set
14

DEU NO PORTAL BRASIL

O governo informou hoje (14) que o Orçamento de 2016 terá corte de R$ 26 bilhões. Ao todo, R$ 64,9 bilhões serão anunciados pelo governo nesta segunda-feira, seja em redução de despesas, seja no aumento de receitas. O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, no Palácio do Planalto. O objetivo dos cortes é viabilizar superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) no ano que vem.

Com o anúncio dos cortes no Orçamento do ano que vem, o governo espera recuperar credibilidade junto aos investidores internacionais. Em 31 de agosto, o Executivo entregou ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para 2016 com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões. Uma semana depois, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil de BBB- para BB+, retirando o grau de investimento do país. O grau é dado a países considerados bons pagadores e seguros para investir.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Teori, Teori…

O jornal Gazeta do Povo, do Paraná, traz uma notícia preocupante. Leiam um trecho, por favor:

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deixou de analisar relatório sobre suposto repasse de dinheiro da Consist Software para pagamento de despesas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT-PR), entre outros. A senadora e o ex-ministro negam todas as denúncias de irregularidades.
Zavascki considerou que a acusação não tem relação direta com as fraudes na Petrobras e que, portanto, ele não seria o juiz natural do caso. A decisão deixou investigadores que atuam na Operação Lava Jato em Curitiba preocupados.

Para esses investigadores, ao não se reconhecer como juiz natural do caso Gleisi, Teori pode abrir caminho para que outros casos da Lava Jato, sem vínculos específicos com a Petrobras, saiam também da esfera de atuação do juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba. Para delegados e procuradores, a questão é crucial e pode definir se a operação terá fôlego para avançar sobre outras áreas, além da Petrobras.

Depois de devastar o esquema de corrupção na maior estatal do país, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba passou a investigar irregularidades na Caixa Econômica Federal e nos ministérios do Planejamento e da Saúde. Outras áreas da administração pública também já entraram no radar.

Teori, Teori, não brinque com isso não, meu velho.

João Donato, abençoado por Deus, na abertura da semana de lua nova. Saravá, meu rei !

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
14


DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (DE LISBOA)

O papa Francisco afirmou, em entrevista à Rádio Renascença, que a crise dos refugiados na Europa é “a ponta do iceberg”, criada por “um sistema sócioeconômico mau e injusto”. Mas alerta que nesta vaga de refugiados há o perigo de existirem também terroristas, que aproveitam para chegar à Europa entre os milhares em fuga.

O jornalista Manuel Vilas Boas resume a entrevista do papa à Rádio Renascença

Francisco considerou, acima de tudo, que o problema está no foco da sociedade que deixou de ser a pessoa e passou a ser o dinheiro.

“Estes refugiados fogem da guerra, da fome, mas essa é a ponta do iceberg. Por baixo está a causa e a causa é um sistema sócio-econômico mau e injusto, porque dentro de um sistema econômico, dentro de tudo, dentro do mundo – falando do problema ecológico -, dentro da sociedade , dentro da política, o centro tem de ser sempre a pessoa”, disse o papa, lembrando que 17% da população mundial detém 80% das riquezas.

“Temos que tratar as causas, onde há fome temos que criar fontes de trabalho, onde há guerra é preciso trabalhar pela paz. Hoje em dia, o mundo está em guerra contra si mesmo, uma guerra em folhetim, aos pedaços, que está destruindo a Terra, a nossa casa comum”, sublinhou.

Francisco reconheceu que “existe o perigo de inflitração” de terroristas na Europa, defendendo que quem chega ao espaço europeu deve ter um trabalho, como forma de integração.

“Tenho que reconhecer que as condições de segurança territoriais hoje em dia não são as mesmas de outros tempos porque é verdade que temos a 400 quilômetros da Sícilia uma guerrilha terrorista e muito cruel. O perigo da infiltração existe”, afirmou o papa Francisco.

No entanto, Francisco diz que “receber os migrantes é um mandamento da Bíblia (…) quando há um espaço vazio, procura-se preencher. Quando um país não tem filhos, vêm os emigrantes para o preencher”.

O papa considerou que a crise dos refugiados “é uma surpresa” para a Europa, que enfrenta o desafio de recuperar o seu papel central entre as outras nações. “A Europa tem uma cultura excecional, são séculos de cultura e isso dá bem-estar intelectual. A Europa não morreu, está ‘meio avózinha’ e é tempo de voltar a ser mãe (…) de recuperar a sua identidade”, sublinhou.

