DEU NO G1

Filipe Matoso Do G1, em Brasília

Prestes a anunciar a reforma ministerial, a presidente Dilma Rousseff se reuniu no início da tarde desta quinta-feira (1º), no Palácio da Alvorada, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar dos últimos ajustes das mudanças no primeiro escalão. Além de Lula, compareceram à residência oficial o presidente do PT, Rui Falcão, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva e o assessor especial da Presidência Giles Azevedo.

Mais cedo, Dilma se reuniu com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, para tratar do espaço do PMDB na Esplanada dos Ministérios. O principal aliado da petista no governo federal deve ficar com sete pastas na reforma que deve ser anunciada até esta sexta (2).

Ao longo das últimas semanas, a presidente da República se reuniu com ministros e dirigentes partidários do PT, PMDB, PDT, PTB e PC do B para definir as mudanças. Em meio às articulações, o PSB também recebeu sondagens, mas recusou assumir uma pasta na Esplanada.

Entre as principais mudanças no primeiro escalão estão a transferência de Jaques Wagner da Defesa para a Casa Civil no lugar de Aloizio Mercadante; já o atual chefe da Casa Civil retornará para o Ministério da Educação; na Saúde, sairá o petista Arthur Chioro e entrará um deputado federal do PMDB; além disso, está prevista a fusão das secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres em uma única pasta.

Mesmo sem anúncio oficial das mudanças no governo, a presidente já começou a demitir alguns ministros.

O Ministério da Educação, por exemplo, divulgou nota na qual informou que o chefe da pasta, Renato Janine Ribeiro, já foi comunicado por Dilma de que deixará o cargo. Na terça (29), a presidente telefonou para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e mandou o mesmo recado.

Saudades, maestro! Não esqueço dos seus ensaios e apresentações no salão nobre da reitoria da UFBA, enquanto eu trabalhava no subsolo do prédio, responsável pelo setor de comunicação e imprensa no digno e realizador reitorado do médico, cientista e professor Heonir Rocha. Nunca aprendi tanto em minha vida pessoal e profissionalmente. Com inteligência, capacidade de realizar e exemplos práticos de um dos maiores homens públicos da Bahia, nascido nas margens exuberantes do Rio Parnaíba, no Piauí.

Bastava subir um pequeno lance da escadaria que levava ao gabinete do reitor e estava diante de alguns dos maiores músicos, professores e maestros da Bahia. O baiano nascido na Alemanha, Horst Shchwebel, entre eles, evidentemente.

BOA TARDE!

(Vitor Hugo Soares)

DO CORREIO

Da Redação

Morreu ontem (30) em Salvador o professor e maestro alemão Horst Schwebel, fundador da Banda Sinfônica da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Ele também atuou como professor e 1 ° trompete da Orquestra Sinfônica da universidade e teve vários cargos na Escola de Música da instituição. Ele foi diretor da unidade entre 2005 e 2009.

O Teatro Castro Alves lamentou em nota a morte do maestro. “Com a sua partida, o maestro e professor alemão deixa um imenso legado para a música na Bahia e a saudade dos seus fiéis aprendizes. Neste momento difícil, o TCA e toda sua equipe se solidarizam com os seus familiares, amigos e admiradores”, diz o texto.

Nascido na Alemanha, Schwebel realizou seus estudos musicais na Escola Superior de Música de Karlsruhe. Antes de chegar ao Brasil, exerceu suas primeiras atividades profissionais nas Orquestras de Bad Hersfeld e na Sinfônica de Hamburgo.

Já em Salvador, em 1980, ele fundou a Banda Sinfônica da Ufba. Com o TCA, regeu em 2013 um concerto especial para celebrar os 33 anos do conjunto. Ele é pais de Heinz Schwebel, músico integrante da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba). Schwebel se aposentou após 50 anos de trabalho.

DO EL PAIS

Flávia Marreiro / Afonso Benites

De São Paulo / Brasília

Depois de meses de pressão e de troca de farpas praticamente públicas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fiel escudeiro da presidenta Dilma Rousseff, Aloízio Mercadante, caminha para não sobreviver à reforma ministerial. Ao poderoso ministro da Casa Civil foi oferecida uma saída: voltar à pasta da Educação, ministério que ele comandou no mandato anterior, para liberar o posto nobre do Planalto a alguém menos odiado na base governista, em especial no PMDB.

