BOA TARDE!!!


MIT- Instituto de Tecnologia de Massachussets:
melhor entre as melhores universidades.

DO PORTAL G1/O GLOBO

Brasil tem 22 universidades (UFBA entre elas) na lista de 800 do QS 2013-2014, que traz o MIT em 1º lugar.

Depois de dois anos de ascensão, a Universidade de São Paulo (USP) recuou cinco posições na edição de 2014 do QS World University Ranking. A lista divulgada nesta segunda-feira (15) tem a universidade paulista na 132ª colocação. Em 2013, ela havia ficado na 127ª posição. Nesta edição, a melhor instituição do mundo, na lista de 800 universidades avaliadas, foi novamente Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), dos Estados Unidos. A Universidade de Cambridge e a Imperial College de Londres, ambas do Reino Unido, ficaram empatadas na segunda posição.

A USP continua sendo a instituição brasileira e latino-americana mais bem avaliada, e a única do continente a figurar entre as 150 melhores universidades do mundo. Ela é seguida da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que subiu da 215ª para a 206ª colocação, e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que em 2013 ficou na 284ª posição e, em 2014, subiu para o número 271 do ranking.

Nesta edição, os Estados Unidos emplacaram seis universidades no top 10: MIT, a Universidade de Harvard (4º lugar), a Universidade Stanford (7º), Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na 8ª posição), Universidade Princeton (9ª) e Universidade Yale (10ª). Já o Reino Unido completou o top 10 com quatro instituições: além de Cambridge e da Imperial College, a Universidade de Oxford e a Universidade College de Londres (UCL, na sigla em inglês) empataram com a 5ª colocação.

No total, o Brasil tem 22 universidades na lista das 800 melhores: três são particulares, cinco são estaduais e 14 são federais. O número e o nome das instituições segue igual à edição anterior.

Lista das instituições brasileiras no ranking QS 2014:
132) Universidade de São Paulo (USP)
206) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
271) Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
421-430) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
451-460) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
471-480) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
501-550) Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
551-600) Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
601-650) Universidade Federal da Bahia (Ufba)
651-700) Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal do Paraná (UFPR)
701-800) Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal Fluminense (UFF)

DA FOLHA DE S. PAULO

OPINIÃO

Um presente para Lula

Janio de Freitas

Ganhar presente é uma das delícias, só comparável à de dar presente. Deve ser por isso que Lula se mostrou, na Argentina, tão vibrante e afirmativo como o Lula dos velhos tempos. Mas não foi um presente argentino,se bem que Buenos Aires, com sua mesa e suas livrarias, possa ser um presente por si mesma.(PS: Com boa companhia, claro).

Foi lá que Lula recebeu a notícia de que Dilma se curvava aos cortes de verbas dos chamados programas sociais e do PAC, cobrados pelos neoliberais, pelos adeptos do impeachment e pela oposição vai com as outras. Sua reação imediata foi inflamada, com centro na declarada “incapacidade de entender esses ajustes que cortam ganhos sociais e dos trabalhadores”.

Mas Lula, arguto, sabe que a face política do plano de “ajuste” pregado pela oposição e aceito por Dilma lhe é favorável. É um presente, involuntário embora, que resolve o seu mais grave problema na eventualidade de desejar candidatar-se em 2018.

São, ou eram, duas possibilidades. Caso o governo de Dilma seguisse, durante o atual mandato, na batida que teve durante a maior parte do primeiro, a próxima sucessão não seria fácil para Lula. As insatisfações deixadas mesmo pelos melhores governos, a vontade quase instintiva de mudança, um cansaço vago mais efetivo, isso influi no eleitorado depois de governos longos como quatro mandatos de mesma linhagem. Por muito menos, Lula, com todo o seu êxito, sofreu para eleger Dilma. E Dilma se reelegeu ajudada por Aécio com sua campanha desprovida de ideia, obcecado com críticas ao governo e ataques à concorrente. José Serra já sucumbira a isso mesmo, e Aécio não percebeu.

