DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O manifesto dos “intelectuais” pró-Dilma

O UOL noticia que um grupo de “intelectuais” lançou um manifesto contra o impeachment de Dilma Rousseff intitulado “A Sociedade Brasileira Precisa Reinventar a Esperança”. De acordo com os petistas, porque essa é a palavra correta para definir os tais “intelectuais”, “Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”.

Entre os signatários, está Fernando Morais, aquele que pegou carona em jatinho da Odebrecht para ir a Cuba, juntamente com o lobista Lula.

O Antagonista acha que a sociedade brasileira precisa é tomar vergonha na cara.

NO INVERNO OU NO VERÃO, JOVEM GUARDA É SOLUÇÃO, MEU REI!!

BOA NOITE!!!


Deltan Dallagnoll e Lucas Mendes: gala no Manhattan Connection


Lucas Mendes:prêmio cobiçado do jornalismo


ARTIGO DA SEMANA

De lavar a alma: Dallagnol e Lucas no Manhattan Connection

Vitor Hugo Soares

Andava meio desligado do furdunço nas redes sociais desde o sábado do feriadão da Padroeira do Brasil, festejado na segunda-feira, 12, juntamente com o Dia da Criança deste ano bicudo de 2015, da crise triplicada (política, econômica e moral).

Difícil prever até onde irá, e com quais consequências, a deduzir por alguns de seus episódios mais recentes: O jogo de barganhas no vai não vai do impeachment da presidente Dilma; as tramoias e o balança mais não cai do presidente da Câmara, Eduardo Cunha; o rebaixamento do grau de credibilidade do Brasil e as perspectivas sombrias contidas no novo relatório da agencia de risco Fitch, divulgado quinta-feira (15).

Finalmente, para ficar em apenas quatro pontos desta semana de amargas notícias, a descoberta tragicômica – para um país e uma sociedade que se debatem em busca de saídas ou de alguma luz no fim do túnel – de que o matreiro deputado José Carlos Araujo, do PSD da Bahia, é o presidente da Comissão de Ética que poderá julgar o comportamento de Cunha. Vejam, por exemplo, no Diário Oficial da União (edição de ontem, 16) a nomeação dos seus afilhados e de políticos próximos a ele em seu estado, para cargos no governo federal.

Araújo, entrevistado por telefone na Rádio Metrópole de Salvador, diz que é assim mesmo, “a praxe no Brasil” quando se trata da nomeação de aliados para cargos no governo. Sobre a “coincidência” das nomeações saírem nesta sexta-feira no DOU, atira: “Fiz as minhas indicações há uns quatro meses. O problema é que o governo da presidente Dilma é lento demais em muitas coisas, inclusive nisso (as nomeações)”. Fecha o pano no teatro mambembe.

O fato é que andava absorto no domingo, 11. Nem dei conta direito das chamadas seguidas do canal privado de televisão Globo News e do jornalista Ricardo Amorim, principalmente, no Twitter e no Facebook. Convocavam para a entrevista do procurador da República, Deltan Dallagnoll (coordenador em sua área e um dos pilares técnicos e intelectuais da Operação Lava Jato, conduzida pelo juiz Sérgio Moro). “Não percam, no segundo bloco do programa Manhattan Connection, às 23h”, diziam.

Para o jornalista, na nota estava um sinal de que nem tudo estava perdido entre o sábado e a terça-feira da volta normal às atividades. O Manhattan Connection, não custa repetir para os mais desatentos, é uma grife do canal privado de televisão Globo News, em programas de jornalismo crítico e global, ancorado, desde a ilha famosa de New York, por Lucas Mendes. Por mérito e justiça, ele recebeu esta semana, em cerimônia de arrepiar, no salão nobre da biblioteca da Universidade de Columbia, o Prêmio Maria Moors Cabott, uma das mais cobiçadas honrarias internacionais do jornalismo de verdade.

A premiação, recebida quarta-feira (14), na 77ª edição do prêmio, é um reconhecimento ao trabalho de profissionais da área para um maior e melhor entendimento e integração entre as Américas. Quase tudo o que o mineiro Lucas Mendes tem feito ao longo de seus quase 50 anos de produtiva e instigadora carreira profissional. Com a marca da originalidade no que ele faz desde que começou no Grupo Manchete. E segue realizando, no posto de coordenador executivo e âncora do Manhattan Connection, do grupo Globo.

