DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Hoje, em Campinas, num evento de agronegócio, Gilmar Mendes voltou a mandar brasa:

Sobre a cleptocracia petista: “Chamei a atenção, a partir do meu voto sobre a questão do financiamento dos partidos. O que vem se revelando na Lava Jato indica que era preciso verter recursos diretamente para o partido. Um terço pelo menos dos recursos que eram tirados extraordinariamente dos contratos da Petrobras, segundo as delações, tinham de ir para o partido. Isso significa que o patrimônio público pertence ao partido. Instalou-se uma forma de retirar recursos de uma forma ilícita. Isso tinha que ser denominado. O que é isso, é uma cleptocracia.”

Sobre a ameaça do PT de processá-lo: “Espero que não me imputem a morte de Celso Daniel”

set
19


BOA TARDE!!!


Dilma, Lula, Mercadande: samba de Billy Blanco

ARTIGO DA SEMANA

Lula e Dilma: os “fiéis”, os “traidores” e Mercadante

Vitor Hugo Soares

Segue o baile do poder. Levanta poeira no balanço da gafieira em que se tornou o segundo mandato do governo petista da presidente Dilma Rousseff. Nesta semana divisória das duas quinzenas de setembro, o rolo aumentou com a “bolsa de apostas” de Brasília pulsando em ritmo febril, em relação a cabeças cortadas que devem rolar.

As orquestras (são várias e barulhentas) tocam alto “pra polícia não manjar”, mas é inútil. E o reboliço é mais intenso e nervoso na casa da mandatária – corredora de bicicleta do Planalto nas horas vagas – que na oscilante e quase modorrenta Bovespa . Salvo os sustos das variações violentas na cotação do dólar e das quedas incontroláveis das ações da Petrobras, fonte de riqueza e orgulho nacional corroída “pela ditadura da propina” (curta e mais que perfeita definição do jurista Miguel Reali Jr) por corruptos e corruptores, públicos e privados, de máscaras ou capuzes arrancados pela Operação Lava Jato.

Multiplicam-se os palpites e as especulações sobre a crescente e veloz perda de prestígio e relevância do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, acompanhados dos ruídos sobre a sua queda (ou manutenção), e os inevitáveis fuxicos sobre nomes do (a) provável substituto (a) no cobiçado gabinete do Palácio do Planalto, apesar da má fama de ter-se transformado em usina de queimações e crises políticas e administrativas nos anos de domínio petista.

São emblemáticas, no particular, as previsões opostas colhidas nos bastidores, de dois dos mais lidos e bem informados colunistas políticos (repórteres furadores da melhor cepa) do jornalismo político brasileiro. Ambas abrigadas no portal G1, de O Globo: Aloízio Mercadante sai da Casa Civil, diz Cristiana Lobo, na Globo News. Aloízio Mercadante fica, afirma Camarottii, no mesmo canal privado de televisão.

“Coisas de um tempo em que a cabra não reconhece o filhote cabrito”. Diriam os sábios mineiros da política na época de seu Laio, personagem notável de Guimarães Rosa na novela “A volta do marido pródigo”, de Sagarana; ou o arguto Tancredo Neves, se vivo estivesse. Um cenário bem parecido, também, com o descrito no samba famoso Piston na Gafieira, de Billy Blanco.

Enquanto o duro Mercadante vai não vai, é bom dar uma olhada em volta do salão. Observar os modos e atitudes dos principais personagens que dançam agarradinhos, daqueles que procuram briga, ou dos que simplesmente circulam ou fazem rondas periódicas no lugar.

À exemplo do ex-presidente Lula, que voltou a Brasília na quinta-feira (17), repentinamente, pela primeira vez desde o lançamento do novo pacote de ajuste fiscal, com CPMF e tudo. Ele levou uns dias fazendo fita, “costeando o alambrado” (a expressão feliz é de Leonel Brizola), ciscando no terreiro peronista da Argentina, em campanha no palanque presidencial de André Sciolli, o candidato do peito da presidente Cristina Kirchner à sua sucessão. Ela empenha o canavial da sogra para manter o mando do clã dos Kirchner na Casa Rosada. Antes de voltar, Lula deu uma passada pelo Paraguai, para mais uma rodada de proselitismo político na base do “não tenho nada com isso”.