A Casa Civil seria ocupada pelo atual responsável pela Defesa, o petista Jaques Wagner. Na manhã desta quarta-feira, ao deixar uma audiência na Câmara dos Deputados, Wagner disse não ter sido convidado para substituir Mercadante, mas, se fosse, aceitaria. “Sou parte deste projeto. E vou continuar ajudando no que puder”.

Típico do clima de tensão que se instalou em Brasília desde que a presidente anunciou uma reforma ministerial sem dizer nomes ou postos, nada disso era oficial na manhã desta quarta-feira. Embora no Ministério da Educação dessem como certa a mudança, o ministro da pasta, Renato Janine Ribeiro , só foi oficialmente informado por Dilma em audiência no meio da tarde. Mais cedo, a presidenta se reuniu a sós com Mercadante para informá-lo da decisão de trocá-lo por Wagner, um petista sintonizado com Lula, segundo o Blog do Fernando Rodrigues, no UOL. Mercadante disse a interlocutores que se sentiu chateado com a troca de cargo. Entendeu a mudança como um rebaixamento de função.

Professor de ética e filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Janine Ribeiro estava na pasta desde o final de março. Na época, seu nome foi bem recebido por educadores após a ruidosa saída de Cid Gomes do cargo. Janine é identificado com diretrizes do PT, mas não um quadro do partido, daí a pressão para que a estratégica pasta voltasse a um nome da sigla em meio à reforma ministerial que pode diminuir o peso petista na Esplanada para acomodar melhor o PMDB. Nesta terça-feira, foi oficializada a saída do petista Arthur Chioro do Ministério da Saúde, maior Orçamento federal.

Se concretizada a alteração na Educação, será a terceira mudança do ano no ministério responsável nada menos do que pelo slogan da gestão, o “Pátria Educadora”. Nos últimos meses, a pasta se ajustava aos cortes orçamentários que não pouparam nem mesmo programas-bandeira como Pronatec, de qualificação profissional, e Ciência Sem Fronteiras, para estudo universitário no exterior.

A possível volta de Mercadante causa receio nos corredores do Ministério. Em sua passagem por lá, ele ficou marcado por um trato pouco cordial com subordinados e broncas de altos decibéis.

Outras trocas

Quem deve ocupar a vaga de Wagner na Defesa é o ex-deputado e atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo (PC do B). Já para o seu cargo Rousseff está tentando fazer uma jogada para ampliar sua base no Congresso e atrair o PSB. Nesta quarta-feira, a presidenta se reuniu com os três governadores do partido, Paulo Câmara (PE), Rodrigo Rollemberg (DF) e Ricardo Coutinho (PB). Os três são simpáticos a ela e a essa proposta, mas enfrentam resistência do partido que estava quase se declarando oposição. Até a semana passada, o PSB era independente.

Ricardo Berzoini, que hoje está nas Comunicações, deverá ocupar a secretaria-geral da Presidência, que vai abraçar a secretaria de Relações Institucionais. Seu número dois será o assessor especial da Presidência, Giles Azevedo. Ambos serão oficializados como os articuladores políticos do Governo, funções que já estão exercendo desde meados de setembro.

Com a reforma, todos os ministros considerados mais técnicos (Arthur Chioro, da Saúde, Mangabeira Unger, de Assuntos Estratégicos, e Renato Janine, Educação) perderam espaço. O primeiro foi demitido por telefone. O segundo deixou a pasta na semana passada. O terceiro deve ser demitido até amanhã quando a reforma será oficialmente anunciada. Praticamente, só sobram os ministros políticos.

O que não ficou claro até o momento é quais serão os dez ministérios que serão extintos. Há uma possibilidade de Pesca, Portos e Aviação Civil, que seriam incorporadas por outras pastas, manterem-se vivos.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

O Brasil, enfim, deve algo a Calheiros

Se algum resto de máscara ainda havia para cair, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, terminou de retirá-lo hoje, com sua manobra, felizmente infrutífera, de fazer vigorar no Brasil o financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas.

Ao tentar forçar a apreciação do veto da presidente Dilma ao projeto do financiamento, Cunha não apenas chantageou o Congresso Nacional, mas revelou descaso com o STF, que o declarou inconstitucional, e comprovou que o que lhe interessa mesmo – e a seus amigos – é dinheiro.