Não me perdoaria se, por um descuido qualquer, tivesse deixado de ver, no calor da hora, a entrevista da turma do Manhattan (Mendes, Caio Blinder e Pedro Andrade, de Nova York; Diogo Mainardi, de Veneza e Ricardo Amorim, no estúdio da Globo em São Paulo, ao lado do jovem brilhante e sempre surpreendente e convincente procurador da República, o entrevistado.

É preciso reconhecer e proclamar: o programa de domingo foi de encher os olhos. A turma produziu uma receita quase à perfeição. À altura do prêmio recebido pelo mineiro cidadão do mundo, Lucas Mendes. De sua sala em Veneza, o em geral cético Diogo Mainardi, implacávele impulsivo nas críticas em outras entrevistas a convidados do programa, mal continha o entusiasmo diante das respostas do procurador da Lava Jato: seguras, informativas (técnica e didaticamente falando), diretas e sérias, mas sem expectativas românticas ou vaidades infantis. À exemplo da resposta, quando Mainardi quis saber porque a Lava Jato ainda não partiu para cima do ex-presidente Lula: “estamos apurando fatos, com cuidado e responsabilidade. A Lava Jato apura fatos, não pessoas, disse Dallagnoll.

Ainda assim, o paulistano de Veneza confessou que gostaria de estar ao lado de Ricardo Amorim, na capital paulista, “para encher de beijos o rosto do procurador Dallagnol, pelo fato dele exister e por suas brilhantes e informativas respostas”. Na verdade, um programa a ser visto e revisto.

“Nada muda a jato no Brasil, mas o procurador Daltan Dallagnol ajuda lavar a alma!”, sintetizou o Caio Blinder, na terça-feira, 13, em seu endereço no Twitter. Compartilho da opinião e parabenizo a Lucas Mendes. Pelo Moors Cabott e pelo excepcional programa de de domingo. Bravíssimo!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Perdas para o servidor com mudanças no Planserv

Traduzidos os principais números do projeto de lei do governo do Estado para mudanças no Planserv, estranha-se que seja o Partido dos Trabalhadores, após quase 11 anos no poder, a fazê-lo.

A redução da idade-limite de 35 para 24 anos dos dependentes significará a exclusão de 60 mil pessoas da assistência à saúde. E mais gente deixará de aderir ao plano se o prazo para a opção do servidor for fixado em cinco anos.

O governo, por outro lado, diz que as medidas são necessárias para assegurar a estabilidade financeira do Planserv e diminui sua contribuição de 5% para 4% da folha dos segurados, ou seja, impõe uma perda de R$ 80 milhões.

Oposição promete nova obstrução terça

A oposição, após a aprovação do parecer, ontem, em reunião das comissões, encaminhou contraproposta que os governistas ficaram de estudar.

No caso dos cinco anos para associação ao plano, a ideia é que, após esse prazo, haja algum tipo de oneração para o servidor, mas lhe seja garantido o direito de filiar-se.

Quanto à redução da faixa etária para dependentes, o objetivo da minoria é manter o limite em 35 anos e, a partir dessa idade, o dependente pagar integralmente, evitando a exclusão.

“O objetivo do Planserv é o funcionário e sua família, não podemos aceitar que isso não seja levado em conta”, argumentou o líder da oposição, Sandro Régis.

Se as propostas forem recusadas, a bancada da minoria fará obstrução, como na semana passada, e votará contra na próxima terça-feira, quando o governo espera aprovar a matéria no plenário.

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Posted on 17-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-10-2015


Genildo, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

“O Eduardo Cunha tem prazo de validade: 90 dias. Este é o tempo que o Conselho de Ética tem para analisar a denúncia contra ele.” O prognóstico feito nesta semana pelo deputado Silvio Costa (PSC-PE), um dos vice-líderes do Governo Dilma Rousseff (PT), pode estar próximo de se concretizar. A cada dia que passa, a situação do peemedebista que preside a Câmara dos Deputados se complica ainda mais.

