Manfredo Fest Trio, para brindar o encontro e espantar solidão!

Feliz BP

(Gilson Nogueira)

Magnífica Karen Carpenter! Uma voz e uma interpretação definitiva. Para sempre. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Dilma sobe ao palco para contra-atacar

A ópera-bufa da política brasileira adquire contornos de tragicomédia. O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo, não consegue abrir o processo contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha, porque ainda não transcorreu o número de sessões plenárias exigido regimentalmente.

A convocação dessas sessões, por outro lado, é prerrogativa de Cunha, que, certamente, não quer ser julgado por quebra de decoro, o que leva o baiano guardião da ética a achar que talvez no próximo mês os trabalhos sejam iniciados.

Como já disse que não deixará voluntariamente a presidência da Câmara, apesar dos apelos da oposição e outros, com arrazoados, de tão pesados, levados em carrinhos, Cunha mantém também a prerrogativa de não permitir a instalação do processo de impeachment contra a presidente Dilma.

Assim, esta se dá ao luxo de espicaçar, lá da Escandinávia, o inimigo declarado, por saber que a ele interessa o equilíbrio desse roteiro burlesco a desfilar há quase um ano na televisão.

A plateia, sentindo-se, com toda razão, roubada, pela comparação do custo com a qualidade do espetáculo, permanece em estéril indignação, sem força para mudar o elenco de cabo a rabo.

Prazos e mumunhas entravam a história

Eduardo Cunha nada pode fazer. Está no impasse mais angustiante da vida, pois quer cassar Dilma, mas não pode nas condições em que se encontra, e quanto mais tem de esperar, amplia-se igualmente o risco de ser ele próprio a perder o mandato.

“Nada mudou” sobre o processo de impeachment, disse, atestando que tudo agora é o famoso compasso de espera. Ficam, portanto, ele e a presidente Dilma nessa troca de desaforos inócuos, como na briga de garotos em que nenhuma das partes quer, de verdade, brigar.

Para esse engrossar de pescoço da presidente muito contribuiu o presidente do Senado, Renan Calheiros – outro encalacrado para quem a pasmaceira é melhor que o rebuliço –, ao conceder-lhe 45 dias para “o contraditório” ao relatório do TCU sobre as pedaladas fiscais.

Assim, os prazos e outras tecnicalidades do ritual legislativo assumem papel preponderante na conjuntura histórica, na esperança dos canastrões de estender o quadro de inércia e impunidade até 2018, não se sabe como.

O monstro em gestação

Enquanto isso, a inflação, que, de longe, é o maior problema econômico a ameaçar o povo brasileiro, continua encorpando, com o IPCA-15, que representa uma prévia do mês, chegando a 0,66%.

Parece pouco, mas mostra em todas as comparações uma tendência de alta desse índice que diz respeito diretamente aos preços ao consumidor. Foi maior que a taxa do mês passado e a de outubro de 2014, além da maior elevação, no mês, desde 2002.

O acumulado dos 12 meses anteriores era, em janeiro do ano passado, de 5,59%. Nesses últimos 20 meses, cresceu regularmente até atingir 9,49% em setembro. Mas a tendência de alta não parece preocupar as lideranças do país, que seguem perigosamente estagnadas.

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Posted on 23-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-10-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Polícia Federal registra prisão do condenado pelo mensalão. / PF

DO EL PAIS

Dois anos depois de deixar o Brasil clandestinamente na esperança de viver uma liberdade anônima no mediterrâneo europeu, Henrique Pizzolato enfim volta ao Brasil para cumprir sua pena pelo mensalão. A fuga do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil em setembro de 2013 e sua prisão em Maranello, na Itália, quatro meses depois, esticaram o drama daquele que, até o surgimento da Operação Lava Jato, era considerado como o maior escândalo de corrupção do país. Após uma série de batalhas jurídicas na Itália, Pizzolato, que fugiu para a Europa usando o passaporte do irmão morto, chega ao país nesta sexta-feira para cumprir sua pena de 12 anos e sete meses de prisão.

A Polícia Federal (PF) do Brasil informou na tarde desta quinta-feira que o voo que trará Pizzolato ao país já havia deixado a Itália e que o condenado do mensalão estava sendo extraditado por três policiais federais e por uma médica da PF. A viagem será dividida em duas etapas, informou a PF em nota. “Da Itália, ele seguirá em voo direto para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Depois, em aeronave da PF, será conduzido até Brasília, onde deve ser conduzido ao Instituto Médico Legal e posteriormente transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda”, informa a mensagem.

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Em fevereiro deste ano, contudo, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição do condenado foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana reafirmou a decisão de extraditá-lo e, em 22 de setembro, após novo recurso apresentado pela defesa do brasileiro, o Conselho de Estado italiano considerou que o Brasil “reuniu informações consistentes e suficientes a respeito das condições para o cumprimento da sentença”, destaca a PF na nota em que informa a extradição conduzida nesta quinta-feira.

Apesar de Pizzolato estar sendo conduzido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, espera-se que sua defesa peça transferência para um presídio de Santa Catarina (as opções são Curitibanos e Itajaí), terra da família do ex-diretor do Banco do Brasil.

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