Lusitana Paixão

Dulce Pontes

Compositor: José Da Ponte-fred Micaelo/

Fado
Chorar a tristeza bem
Fado adormecer com a dor
Fado só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado
Um grande amor

Mas
Não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
Não quero o que o fado quer dizer

Fado
Soluçar recordações
Fado
Reviver uma tal dor
Fado
Só quando a saudade vem
Arrancar do meu passado um grande amor

Mas, não condeno essa paixão
Essa mágoa das palavras
Que a guitarra vai gemendo também
Eu não, eu não pedirei perdão
Quando gozar o pecado
E voltar a dar de mim outra vez
Eu sei que a saudade que há em nós
Cheio de alma lusitana
Como a lenda da Severa
Porque eu quero ser feliz
E a desdita não se diz
O fado
Não me faz arrepender

BOA TARDE BRASIL, BOA NOITE PORTUGAL!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAIS

Javier Martín

De Lisboa

O que mais preocupa o presidente do Colégio de Economistas português não é a economia, mas a demografia. “O maior desafio que vai enfrentar nas próximas décadas o Governo de Portugal é o envelhecimento da população”, diz Rui Leão Martinho. Portugal, onde se realizam eleições neste domingo, é o sexto país mais velho do mundo. Em 40 anos, a taxa de natalidade passou de ser a mais alta da Europa à mais baixa, de acordo com dados do centro de estatísticas europeias Eurostat. No ano passado, nasceram 7,9 filhos por cada 1.000 habitantes. Essa taxa na Espanha é de 9,1.

Se a tendência continuar, Portugal chegará a 2060 com 8,5 milhões de habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística português; mas se continuar a atual tempestade perfeita de corrente emigratória somada à baixa taxa de natalidade, o país cairá para 6,3 milhões de cidadãos, quatro milhões menos do que hoje. A população, além disso, terá envelhecido consideravelmente, com o consequente impacto nos gastos com saúde e no sistema de aposentadorias. Um país insustentável.

Embora o escritor Fernando Dacosta lembre que Portugal foi mais poderoso quando tinha três milhões de habitantes, esquece o pequeno detalhe de que naquele tempo o Estado não tinha que pagar aposentadorias, escolas ou segurança social. Hoje são 3,6 milhões de aposentados, 35% de sua população. Na Espanha, representam 19,5%.

O envelhecimento da população ameaça o Estado de Bem-estar. A solução para o economista Martinho é o “envelhecimento ativo”. “Temos de mudar a mentalidade dos empresários”, declarou à rádio TSF. “Se tiver condições físicas e mentais, o aposentado que quiser continuar trabalhando deve continuar”. A demógrafa Maria João Valente Rosa coincide: o problema não é a demografia, é a inadequação da sociedade ao ritmo das novas dinâmicas. Por exemplo, Portugal tem menos crianças do que nunca, mas os mesmos professores de sempre.

O envelhecimento da população é um problema da Europa e dos países desenvolvidos em geral, mas ao contrário de outros países, Portugal não atrai imigrantes; ao contrário, o português emigra. No ano passado, perdeu 1% de sua população, e no anterior, também. Na década de sessenta, os portugueses emigravam para trabalhar como porteiros em Paris, hoje são os enfermeiros e médicos de hospitais de Londres.

61% dos migrantes não estava desempregada em Portugal, apenas queria uma melhor projeção profissional

Portugal será o país com menos jovens: em 2050, apenas 11,5% da população terá menos de 15 anos. E também será o mais velho: 19,9% da população tem agora mais de 65 anos, um ponto a mais do que na Espanha, mas em 2080 já será de 35,7% (oito pontos menos que do outro lado da fronteira).

No final da atual legislatura, o Governo aprovou alguns incentivos para a natalidade, ampliando licenças para pais e redução de impostos. Alguns municípios também reduziram o Imposto sobre Bens Imobiliários para casais com filhos. Mas os problemas demográficos não são resolvidos com um decreto-lei. O português não está disposto a ficar em seu país a qualquer preço ou de qualquer forma. Não tem a ver tanto o desemprego (12,4% e que afeta 30% dos jovens), e mais a ver com os baixos salários. Em uma economia global, para a Inglaterra é mais barato contratar enfermeiros portugueses que formar seus próprios. Um salário até quatro vezes maior é irresistível.
Evasão de cérebros

“O dinheiro que a Europa nos emprestou estamos devolvendo na forma de mão de obra qualificada”, diz Luísa Cardeira, professora da Universidade de Lisboa e coautora do estudo Fuga de cérebros: a mobilidade acadêmica e a emigração portuguesa qualificada. Em um de seus atos, o socialista António Costa foi cercado por jovens usando camisetas que diziam “Não quero emigrar”.