Os detalhamentos dos dados das contas correntes que Cunha teria na Suíça e a abertura de um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal contra ele, sua mulher (Claudia Cordeiro Cruz) e sua filha (Danielle Dytz da Cunha Doctorovich) são mais combustível para seus opositores. Nos corredores do Congresso Nacional, há os que dizem que ele cairá antes mesmo de analisar os quatro pedidos de destituição de Rousseff.

“Hoje há mais evidências contra o Cunha do que ontem. E amanhã, pode ser que tenha mais ainda. Já estava passando da hora de ele responder a um processo no Conselho de Ética”, afirmou o deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG). Ele é um dos 50 signatários do pedido de cassação de mandato do presidente da Câmara que deve começar a tramitar na próxima semana e tem a conclusão prevista para dezembro, conforme a própria comissão.
Movimentação de Lula

A perda de apoio de Cunha foi gradual, mas movimentações do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a favor dele mostram que o peemedebista ainda está vivo. A fritura política de Cunha começou em meados de maio, quando seu nome apareceu na Operação Lava Jato. Em junho, quando ele rompeu com o Governo Rousseff, sob a alegação de que era alvo de vazamentos seletivos da investigação, os apoiadores se afastaram um pouco mais. O primeiro sinal de que a oposição a ele estava crescendo surgiu em agosto, quando um pequeno grupo de 18 parlamentares assinou um manifesto pedindo que ele se afastasse da Mesa Diretora da Câmara. Foi nesta ocasião que começaram a aparecer os principais indícios de que ele teria se beneficiado do esquema ilícito que desviou ao menos 6 bilhões de reais da Petrobras.

Nesta última semana, 50 deputados, entre eles um grupo de 32 petistas, assinaram o pedido de cassação de seu mandato e líderes de quatro legendas de oposição ao Governo Rousseff (PSDB, DEM, PPS e SD) fizeram um jogo de cena ao elaborarem um documento pedindo seu afastamento da presidência da Casa. Até mesmo no Senado o assunto ganhou corpo. Nas sessões de quarta e quinta-feira, por exemplo, parlamentares se revezavam na tribuna para criticar o presidente da Câmara e para defenderem sua cassação.
Acordão

Tentando aproveitar a onda negativa do peemedebista e vendo a possibilidade de dar uma sobrevida ao mandato de Rousseff, Lula e outras lideranças do PT sinalizaram a Cunha que ele poderia ter o seu mandato mantido no Conselho de Ética desde que engavetasse os pedidos de impeachment presidencial que ainda tramitam na Casa. Oficialmente todos negam essas tentativas de acordo, mas as intensas movimentações em Brasília e o passado recente mostram que elas são mais verdadeiras do que falsas.

Em 2007, quando o então presidente do Senado Renan Calheiros quase teve seu mandato cassado, o próprio Lula fez um acordo para que ele não perdesse o cargo. Primeiro, Calheiros foi absolvido (por 40 votos a 35, e 6 abstenções) no plenário do Senado de ter quebrado decoro parlamentar. A acusação era de que ele teria usado recursos do lobista de uma empreiteira para pagar o aluguel e a pensão alimentícia para a jornalista Mônica Veloso, com quem ele tem uma filha. Depois, Calheiros renunciou à presidência antes de enfrentar outros cinco processos, um deles era o de usar laranjas para controlar duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. Com a renúncia, ele acabou inocentado pelo plenário.

O caso de Cunha é bem mais complicado que o de Calheiros. As cifras envolvidas nas denúncias são superiores (só nas contas da Suíça a suspeita é que ele tenha movimentado mais de 24 milhões de dólares) e a perda de apoio parlamentar é cada vez maior.

Um sinal negativo para o deputado é que, ao contrário das outras comissões da Casa, o Conselho de Ética não está sob comando um aliado seu. O presidente do órgão é o deputado do PSD da Bahia, José Carlos Araújo, que derrotou Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), um defensor de Cunha, na eleição interna. Além disso, o presidente da Câmara terá de escolher a quem agradar se o Governo, que garantiria ao menos nove dos 19 votos do Conselho de Ética, ou os opositores de Rousseff, que tem seis votos. Os outros quatro votos ainda são considerados uma incógnita.

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