BOA TARDE!!!

JÁ ERA OU TÔ DENTRO?

Maria Aparecida Torneros

Assisti a entrevista do ex presidente tucano FHC ao jornalista Kenedy Alencar, com atenção.

Decano do PSDB, opinou com tranquilidade sobre as figuras políticas e no final do programa ao ser perguntado sobre si mesmo, respondeu: já era!

Ora, presidente Fernando Henrique, sua entrevista, longe de se mostrar em cima do muro, oscilou inteligentemente, mais para dentro do desejo de volta ao poder, do que aquela praga de pichações FORA FHC, que o incomodou anos atrás.

O entrevistado falou das figuras importantes do seu partido. Adjetivou com cuidado Aécio Neves, Alkymin idem, e, ao se deter no nome de Serra, considerou-o o mais preparado dos pré -candidatos nas próximas eleições presidenciais.

Sobre Lula, ressaltou que este se perdeu nas delícias do poder mas que é um lider sindical histórico com talentos inegáveis. Frisou que se relaciona bem com o emblemático ex metalúrgico, mas que agora não é momento para um encontro dos dois.

Ao falar da Presidente Dilma lamentou a impopularidade dela, contudo considerou que ainda não há motivo legal para a instalação de um processo de empeachment. Disse que espera que ela consiga melhorar a situação política com a reforma ministerial.

Gabou-se por seu partido ter excesso de bons nomes o que, segundo ele, falta ao PT. Passou ao largo ao se referir ao PMDB apontando Temer como um político de carreira sólida mas enfatizou que o PMDB continua sendo Governo.

O jornalista agradeceu suas entrevistas concedidas anteriormente e FHC parecia muito à vontade ao lembrar seus governos e conquistas sociais na saúde e principalmente na economia.

Minha modesta análise cumprimenta o jornalista político. Já que o entrevistado terminou dizendo sobre si mesmo, que “FHC já era “e dando uma boa risada, ponto para o profissional que, nas entrelinhas do bate papo, extraiu a metáfora mais óbvia dos bastidores da política Nacional.

FHC quis dizer “To dentro”, num aviso subliminar inclusive aos seus companheiros de agremiação partidária.

Maria Aparecida Torneros é jornalista e escritora.Mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida.

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA/ COM BBC BRASIL

A reforma ministerial anunciada pela presidente Dilma Rousseff reafirma o poder de seu antecessor e padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que emplacou um “confidente” como ministro da Casa Civil, disse o jornal americano New York Times.

O diário disse neste sábado (3) que as mudanças feitas pela presidente são um “esforço para conseguir apoio a suas medidas de austeridade enquanto enfrenta pedidos por sua saída”.

Dilma anunciou na última sexta-feira (2) a redução no número de ministérios, de 39 para 31, o corte de 3 mil cargos comissionados e a redução de 10% no salário dela e dos ministros.

O PMDB ganhou a cobiçada pasta da Saúde e passou a comandar sete ministérios, ao invés de seis. Este é o partido do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “o principal crítico de Dilma” e que tem “o poder de decidir os pedidos para iniciar os procedimentos de impeachment contra Dilma”, disse o NYT.

A presidente confirmou também a troca do comando da Casa Civil: substituiu Aloizio Mercadante, de sua confiança, por Jaques Wagner, petista próximo a Lula. “Nos bastidores da troca, seu poderoso antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, está reafirmando seu poder ao emplacar um confidente, Jaques Wagner, como ministro da Casa Civil. Ao mesmo tempo, o PMDB… está aumentando seu poder”, disse a reportagem.

Segundo o jornal, as mudanças “refletem como Dilma está lutando para remontar uma coalizão fragmentada” enquanto PT e PMDB sofrem com o escândalo de corrupção na Petrobras, sob investigação na operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O NYT diz que Dilma é uma “líder cercada”, e cita economistas que afirmam que as medidas resultarão apenas em “economias simbólicas”, já que o déficit do Orçamento “inchou” em meio a uma grave crise econômica.

A reforma, no entanto, deverá dar tempo para que a presidente reconstrua seu poder, disse o texto, citando analistas políticos. “Ao dar mais poder ao PMDB, Dilma tenta construir apoio no Congresso para a aprovação de cortes de gastos controversos defendidos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy”.

Segundo o jornal, a posição de Dilma pode ter sido fortalecida após a confirmação por autoridades suíças da existência de contas bancárias secretas que seriam controladas por Cunha. Ele rebate acusações de que teria aceitado até US$ 40 milhões em propina para ele e aliados.