O segundo mandato de Dilma não teve a oportunidade de imitar os melhores aspectos do primeiro. Mantenha-se com ela ou passe-se a outro, está condenado a outra imitação: a do “ajuste” aplicado em Portugal, na Grécia, em menor escala na Espanha e em outras terras de povos arrochados. No começo do ano, Joaquim Levy prometia que já neste segundo semestre teríamos os primeiros “benefícios” do seu “ajuste”. Veio aumentando as exigências para o “ajuste” à medida que a situação veio se agravando: no nono mês de ajustanças, nada melhorou, nada mostrou sequer indício de melhora próxima. Esse “ajuste” vai longe.

Vai até 2017 com folga. Ano em que a sucessão presidencial se lançará, precipitada pelas ansiedades do PSDB e, forçado, do PMDB. E então Lula, se disposto a candidatar-se, será ele o candidato da mudança. Com a bandeira de restauração da luta contra as desigualdades, de retomada do crescimento industrial e do emprego, da distribuição de renda e do Bolsa Família atualizado, do Brasil no mundo com a diplomacia ativa –tudo que ele vê como seu legado perdido. Terá ganho estas bandeiras de Dilma e dos seus adversários.

E a verdade é que –está provado desde Getúlio, depois Juscelino e Jango– são bandeiras muito fortes, tão persuasivas que os três continuam vivos. Ao passo que a oposição fica na contingência de repetir José Serra, impossibilitado de propor a continuidade do governo Fernando Henrique e de adotar posições contrárias às que vinham de lá, rejeitadas por acúmulo de inflação alta, arrocho e paralisia econômica.

A decisão de 2018 será nas urnas, não no impeachment.

Ganhar presente é uma das delícias, só comparável à de dar presente. Deve ser por isso que Lula se mostrou, na Argentina, tão vibrante e afirmativo como o Lula dos velhos tempos. Mas não foi um presente argentino,se bem que Buenos Aires, com sua mesa e suas livrarias, possa ser um presente por si mesma.(PS: Com boa companhia, claro).

Foi lá que Lula recebeu a notícia de que Dilma se curvava aos cortes de verbas dos chamados programas sociais e do PAC, cobrados pelos neoliberais, pelos adeptos do impeachment e pela oposição vai com as outras. Sua reação imediata foi inflamada, com centro na declarada “incapacidade de entender esses ajustes que cortam ganhos sociais e dos trabalhadores”.

Mas Lula, arguto, sabe que a face política do plano de “ajuste” pregado pela oposição e aceito por Dilma lhe é favorável. É um presente, involuntário embora, que resolve o seu mais grave problema na eventualidade de desejar candidatar-se em 2018.

São, ou eram, duas possibilidades. Caso o governo de Dilma seguisse, durante o atual mandato, na batida que teve durante a maior parte do primeiro, a próxima sucessão não seria fácil para Lula. As insatisfações deixadas mesmo pelos melhores governos, a vontade quase instintiva de mudança, um cansaço vago mais efetivo, isso influi no eleitorado depois de governos longos como quatro mandatos de mesma linhagem. Por muito menos, Lula, com todo o seu êxito, sofreu para eleger Dilma. E Dilma se reelegeu ajudada por Aécio com sua campanha desprovida de ideia, obcecado com críticas ao governo e ataques à concorrente. José Serra já sucumbira a isso mesmo, e Aécio não percebeu.

O segundo mandato de Dilma não teve a oportunidade de imitar os melhores aspectos do primeiro. Mantenha-se com ela ou passe-se a outro, está condenado a outra imitação: a do “ajuste” aplicado em Portugal, na Grécia, em menor escala na Espanha e em outras terras de povos arrochados. No começo do ano, Joaquim Levy prometia que já neste segundo semestre teríamos os primeiros “benefícios” do seu “ajuste”. Veio aumentando as exigências para o “ajuste” à medida que a situação veio se agravando: no nono mês de ajustanças, nada melhorou, nada mostrou sequer indício de melhora próxima. Esse “ajuste” vai longe.

Vai até 2017 com folga. Ano em que a sucessão presidencial se lançará, precipitada pelas ansiedades do PSDB e, forçado, do PMDB. E então Lula, se disposto a candidatar-se, será ele o candidato da mudança. Com a bandeira de restauração da luta contra as desigualdades, de retomada do crescimento industrial e do emprego, da distribuição de renda e do Bolsa Família atualizado, do Brasil no mundo com a diplomacia ativa –tudo que ele vê como seu legado perdido. Terá ganho estas bandeiras de Dilma e dos seus adversários.

