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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Atração fatal pelo erro”

O tucano José Serra, no Globo, sobre o fracasso da “reforma ministerial” de Dilma Rousseff:

“Em menos de uma semana depois da reforma, o Picciani só lidera um terço da bancada e o blocão derreteu. Até o Jovair Arantes saiu da base. É incrível a capacidade da Dilma de transformar solução em problema. Ela tem uma atração fatal pelo erro.”

BOM DIA!!!

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Posted on 08-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-10-2015


DO G1/ O GLOBO

A escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, de 67 anos, foi anunciada na manhã desta quinta-feira (8) vencedora do Nobel de Literatura 2015. Ela é a 14ª mulher a vencer o prêmio. A escolha foi divulgada em um evento na cidade de Estocolmo, na Suécia. Além do título, a escritora ganha 8 milhões de coroas suecas.

Segundo o comitê da premiação, Alexievich foi escolhida por sua “obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”. Sem títulos publicados no Brasil, o livro mais famoso da autora é “Voices from Chernobyl”, que reúne entrevistas com testemunhas da maior catástrofe nuclear da história.

“Acabo de informá-la”, afirmou Sara Danius, secretária da Academia Sueca, ao canal público SVT. “Ela disse apenas uma palavra: Fantástico!”, completou. “É uma grande escritora, que encontrou novos caminhos literários”, disse Danius.

Entre seus livros traduzidos para o inglês, estão “Zinky Boys: Soviet Voices from a Forgotten War” (1992), “Zinky Boys: Soviet Voices from the Afghanistan War” (1922), “Voices from Chernobyl: Chronicle of the Future” (1999) e “Voices from Chernobyl: the Oral History of a Nuclear Disaster” (2005).

Não ficção

O Nobel para Svetlana Alexievich representa uma exceção porque é bastante incomum a Academia Sueca premiar um autor que escreva, predominantemente, não ficção.

Antes da bielorrussa, raros exemplos de escritores do gênero a levar o prêmio foram Theodor Mommsen (1902), Bertrand Russell (1950), Winston Churchill (1953) e Jean-Paul Sartre (1964). O francês também escreveu romances, peças de teatro e crítica literária, mas foi reconhecido sobretudo por sua atuação como filósofo.

Outro vencedore do Nobel que, apesar de ter escrito ficção, se destacou com ensaios e memórias foi Elias Canetti (1981).

Biografia

Svetlana Alexievich nasceu em 31 de maio de 1948 na cidade de Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, mas cresceu na Bielorrússia. Estudou jornalismo na Universidade de Minsk entre 1967 e 1972. Após a graduação, ela trabalhou num jornal local na província de Brest.

Depois ela voltou para Minsk, onde trabalhou no jornal “Sel’skaja Gazeta”. Por muitos anos, ela reuniu material para seu primeiro livro “War’s Unwomanly Face” (1988), que é baseado em entrevistas com centenas de mulheres que participaram da Segunda Guerra Mundial.

Este trabalho é o primeiro do grande ciclo de livros de Alexievich, “Voices of Utopia”, em que a vida na União Soviética é retratada a partir da perspectiva do indivíduo. Por causa de sua crítica ao regime, Alexievich viveu periodicamente no exterior, na Itália, França, Alemanha e Suécia, entre outros lugares.

Alexievich é a 14ª mulher a ganhar o Nobel de Literatura. Em 2013, a escritora canadense Alice Munro recebeu o prêmio. A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel.

Em 2014, o vencedor do Nobel de Literatura foi o francês Patrick Modiano. Ele foi o 11º autor nascido na França a ser premiado.

Abaixo, veja os vencedores do Nobel de Literatura dos últimos anos:

2014: Patrick Modiano (França)
2013: Alice Munro (Canadá)
2012: Mo Yan (China)
2011: Tomas Tranströmer (Suécia)
2010: Mario Vargas Llosa (Peru)
2009: Herta Müller (Romênia)
2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França)
2007: Doris Lessing (Reino Unido)
2006: Orhan Pamuk (Turquia)
2005: Harold Pinter (Reino Unido)
2004: Elfriede Jelinek (Áustria)
2003: John Coetzee (África do Sul)

Veja a lista das mulheres que já receberam o Nobel de Literatura:

2015: Svetlana Alexievich (Ucrânia)
2013: Alice Munro (Canadá)
2009: Herta Müller (Alemanha)
2007: Doris Lessing (Grã-Bretanha)
2004: Elfriede Jelinek (Áustria)
1996: Wislawa Szymborska (Polônia)
1993: Toni Morrison (EUA)
1991: Nadine Gordimer (África do Sul)
1966: Nelly Sachs (Suécia)
1945: Gabriela Mistral (Chile)
1938: Pearl Buck (EUA)
1928: Sigrid Undset (Noruega)
1926: Grazia Deledda (Itália)
1909: Selma Lagerlöf (Suécia)


BOM DIA!!!



Nardes: parecer com similar apenas em Thompson Flores
no governo de getúlio Vargas, em 1937.

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

O Tribunal de Contas da União deu os argumentos que a oposição ao Governo Dilma Rousseff esperava para tentar emplacar mais um pedido de impeachment presidencial ou reforçar os que ainda estão para ser analisados. Por unanimidade, oito votos a zero, os ministros rejeitaram as finanças da União e entenderam que ao menos 106 bilhões de reais teriam sido usados de maneira irregular pela gestão da petista. O valor equivale a quase 5% do Orçamento Geral da União para o ano de 2014.