Cunha e Renan Calheiros, presidente do Senado e outro líder influente do PMDB, são investigados pela Lava Jato. Dezenas de outros políticos e empresários também estão sob suspeita de terem participado no esquema de desvio na Petrobras.

Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras entre 2003 e 2010, quando acredita-se que parte do esquema tenha sido realizado, mas nega conhecimento das irregularidades e não foi citada por delatores que cooperam com as investigações.


Leão: o número 1 da Bahia com viagem
de Costa à Europa .

DO JORNAL A TARDE

PATRÍCIA FRANÇA

Com a viagem do governador Rui Costa (PT) à Itália, Alemanha e Espanha, neste domingo, 4, às 17h30, João Leão (PP) assume interinamente o governo do Estado. É a primeira vez que o vice-governador e secretário do Planejamento, citado na Operação Lava Jato, exerce a função em substituição do governador. Ele terá como tarefa inicial comandar, às 14h30 desta segunda, 5, na Governadoria, a reunião do Conselho Político.

Uma avaliação do governo e da participação dos partidos que integram a coalizão, além de uma conversa sobre a estratégia eleitoral para 2016, estão na pauta do encontro. Participarão presidentes dos partidos da base (PT, PCdoB, PP, PSD, PSB, PTB, PTN e outras legendas), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), e o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes.

“Nosso interesse neste primeiro momento é fazer uma avaliação das posições desses partidos nas 52 maiores municípios – foram incluídos Seabra, na Chapada Diamantina, e Santa Maria da Vitória, na Bacia do Rio de Contas) – e construir a unidade com vistas às eleições”, adiantou o secretário Josias Gomes.

Investimentos

A reportagem não conseguiu falar, ontem, com João Leão, que ficará no comando do governo até o dia 17, quando Rui Costa retorna à Capital baiana. A agenda do governador na Europa inclui encontros com executivos da área de energia solar, farmacêutica, turismo, além de uma visita ao Papa Francisco, no Vaticano.

“Nós queremos trazer empresários da Europa para investir no Brasil. A relação está muito favorável, o investimento no Brasil está muito mais barato hoje para empresas da Europa e dos Estados Unidos. É hora de reforçar estes contatos e apresentar nossos projetos. Eu estou otimista de que vou voltar com acordos assinados e anúncios consolidados de investimentos para gerar mais empregos na Bahia”, declarou o governador.


BOM DIA!!!

DO EL PAIS

Javier Martín

De Lisboa

Os portugueses aprovaram neste domingo nas urnas as políticas de austeridade que a atual coalizão no Governo, a centro-direita PSD-CDS, implementou nos últimos quatro anos. Com 95,7% dos votos contados, os conservadores obtinham 37,4% dos votos, contra 32,2% dos socialistas. Com estes resultados, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que se distingue por aplicar os cortes exigidos pela Europa, renovaria seu mandato, mas não com maioria absoluta, para o qual é necessário atingir 45% dos votos.

“Em nome da coalizão estamos aqui para dizer que todas as projeções conhecidas apontam para um fato claro e é que Portugal à Frente [formada pelo PSD-CDS] obteve uma grande vitória nesta noite eleitoral”, disse o vice-presidente do PSD, Marco António Costa. O diretor de campanha dos socialistas portugueses, Duarte Cordeiro afirmou por sua parte que sua formação “não conseguiu atingir os seus objetivos”.
mais informações

Apesar da clara vitória obtida pela coalizão conservadora, o PSD-CDS fica a um passo de obter uma maioria absoluta, cerca de 45% dos votos. Do outro lado do espectro parlamentar, abaixo dos socialistas de Antonio Costa, ficam o Bloco de Esquerda, com 8,5% dos votos, e o Partido Comunista de Portugal, que alcançou 6,8% dos votos.

A vitória da coalizão de Passos Coelho é a primeira de um governo que implementou as duras receitas da troika para sair da crise. Foi o aluno aplicado da austeridade e um exemplo na boca da chanceler alemã, Angela Merkel, especialmente quando Syriza chegou ao poder na Grécia e procurou o apoio dos países do sul para renegociar a dívida. Passos Coelho se mostrou absolutamente contra qualquer perdão à Grécia e nunca apoiou os planos do antigo ministro de Finanças grego Yanis Varoufakis.

O primeiro-ministro português lembrou que as condições de resgate que tinham os gregos eram melhores que a dos portugueses e que os compromissos existiam para serem cumpridos. Num primeiro momento, foi o único que manteve uma postura tão radical, enquanto o socialista Costa apostava em uma aproximação com a Grécia.