Sucessivas vezes Cunha vem demonstrando espírito antidemocrático e determinação de moldar as leis e as práticas políticas ao feitio de seu caráter. O que surpreende é que até agora, com todas a acusações que pesam contra si, ainda não foi possível afastá-lo do cargo que desonra.

A lamentar neste episódio de hoje, em que, para fazer pressão, marcou intempestivamente uma sessão da Câmara para o mesmo horário da do Congresso em que seriam apreciados os vetos da pauta-bomba, somente o fato de que a nação fica devendo esta ao senador Renan Calheiros, que também não é grande coisa.

Os seis vetos que tinham votação prevista para hoje, incluindo o do exorbitante aumento do Judiciário, por causa do boicote de Cunha, ficaram para depois, o que estende a “preocupação” da equipe econômica com a possibilidade de que sejam derrubados e “prejudiquem” o “ajuste fiscal”.

Em contrapartida, além de denunciar publicamente os “caprichos” do presidente da Câmara, o senador Calheiros assegurou que a PEC que tramita no Senado instituindo o financiamento privado não será votada até sexta-feira. Ou seja, para a campanha de 2016 não vai dar mais para angariar “doações”.

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01
Posted on 01-10-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 01-10-2015


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAIS

Em meio à crise política e econômica que atinge o Brasil, e às discussões em torno da recriação da CPMF (o imposto sobre movimentações financeiras), o Governo Dilma Rousseff atingiu seu pior índice de reprovação na pesquisa feita pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), sendo considerado “ruim ou péssimo” por 69% dos entrevistados. O percentual de desaprovação do Governo é o maior já registrado em 27 anos da série histórica. Apenas 20% consideram a gestão atual “regular” e 10% a classificam como “ótima ou boa” – índices muito próximos aos registrados na última pesquisa, realizada em junho, quando a reprovação era de 68% e a aprovação de 9%. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira, os impostos foram apontados por 90% dos entrevistados como o principal problema do país, seguidos pela taxa de juros (89%), a saúde (84%) e o combate à inflação (83%).

“Todos os presidentes sofreram uma queda de popularidade em seus segundos mandatos. Mas a queda no Governo Dilma foi muito mais intensa. Ela caiu bem mais forte [em comparação com a queda de popularidade do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso]”, disse Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, em entrevista coletiva realizada em Brasília. Para se ter uma ideia da intensidade da queda da popularidade de Rousseff, em dezembro de 2014, último mês do primeiro mandato da petista, 40% da população considerava o Governo “ótimo ou bom”, índice que despencou para 10% um ano depois.

“Está praticamente no mesmo nível que o final do governo do ex-presidente José Sarney, que chegou a 7% de ‘ótimo e bom’ em 1989”, completou. “Mas pelos dados, [a aprovação ao Governo] parou de cair. Está estável, porque não houve muita mudança. A gente continua com uma crise política séria, a questão econômica sem muita solução, e a combinação entre essas duas crises é fatal”, disse Fonseca.

Também contribuíram com a baixa aprovação da mandatária as notícias sobre corrupção e o ajuste fiscal, mencionadas por 20% dos entrevistados. Já a volta da CPMF foi citada por 8% dos entrevistados, enquanto o aumento dos impostos foi criticado por 7% dos ouvidos. A Lava Jato também influenciou na avaliação do Governo: 13% citaram diretamente essa operação da Polícia Federal.

Mesmo entre os pontos do Governo com as melhores avaliações, como o combate à fome e à pobreza (29%) e a política em relação ao meio ambiente (25%), os índices de desaprovação dessas áreas superam a casa dos 60%. “Ou seja, a insatisfação é ainda muito grande em relação ao Governo de um modo geral”, explicou Fonseca.

A pesquisa revela ainda que 82% da população desaprovam diretamente a maneira da presidenta Dilma governar, e que 77% não confiam nela. As poucas boas notícias para Rousseff é que sua popularidade melhorou um pouco entre as pessoas com mais de 55 anos, subindo de 20%, em junho, para 24% em setembro. E nas periferias das capitais, onde o índice dos que confiam na presidenta aumentou de 13% para 20%. Entre os eleitores mais jovens, porém, Dilma continua em baixa e houve ligeira queda.

A pesquisa CNI-Ibope ouviu 2002 pessoas entre os dias 18 e 21 de setembro em 140 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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