DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali”

Geraldo Samor, do site da Veja, publicou um desabafo de Murilo Ferreira sobre a sua saída da Presidência do Conselho de Administração da Petrobras. O executivo disse que sente vergonha pela forma como a companhia é gerida, movida a privilégios que nunca existiriam em empresas privadas. “Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali”, afirmou Murilo Ferreira.

Separamos outros trechos:

– “A Petrobras não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário — ela é da corporação”;
– “Sabe o que é isto? (tirando um cartão verde da carteira) É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha”;

– (A cultura estabelecida na petrolífera) “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá”.

O Antagonista sabe que a indignação de Murilo Ferreira é muito mais profunda. Vai até o pré-sal.

“Terreiro de Jesus”, de Edil Pacheco, João Bosco e Chico Bosco, na voz de João, para ouvir,viver, cantar, tocar e batucar .

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueiro)r

set
16

DEU NO PORTAL G1/ O GLOBO

Por Cristiana Lôbo

Diante da reação negativa entre políticos e empresários do pacote de medidas do ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff vai tentar fazer da reforma administrativa prometida uma importante cartada para reverter o quadro. Por isso mesmo, além da redução do número de ministérios, um novo redesenho do Palácio do Planalto está sendo preparado pela chefe do Executivo. As mudanças vão da substituição de Aloizio Mercadante na Casa Civil até o reforço na articulação política do governo, que está sem comando desde a saída de Michel Temer.

A seus interlocutores, Dilma já dá sinais de que deverá substituir Mercadante por alguém de perfi técnico – tal como funcionou no governo Lula quando ela própria assumiu o cargo. A ideia é não esbarrar nas atividades da nova articulação que será comandada por Ricardo Berzoini, que terá Giles Azevedo como número dois da função.

Embora faça questão de demonstrar seu apoio a Mercadante, Dilma passou a reconhecer o desgaste do ministro junto ao mundo político. Ela, no entanto, não quer fazer qualquer movimento que exponha seu principal auxiliar. A mudança no perfil da Casa Civil seria um argumento, mas Mercadante não ficará fora do governo e será acomodado em outra pasta.

A reformulação do Palácio do Planalto passará pelo reforço da Secretaria-Geral, que poderá passar a contar com outro nome para abranger não só o diálogo com os movimentos sociais, como funciona atualmente, mas também a articulação política com o Congresso e até a gestão administrativa do próprio Palácio do Planalto.

A ideia é que Berzoini assuma a coordenação, com a ajuda de Giles, que já tem feito movimentos a pedido da presidente. Giles, por exemplo, será alguém para falar com aliados, representando diretamente Dilma nessas conversas, uma vez que ele é muito ligado à presidente.

Dilma demorou a reconhecer o desgaste de Mercadante, apesar das insistentes avaliações de importantes interlocutores, como o ex-presidente Lula. Em conversas com aliados, Lula chegou a considerar que a presidente precisava agir rapidamente para não passar a ser considerada a razão de todos os problemas – ficar com a imagem pessoal rejeitada pelo conjunto da sociedade.

Segundo um interlocutor de Lula, impressiona a rejeição pessoal a Dilma, cuja aprovação pessoal surpreendeu no começo do primeiro mandato. Paralelamente, no meio político, Mercadante atraiu para si alto grau de rejeição.

A presidente prometeu anunciar a reforma admiistrativa na próxima quarta-feira (23). Ela fará as definições até o fim de semana e vai começar a semana que vem em conversas com os partidos que perderão e ganharão postos no governo.

Está certo o fim do Ministério da Pesca. Uma parte ficará com o Ministério da Agricultura e a parte relativa à pesca artesanal, onde ficam as decisões sobre a concessão das bolsa do seguro-defeso, vai para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Também está considerada a união das secretarias de Portos e da Aviação Civil; o fim da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que está vaga com a saída de Magabeira Unger.

Dilma está avaliando ainda outras modificações na estrutura do governo, pois espera causar impacto positivo com as mudanças.

set
16

Pixuleco em campo

A partida Botafogo x Gama, em Ribeirão Preto, pela série D do campeonato brasileiro, teve um torcedor ilustre: Pixuleco, que ficou do lado de fora do pequeno estádio, “assistindo” ao jogo por cima das arquibancadas repletas.

A reportagem da Folha de S. Paulo on line que publicou a foto informa também que a viagem do boneco inflável de Lula foi assegurada por uma vaquinha entre participantes de movimentos cívicos da cidade.

