Deu na coluna Ancelmo.com/ De Ancelmo Góis , em O Globo

Chioro é demitido por Dilma por telefone

por Ana Cláudia Guimarães

Dilma Rousseff telefonou hoje pela manhã para o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Foram apenas dois minutos de telefonema para informar que o tempo dele no governo havia acabado. Não disse nem muito obrigada.

A rádio corredor diz que a cadeira será ocupada por Marcelo Castro, do PMDB.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

PDT quer “porteira fechada”

Os irmãos Ciro e Cid Gomes foram para o PDT de olho no Ministério das Comunicações, prometido por Dilma. Mas exigem “porteira fechada”, inclusive o comando dos Correios e de seu fundo de pensão, o Postalis.

Despertou o interesse dos Gomes também o novo plano de outorgas de emissoras comunitárias para 699 municípios e de rádios e TVs educativas para outras 235 localidades. São estratégicas para a eleição do ano que vem.

Solvador Bahia De Caymmi

Tom Zé

Quando Caymmi criou
essa suave Solvador-ô-ô
ô-ô-ô-ô-ô-ô
foi a Mãe Menininha
que amamentou-ô-ô
ô-ô-ô-ô-ô-ô

Bahia que padece de usura
e quer fazer torre de toda altura
rebenta Barra quebra a Cayru
e ninguém escapa desse cerca-jacu

Buda que ensaia
de pijama na Lapinha

Gandhi gandaia
que desmama a Barroquinha

Baco tocaia
uma mucama da Rocinha

Mãe Menininha
samba reza na Bahia

Aqui em Solvador Bahia tudo,
capitalista ou vagabundo,
tênis, gravata ou cabelo branco,
todo mundo tem um santo.

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Fantástico, incrível e extraordinário Tom Zé. Que todos os santos, orixás,
fluidos de Bendegó e guerreiros de Canudos (além dos fantasmas de Lampião e seu cabras) o protejam e o mantenham crítico e criativo como sempre no pantheon dos grandes visionários da Bahia e do Brasil. Viva!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


CRÔNICA

Maluco beleza em São Pedro

Gilson Nogueira

De novo,ela! Encontrei-a, no mesmo lugar, fechada, com aquele aspecto de falta de cuidado dos últimos anos, manchada por spray branco, apertado por algum pichador de insanidades urbanas, desses que fazem dos muros e paredes da cidade painel de angústias e devaneios assassinos.

Sobre seu corpo, em verniz, quase escuro, voltei a vê-la nas cores do abandono. E tive medo! Imaginei que, de repente, dela poderia sair uma lança endiabrada ou uma serpente bêbada disposta a me morder e fazer-me sangrar até a morte. Chega prá lá, miséria, pensei, alto, fazendo o sinal da cruz. E fui!

Antes, diante da Porta de Entrada do Palácio da Aclamação, como andarilho do cotidiano a admirar com os olhos e a imaginação o que resta de belo na capital do berimbau, indo de suas praias oceânicas aos mais simples recortes da Cidade da Bahia, rica em história e folclore, pasmo, boquiaberto, falando sozinho, disse, em voz baixa: “ Meu Deus, como é que pode, a Porta do Palácio da Aclamação, referência arquitetônica do Governo do Estado da Bahia, nesse estado!!! Será que estou diante da porta do inferno???”

Em vez de encantar, pelo tamanho, beleza e originalidade dos detalhes, e relevos em madeira de lei, lá está ela, abandonada, assustando quem ama sua terra natal e os que visitam a primeira capital do Brasil pela feiúra, feito fantasma em posição de sentido, ou de prontidão, aguardando o toque dos clarins anunciando o banquete da destruição total do patrimônio público baiano.Antes da tragédia programada, algum maluco beleza, do alto de sua loucura consentida, subirá nos bancos da Praça Barão do Rio Branco, onde um verso de Neruda foi plantado na grama, aos pés da estátua ,e proclamará, lúcido como nunca, aos quatro ventos, que, doravante, enquanto os órgãos públicos responsáveis pela conservação do patrimônio não recuperarem a Porta de Entrada do Palácio da Aclamação, ficará terminantemente proibido votar em quem quer que seja, na próxima eleição governamental. Dá-lhe, meu rei!!!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador do Bahia em Pauta.