E a verdade é que –está provado desde Getúlio, depois Juscelino e Jango– são bandeiras muito fortes, tão persuasivas que os três continuam vivos. Ao passo que a oposição fica na contingência de repetir José Serra, impossibilitado de propor a continuidade do governo Fernando Henrique e de adotar posições contrárias às que vinham de lá, rejeitadas por acúmulo de inflação alta, arrocho e paralisia econômica.

A decisão de 2018 será nas urnas, não no impeachment.


Tontura:Kruger deamaia no Salão do Automóvel de Frankfurt
(Kai Pfaffenbach/Reuters)

DEU NO PORTAL DA REVISTA VEJA (ONLINE)

O novo diretor-executivo (CEO) da alemã BMW, Herald Krüger, desmaiou na manhã desta terça-feira em seu primeiro evento oficial. O executivo caiu no palco da apresentação das novidades da BMW do Salão Internacional de Frankfurt, na Alemanha. À frente da montadora desde maio, quando substituiu Norbert Reithofer, Krüger estava apresentando os modelos da marca à imprensa, quando, no momento em que falava da nova geração do Série 7, teve, de acordo com a BMW, “uma tontura”.

A apresentação foi interrompida e o CEO, de 49 anos, seguiu para o hospital, onde está se recuperando. O executivo não deve comparecer novamente a esta edição do evento. Em nota, a montadora informou que a conferência de imprensa foi cancelada para o que executivo pudesse ser examinado por um médico. “Sua saúde está estável e ele está se recuperando bem”, comunicou a empresa.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Ciro e o PDT: merecimento recíproco

O ex-governador Ciro Gomes emplaca com o PDT o oitavo partido de sua carreira, em mais uma filiação destinada a atender interesses episódicos – no caso, a disputa da presidência da República em 2018.

O Ciro que vemos é o mesmo que começou na extinta Arena e no seu sucessor PDS como legítimo representante das forças políticas que sustentaram a ditadura militar. Se chegou a transitar “à esquerda” nos anos seguintes, fê-lo movido pelo faro do oportunista.

Assim, esteve no PMDB, PSDB, PPS, PSB e PROS, desligando-se quando não mais convinham a seu projeto pessoal. Do PSB, por exemplo, despediu-se para não apoiar Eduardo Campos à presidência da República contra a candidata do amigo Lula.

A grande chance de ser presidente, perdeu-a em 2002, quando era segundo nas pesquisas e veio à Bahia beijar a mão do então muito desgastado, nacionalmente, senador Antonio Carlos Magalhães, evento a partir do qual desabou.

Depois de marchar com Dilma Rousseff apenas no segundo turno de 2014, para combater o que para ele seria o mal maior de Aécio Neves, passa a atuar disfarçadamente como abutre, rondando a carcaça da atual presidente.

A entrada no PDT representa tão somente um passo mais abaixo na carreira de Ciro e um passo mais abaixo na trajetória do partido, que hoje aceitaria até ACM Neto, neto de quem o líder trabalhista Leonel Brizola jamais beijaria a mão.

Sem necessidade de análise profunda, poder-se-ia recomendar-lhe não enveredar em outra empreitada presidencial, porque o povo brasileiro deverá querer, no próximo pleito, algo novo. Não se sabe exatamente o quê, mas Ciro, não.

España en el corazon, como nos versos de Neruda em seu fantástico poema.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
15


Joaquim Levy e Nelson Barbosa durante anúncio em Brasília,
/ E. SA (AFP)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

O Governo Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira que pretende recriar a CPMF (o imposto sobre movimentações financeiras) pelo período de quatro anos, congelar os reajustes dos servidores públicos federais por sete meses e cortar em quase 30% os investimentos no programa Minha Casa Minha Vida. As medidas fazem parte de mais uma etapa do pacote de ajuste fiscal, que tem como objetivo transformar o déficit nas contas públicas de 30,5 bilhões de reais do Orçamento de 2016, em um superávit de 60,4 bilhões de reais. O anúncio, feito pelos ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) ocorreu após longas reuniões emergenciais convocadas nos últimos três dias.