Pela tranquilidade da massa humana – dizemos nós –, pôde-se ver que a plateia acatou plenamente a iniciativa. E o mais provável é que Pixuleco tenha torcido pelo Botafogo, que deve ser o time do seu amigo Antonio Palocci, ribeirão-pretano de cepa não tão boa.

DEU NO CORREIO24HORAS

Dois aviões air tractor do Ibama chegaram, por volta das 17h desta terça-feira (15), ao aeroporto de Tanquinho, centro-sul da Bahia, para auxiliar no controle do incêndio que já atinge cerca de 9 mil hectares do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

As aeronaves são de pequeno porte e têm capacidade de armazenamento de 2 mil e 3 mil litros de água cada. Apesar da ajuda, a analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcela Marins, acredita que os aviões não são suficientes para controlar o fogo. “O ideal para combater são helicópteros, porque levam os brigadistas até o local”.

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema), informou, em nota, o envio de um helicóptero modelo esquilo, que deve chegar na Chapada no início da tarde de amanhã.

O incêndio teve início na Serra do Ramalho na sexta-feira, próximo ao município de Andaraí. De acordo com o presidente dos Combatentes de Incêndio Florestais de Andaraí (Cifa), Homero Vieira, o fogo avança em direção ao Vale do Pati.

“A radiação é tão grande que não sobra nem os ossos dos animais. Estamos pedindo um helicóptero há três dias. Até agora só perdemos a batalha. Sem essa ajuda não tem como ganharmos”, disse Homero.

Outro incêndio na região do Gerais do Vieira, próximo ao vale do Capão havia sido controlado, mas não extinto, no domingo. Na madrugada de hoje o fogo se alastrou, à tarde chegou até a nascente do Rio Preto e, segundo estimativa do ICMBio, já compreende uma área de 7. 500 hectares.

Rosana Toledo, “Canção que morre no ar”, de Lyra e Bôscoli, luz e paz.

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O juiz federal Sérgio Moro aceitou hoje (15) denúncia contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Além de Dirceu, passaram à condição de réus da 17ª fase da Operação Lava Jato o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais 13 investigados.

A acusação contra o ex-ministro se baseou nas afirmações do empresário Milton Pascovicht, em depoimento de delação premiada. “Do que os depoimentos prestados pelos criminosos colaboradores, há, em cognição sumária, prova documental do fluxo financeiro, inclusive de pagamentos sub-reptícios efetuados por Milton Pascowitch em favor de José Dirceu e de Fernando Moura (empresário ligado a Dirceu)”, disse Moro.

Na decisão, o juiz não aceitou denúncia contra Camila Ramos de Oliveira e Silva, filha de Dirceu, e Daniela Leopoldo e Silva, arquiteta responsável pela reforma da casa particular do ex-ministro. O juiz entendeu que as duas denunciadas não tinham conhecimento de que o dinheiro que receberam tinham origem em recursos desviados da Petrobras. Segundo o Ministério Público, a filha de Dirceu vendeu para Pascowitch um imóvel com valor acima do marcado.

Dirceu foi preso no mês passado e está no Complexo Médico-Penal, localizado na região metropolita de Curitiba. O advogado Roberto Podval, que representa Dirceu, considerou acertada a parte da decisão na qual Moro que rejeitou a denúncia contra a filha do ex-ministro e informou que vai se pronunciar sobre as acusações do delator apenas no processo. A defesa do ex-tesoureiro do PT reafirmou que Vaccari somente arrecadou doações lícitas, por meio de depósitos bancários e com emissão de recibos.

set
16
Posted on 16-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-09-2015


Myrria , no jornal A Critica (AM)

set
16
Posted on 16-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-09-2015

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

Imaginemos que dois pais de família brasileiros com salários bem distintos resolvam comprar hoje, um dia após o Governo anunciar um pacote de novos impostos, uma bola oficial da CBF para seus respectivos filhos. Ela custa 400 reais, sendo que quase metade desse valor (185,96 reais) vem de impostos embutidos no produto. Se o primeiro pai for da classe A, com um salário mensal de 30.000 mensais, o peso do imposto seria de apenas 0,62% do salário mensal. Se o segundo pai for da emergente classe C, com um salário de 1.200 reais, ele significa 15,5% do seu ganho mensal. O caso hipotético, citado pelo presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), João Eloi Olenike, serve para exemplificar o funcionamento do atual sistema tributário brasileiro: como não se aplica de acordo com a faixa de renda de cada um, acaba penalizando mais a classe com menor poder aquisitivo. Em outras palavras, ele tributa igual os desiguais.

