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Postado em 15-10-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 15-10-2015 00:09

E nós, aonde vamos?

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, postergará até quando for possível a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e nesse espírito se encaixa a decisão esperar a confirmação de “pedaladas” que a presidente teria cometido também em 2015.

Dilma e Cunha sabem que, agora, são interdependentes. A presidente não terá aberto o processo contra si enquanto o deputado estiver no cargo, e ele não se atreverá a fazê-lo nas tristes condições morais em que se encontra. São dois desgraçados que se odeiam, mas que podem se ajudar reciprocamente a sobreviver.

De início, Cunha, depois de queimar as caravelas, incinerou etapas para julgar as contas de Dilma. No interregno, vieram as delações premiadas e apareceram as contas na Suíça que, antes, não existiam. Ele alertou, então, que problemas do primeiro mandato não podem determinar a cassação do segundo.

A nação se encontra diante de um impasse de desdobramentos absolutamente imprevisíveis. Cunha cairá? Se cair, seu sucessor será talhado para preservar ou derrubar Dilma? E Dilma, que preço mais poderá pagar para levar um conturbado governo até o fim?

Não é do melhor jornalismo encher de dúvidas o leitor, mas os jornalistas também são leitores e só encontram incerteza e indefinição nos mais destacados textos nacionais. Um quadro que faz lembrar o título de antiga novela de Glória Magadan.

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