BOA TARDE!!!

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

Ex-Globo, mulher de Cunha ressurge na emissora como notícia

No especial em que comemorou seus 50 anos, em abril, a Globo exibiu um clipe com imagens de apresentadores de telejornais.

A emissora esqueceu — intencionalmente ou não — de mostrar Claudia Cruz, que trabalhou como âncora entre 1989 e 2001.

Indignada, a jornalista fez, na ocasião, um post em tons de revolta e desabafo no Facebook.

“Ser apagada da história é muito ruim. Apresentei Bom Dia Rio, RJ 1 e 2, Jornal Hoje e Fantástico por vários anos! E, simplesmente, sumi na poeira como castigo por ter acionado a empresa na justiça, por ter sido injustiçada. História que nunca contei.”

Pouco depois de deixar a Globo, Claudia Cruz abriu um processo trabalhista contra o canal. Essa disputa jurídica pode ser o motivo pelo qual ela foi ‘deletada’ no show da emissora.

Na sexta-feira (16), a apresentadora ressurgiu na Globo. Os telejornais da casa destacaram as fotos do passaporte dela, do marido, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e da filha Danielle.

Os documentos fazem parte de um pacote de provas sobre supostas contas não declaradas do político em um banco na Suíça.

De acordo com a Procuradoria Geral da República, os valores depositados teriam origem em propinas relacionadas a um esquema de desvios de recursos na Petrobras.

Ao citar Claudia Cruz nas matérias, a Globo não informou que ela é jornalista tampouco ser ex-funcionária da casa.

Essa informação realmente não é relevante, já que há nenhuma ligação entre a carreira da ex-âncora na TV e os negócios de seu marido.

Mas não deixa de ser curioso que uma das principais apresentadoras do jornalismo global da década de 1990 agora vire manchete em alguns dos programas dos quais ela participou.

Num post de 7 de abril, este blog noticiou que Claudia Cruz era a nova primeira-dama do poder em consequência da ascensão do marido à cúpula de Brasília.

Hoje, a situação dela é bem menos glamourosa, ainda que continue a receber elogios por sua beleza nas redes sociais.

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DA BBC BRASIL

Para Marina Silva, ex-candidata a presidente e líder da recém-oficializada Rede Sustentabilidade, a crise política chegou a um limite “inadmissível” e exige das lideranças “todo o rigor e senso de responsabilidade” para lidar com as denúncias feitas até agora.

“Não se pode aceitar em hipótese alguma um pacto de impunidade”, disse em entrevista exclusiva à BBC Brasil , em Tóquio, ao comentar o possível acordo entre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o governo para evitar sua cassação em troca de barrar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Cunha, acusado por delatores de receber dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras, ficou em situação frágil após a informação de que ele e seus familiares tiveram contas bancárias bloqueadas na Suíça – o deputado vem evitando comentar o assunto e anteriormente negou manter contas no país europeu. Ele também nega negociações com o governo e a oposição.

Marina, terceira colocada na eleição do ano passado, passou sete dias no Japão a convite dos jornais e , onde se reuniu com lideranças e ministrou palestras sobre sustentabilidade.

Em conversa com jornalistas, falou sobre a economia brasileira. “Temos uma crise econômica mundial que nos afeta também, mas boa parte desses problemas são na verdade causados por decisões políticas equivocadas”, disse.

“Para retomarmos os investimentos e o desenvolvimento teremos antes de resolver a crise política. Ela está sendo responsável por perdermos conquistas importantes na economia e na inclusão social, que até bem pouco tempo atrás achávamos que eram processos duradouros.”

Depois, na entrevista à BBC Brasil , Marina criticou o estilo de fazer política do atual governo. Confira os principais trechos da entrevista.

BBC Brasil – A senhora acredita que a rejeição das contas de 2014 do governo pelo Tribunal das Contas da União é razão suficiente para um impeachment?

Marina Silva – O fato de termos a rejeição das contas por unanimidade, levantando uma série de problemas, além das pedaladas fiscais, cometidos pelo atual governo é muito grave e isso requer uma análise bem profunda destas contas, que será feita pelo Congresso.

Temos indícios muito fortes de que houve o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e mais outras irregularidades que foram cometidas e que estão fartamente colocadas neste relatório (do TCU).

Elas (as irregularidades) vão requerer do Congresso e das lideranças políticas, que vão fazer essa análise, uma atitude que não seja de simplesmente relevar as coisas, mas de tomar a atitude certa.

Neste momento nós sabemos que (a situação) é grave, mas não temos ainda um julgamento em relação à questão do impeachment, como alguns estão dizendo e propondo. O que nós da Rede vamos fazer é, após avaliar a gravidade desses fatos, nos manifestar no momento oportuno.