No reencontro com a afilhada, no Alvorada, porém, o ex-presidente, fundador do PT, principal líder do partido no poder há 13 anos, mostrou as garras que – mesmo desgastadas pelos mais recentes episódios da Lava Jato que lhe tiram o sossego – , ainda arranham e ferem. Revelou, ao mesmo tempo, não ter perdido o interesse pelo palácio, e que anda ligado, de olho no jogo pesado em curso no planalto central. Em especial, na reforma administrativa que Dilma deve anunciar até o dia 30, antes de embarcar para New York, onde fará o discurso de praxe na abertura de mais uma Conferência Anual das Nações Unidas (ONU).

Pelo relato publicado no Estadão (assinado por Vera Rosa), Lula recomendou a Dilma que faça uma reforma ministerial mais ampla para garantir sustentação política e evitar o processo de impeachment. Foi direto ao ponto: pediu à mandatária (como no tempo dos antigos barões ou velhos coronéis da política brasileira, que aumente o espaço dos aliados “fiéis” e reduza os cargos dos “traidores”. Muitas orelhas arderam na madrugada de quinta-feira em Brasília, e algumas seguiam pegando fogo ontem (19).

Principalmente ao lembrar: antes do novo e inesperado desembarque de Lula para a conversa no Alvorada, o jornal espanhol El Pais jogou mais álcool no fogo, ao revelar que a “bolsa de aposta” em Brasília coloca a atual ministra da Agricultura Katia Abreu, a ruralista do governo petista, como uma das favoritas de Dilma para substituir o petista Mercadante no gabinete vizinho ao da mandatária, que assim daria espaço ao rebelde PMDB.

O outro pretendente é o ministro da Defesa, Jaques Wagner, ex-governador da Bahia. Petista histórico do peito de Lula, que perde fôlego e força a olhos vistos no governo, como o Rio São Francisco à míngua, antes da transposição, ou a própria Bahia no governo de Rui Costa, o afilhado de Wagner. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

De Evaldo Gouveia e Jair Amorim, “Alguém me Disse”, na voz eterna de Maysa. Bom Dia!!!

(Gilson Nogueira)


Mérito:Bruno exibe premio OAB e placa Jorge Calmon

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

O CORREIO foi o grande vencedor do Prêmio OAB de Jornalismo Barbosa Lima Sobrinho, que premiou, em cinco categorias, trabalhos jornalísticos relacionados ao tema de “Justiça e Direitos Fundamentais”.

O repórter Bruno Wendel venceu, na categoria Imprensa Escrita, com a série de reportagens “Onde está Geovane?”, também indicada ao Prêmio ExxonMobil de Jornalismo — antigo Prêmio Esso, o mais importante do país. A repórter fotográfica Marina Silva venceu a categoria Fotojornalismo, com a fotografia “A Fé que Une”. Por conta do prêmio, Wendel ainda ganhou a placa Jorge Calmon, em homenagem ao jornalista e advogado.

A cerimônia de premiação ocorreu na manhã desta sexta-feira (18), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), nos Barris. Estavam presentes na mesa o jornalista Antonio Walter Pinheiro, presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI); a presidente do Sindicato de Jornalistas da Bahia (Sinjorba), Marjorie Moura; Eduardo Rodrigues, que presidiu a comissão de avaliação do prêmio; e Luiz Viana Queiroz, presidente da OAB-BA.

O Grupo A Tarde ficou em segundo lugar nas duas categorias vencidas pelo CORREIO: em Imprensa Escrita, com a série “Cadeia de Problemas”, de Euzeni Daltro, no jornal Massa! e em Fotojornalismo com Raul Spinassé, do jornal A Tarde, com a imagem “Seca deixa um terço da Bahia em emergência”.

A jornalista Cláudia Cardozo, do Bahia Notícias, venceu na categoria Webjornalismo, com uma série de reportagens com o Caso José Pereira, vigilante condenado injustamente por estupro e homicídio em Vila de Abrantes, em 2011. Em segundo lugar ficou Franklin Carvalho, jornalista do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5).

Na categoria Rádio o primeiro colocado foi o repórter Igor Dantas Silva, da rádio CBN, também do grupo Rede Bahia, com “Brasil: teoricamente democrático”. Não houve segundo colocado na categoria.