Se governar, Costa prometeu recuperar essa massa cinzenta, mas não disse como. Não é fácil, o atual Governo promoveu em março o programa VEM, que Cardeira vê com muito ceticismo. “59% dos que vão embora são solteiros, por isso é fácil que formem família em seu novo país”.

O primeiro-ministro e candidato, o conservador Pedro Passos Coelho, recebeu críticas quando tentou explicar as vantagens que os jovens tinham ao ir para o estrangeiro. “O que eu disse é que não podemos estigmatizar aqueles que, não tendo oportunidades aqui, procuram encontrar emprego em outras economias”, disse ele. “Quero que o país cresça a um ritmo que possa oferece trabalho a todos os jovens”, disse. Atualmente, 30% estão desempregados; por enquanto, 1% da população parte a cada ano; nesse momento morrem mais portugueses que nascem.


DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL E NO JORNAL ESTADO DE MINAS

Morreu na madrugada deste domingo (4), em Belo Horizonte, o ex-senador José Eduardo Dutra, ex-presidente do PT e da Petrobras. Ele tinha 58 anos e lutava contra um câncer.

Dutra foi senador por Sergipe, estado no qual desenvolveu sua vida política, ao lado do ex-governador Marcelo Déda (que morreu em 2013).

Nascido no Rio de Janeiro, Dutra foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de 1988 a 1990, e presidente do Sindicato dos Mineiros do Estado de Sergipe (Sindimina), de 1989 a 1994 – ano em que foi eleito senador.

Dutra foi presidente da Petrobras, de janeiro de 2003 a julho de 2005, e presidiu a Petrobras Distribuidora, de setembro de 2007 a agosto de 2009. Ele deixou o cargo para disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores, sendo eleito para o biênio 2010-2012.

Atualmente, era primeiro suplente do senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE).

O velório ocorrerá no Funeral House, na Avenida Afonso Pena, 2158, no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul da capital mineira. Inicialmente marcado para as 10h deste domingo, o velório do ex-senador acontecerá nesta segunda-feira. “Foi um pedido da família”, informa Leilane Ramos, funcionária da casa funerária. Dutra deverá será cremado no mesmo dia.

O Governo de Sergipe publicou nota lamentando o falecimento do ex-senador. Governador do estado em exercício, Belivaldo Chagas, determinou luto oficial de três dias e informou que irá mandar celebrar uma missa na ocasião do sétimo dia. “Um companheiro valoroso que deixa um legado de luta e de trabalho por Sergipe e pelo país nos importantes cargos que exerceu”, declarou Chagas. Licenciado por conta de uma cirurgia, o governador Jackson Barreto disse que “por onde passou, Dutra orgulhou Sergipe e o Brasil.”

Presidente do partido, Rui Falcão lamentou a morte do ex-senador em uma rede social. “Perdemos @zedutra13. Fará falta esse grande homem, companheiro e militante. José Eduardo Dutra, presente!” disse Falcão, pelo Twitter.

Outro políticos também usaram a rede social para lamentar a morte de José Eduardo Dutra. “Foi com tristeza que recebi a notícia do falecimento do amigo e companheiro de luta, José Eduardo Dutra”, comentou o senador Humberto Costa (PT-PE). “Nosso adeus a Jose Eduardo Dutra. Falecido nessa madrugada em MG. Deus conforte sua família”, publicou a deputada-federal Benedita da Silva (PT-RJ). “José Eduardo Dutra, um grande Senador, um agente político de posições claras… um defensor de um país justo e altivo”, disse o governador do Acre, Tião Viana (PT-AC).

Dutra foi presidente da Petrobras de janeiro de 2003 até julho de 2005 e da BR Distribuidora de setembro de 2007 a agosto de 2009. Deixou o cargo para disputar a presidência do Partido dos Trabalhadores, sendo eleito para o biênio 2010-2012.

(Com Agência Estado)

Anjo de Mim, de Vítor Martins e Ivan Lins, para levar o barco na Cidade da Bahia!

BOM DOMINGO
(Gilson Nogueira)


Vitória vence de virada o Bahia por 3 a 1 na Arena Fonte Nova
(Foto: Divulgação)

DEU NO CORREIO24hORAS

Herbem Gramacho

Um Ba-Vi realmente com a grandeza do clássico. Gol relâmpago, expulsão, virada e, no fim, festa do Vitória, que quebrou o jejum do Bahia como mandante na Série B. O Leão venceu por 3×1 na Fonte Nova e se manteve em segundo lugar, agora com 52 pontos. O Bahia permanece com 47 pontos e fora do G-4.

Maioria na arquibancada, a torcida do Bahia já começou o jogo festejando. Mal a bola rolou, o Vitória não tinha nem tocado na bola ainda e Kieza abriu o placar aos 19 segundos, após cruzamento de Tiago Real da esquerda. Foi o gol mais rápido da história dos 483 Ba-Vis.