Do jornalista José Valverde (Texto publicado no Facebook, no grupo Colegas Jornalistas, por um dos mais respeitados e competentes profissionais na área de economia e política da Bahia e do País. Valverde, ex-editorialista de A Tarde e ex-editor de Economia da Tribuna da Bahia, integra o grupo “Xô Corrupção”, no Facebook.
Bahia em Pauta reproduz, aprova e aplaude. (Vitor Hugo Soares)

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PASSEIO PÚBLICO , O ENGODO DA REFORMA-REINAUGURAÇÃO

Quem não se lembra daquele jogo das diferenças oferecido por certas publicações que consistia em apresentar dois desenhos aparentemente iguais, um cópia do outro, oferecendo ao apreciador a oportunidade de descobrir as sutis, quase imperceptíveis, mais reais diferenças entre ambos? Pois bem, o governo do Estado/Ipac precisa publicar dois desenhos do Passeio Público – um retratando como era tal lugar antes da reforma-reinauguração que acaba de ocorrer, outro depois.

Em tempo: os jornais baianos que atestaram a realização desta reforma e da tal reinauguração, esta uma festinha com uma orquestra composta por jovens e adolescentes – com a presença do governador Rui Costa e sua filhinha de dois anos – devem submeter os repórteres que fizeram a cobertura do evento a exames oftalmológicos. A menos que tais repórteres sejam os da Assessoria de Comunicação do Governo, que neste caso teriam prestado a gentileza de fornecer as informações via press release e fotos oficiais //

(José Valverde)



Viva Lima, Viva Perú, Viva Chabuca e sua grandiosa obra musical que encanta a América e o mundo. Uma delas esta preciosidade gravada no começo da carreira por Caetano Veloso, assim como Fina Estampa -décadas depois em disco primoroso de canções latino-americanas – onde “la grande de América” pontua em primeiro plano. Merecidamente.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Suicídio coletivo

Decididamente, não há, na configuração institucional brasileira, um organismo que mais se ajuste à fábula do escorpião e do sapo que o PT.

Sair com nota defendendo o ex-tesoureiro João Vaccari Neto é seguir no processo de suicídio. É simples loucura ou confissão coletiva de culpa.


Isabel dos Santos avança sozinha com hipermercados
em Angola. Fernando Veludo/NFactos

DEU NO DIÁRIO “PÚBLICO” ( DE PORTUGAL)

Rosa Soares

Depois de anos de impasse, o grupo português Sonae e Isabel dos Santos dos Santos (a mais rica mulher do continente africano no ranking da Forbes, filha do ditador de Angola, Eduardo dos Santos) assumiram a ruptura na parceria para Angola. A empresária angolana anunciou nesta segunda-feira,28, o lançamento da Candando (que significa abraço), uma rede de hipermercados que não tem qualquer participação do grupo português.

Pondo fim à especulação sobre a parceria e reagindo ao anúncio do investimento de Isabel dos Santos fonte oficial do grupo português (dona do PÚBLICO e dos hipermercados Continente) adiantou que “as responsabilidades assumidas pela Sonae, no âmbito do projeto de investimento no varejo de alimentos em Angola, foram adquiridas pelo grupo de Isabel dos Santos”.

A Sonae não adiantou mais pormenores sobre o fim da joint-venture com a Condis, a empresa de Isabel dos Santos e do marido Sindika Dokolo, onde detinha 47% de participação, e com quem assinou um acordo em 2011. A ruptura aconteceu em Fevereiro depois da saída dos dois executivos Miguel Osório e João Seara que passaram a trabalhar diretamente com Isabel dos Santos. Questionada pelo PÚBLICO sobre se o montante da venda anunciada nesta segunda-feira cobriu apenas os custos do processo ou se teve alguma componente de indenização por ruptura da parceria, a Sonae apenas adiantou que “o investimento da Sonae esteve sempre limitado ao projeto em concreto, pelo que os valores envolvidos são imateriais.”

Apesar de não estar envolvida no lançamento da rede Candando, a verdade é que a sua contribuição foi grande. Miguel Osório e João Seara, a quem a empresa da Maia acusou de tomarem “decisões de extrema gravidade e deslealdade”, detinham um profundo conhecimento da área da distribuição. A apresentação da nova cadeia de hipermercados foi feita, precisamente, por Miguel Osório, que era membro executivo da administração da Sonae SR (o braço do grupo para o varejo especializado), conforme ainda se lê no seu perfil do Linkedin, por atualizar. Assume agora o cargo de diretor executivo da nova Contidis, criada por Isabel dos Santos para avançar com a rede de lojas. Em conferência de imprensa, nesta segunda-feira em Luanda, Miguel Osório adiantou que o investimento a ser realizado pela empresa detida a 100% pela empresária angolana ascenderá a 400 milhões de dólares (356 milhões de euros) nos próximos cinco anos, indicou a agência Lusa.

