera-se que sua defesa peça transferência para um presídio de Santa Catarina (as opções são Curitibanos e Itajaí), terra da família do ex-diretor do Banco do Brasil.

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