Do G1, em Brasília

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu depoimento ao Ministério Público do DF nesta quinta-feira (15) em inquérito que apura suposto tráfico de influência. Segundo o Instituto Lula, ele prestou o depoimento voluntariamente.

O alvo das investigações são viagens internacionais feitas por Lula que teriam sido bancadas pela Odebrecht. Entre os países visitados pelo ex-presidente com patrocínio da maior construtora brasileira estão Cuba, República Dominicana, Gana e Angola.

Após uma apuração preliminar, motivada por uma representação protocolada no Ministério Público Federal (MPF) que apontava suspostas irregularidades cometidas pelo ex-presidente, os as e argumentou que os presidentes e ex-presidentes do mundo inteiro defendem as empresas de seus países no exterior.

A assessoria do ex-presidente disse também que ele afirmou “jamais ter interferido” em qualquer contrato celebrado entre o BNDES e empresas privadas.

DO BLOG O ANTAGONISTA

O novo pedido de impeachment

Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo acabam de protocolar o novo pedido de impeachment.

O SFT, segundo Miguel Reale Júnior, “invadiu” as prerrogativas do Legislativo. Ele disse também que as manobras no Congresso “enfraquecem o país”.

Não perca a entrevista:



BOA TARDE!!!

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

A agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota do Brasil, mas manteve o grau de investimento. A nota passou de BBB para BBB- e foi mantida a perspectiva negativa.

Essa nota (BBB-) é a última do grau de investimento. Se o país for rebaixado mais uma vez, cai para a categoria de investimento de risco (a partir de BB+).

De acordo com a Fitch, a decisão reflete o crescimento do peso da dívida brasileira, o aumento dos desafios para consolidação fiscal e a piora do cenário econômico.

Segundo a agência, a perspectiva negativa deve persistir enquanto a incerteza política continuar pesando sobre a confiança, atrasando a recuperação do investimento e do crescimento e aumentando os riscos para a consolidação de um Orçamento a médio prazo, necessário para a estabilização da dívida.

DO G1/ O GLOBO

Morreu na madrugada desta quinta-feira (15) o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, de 83 anos, que foi chefe de órgão de repressão política durante a ditadura militar. Ele havia sido internado no Hospital Santa Helena, em Brasília, para tratamento de um câncer. A família om a imunidade baixa.

Em 23 de abril, ele foi encaminhado à UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) com suspeita de infarto, após um mal-estar.

De 29 de setembro de 1970 a 23 de janeiro de 1974, Ustra foi chefe do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), do II Exército, órgão utilizado para reprimir manifestações políticas contrárias à ditadura militar.

Polêmica

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade em 2013, o coronel afirmou que a presidente Dilma Rousseff participou de “organizações terroristas” para implantar o comunismo no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Segundo Ustra, se os militares não tivessem lutado, o Brasil estaria sob uma “ditadura do proletariado”.


José Carlos Araújo (PSD-BA)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Telhado de vidro

O deputado José Carlos Araújo, presidente do Conselho de Ética que vai julgar Eduardo Cunha, assumiu o cargo pela primeira vez em 2009 sob acusações ter usado a verba indenizatória da Câmara durante as férias.

O Antagonista resgatou uma entrevista com Araújo publicada pela ISTOÉ naquela ocasião. O repórter Hugo Marques não deu sossego ao parlamentar, que tinha uma folha de antecedentes impressionante.

Confira os principais trechos:

Istoé – Para o sr., o que é ética?

José Carlos Araújo -Tudo aquilo que você faz que não é certo, que não é direito, é contra a ética, é antiético. O médico, quando faz aborto não previsto em lei, está contra a ética.

Istoé – O sr. usou R$ 14.600 da verba indenizatória em janeiro, um mês de férias. Esse comportamento foi ético?

Araújo – A verba indenizatória é ressarcimento de alguma coisa. Foram coisas que gastei durante o mês de dezembro.

Istoé – Mas em fevereiro o sr. também pediu ressarcimento de despesas, no mesmo valor.

Araújo -Bom, tenho assessoria. Tenho empresa que me dá assessoria nos meus municípios. Eu viajei, apresentei parte das coisas, o aluguel do meu escritório. Não posso interromper o aluguel do meu escritório porque é janeiro, continuo despachando no meu escritório em Salvador, continuo pagando água, pagando luz. Viajei para o interior, usei combustível.

Istoé – Na Bahia, o sr. foi investigado por distribuir dentaduras durante a eleição.

Araújo -Saíram notícias nos jornais e eu me antecipei ao Ministério Público, fiz uma notificação ao MP mostrando que eu não tinha nada com isso. Acontece que o deputado estadual Pedro Egydio, que tinha dobradinha comigo, era protético e fazia isso. Ele distribuiu meu santinho junto com o dele. Se eu tivesse sido beneficiado, teria tido muito mais votos.

Istoé – A Fazenda São José, de sua propriedade, em Mata de São João, tem quantos alqueires?

Araújo -Ela tem 500 e poucos hectares. Foram comprados em 1988. Eu não era deputado. Depois que me tornei deputado, não tive absolutamente nada.

Istoé – Em 2002, o sr. declarou a fazenda por R$ 346 mil. Em 2006, o valor caiu para R$ 80 mil. Ela diminuiu de preço?

Araújo -Espera aí, não, não, não, tem alguma coisa errada aí.

Istoé – Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.

Araújo – É que quando ela foi comprada não foi em reais. Ela foi comprada em outra moeda. Na outra moeda é que foi 300 e, não sei se era cruzeiro, convertido dava isso.

Istoé – No TSE está em real.

