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Postado em 02-10-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 02-10-2015 00:37

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

País dispensa o exercício do fascismo

Endossamos plenamente as palavras do deputado Marcelino Galo (PT), que definiu como “manifestações fascistas” as agressões e ameaças dirigidas a João Pedro Stédile e à própria presidente Dilma e seu neto Gabriel, que acaba de completar cinco anos.

Se, no caso da família presidencial, ocorreram de longe, na visita do líder do MST a Fortaleza, uma hostilidade organizada o esperava no aeroporto, onde foi cercado e chamado de “assassino” e “traidor da pátria”, sugerindo-se ainda sua ida “para Cuba” – ações típicas de totalitarismo político.

Inspirada por mentores plenamente identificados, a cena durou alguns minutos, com um bando de militantes frenéticos, gritando e brandindo cartazes e bandeiras, num clima que poderia, a qualquer momento, derivar para a violência física.

O intelectual dos sem-terra, figura respeitável na luta pelos direitos populares, havia desembarcado sozinho para participar de um debate na Universidade Federal do Ceará, tendo sido recebido pela professora Adelaide Gonçalves. Abraçados, apenas fugiram dos agressores.

Não foi um protesto espontâneo, legítimo, de quando se encontram defensores de ideias opostas ou conflitantes. Ocorreu de madrugada, horário do voo de Stédile, revelando que seus passos estavam sendo esquadrinhados. É dessa mentalidade que menos precisamos no Brasil de hoje.

O general das bravatas de Lula

O lado humorístico do episódio faz lembrar que há seis meses o ex-presidente Lula, ante a possibilidade de queda do governo alimentada por escândalos e problemas econômicos, dizia-se pronto a brigar contra o impeachment, “sobretudo quando o Stédile botar o exército dele nas ruas”.

De forma oportunista, a declaração foi abjurada na imprensa, por diversas personalidades, como “proposta perigosa”, “intimidação” e “incitação à guerra civil”, mas aos poucos perdeu o “poder letal” e encaixou-se em seu justo lugar de mais uma das bravatas de Lula.

João Pedro Stédile é uma autoridade política, que empreende uma guerra ideológica, até que tempos melhores permitam as condições objetivas que ele tanto almeja para ver consumado seu ideal de país. Se fosse um general, pelo menos com o estado-maior estaria.

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Comentários

katiusca on 2 outubro, 2015 at 15:41 #

Quando o fascismo sai as ruas é preciso colocar o medo em dia e tomar cuidados, ninguem está protegido , só a canalhice é blindada .


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