Na comemoração, Kieza tirou a camisa. Usava por baixo uma camiseta da Bamor, organizada proibida pela PM de entrar no estádio, e recebeu cartão amarelo. O lance se mostraria decisivo no fim do primeiro tempo.

Antes disso o Vitória reagiu e chegou ao empate com Escudero aos 29 minutos quando Diogo cruzou rasteiro, Elton finalizou e Douglas Pires fez a defesa parcial. O argentino pegou o rebote e marcou seu nono gol na Série B.

De volta à Kieza. O autor do 100º gol do Bahia na temporada quis fazer também o 101º, mas dominou a bola com o braço. O árbitro hesitou, mas foi avisado pelo bandeira e deu o segundo cartão amarelo, expulsando o atacante tricolor nos acréscimos.

A expulsão gerou tensão no intervalo, com a diretoria do Bahia aplaudindo ironicamente e alguns torcedores jogando copos em direção ao árbitro Leandro Vuaden no caminho ao vestiário. E, principalmente, mudou a história do Ba-Vi no segundo tempo. Com um a mais, o Vitória cresceu e soube ganhar o clássico. Após cruzamento da direita, Vander ganhou a disputa de cabeça com a zaga do Bahia e escorou para Rhayner virar o jogo aos 13 minutos.

Sérgio Soares recorreu ao banco de reservas, mas não conseguiu mudar a história do clássico. João Paulo Penha, Souza, Zé Roberto entraram, mas o Leão tinha o jogo nas mãos. E matou o rival com um golaço aos 38 minutos. Elton ajeitou de calcanhar e Diego Renan bateu de canhota, tão no cantinho de Douglas Pires que a bola beijou a trave antes de entrar.

Em minoria por ser visitante, porém cantando mais alto, a torcida rubro-negra ainda teve tempo de gritar “olé” antes do apito final.


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

O impacto no turismo da velha luta política

Reclamando de certa resistência do governador Waldir Pires (1987-1989) a desenvolver grandes empreendimentos no Estado, o político e empresário Joaci Goes, na época deputado federal constituinte, desabafou discretamente numa antessala do poder: “O homem pensa que obra é coisa da ditadura”.

Talvez sem querer, o também escritor e jornalista registrava uma distinção natural e compreensível, mas fundamental, entre as forças que, no Brasil, têm alternado o poder, o que resulta, por exemplo, na presente interdição do Centro de Convenções da Bahia e na divergência quanto a seu futuro.

“Direita” significa capitalismo, livre iniciativa, formas de ganhar sempre mais dinheiro. Do outro lado, representados pela “esquerda”, estão os que trabalham para produzir riqueza e empreendem a luta política para tornar, pelo menos, mais equilibrada essa relação.

Por definição, origem e natureza, num país marcado pelo baixo desenvolvimento educacional e político, a “direita” está mais preparada que a “esquerda” para a tarefa de administrar, porque essa sempre foi sua atividade, ainda que em causa própria.

No caso de Waldir, havia o aspecto emblemático da questão: o regime militar, ao tempo que sufocava direitos e oprimia a população, dedicava-se febrilmente às megaconstruções, chamadas de “obras faraônicas”. Waldir, governador da mudança, sedento por direitos humanos e cidadania, não podia deixar de criticá-las.

O mesmo espírito, movido, na verdade, pela inaptidão, orientou o governo Jaques Wagner (2007-2014), que desprezou a vocação eminentemente turística da capital baiana e permitiu que equipamentos essenciais à atividade chegassem ao colapso, preocupando-se mais com assuntos do trato político.

Hoje, o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto personificam a contradição histórica. O prefeito nasceu em berço de ouro, é um homem rico, acostumado desde bem jovem ao labor empresarial. Rui, egresso das encostas pobres da Liberdade, forjou-se exatamente no lado oposto, das lutas sindicais, da briga por um tanto mais de salário no contracheque.

O impasse entre ambos contém um pouco dessa diferença. O prefeito conversa com o chamado “trade turístico”, buscando contribuições para formular as diretrizes municipais para o setor, e deseja que o Centro de Convenções permaneça na orla marítima, área de melhor acesso, perto do aeroporto e dos grandes hotéis.

O governador, possivelmente cioso de um passado de enfrentamento com as classes dominantes e com pendor para os gestos simbólicos, além de recusar o diálogo, prefere o monstro no Comércio, dentro de uma visão simpática de “revitalização” do centro histórico da cidade, a qual, com seus quase cinco séculos de existência, continua perdendo congressos, simpósios e seminários.


Lula articula com Dilma e ministros no Palácio da Alvorada.
/ UESLEI MARCELINO (REUTERS)

OPINIÃO

Lula continua governando o Brasil?