Confirmada a vitória de Passos Coelho, seria a primeira de um político que aplicou fielmente as receitas da “troika” contra a crise

Durante esses quatro anos de Governo – três deles com a troika –, Passos Coelho reduziu o desemprego de 17,5% para 12,4%; o déficit de 7,5% para 3%, de acordo com previsões para este ano, e privatizou empresas no valor de 10 bilhões de euros, apesar de a dívida ter aumentado para 128,5% do PIB.

A vitória da dupla Passos Coelho-Paulo Portas não se apoiou em promessas nem em cortes de impostos, mas apenas na ideia de que o pior já passou e que é melhor não mudar de Governo. Eles nunca falaram do fim dos cortes, apenas de um relaxamento.

Outra opção de governo é a formação de uma coalizão com a soma dos deputados socialistas, mais os comunistas e os do Bloco de Esquerda, que foram a grande surpresa desta campanha eleitoral. Pela primeira vez na história, o Partido Comunista foi ultrapassado pelo Bloco, onde brilha a liderança de Caterina Martins e Mariana Mortágua.

A abstenção foi a maior da história, 45,6%, quatro pontos a mais do que em 2011

Sem maioria absoluta, o presidente da República desempenha um papel determinante, pois tem a capacidade de dissolver a Câmara e convocar novas eleições (depois do cumprimento de certos prazos).

O presidente Cavaco Silva afirmou na sexta-feira que não aceitaria um governo saído de pactos extraparlamentares, e ontem, depois de votar, foi mais cauteloso. “Os governos saem do voto da Assembleia da República”, mas frente a um resultado de minorias, acrescentou: “Estudamos todos os cenários. Só precisamos saber qual é o cenário que os portugueses determinaram”. Como já se sabe, um cenário no qual o partido com mais votos pode não governar.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Destino de Lula é de D. Sebastião caboclo

É improvável, como apontam algumas análises, que a atuação do ex-presidente Lula nas últimas semanas, em articulação que aparentemente aliviou a crise política, seja uma etapa do plano de voltar à presidência da República em 2018.

Lula chegou ao governo em 2003, depois de três tentativas, derrotando um sistema de poder que, embora com realizações importantes para o país, havia esgotado sua capacidade de avançar e, sobretudo, mantinha uma política de arrocho salarial que se tornara insuportável.

Portador, enfim, da tão decantada esperança que o povo brasileiro alimentava naquela época, o presidente, evidentemente, não correspondeu às bandeiras com que acenara à nação, comandando, de um lado, um governo altamente corrupto, e, de outro, fazendo da assistência social direta num país de miseráveis mecanismo de compra do voto.

Seu último ato no poder foi delegar uma sucessora que pudesse controlar, o que não ocorreu plenamente até que a presidente Dilma se viu enredada nas malhas tecidas a quatro mãos em doze anos. Nesse momento, ele volta à cena para quê? Para oferecer ao Brasil o mesmo que nós temos tido e que nos levou a isto.

Fala-se em fênix ressuscitando das cinzas quando o que se apresenta não passa de descarado clientelismo e, sobretudo, de irresponsabilidade, pelo joguete público com setores vitais da vida nacional, como a educação e a saúde, dispostas e entregues na conta de mercadorias das mais ordinárias.

Mas, ainda que seja restaurado com Lula o mito do sebastianismo, do rei português desaparecido em batalha que voltaria para redimir seu povo, no caso brasileiro o soberano fantasma, antes da aparição, teria a dar explicações para as quais não estaria convenientemente embasado e das quais desde agora tenta fugir.

Os “sinais” de que prepara uma rentrée luminosa, “se for necessário”, podem ser debitados à natureza de blefador que o ex-presidente não abandona e que, embora seja uma “qualidade” em políticos, Lula a tem exageradamente. Assim como o monarca de Alcácer-Quibir, ele será apenas uma lembrança.


DO BLOG O ANTAGONISTA

A pedalada das pedaladas

O pedido de suspensão de Augusto Nardes, que a AGU pretende apresentar amanhã (hoje, 5) à Corregedoria do TCU, terá como efeito prático o adiamento da votação sobre as contas de Dilma, que estava programada para ocorrer na quarta-feira.

Ao receber o pedido, a Corregedoria do TCU fará um exame de admissibilidade e poderá solicitar diligências prévias. O governo já avisou que poderá também recorrer ao STF.

Só isso já deve impactar no calendário do julgamento. Depois da decisão do TCU, caberá a Renan Calheiros convocar o Congresso para votar o relatório de contas – e ele já disse que não vai fazê-lo tão cedo.

out
05
Posted on 05-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-10-2015


Fausto, no jornal Olho Vivo (SP)

  • Arquivos