A abertura da primeira loja Candando, de um total previsto de dez ao longo dos próximos cinco anos, deverá acontecer no primeiro semestre de 2016, em Luanda. A primeira terá dez mil metros quadrados e ficará instalada no Shopping Avennida, em Luanda. De acordo com o responsável, as lojas serão “ancoradas” na venda dos produtos frescos e assim voltadas para a produção nacional, “aliando a distribuição moderna aos mercados tradicionais de Angola”.

A parceria da Sonae com Isabel dos Santos foi anunciada em 2011 e os planos iniciais incluíam a abertura de, pelo menos, cinco hipermercados Continente. Nos anos seguintes não se conheceram grandes desenvolvimentos, até que, em Fevereiro de 2015, se ficou sabendo que os seus dois gestores envolvidos no projeto passaram a trabalhar diretamente para a empresária angolana.

Para além da saída de Miguel Osório e de João Seara não são conhecidas outras razões para o arrastar do investimento. O PÚBLICO apurou junto de fonte conhecedora do processo que entre os motivos dos atrasos estava a exigência técnica imposta pela Sonae a nível logístico, área que era da responsabilidade da parceira local. Entre essas questões estavam as condições de armazenamento e transporte de produtos, designadamente, a refrigeração e conservação de bens perecíveis, que implicavam investimentos avultados.

Frustrada a expansão para Angola, a Sonae acabou por iniciar a internacionalização da marca Continente no Médio Oriente. Em parceria com um grupo dos Emirados Árabes Unidos e em regime de franchising, a Sonae prepara-se para abrir neste país o primeiro de quatro hipermercados piloto até 2017. Isabel dos Santos continua a ser parceira da Sonae na NOS e o grupo liderado por Paulo Azevedo tem afirmado que o relacionamento com a empresária não sofreu alterações.

A angolana é ainda acionista de várias empresas portuguesas, principalmente , da Galp – através da Amorim Energia, em associação com a Sonangol –, Banco BIC Português e BPI.

Num dia globalmente negativo nas bolsas europeias, que a praça de Lisboa acompanha com uma queda de 1,8%, as ações da Sonae encerraram a perder 1,39%, para 1,06 euros. com Ana Rute Silva

set
29
Posted on 29-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-09-2015


Amarildo, no portal de humor gráfico A Charge Online

set
29

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Uma semana que o Governo Dilma Rousseff esperava ser administrável durante a crise ganhou elementos que podem transformá-la em bastante turbulenta. Uma desajeitada manobra de aproximação do Planalto para animar um novo partido comandado nos bastidores pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), pode resultar no afastamento do PMDB em meio à conclusão da reforma administrativa/ministerial e na véspera do Congresso Nacional analisar novos vetos presidenciais. Na semana passada, a base dilmista conseguiu uma meia vitória ao manter 26 dos 32 vetos da presidenta. Falta analisar seis, entre eles um dos mais visados: o aumento de até 78% para o Judiciário, em sessão prevista para quarta.
Crise política

Se o movimento em direção a Kassab já trazia ruído suficiente, a presidenta, que encerra sua participação na ONU em Nova York, teve de amargar um novo flerte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um ressentido ex-aliado do Governo, com os defensores do impedimento de seu mandato: ele anunciou que vai começar a avaliar nesta semana os pedidos de impeachment presidencial. “Nesta semana, já despacho alguns pedidos. Eu tenho vários pedidos lá. Eu vou começar a despachar alguns. Não serão todos. Não vou conversar com ninguém. Vou ler os pareceres e tomar decisão em função do que está colocado lá e dos pareceres que existem”, afirmou ao site da Câmara dos Deputados.

Cunha tem oscilado, mas, nas últimas vezes, o grau de beligerância contra o Planalto tem aumentado toda vez que novas acusações contra ele surgem, como nesta segunda. O lobista do PMDB João Augusto Rezende Henriques, preso por envolvimento no esquema que desviou bilhões de reais da Petrobras, afirmou que abriu uma conta bancária na Suíça para pagar propina para o presidente da Câmara. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Já a Folha publicou reportagem sobre relatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apontando lucro indevido de Cunha em operação de um fundo de pensão no Rio, entre 2003 e 2006.