O mesmo princípio pode ser aplicado no resgate da CPMF proposta nesta segunda-feira pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento). Ela deve incidir diretamente sobre todas as movimentações financeiras por via bancária, como em saques em dinheiro e pagamento de cartão de crédito, por exemplo. Dessa forma, se os dois pais comprarem pela internet através do cartão essa bola ou qualquer produto terão um desconto de 0,2%, se a proposta for aprovada. Nesse caso, o peso para o pai da classe A será muito menor do que para o pai da classe C. “Não há dúvidas de que a classe mais baixa sofre mais com esses impostos indiretos e que são regressivos. No caso dos impostos da bola, por exemplo, o pai mais pobre acabou pagando proporcionalmente 25 vezes mais que o outro”, explica Olenike.

O antigo-novo imposto, caso passe no Congresso, contribuirá ainda mais para aumentar a carga tributária do país que hoje é a maior da América Latina. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o total de impostos pagos pelos brasileiros atinge 35,7% de toda a riqueza produzida no país. A taxa está acima de países desenvolvidos como Estados Unidos (25,4%), Suíça (27,1%), Canadá (30, 6%) e Reino Unido (32,9%).

Isso acontece em grande medida porque o Brasil possui um volume alto de impostos indiretos, que estão embutidos nos produtos e serviços e são cobrados de forma igual para todos. Por outro lado, os brasileiros pagam menos impostos sobre a renda que a média dos países da OCDE, o que serviu de justificativa para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sugerir na semana passada, o aumento na cobrança deste tributo para rendas mais altas, como uma saída para equilibrar as contas públicas do Governo, mas acabou não tocando no assunto no anúncio de segunda-feira.

Para Olenike, falar em um aumento de impostos sobre a renda é mais justo que cogitar subir as taxas que incidem sobre a produção e comercialização de produtos —que são repassados aos consumidores— ou em movimentações financeiras. “Como nos impostos indiretos não há distinção entre classes e todos pagam o mesmo, a parcela mais pobre da população acaba pagando, proporcionalmente, mais taxas tributárias”, explica.
Caminhos da crise e serviços

Para o especialista, apenas uma mudança tributária mais ampla pode funcionar de verdade no país e reduzir a desigualdade. “O Imposto de Renda deveria subir para os mais ricos, mas é fundamental que, ao mesmo tempo, sejam reduzidos os impostos indiretos”, conclui. Há anos especialistas dizem que é preciso mudar a maneira como se cobra impostos no Brasil. Além da penalização dos mais pobres, há sobreposições de tributos e uma “guerra” entre Estados e entre os Estados e Governo federal para decidir quem fica com a verba. No sufoco da crise e do aperto fiscal, porém, o caminho trilhado pelo não tem sido um plano amplo, pelo menos até agora. Uma das frentes para amenizar as perdas financeiras do caixa estatal tem sido justamente o aumento de tributos indiretos, como a recente revisão da desoneração do PIS/Cofins para computadores, tablets e smartphones, a mudança no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de créditos do BNDES e mudança na tributação de bebidas como vinhos e destilados.

Para Fernando Gaiger, especialista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), temos um desenho tributário muito ruim no país. “Não há dúvidas que o Imposto de Renda teria que ser mais progressivo e ter menos deduções para que realmente ele alcançasse a magnitude desejada e permitisse a queda dos impostos indiretos”, explica. Segundo o pesquisador, uma solução seria também acabar com os descontos sobre a saúde pública. “Ao permitir esse desconto estamos deixando de arrecadar 9 bilhões de reais das pessoas físicas”, explica. Na opinião de Gaiger já passou da hora de pensar em mudanças mais equitativas. “A grande questão do ajuste fiscal é saber quem vai pagar as consequências. Quem vai arcar, como será distribuído? Ao que parece continuaremos com mais do mesmo, sem nenhuma preocupação em dividir de forma justa os tributos”, explica.

O nó está em convencer ao mais ricos a pagar mais impostos quando eles resistem, entre outros motivos, por um bastante forte: não usam parte dos serviços públicos que eles também financiam. É por isso que, na opinião do economista e professor da FGV, Antônio Carlos Porto Gonçalves, não é possível comparar somente o tamanho do peso dos impostos dos países sem analisar também a qualidade dos serviços públicos oferecidos. “O retorno do imposto em setores de educação e saúde é catastrófico”, afirma. Segundo relatório do IBPT, dentre os 30 países que cobram mais tributos no mundo, o Brasil segue na última colocação no ranking que mede o retorno oferecido em termos de serviços públicos.

  • Arquivos

  • setembro 2015
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930