Conforme o relatório do ministro Augusto Nardes, as irregularidades abrangem os 40 bilhões identificados como pedaladas fiscais, mais 66 bilhões distribuídos em contingenciamentos de recursos sem a autorização legal e maquiagem de dados para evitar cortes de gastos em pleno ano eleitoral. “Houve um exagero que transformou as contas de 2014 com números impactantes. Não foram somente as pedaladas, mas a soma delas com o contingenciamento, dos decretos sem autorização da lei orçamentária. Abriu créditos sem autorização do Congresso, em um período eleitoral. Enfim, uma série de irregularidades”, disse.

Há uma forte suspeita do tribunal de que parte das irregularidades tenham continuado em 2015. “É algo que ainda estamos apurando”, disse Nardes.

Essa foi a segunda vez na República brasileira que as contas de um presidente foram consideradas irregulares pelo TCU. A outra vez em que o tribunal sugeriu a rejeição das contas foi em 1937, quando o ministro Thompson Flores deu um parecer contrário às finanças do então presidente Getúlio Vargas e os seus colegas de corte o acompanharam.

Agora, o parecer precisará ser analisado pelo Congresso Nacional. O relator deste processo no TCU, Augusto Nardes, pretende enviar ainda nesta semana o seu parecer para o Legislativo. O primeiro passo é uma análise da Comissão Mista de Orçamento. Depois é levado ao plenário das duas casas conjuntamente onde, aí sim, é votado.

O julgamento das contas pelo TCU ganhou contornos de batalha jurídica e política. Já esperando a rejeição das finanças, o Governo tentou impedir a realização da sessão alegando a suspeição do relator, que já teria indicado como seria o seu voto. Primeiro a gestão Rousseff apresentou um recurso ao próprio TCU, depois ao Supremo Tribunal Federal. Todos rejeitados.

Mesmo depois de proclamado o resultado da sessão desta quarta-feira, o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, declarou que o jogo ainda não acabou e o Governo emitiu uma nota dizendo que pretende continuar debatendo o assunto. Sem espaços para apresentar um novo recurso ao TCU, a expectativa é que até sexta-feira o Governo recorra novamente ao STF. Se não der certo, a gestão petista terá sua última cartada, diretamente no Congresso Nacional.

A reforma ministerial feita pela presidenta, aliás, foi feita exatamente com esse objetivo, de evitar novas distensões e impedir que um processo de impeachment prosperasse. Porém, os sinais dados na terça e quarta-feira, com o esvaziamento de duas sessões do Congresso que tinham como objetivo avaliar oito vetos presidenciais, demonstram que o Governo ainda não tem força para tal. “Se olharmos o que aconteceu ontem e hoje, vemos que a presidente fez uma reforma desastrada que não atende aos interesses do país. E o Congresso reflete isso”, criticou o deputado federal oposicionista Antonio Imbassahy (PSDB-BA).

Conforme o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, o próximo passo é solicitar que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), analise o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale. Caso Cunha indefira a solicitação, os opositores irão recorrer da decisão e solicitar que ela seja analisada pelo plenário.
Espírito de corpo

A decisão unânime do TCU mostrou um espírito de corpo em clara reação aos ataques do Governo ao relator das contas. No domingo, em uma rara atitude, a gestão Rousseff convocou uma coletiva de imprensa com três de seus ministros (Adams, José Eduardo Cardozo e Nelson Barbosa) para anunciar que apresentaria o pedido de suspeição contra Nardes.

A primeira situação em que esse corporativismo apareceu foi na manifestação de um ministro-substituto do TCU, André Luis de Carvalho. Ele afirmou que os três membros do primeiro escalão do Governo Dilma infringiram o código de conduta da alta gestão ao criticarem o posicionamento de Nardes. “Causa indignação e estranheza”, afirmou e foi bastante aplaudido.

Mais tarde, quando lia o seu voto, o ministro Nardes disse que seu trabalho tinha profundo embasamento técnico, e não político. “Como eu fui colocado em suspeição, também deveriam colocar os 14 auditores”, disse Nardes em relação aos funcionários de carreira do TCU que o auxiliaram na elaboração do relatório sobre as contas do Governo.

Dizendo ter recebido ameaças de morte enquanto analisava o processo, o relator se disse aliviado com a conclusão da análise pelo tribunal. “Agora eu entendo porque o Joaquim Barbosa se aposentou”, disse, em alusão ao ex-presidente do STF que deixou o órgão pouco após o julgamento do mensalão petista.

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

Após o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), recomendando, por unanimidade, a rejeição das contas de 2014 da presidenta Dilma Rousseff, o governo avaliou ter “plena convicção” de que “não existem motivos legais para a rejeição das contas”.

Os ministros do TCU recomendaram a rejeição das contas por causa do atraso no repasse de recursos para bancos públicos referentes a despesas com programas sociais do governo, além de decretos envolvendo créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional.

Por meio de comunicado à imprensa, o Palácio do Planalto informou que a decisão se trata de um “parecer prévio” e que a matéria ainda será submetida a “ampla discussão” e deliberação dos parlamentares.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), os órgãos técnicos e jurídicos do governo continuarão debatendo, com “absoluta transparência”, as questões tratadas no parecer para “demonstração da absoluta legalidade das contas apresentadas”.

De acordo com o comunicado, o governo entende “ser indevida a pretensão de penalização de ações administrativas que visaram a manutenção de programas sociais fundamentais para o povo brasileiro, tais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida”.

Conforme a Secom, os técnicos do governo não consideram correto considerar como ilícitas ações administrativas realizadas “em consonância” com o que, à época, era julgado como adequado pelo próprio TCU.

(Agência Brasil )

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Posted on 08-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-10-2015


Mario, no jornal Tribuna de Minas

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Fogos “artificiosos”

Luis Inácio Adams disse no julgamento de hoje que é “artificioso achar que as pedaladas são uma violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias”.

Os movimento de rua soltaram “fogos artificiosos” para comemorar sua derrota.

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