Cunha, que negou as acusações e no passado até acusou o PT de está por trás delas, não enviou apenas o recado sobre o impeachment. O presidente da Câmara não se furtou a analisar a movimentação do Governo mirando o ministro das Cidades como perigosa: “Até parece piada: na semana que tentam fazer a reforma ministerial para segurar a base aliada ao Planalto. Se for verdade, isso pode até atrapalhar a sessão de quarta-feira, quando serão analisados vetos relevantes para o ajuste fiscal”, afirmou Cunha ao blog do jornalista Fernando Rodrigues, no portal UOL.
Erros com o PMDB

O PL quer fazer uma série de filiações-relâmpago, assim que o partido for aprovado, e causar o maior número de baixas nas legendas adversárias

A articulação para criação de um novo partido, o Partido Liberal (PL), para apoiar Dilma Rousseff partiu do próprio Kassab, no começo do atual mandato. Apesar de ele ser presidente nacional do PSD, ele negocia a criação do PL para reduzir a influência do PMDB no Congresso Nacional e conseguir uma base de apoio mais leal para Rousseff. No fim de agosto, a direção do Partido Liberal (o PL) entregou toda a documentação para a sua criação no Tribunal Superior Eleitoral. Agora, espera que até o dia 30, há um ano antes das eleições, a corte julgue seu pedido. Caso seja acatado (o Ministério Público fez reparos à sigla que podem comprometê-la), quase duas dezenas de deputados do PMDB, PSB e DEM já se comprometeram a engrossar as fileiras dos liberais a pedido de Kassab. Dessa forma, o principal aliado do Planalto, o PMDB, que acaba de negociar a participação em cinco ministérios, perderia boa parte de seus 67 deputados federais.

As movimentações voltaram a ganhar força na última semana, quando o ministro das Cidades pediu para os seus colegas das Comunicações, Ricardo Berzoini, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para não publicar no Diário Oficial da União a sanção presidencial da minirreforma eleitoral. O projeto de lei, aprovado pelos congressistas, permitia que os deputados federais e senadores pudessem trocar de partido sem perder o mandato somente em março de 2016, a sete meses das eleições municipais. Porém, como a proposta ainda não foi sancionada, estaria valendo a regra de que políticos com mandato podem se filiar a uma nova legenda sem nenhum prejuízo para si mesmo até 30 dias após a criação da mesma.

Oficialmente, Kassab afirma que não tem relação com o PL, mas deputados do partido dele relataram que o PSD tem oferecido todo apoio ao advogado Cleovan Siqueira, um ex-deputado estadual de Goiás que presidirá a legenda, para a criação da sigla. O próprio Siqueira diz apenas que tem recebido ajuda de amigos e o ministro das Cidades seria mais um deles.

A ideia do grupo de Kassab é fazer uma série de filiações-relâmpago, assim que o partido for aprovado, e causar o maior número de baixas nas legendas que consideram adversárias. Futuramente, com uma bancada de deputados (PSD-PL) que poderia chegar às seis dezenas (hoje o PSD tem 34), haveria uma fusão entre as duas siglas. A estratégia foi vista por alguns membros da base aliada de Rousseff e por especialistas como um “tiro no pé”, ainda mais levando em conta que na próxima quarta-feira o Congresso analisará seis vetos presidenciais que podem resultar em gastos públicos de aproximadamente 30 bilhões de reais para o próximo quadriênio. “A Dilma preferiu ter dois passarinhos voando do que ter um na mão. É uma jogada arriscada”, analisou um peemedebista da Câmara.

Pedro Floriano Ribeiro, cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), diz que um apoio do Governo à movimentação de Kassab seria o terceiro grande erro político do segundo mandato de Dilma Rousseff em relação ao PMDB, cuja relação já está por um fio. O primeiro erro, segundo ele, foi a montar um ministério para tentar diminuir a dependência com o PMDB, do qual o ex-prefeito de São Paulo foi beneficiado com o Ministério das Cidades. O segundo foi articular contra a candidatura de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara, comprando briga com um dos principais caciques do partido aliado.

“É muito improvável que o Kassab consiga montar uma bancada [unindo o PSD e o PL] com o tamanho e a força que ele prometeu, para fazer frente com o PMDB. O PT corre o sério risco de ser visto como patrocinador do partido do Kassab, o que afastaria de vez o PMDB. Seria o terceiro grande erro político da Dilma nessa relação”, avaliou Ribeiro.

Com informações de Marina Novaes.

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