Araújo -Ela foi convertida da moeda da época para a moeda atual. Não tem esse negócio de 80 mil. Eu mandei a minha cópia da declaração do IR. Em 2007, passei a declarar 700 mil, porque foi a reavaliação que fiz.

Istoé – Em 1998, o sr. foi acusado de contratar parentes no gabinete que queriam transferências de faculdades do Rio e São Paulo para a Universidade da Bahia.

Araújo -Parente, não. Eu nomeei o filho de um amigo para o meu gabinete. Ele ficou no meu gabinete trabalhando um tempo, depois fez vestibular e se transferiu, alguma coisa desse tipo.

Istoé – O sr. o contratou para que a Justiça pudesse dar a liminar transferindo- o para a Bahia?

Araújo -Não. Eu contratei porque era filho de uma amiga, que, por sinal, hoje é deputada federal. Era minha correligionária, me pediu um emprego para o filho e eu contratei.

VIVA ELA!!! VIVA BILLY BLANCO!!!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


BOM
DIA!!!

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E nós, aonde vamos?

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, postergará até quando for possível a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e nesse espírito se encaixa a decisão esperar a confirmação de “pedaladas” que a presidente teria cometido também em 2015.

Dilma e Cunha sabem que, agora, são interdependentes. A presidente não terá aberto o processo contra si enquanto o deputado estiver no cargo, e ele não se atreverá a fazê-lo nas tristes condições morais em que se encontra. São dois desgraçados que se odeiam, mas que podem se ajudar reciprocamente a sobreviver.

De início, Cunha, depois de queimar as caravelas, incinerou etapas para julgar as contas de Dilma. No interregno, vieram as delações premiadas e apareceram as contas na Suíça que, antes, não existiam. Ele alertou, então, que problemas do primeiro mandato não podem determinar a cassação do segundo.

A nação se encontra diante de um impasse de desdobramentos absolutamente imprevisíveis. Cunha cairá? Se cair, seu sucessor será talhado para preservar ou derrubar Dilma? E Dilma, que preço mais poderá pagar para levar um conturbado governo até o fim?

Não é do melhor jornalismo encher de dúvidas o leitor, mas os jornalistas também são leitores e só encontram incerteza e indefinição nos mais destacados textos nacionais. Um quadro que faz lembrar o título de antiga novela de Glória Magadan.

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Posted on 15-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-10-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


O deputado Wadih Damous, nesta quarta-feira.
/ L. Macedo (Câmara dos Deputados)


DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Um dos autores dos pedidos que paralisaram o impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) diz que o presidente da Casa, Eduardo Cunha, estava transformando a instituição na “casa da mãe Joana” ao criar regras que, no seu entendimento não seguiam a legislação vigente. Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Damous diz que, agora, só uma nova lei ou o Supremo podem regulamentar o andamento de uma destituição presidencial.

Pergunta. Por qual razão o senhor entrou com esse pedido de alteração do ritmo do impeachment?

Resposta. O deputado Eduardo Cunha criou ritos da própria cabeça dele. Qualquer pedido de impeachment depende da lei do impeachment e da Constituição Federal, e não da maneira que ele bem entender. E era isso o que estava ocorrendo aqui.

P. Mas não há lei que delimite essa questão específica, a dos ritos.

R. Ao longo do tempo, desde o impeachment do Fernando Collor, a Câmara criou normas interpretando o regimento interno e outras regras. Isso não pode. No meu entendimento, só há duas maneiras para tratar desse assunto, ou uma nova lei ou por uma regulamentação do Supremo Tribunal Federal.

P. Hoje, o impeachment está congelado, então?

R. Sim. Nos termos da ordem da ministra Rosa Weber, nenhum passo pode ser dado.

P. Qual foi o tamanho da interferência do Governo na sua atuação e de seus outros dois colegas que pediram uma nova interpretação dos ritos?

R. O Governo não interferiu. Mas é claro, que essa deliberação, essas conversas tiveram a presença de outros parlamentares. Não fomos dois ou três deputados que nos reunimos num café e decidimos das nossas cabeças, foram vários. Entendemos que juridicamente era viável e politicamente era inconveniente seguir os procedimentos definidos pelo deputado Eduardo Cunha. Sinceramente, muito do que ele tem feito aqui, com o perdão da palavra, tem sido uma bagunça. A Câmara estava se tornando a casa da mãe Joana. O Supremo Tribunal Federal botou um freio de arrumação nisso. Ele impediu um golpe parlamentar contra a presidente. Daqui para frente vamos discutir as questões conforme previsto na legislação.

P. O senhor entende que o impeachment está paralisado. Mas o presidente da Câmara entende que pode dar continuidade ao processo. Vocês podem recorrer novamente ao Supremo?

R. Para nós está congelado. Mas podemos pedir que o Supremo interprete a lei 1079 conforme a Constituição. Mas não teríamos razão para fazê-lo ainda. Esse artifício se chama interpretação conforme, ou seja, na lacuna de uma lei, o Supremo poderia definir qual seria o procedimento adequado na causa. O rito que o deputado Cunha criou abriria a possibilidade de recurso em maioria simples no plenário da Câmara. Tudo isso em prejuízo ao amplo direito de defesa. Isso não pode. O que está em jogo é um mandato presidencial, não é qualquer direitinho. É um direito da maior relevância. Por isso, acredito que só o STF vai dizer o que vai ocorrer daqui pra frente.

P. E quais serão os próximos passos do Governo?

Nenhum. O que tínhamos de fazer, já foi feito. Nós dissemos ao Supremo e pedimos providências em relação a uma grave irregularidade que estava ocorrendo aqui na Casa e o supremo corrigiu. Agora, nos resta esperar. Não acredito que algo prospere nos próximos dias. Depende dos ministros Rosa Weber e Teori .

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