A pressa para apresentar medidas que ajudem a fechar as contas do Governo vem na sequência do rebaixamento da nota de risco do Brasil por parte da agência Standard& Poors na semana passada e o temor de que outras agências internacionais façam o mesmo nos próximos dias. A iminência de um déficit para o ano que vem foi um fator decisivo para que a S&P tirasse o “selo de bom pagador” do Brasil. Assim, a conta do ajuste acabou ficando para os cidadãos.

A nova CPMF precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional. E, caso passe pelo crivo dos deputados e senadores, será destinada apenas para a Previdência Social, e não terá o foco principal na saúde, como era a CPMF que vigorou entre 1997 e 2007. Seu valor será de 0,2% de todas as movimentações financeiras realizadas no Brasil. A estimativa do Governo é arrecadar com ela 32 bilhões de reais, segundo estimativas da equipe econômica.

Na Câmara, é certo que enfrentará resistências para conseguir 308 votos necessários para aprovar a proposta, conforme o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse a jornalistas. “Além do governo estar com uma base muito frágil, o tema, por si só, já é polêmico. Se o governo perdeu a CPMF numa época em que estava forte, chegou a ganhar na Câmara e perdeu no Senado, não é agora que o governo está com uma base muito mais fraca que vai conseguir”, afirmou.

Cunha ainda disse que considerou o plano apresentado pela equipe econômica de “pseudocortes”, porque boa parte das medidas dependem de aprovações no Legislativo. Na verdade, das 16 alternativas de cortes e aumento de receitas apresentadas como a saída da crise, 15 precisam ser analisadas pelos congressistas. A única que não passará por votações na Câmara e no Senado é a redução de ministérios de 39 para 29.

Até por isso, nos próximos dias, representantes da gestão Rousseff irão iniciar uma série de negociações com parlamentares para pedir ajuda na aprovação da medida que ainda será enviada ao Legislativo. A própria presidenta iniciou durante um jantar na noite desta segunda-feira diálogos com governadores de partidos aliados para pedirem que eles a ajudem a convencer os parlamentares de seus Estados.

Quando foi extinta, em 2007, a CPMF era destinada principalmente para a saúde e para a previdência. Seu valor era de 0,38% em cima das movimentações bancárias. Agora será de 0,20%. Ou seja, a cada 1.000 reais movimentados, 2 reais cairão diretamente nas contas do Governo. A escolha pelo retorno desse tributo, conforme o ministro Levy, é que ele é mais “democrático” porque abrange toda a sociedade, sem sobrecarregar um ou outro setor.

“Diante de todas as alternativas de tributos, a prorrogação da vigência da lei da CPMF seria o caminho que traria menor distorção à economia, com menor impacto para se levantar uma receita desse vulto e o mais distribuído, que incide de maneira equitativa em todos os setores”, afirmou o ministro Levy.

A escolha exclusiva para a previdência social é por conta do rombo nessa área. Conforme as contas governistas, dos 58 bilhões de déficit em 2014, o buraco passará para 117 bilhões no ano que vem.
Salários congelados

Com relação ao congelamento dos vencimentos do funcionalismo público, o objetivo é economizar cerca de 7 bilhões de reais. O Governo agora terá de renegociar com os servidores as propostas de reajustes que já havia apresentado para um período de quatro anos. Para o ano que vem, a estimativa era que o aumento chegasse aos 10,5% a partir de janeiro. De acordo com o ministro Barbosa, para se chegar a essa economia, será necessário estender esse prazo para agosto.

Sobre o Minha Casa Minha Vida, um dos programas-vitrine de Rousseff, o corte será de 4,8 bilhões de reais, quase 30% do que estava previsto para 2016. Por enquanto foi o único programa social em que o Governo admitiu realizar reduções no investimento. Para que esse corte não fosse maior, a gestão destinará parte dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para esse projeto.

