Para que as palavras?

Mirem só as múltiplas tonalidades (e as sombras) de Ypacarai

E basta.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Wagner:homem da confiança de Lula
vai tocar a política no governo Dilma…


…Com Castrdo PMDB; na Saúde de olho
no dinheiro dobrado do imposta da CPMF


ARTIGO DA SEMANA

De Buarque a Chioro: Jeito PT de moer ministros

Vitor Hugo Soares

“Aqueles que vencem, não importa como vençam, nunca carregam vergonha”. (Maquiavel)
(Citado pelo jornalista e escritor Roberto Saviano, na introdução do livro “Gomorra”, sobre fatos e métodos de atuação das máfias que agem em Nápoles e em toda região da Campânia, na Itália pós Operação Mãos Limpas.)

Amaldiçoado seja quem pensar mal dessas coisas (honni-soit qui mal y pense). Digo isso, a exemplo dos franceses, a propósito da frase do pensador italiano e sua contextualização, anotadas no alto deste artigo. Isso se impõe nesta semana da cabeça cortada, com desonra, do ministro da Saúde, Arthur Chioro; das quedas não menos constrangedoras do enjeitado ministro da Educação Renato Janine; e do Chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante. Este, recebeu de volta, como consolo (ou punição de antigo exame de segunda época?) da madrinha no poder, a pasta da Educação na Pátria Educadora.

“Caiu para cima” ( no caso de Mercadante, que perde o lugar para o “galego” Jaques Wagner, conforme sempre foi da vontade de Lula), como se dizia com finíssimo humor (e inegável ponta de maldade) na redação da sede da VEJA, em São Paulo – quando eu respondia pela sucursal da revista semanal na Bahia e Sergipe. Era assim nos desfechos de jogos de poder e interesses semelhantes aos da “reforma” do periclitante segundo mandato do governo petista de Dilma (ou seria do terceiro mandato do ex?), neste estranho e imprevisível outubro de 2015. Século XXI, podem crer!
Sem falar dos penduricalhos da incrível e manicomial barganha que se anuncia aos solavancos de um governo e de uma mandatária que despencam a olhos vistos e os números da mais recente pesquisa Ibobe/CNI comprovam. E, no meio do desespero diante de um provável afogamento, se apegam a qualquer boia, mesmo as mais furadas.
A humilhação de Chioro (também de Janine e Mercadante) é emblemática. Não se esgota na simples constatação de mais um ato de descortesia e descontrole emocional da presidente Dilma Rousseff, outra vez à beira de um ataque de nervos. Na verdade, apenas repetem-se os ritos de um conhecido estilo petista de mando e de uma contumaz na especialidade de destratar figuras públicas sob o seu comando político, administrativo ou principalmente pessoal.

Que o diga, por exemplo, o ex-governador da Bahia, Waldir Pires, atropelado e derrubado do Ministério da Defesa, do Governo Lula, praticamente aos gritos e desacatos. A turma da Casa Civil, que Dilma comandava então, de dedo em riste acusatório no rosto de um dos mais honrados e expressivos nomes da política e da administração pública na Bahia e no Brasil, dos últimos 60 anos.

Como pano de fundo e cortina de fumaça, da forjada “crise dos aeroportos”. Capa de disfarce para as tenebrosas transações que se seguiriam, destampadas para a sociedade no processo do Mensalão e, atualmente, nas investigações, processos e prisões de corruptos e corruptores de todo tipo, metidos no escândalo de escala mundial da Operação Lava Jato.

Por telefone, sem um “muito obrigado” sequer, a mandatária despachou Arthur Chioro, do ministério de maior orçamento federal, gestor do maior sistema público de saúde do mundo. O estratégico Ministério da Saúde tornou-se assim, “a grande novidade da barganha política do Governo na crise atual”, assinalou o jornal espanhol El Pais (Edição do Brasil), em contundente e esclarecedora reportagem sobre os dias que correm em Brasília.

A pasta, que nos últimos anos tem sido gerida pelo PT, por ser considerada estratégica para as políticas sociais, foi parar nas mãos do deputado Marcelo Castro, aliado PMDB, do time de Eduardo Cunha, maior inimigo de Dilma no Congresso. em troca de um improvável apoio político que permita alguma governabilidade, registra a reportagem. O resto é o que que se sabe, ou o que ainda está a caminho nos próximos capítulos desta tragicomédia brasileira.

Antes do ponto final, lembro do professor Cristóvão Buarque, ministro da Educação no primeiro governo Lula, há 11 anos. Então, nome de proa da elite intelectual fundadora do PT. “Do peito do homem”, se dizia na época. Membro da comitiva presidencial à Índia, em 2004, Buarque se antecipou em dois dias na viagem, para lançar um livro em Portugal. Em Lisboa, o atual senador pelo PDT e um dos nomes mais cintilantes do Congresso, recebeu um telefonema de Lula, comunicando que estava dispensado da pasta. Precisava da Educação, para concluir uma negociação política e matar a fome insaciável de cargos do PMDB, que ameaçava inviabilizar a sua gestão.