Série ‘Onde está Geovane?’

A história de Geovane foi revelada pelo jornalista Bruno Wendel, repórter do CORREIO desde 2006 e especializado na cobertura de Segurança Pública. Foi ele quem, ao perceber o desespero do pai do rapaz à procura do filho no Instituto Médico Legal (e já tendo percorrido diversos órgãos públicos e hospitais), decidiu investigar o caso.

Depois da publicação da matéria, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) localizou o corpo de Geovane, que já estava no IML havia mais de uma semana. Ao longo de mais de um ano, a série de reportagens revelou que, depois de ser morto dentro da sede da Rondesp, no dia 2 de agosto, Geovane foi decapitado e teve o corpo carbonizado. A polícia acabou revelando que a cabeça foi localizada em Campinas de Pirajá, e o tronco no Parque São Bartolomeu. Ele teve as mãos e as tatuagens arrancadas, para dificultar a identificação.

Após as reportagens, 11 policiais foram denunciados por sequestro, roubo e homicídio qualificado (seis deles também por ocultação de cadáver). A polícia ainda havia indicado o grupo por formação de quadrilha e tortura, mas o MP retirou os crimes na denúncia e não solicitou a prisão justificando que eles tinha residência fixa e profissão definida. Os 11 PMs denunciados continuam soltos, em atividades administrativas. O caso corre em segredo de Justiça.

Bruno comentou a série de reportagens, dizendo ter sido um marco em sua trajetória de dez anos de jornalismo impresso. “Esse trabalho gerou uma comoção nacional porque, assim como o caso Amarildo, as famílias de vários Geovanes se viram ali no drama de seu Jurandy. O pai de Geovane é, como tenho repetido, o grande herói dessa história”, afirmou. O repórter também lembrou da importância do veículo na cobertura do caso. “Toda a imprensa baiana ajudou bastante para que se chegássemos na denúncia dos policiais envolvidos na morte de Geovane. Mas foi o CORREIO que deu o pontapé inicial. O trabalho do CORREIO impulsionou a busca por justiça.”

Repórter investigativo, Bruno comemorou a existência do prêmio. “O prêmio é uma conquista não só minha, mas do jornalismo baiano. Sentíamos falta de uma premiação grandiosa como essa, que valoriza o jornalismo investigativo”, disse. A série contou ainda com reportagens dos jornalistas Alexandre Lyrio, Alexandro Mota, Amanda Palma, Clarissa Pacheco, Edvan Lessa, Gil Santos, Laura Fernandes e Thais Borges.

Fotografia “A Fé que Une”
Após polêmica, a tradicional Lavagem do Bonfim voltou a misturar, em 2014, fiéis de todas as crenças. Pároco e freiras ficaram à espera das baianas para receber a bênção e o tradicional banho de água de cheiro. O momento foi registrado pela repórter fotográfica Marina Silva, dentro das dependências da Igreja do Bonfim. A foto foi publicada na capa do jornal CORREIO, na edição de 17 de janeiro de 2014.

“Fico feliz em ter vencido o prêmio, embora a foto registre um momento que deveria ser mais comum, as pessoas precisam ser mais tolerantes”, comemorou Marina. Ela também comentou sobre a importância da premiação. “Houve uma grande repercussão e a foto se tornou símbolo de tolerância religiosa, sendo utilizada em diversos lugares. É importante que haja mais prêmios desse tipo, para que haja mais discussão sobre diversidade e direitos fundamentais”, sugere.

Prêmio Barbosa Lima Sobrinho
A comissão que julgou os trabalhos foi composta por dois membros da OAB-BA, dois da Associação Bahiana de Imprensa e um do Sinjorba. Eduardo Rodrigues, que presidiu a comissão, explicou os critérios do prêmio.

“Essa comissão verificou a pertinência da matéria, a relevância e também a técnica investida. Claro que esta parte, foram os membros jornalistas que apontaram”. Rodrigues ainda comentou da importância do prêmio. “Temos uma fiel convicção que a democracia só se faz com uma imprensa livre e forte. É necessário um reconhecimento, por parte da OAB, de um trabalho feito com esmero e muita vontade por esses jornalistas, quando a temática é direitos humanos e fundamentais”, afirmou.