Juan Arias / EL PAIS

Luiz Inácio Lula da Silva, depois de confessar que ele, Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT) haviam chegado ao fundo do poço e que precisavam se regenerar, de repente ameaçou “voltar a voar”. E está voando mais do que nunca a Brasília.

Entre silêncios e arroubos, Lula parece à prova de fogo e tem o privilégio de dizer o que quer, porque tecnicamente é um simples cidadão, sem mandato ou responsabilidade de Governo e, ao mesmo tempo, mantém a força do mito no subconsciente dos brasileiros, capaz de renascer das próprias cinzas, como o famoso pássaro Fênix da mitologia.

Talvez por essa razão, quem dá a impressão de estar governando o país (substituindo ministros, formulando a reforma ministerial, tomando decisões, jogando suas velhas fichas políticas no Executivo) é ele, mais do que a presidenta Dilma, que parece estar meramente cumprindo ordens.

Mais uma vez, seus fiéis seguidores, que são os principais opositores de Dilma, lançaram o anzol da possível candidatura de Lula em 2018. E seria essa vontade de recuperar o poder que o torna tão ativo ao lado de sua pupila para que seu barco não afunde, ou para que aconteça no melhor momento para seu projeto de futuro.

Em sua hipotética nova presidência em 2018, Lula sabe que, para poder governar com mais sucesso e apoio popular do que Dilma, vai precisar, mais do que da esquerda, do PMDB, o partido de centro que atravessa um momento de rebeldia e sem o qual não se governa neste país.

Lula navegou muito bem sob as águas do PMDB, ao qual foi capaz de regar em todos os momentos com regalias e poder. Sem se sentir nem de esquerda nem de direita, foi capaz de jogar com os dois extremos para marcar gols.

A minirreforma ministerial de Dilma tem o carimbo de Lula, que tem usado a arte da velha política para reconstruir a base do Governo sem perder o PMDB, ou pelo menos sendo capaz de segurá-lo, por enquanto, em suas bravatas contra o Governo e em sua ameaça de tirar a presidenta do trono. Com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, mortalmente ferido, não poderia ser um melhor momento.

Mais do que ajudar Dilma a não naufragar, Lula está lutando para levar o barco Brasil de novo ao porto da sua maneira de governar, aquela que o fez triunfar em seu primeiro mandato de felizes conjunturas internas e externas.

Esse parece ser seu projeto. Tudo isso poderia até funcionar se o Brasil e o mundo continuassem sendo como antes, mas não parecem ser. Ou se a crise econômica pudesse ser resolvida como num passe de mágica, usando as fórmulas do passado com modelos que não sabemos se hoje seriam novamente eficazes.

Lula governou na glória, sem oposição, sem manifestações de rua com gritos de “Fora Lula”, aplaudido internamente e endeusado internacionalmente. Contava, então, com a classe média e com os pobres, aos quais promoveu no âmbito social e econômico, mas que hoje também sonham com novos caminhos, como o filho que cresce e se rebela. Aos pobres de ontem já não bastam uma televisão, uma geladeira e um carro popular, tudo pago a preço de ouro, com juros altíssimos e hoje atingidos pela inflação e pelo medo do desemprego.

Curiosamente, o teste Lula, seu possível retorno à arena para colocar o Governo de volta nos trilhos depois da tragédia da economia consumada no mandato de Dilma, ajudará a entender até que ponto o Brasil, sua classe média, os cidadãos, a opinião pública e o mundo empresarial e intelectual mudaram ou não.

Lula não apresenta uma fórmula nova e mágica para resolver a tripla grave crise brasileira: política, econômica e ética. Sua fórmula, de alguma forma simplista, é a de voltar ao passado, antes de Dilma, ao seu modo de governar, que ele considera vitorioso. Tão vitorioso que está convencido de que a crise foi causada porque Dilma desviou do caminho traçado por ele.

Lula acredita e aposta na política clássica de um Governo presidencial de cooptação ou compra de partidos que permite governar em paz, sem preocupações e sem as picadas da vespa da oposição.

A pergunta, no entanto, é saber se isso ainda é possível em um Brasil que parece mais do que deprimido nas pesquisas, irritado com a crise econômica e com a classe política.

Talvez o país (aquele de mau humor que grita “Fora Dilma” e “Fora PT”) ainda não saiba claramente qual alternativa deseja.

Lula conseguirá convencê-los de que a única alternativa é a de voltar ao passado, ou ele, a quem não falta olfato político, acabará se convencendo de que a história não costuma se repetir e que, quando isso acontece, é para pior?

O novelo se emaranha cada vez mais e, no final, curiosa ou paradoxalmente, o teste Brasil, para melhor ou para pior, continua sendo Lula, seu mito e a incógnita do capital político que os brasileiros ainda possam ou não conceder a ele. Tudo isso, se o rigor do juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, permitir.

out
04
Posted on 04-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-10-2015


Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

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