Levy e Barbosa dividiram a apresentação das medidas para reequilibrar as contas públicas em duas partes. Na primeira, trataram do corte de gastos, que pode chegar aos 26 bilhões de reais. Nessa seara, a ordem é suspender concursos públicos, eliminar benefícios para servidores que, mesmo tendo condições legais, não se aposentam (o chamado abono de permanência), encontrar requisitos legais para que os vencimentos do funcionalismo não ultrapassem o teto constitucional, alterar os contratos de fornecedores e convencer congressistas a destinarem emendas parlamentares para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da saúde. Essa última medida só reforça que, mesmo tendo uma base esfacelada no Congresso, o Governo está contando com a boa-vontade dos parlamentares para ajudá-lo.

A extinção de 10 dos 39 ministérios de Rousseff e o corte de parte dos 22.000 cargos comissionados estão entre as medidas de “corte na carne”, como explicaram os ministros. Essas reduções, porém, representam uma economia pequena para a União: 200 milhões de reais. O anúncio sobre as pastas que serão extintas e a quantidade de comissionados que serão demitidos ocorrerá até o fim do mês de setembro, de acordo com Barbosa.

Sobre novos impostos, o objetivo é arrecadar 34,4 bilhões de reais. Sendo que, além da CPMF, o governo deverá deixar de dar benefícios às empresas da indústria químicas, aumentar os impostos para exportadores e vai deixar de estimular o investimento em inovação e tecnologia. Haverá também um novo imposto sobre a renda com a venda de imóveis. Atualmente, todas as vendas são tributadas em 15% do valor do imóvel. Pelo projeto do Governo, haverá quatro faixas diferentes. A primeira será mantida nos 15%, para imóveis que custem até 1 milhão de reais. A variação chega até os 30%, para os bens que custem mais do que 20 milhões de reais.

DO EL PAIS

“Não estou disposto a pagar um pouquinho a mais de imposto”. A frase se transformou no nome de um evento no Facebook que já contava com mais de 128.000 confirmações nesta segunda-feira. O título sugestivo faz referência a uma declaração feita pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na semana passada, ao defender as políticas de ajuste das contas do Governo. “Se tiver que pagar um pouquinho de imposto para sermos vistos como país forte, as pessoas entenderão”, afirmou Levy.

A página sugere ainda que o usuário convide um amigo, ou pague a parte dele. O evento, que foi criado pelo corretor de seguro Paulo Erbolato, está marcado para o fim do mês, no dia 30 de setembro, mas não informa nenhum local onde supostamente aconteceria. Os internautas aproveitaram o espaço para criticar o Governo. “Tem jeito de aumentar os impostos apenas para quem votou no PT?”, perguntou Junior Gonzaga.

Após semanas em busca de saídas para reequilibrar os gastos públicos, o Governo decidiu, nesta segunda, cortar 26 bilhões de reais em seus gastos e anunciou um novo pacote de alta de impostos, com a proposta de retorno da CPMF. A nova contribuição deve tributar em 0,2% todas as transações financeiras. “O objetivo é que a CPMF não dure mais do que quatro anos”, disse o ministro da Levy tentando minimizar o impacto do imposto no bolso do contribuinte. A ironia do evento criado no Facebook mostra que o anúncio está longe de cair nas graças dos brasileiros.

set
15
Posted on 15-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-09-2015


Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online

set
15


DEU NO PORTAL G1/ O GLOBO

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, pediu demissão nesta segunda-feira (14), informou em nota oficial a Presidência da República.

Mangabeira Unger informou à presidente Dilma Rousseff que precisaria deixar o cargo por “motivo de doença familiar grave”.

De acordo com a nota oficial, Dilma aceitou o pedido de demissão e disse esperar que Unger continue contribuindo com o governo na condição de consultor.

Filósofo e professor da Universidade Harvard, nos EUA, ele assumiu o cargo em fevereiro deste ano, em substituição a Marcelo Néri. Unger já havia comandado a pasta entre 2007 e 2009, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A saída de Mangabeira Unger foi divulgada no mesmo dia em que o governo anunciou aumento de impostos e corte de gastos de R$ 26 bilhões.

Até o final do mês, o governo pretende extinguir cerca de dez ministérios. A intenção é economizar R$ 200 milhões com corte de pastas e de cargos comissionado no Executivo.

  • Arquivos

  • setembro 2015
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930