A presidente do Sinjorba, Marjorie Moura, destacou as constantes ameaças que os repórteres recebem por conta de seu trabalho. “Dos premiados hoje, pelo menos três já foram ameaçados pela Polícia Militar, além de outros colegas que estavam lá. A gente está à mercê de pessoas que deveriam proteger a sociedade, mas não fazem isso”, denunciou. Marjorie conta ainda que já conversou com autoridades, mas nada foi feito. “A gente procurou a Associação Bahiana de Imprensa e OAB para conversar com Jacques Wagner, mas nada foi feito. Procuramos também a Secretaria de Segurança Pública”, diz.

Barbosa Lima Sobrinho foi um advogado, jornalista e político pernambucano. Como presidente da Associação Brasileira de Imprensa, foi um dos mais importantes críticos do arbítrio e da corrupção no país durante a ditadura militar. Ele foi ainda deputado federal e governador de Pernambuco, além de imortal da Academi

set
19
Posted on 19-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2015

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Lula joga em Brasília a última cartada

Depois de um período em que manteve uma postura dúbia, deixando vazar espinafradas na presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula produziu o fato mais importante desta crise ao mergulhar de corpo e alma no caldeirão de Brasília para contatos e propostas com que pretende salvar o governo na política e na economia.

Talvez não seja um mistério essa atitude, mas um último recurso para salvar também a si próprio, por ter compreendido, enfim, que, se o quadro para ele é ruim com Dilma, muito pior seria se o poder caísse nas mãos de adversários. A questão é saber se, a esta altura dos fatos, tem condições objetivas de moldar a seu gosto a realidade.

Lula se reuniu com a presidente, com o ministro Aloizio Mercadante, a quem queria derrubar, e depois com os demais ministros petistas, sem Mercadante. Esteve também com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha – encontro mais importante, porque ambos são pesos-pesados encalacrados que podem blindar-se reciprocamente.

À rentrée feérica no cenário não faltará, naturalmente, a teatralização: o partido articula para ele um périplo pelo país para “defender a política econômica do governo”. Novamente, uma temeridade, pois, além de não haver muito o que explicar, é difícil crer que se trate mesmo do melhor interlocutor para a nação.

“Galego” desprestigiado

Surpreendeu a revelação, hoje, na coluna da jornalista Eliane Cantanhêde em A Tarde, que Lula quer ver na Casa Civil o ex-governador baiano César Borges. Imaginava-se que ele tinha preferência por Jaques Wagner.

set
19
Posted on 19-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2015


Aroeira, no jornal O Dia (RJ)


Rosane premiada:BP aplaude

Prêmio Antônio Lavareda

A jornalista Rosane Santana, doutoranda do programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da UFBA, recebeu, nesta sexta-feira, 18/09/2015, em solenidade no Conservatório de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Menção Honrosa do Prêmio Antônio Lavareda, pelo trabalho científico “Participação Política nas Eleições Presidenciais de 2014″: eleitores de Salvador usuários do Facebook e do WhatsApp”, apresentado no IV Congresso Internacional de Pesquisadores em Campanhas Eleitorais, que ocorre entre os dias 17-19 de setembro, em Belo Horizonte.

O estudo de Rosane Santana investiga o uso do Facebook e do WhatsApp pelos eleitores de Salvador, no processo de engajamento cívico e participação política, durante as eleições presidenciais em 2014. Mede os níveis de participação online e offline dos eleitores usuários das duas plataformas digitais e a influência das variáveis sociodemográficas, renda familiar, frequência de acesso à internet, interesse político e preferência partidária neste processo.

Os dados foram obtidos através de uma survey 4realizada em Salvador – primeira capital do Brasil-, em janeiro de 2015, que investigou diversas variáveis sobre o uso das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTICs), no processo decisório eleitoral. Os resultados demonstraram que os eleitores usuários do Facebook sobreposto ao WhatsApp foram mais participativos do que os eleitores que usaram o site de relacionamento ou o dispositivo de mensagens instantâneas. O estudo revelou ainda que o Facebook pode funcionar como uma plataforma alternativa para a participação dos eleitores de faixa etária mais avançada e que seus usuários foram os que mais se expressaram politicamente durante as eleições.


Rosane Santana com Antonio Lavareda na UFMG:Menção Honrosa

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