”Eu lamento muito que ela (Dilma) tenha feito isso, mas fico muito contente de ter companhia agora”, comentou o senador. De Buarque a Chioro, portanto, nada de novo sob o céu (ou inferno) dos governos do PT. Só um jeito próprio , arrogante e mal educado de moer ministros. “Vida que segue”, concluiria João Saldanha. Repito o mestre de jornalismo, política e vida, saudoso colega no Jornal do Brasil.

Quanta falta ele faz!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta.E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


BOM DIA!!!

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

O anúncio da reforma ministerial e de medidas mais austeras feito pela presidenta Dilma trouxeram um raro alívio em meio a semanas de intensa instabilidade, que levaram o câmbio às alturas, e manteve a crise política na ordem do dia. As decisões do Governo, divulgadas nesta sexta, podem sinalizar um pequeno passo em direção ao resgate da credibilidade fiscal e uma melhora de humor no mercado, segundo especialistas. As mudanças repercutiram positivamente inclusive no mercado financeiro. O índice da Ibovespa da Bolsa de Valores de São Paulo subiu após o pronunciamento da presidenta.

Até as ações da Petrobras dispararam 10%, enquanto o dólar comercial fechou abaixo de 4 reais, cotado a 3,944 reais para compra e a 3,946 reais para venda.”Não é suficiente para retomar o otimismo dos investidores, mas já mostra uma direção para esse longo caminho que será a execução do ajuste fiscal”, avalia a economista Camila Abdelmalack, da Capital Market.

Além do corte de oito ministérios, Dilma divulgou cinco medidas que fazem parte de uma reforma administrativa e que pretendem cortar na carne os gastos do Governo. A presidenta decidiu diminuir 10% de seu próprio salário, do vice-presidente e de todos os membros do primeiro escalão, extinguir 30 secretarias, acabar com 3.000 cargos de confiança e reduzir 20% dos gastos em custeio. As despesas dos funcionários com viagens e telefones também serão limitadas. No caso dos salários, os vencimentos brutos deles cairão de 30.934,70 reais para 27.841,23.

Os cortes têm um valor simbólico, mas muito longe de estancar a enxurrada de problemas do Governo Dilma. Para a consultoria de risco político Eurasia, as mudanças que “foram projetadas tanto para satisfazer o PMDB como o ex-presidente Lula”, devem ajudar a evitar um processo de impeachment da presidenta, mas não irão facilitar a aprovação de medidas do ajuste fiscal.

Ainda segundo a Eurasia, apesar do enfraquecimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma não comanda uma maioria sólida e muito menos os três quintos dos legisladores necessários para passar uma emenda constitucional, como a CPMF. A agência acredita no entanto, que novas pautas bombas serão menos prováveis com os escândalos envolvendo o deputado. Nesta quinta-feira, a Justiça da Suíça bloqueou quatro contas secretas pertencentes a Cunha, e sua mulher. Na opinião do economista Mansueto Almeida, a mudança ministerial dá mais espaço para o PMDB (de 6 para 7 ministérios), atende a um pedido deles, e pode ter um impacto positivo. “Mas ainda é muito cedo para avaliar como o Congresso se portará nos próximos dias. No papel, o Governo tem base para aprovar as medidas, mas não conseguiu nem bloquear o aumento dos servidores [do Judiciário, uma das pautas bombas que depende do Legislativo]”, explica Almeida.

O economista não acredita que a nova CPMF, que poderia gerar uma arrecadação 32 bilhões no ano que vem, consiga ser aprovada na Casa. “A maioria dos aumento de impostos dependem do Congresso o que complica a situação de Dilma, não há muitas alternativas”.
Economia pequena

Almeida, que é especialista em contas públicas, lembra que os cortes são positivos, mas a economia gerada por eles é muito pequena “frente ao tamanho do buraco fiscal”. “Vai na direção correta, mas ainda é muito pouco em termos de reequilíbrio das contas. O buraco é muito maior”.

Segundo os cálculos do especialista, a economia gerada com todas as medidas anunciadas nesta sexta não chegaria a um bilhão de reais, sendo que o esforço fiscal para o próximo ano teria que ser de 70 bilhões. Ele ressalta também que boa parte do pessoal dos ministérios extintos tendem a ser realocados, o que não ajudaria do ponto de vista da economia orçamentaria.

Para entregar um primário de 0,7% do PIB no próximo ano, como prometido pelo ministro Joaquim Levy, além dos cortes e reduções de ministérios, o especialista acredita que será preciso aumentar a carga tributária, uma tarefa complicada em um Congresso bastante dividido.

out
03
Posted on 03-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2015


Sponholz, no Jornal da Manhã (PR)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

BLAGUE NO BLOG – Vira esse troço pra lá

Esse problema de acentuação e vírgula parece coisa boba, mas não é, como relata um dos decanos da radiofonia baiana, Paulo Germano.

No tempo em que as radionovelas eram uma grande atração, uma pequena fala suscitou muito burburinho no estúdio, pois o programa era ao vivo, e nos lares, onde eram avidamente ouvidas.

Era uma passagem em que um médico aplicava uma injeção na paciente, que ao sofrer a agulhada reclama. “Ai, não, doutor!”.

Colocado um acento agudo e retirada uma vírgula, o texto saiu à revelia do autor: “Aí não, doutor!” – atingindo em cheio o recato da casta audiência.


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