BBC Brasil – Qual a sua opinião sobre um possível acordo entre Cunha e o governo para evitar tanto a cassação dele como um processo de impeachment de Dilma?

Marina – Tenho acompanhado um movimento tanto do governo quanto de setores da oposição em relação a negociar esta questão que enviamos ao Conselho de Ética (a Rede e o PSOL entraram com representação contra Cunha).

Agora o que não se pode, no Brasil, é fazer o pacto da impunidade. As denúncias que pesam sobre o governo são graves e requerem de cada uma das lideranças políticas todo o rigor e senso de responsabilidade.

São também graves e inaceitáveis as denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

É uma situação muito difícil a que temos no Brasil hoje, com o governo com suas contas desaprovadas pelo TCU por unanimidade, um pedido de investigação por irregularidades nas eleições por parte do TSE, o presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados denunciados em função de escândalos de corrupção e os dois tesoureiros do partido do governo presos.

Não se pode, em hipótese, nenhuma ter dois pesos e duas medidas em relação a nenhum destes processos e muito menos utilizar os interesses imediatos de proteção dos projetos de poder de cada um destes grupos em prejuízo dos encaminhamentos corretos de acordo com a legislação brasileira e a Constituição Federal, que são cabíveis para a comprovação destas irregularidades.

Não se pode aceitar, em hipótese alguma, um pacto de impunidade, seja do governo com o presidente da Câmara, seja com os setores da oposição, que estão tentando fazer o mesmo.

A sociedade não merece este tipo de atitude por parte daqueles que deveriam estar zelando pelo cumprimento correto da nossa Constituição, honrando o trabalho que vem sendo feito pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo juiz Sergio Moro.
Candidata Marina Silva no debate dos presidenciáveis da Record
Candidata Marina Silva no debate dos presidenciáveis da Record
Foto: Gabriela Biló / Futura Press

BBC Brasil – A senhora acredita que seria melhor que Cunha se afastasse até o término das investigações?

Marina – A Rede e o PSOL entraram com um pedido de afastamento do deputado Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, e obviamente o conselho vai se debruçar sobre todas as graves denúncias e investigações que estão sendo feitas quanto às acusações que pesam sobre o deputado para que ele tenha lá a oportunidade de apresentar a sua defesa.

São acusações em cima de fatos muito graves , e que obviamente não haveria outro caminho a não ser encaminhar o pedido ao Conselho de Ética.

BBC Brasil – Para a senhora, nunca tivemos tantos casos de corrupção ou finalmente estamos acabando com a impunidade e divulgando mais os casos?

Marina – A gente está no começo deste processo e espero que seja um caminho sem volta, de que a certeza de que não haverá impunidade possa frear a irresponsabilidade praticada à frente da gestão pública e do uso dos recursos públicos.

BBC Brasil – Na campanha eleitoral, a senhora disse que “pode-se perder ganhando e ganhar perdendo”. Qual a sua visão sobre o segundo mandato da presidente, que ganhou nas urnas, mas enfrenta agora altíssimos índices de rejeição?

Marina – Ela (Dilma) ganhou perdendo. Mas quem perdeu mais foi a sociedade brasileira, porque viu as conquistas econômicas sendo dissolvidas, vê agora as políticas sociais sendo completamente desidratadas em função dos cortes que estão sendo feitos e mais de 9 milhões de pessoas sofrendo com os problemas do desemprego.

(A sociedade) perde ainda porque a inflação está aumentando, porque os juros são altos, porque as pessoas estão endividadas e não conseguem saldá-las. Quem mais perdeu com a ânsia do poder pelo poder que se estabeleceu na disputa eleitoral infelizmente foi a sociedade brasileira.

BBC Brasil – Alguns dizem que o PT apenas deu continuidade a um sistema político viciado em forjar alianças mediante pagamento de propinas. Caso a senhora fosse eleita, até que ponto estaria pronta a violar seus princípios para poder levar a cabo sua proposta de governo?

Marina – Quem foi que disse que para levar adianta as propostas é necessário violar os princípios? Aliás, boas propostas são sempre acompanhadas de bons princípios. Essa lógica de que só é possível governar abrindo mão dos princípios levou o nosso país para esse poço sem fundo.

BOM DIA DE VERDADE, COM JOÃO DO VALE E AMELINHA. UM COMEÇO MUSICAL DE DOMINGO PARA NINGUÉM BOTAR DEFEITO.CONFIRA.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

INFORMAÇÃO E OPINIÃO

Hoje ainda pagamos o preço da ditadura

O regime militar, cuja volta alguns sonham irresponsável, inocente ou malandramente, causou muitos males ao Brasil, mas o mais nocivo, sem dúvida, foi a castração do debate político, que legou ao país a carência de lideranças capazes de formulá-lo e conduzi-lo.

Isso foi constatado no período da redemocratização, quando, a bordo de uma longa transição caracterizada por um intragável sistema híbrido, as novas ideias e propostas foram misturadas aos vícios e problemas herdados da ditadura.

Mesmo quando não vivíamos em crise múltipla e permanente, como agora, o quadro não era muito diferente: não há governo ou partido com um programa denso e concreto para o país e dirigentes preparados para discuti-lo, se for o caso, corrigi-los, e executá-los.

Tudo gira em torno do interesse pessoal e eleitoral, pouco se dando à elite política que o país fique estagnado ou afunde, ou ainda que a nação adoeça na pobreza, na criminalidade e na falta de perspectiva.

O cenário atual é o ápice de um gigantesco projeto de desgraça coletiva que começou a ser elaborado 50 anos atrás. Uma realidade em que o cidadão não tem um lado seguro para correr.

Segurança pública, eleição privada

Onde haja qualquer nesga de poder, haverá quem lute de todas as formas para exercê-lo, independentemente do objetivo a que ele – o poder – vá se prestar.

Como no caso do conselho de segurança pública do Imbuí, que teve suas eleições contestadas na Justiça pelo vereador Euvaldo Jorge (PP), gerando recomendação do Ministério Público para que se faça novo pleito.

Os principais problemas apontados são a falta de divulgação do pleito e sua convocação sem cumprimento de prazos legais. Enquanto isso, o bairro avança no fundamento índice de criminalidade.

Prefeito resiste a criticar blitzes

A propósito, ontem, um dia útil, com as pessoas precisando sair de casa para trabalhar e estudar, a Polícia Militar paralisou o Imbuí com uma blitz em curso desde as 7 da manhã.

Nessa hora não aparecem os helicópteros da emissoras de TV para mostrar o transtorno causado a milhares de moradores e passantes. O vereador Euvaldo deveria pedir à PM que evite as barreiras congestionantes na Rua das Araras.

O dia, aliás, foi de blitzes em toda a cidade, atrapalhando em diversas partes o fim de tarde da sexta-feira.

Será assim até que o governador Rui Costa descubra o prejuízo que o governo está tendo com essa prática irracional.

Nos bastidores, sabe-se que o prefeito ACM Neto, que já anda às voltas com a “mobilidade urbana”, está resistindo para não abrir mais uma frente de conflito com o governador.

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18
Posted on 18-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-10-2015


Sid, no portal de humor gráfico, A Charge Online

CRÔNICA

Embolou geral?

Gilson Nogueira

The Very Best Of The Rat Pack, com Dean Martin, Frank Sinatra e Sammy Davis Jr., da Reprise Records, repousa ao lado esquerdo da mesa do meu computador querendo tocar.> Hesito em fazer a vontade do CD, dividido entre o desejo de ouvir suas 18 faixas e a intenção de digitar, em poucas> palavras, o bom futebol jogado pela Seleção Brasileira contra a fraca Venezuela, em Fortaleza, na semana passada.
Os jogadores da Seleção, naquela partida, após anos de decepção, em campo, pareciam haver encarnado o espírito dos integrantes das equipes que os antecederam e que conquistaram cinco títulos mundiais para o país fechando o ciclo da supremacia verde e amarela no esporte das multidões.
De repente, Nel Blu Dipinto Di Blu, na voz de Dean Martin, enche o ar de melancolia e manda o futebol para o espaço.
Mesmo assim, fica um rabicho dele preso na tela. É o desejo de mandar um recado para os rapazes do escrete canarinho, como era chamado o time do Brasil no tempo em que a Argentina aprendia com os brasileiros o que era sambar com a> bola nos pés. Eu falei Argentina? Pois é, em novembro, os portenhos irão encarar os pupilos do gaúcho bom de briga e, certamente, com ares de donos do mundo, com a empáfia de> quem pensa que Maradona foi melhor que Pelé, tentarão enervar os companheiros de Kaká para chegar ao triunfo visando vaga na Copa do Mundo, na Rússia, em 2018.
“ Volare, ô, ô…”, segue Dean, de cigarro entre os dedos da mão esquerda, cantando. Martin, que foi mais ator do que cantor, faz-me registrar, aqui, triste constatação, desde algumas primaveras passadas, que nos Estados Unidos, como no país que já foi o do futebol, não se fazem mais cantores como antigamente. O Brasil carece de belas vozes. Os EUA, idem, mas, nem tanto. Feliz daquele que tem tempo para mergulhar no youtube e arpoar com a ponta do dedo a canção interpretada pelos Sinatras e Agostinhos dos Santos da vida. No quesito bola na rede quem canta de galo, agora, é a Alemanha. Na música, por outro> lado, o jogo está embolado, com ligeira supremacia dos patrícios de Obama. Palmas para eles!!!
Gilson Nogueira é jornalista, bom de música e
bom de bola.

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