Para renovar a identidade europeia, o papa destacou o papel dos jovens e o trabalho necessário com os jovens desocupados. “Hoje é tempo de uma educação de emergência”, de ensinar ofícios aos jovens, criticando uma educação que prepara os jovens para uma vida sem problemas.

“Um mundo sem problemas é aborrecido. Um tédio. O Homem tem dentro de si a necessidade de enfrentar problemas, uma educação para não enfrentar problemas é assética. É como educar as crianças num laboratório”, disse.

Francisco considerou que a atual civilização é narcisista, e isso “combate-se com educação, com a educação dos direitos e dos deveres” na sociedade.


Paralela, Adeus!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Já começamos a perder a Paralela

Os tapumes metálicos colocados em trechos da Avenida Paralela já demonstram a perda ambiental que os habitantes e visitantes de Salvador terão com a destruição do extenso e diverso canteiro central para implantação da linha 2 do metrô.

Resta esperar que esse prejuízo não se torne irreparável – com a paralisação ou atraso da obra, pois se trata de empreendimento de fôlego, com todo jeito de superfaturamento e contratos aditivos.

Num tempo em que estamos apenas no portal de uma grande crise, com carência de recursos e necessidade de cortes orçamentários, apavora a ideia de ver tudo aquilo arrebentado e abandonado.

Mágica execução instrumental de uma melodia dos deuses.

BOM DIA E BOA SEMANA A TODOS OS LEITORES E OUVINTES DO BP

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA NA NOITE DE DOMINGO, 13.

O coração de Aleluia

O deputado José Carlos Aleluia, vice-presidente do DEM, acaba de ser internado no Sírio-Libanês, para uma cirurgia de colocação de uma ponte de safena.

A cirurgia será amanhã (hoje, 14).

set
14
Posted on 14-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-09-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Temer ao lado de Rousseff no desfile de 7 de setembro.
/ EVARISTO SA (AFP)


DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Um vice-presidente calejado pela política. Os seis mandatos de deputado federal, as três vezes em que foi presidente da Câmara e os 42 anos de advocacia fizeram de Michel Temer um expert em analisar com frieza as movimentações nos cenários político e econômico brasileiro. Ocupando pela segunda vez consecutiva o segundo principal cargo da República, suas movimentações têm chamado a atenção tanto do Governo como da oposição, fazendo com que todos queiram estar ao seu lado para tê-lo como aliado ou, ao menos, para não tê-lo como inimigo.

A medida em que as crises política e econômica vividas por Dilma Rousseff (PT) se ampliam, o papel ambivalente de Temer se aprofunda, aproveitando as divisões existentes dentro do próprio Governo. Nas últimas semanas, por exemplo, ele entrou em rota de colisão com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, um dos preferidos de Rousseff, para defender o chefe da Fazenda, Joaquim Levy, nome escolhido por ela à contragosto do PT para agradar o mercado e que é mais próximo ao PMDB. Levy não concordava com a decisão de Barbosa de apresentar ao Congresso Nacional um Orçamento deficitário, ainda que fosse algo mais transparente. Após a apresentação, a nota de risco do Brasil acabou rebaixada pela agência Standard & Poor’s e Rousseff teve de concordar com sugestões de cortes feitas por Levy, que contaram com o apoio dos peemedebistas.
Crise política

Um outro sinal dado por Temer que preocupou os petistas foi o vai-e-vem sobre um possível aumento de impostos. Primeiro, ele avisou que sugeriria aos governadores peemedebistas a entrega ao Governo de um projeto para subir o imposto dos combustíveis (a CIDE). Na hora de apresentar a proposta, contudo, voltou atrás. Deixou a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, fazer oficialmente a sugestão, afirmou que vários governadores concordavam com a medida, mas que ele mesmo achava que reajustes tributários só deveriam ocorrer em último caso.

“Entendemos que não somos nós, do PMDB, que devemos sugerir novos impostos. Mas se o Governo apresentar as propostas para acabar com o déficit do Orçamento [de 30,5 bilhões de reais] e entender que mais tributos são necessários, nós vamos apoiar porque somos da base. Foi por essa razão que o vice-presidente decidiu não apresentar ele mesmo a sugestão de aumento da CIDE”, explica o líder do PMDB na Câmara, o deputado Leonardo Picciani.

Dos dois lados

Foi nos últimos dois meses que o então discreto Temer, apelidado pelo finado ex-senador e oligarca baiano Antônio Carlos Magalhães de “mordomo de filme de terror”, abriu as portas para os dois lados. À Rousseff diz ser leal. Tenta ajudá-la no Congresso Nacional, reúne-se com lideranças partidárias e participa de seu seleto grupo de Coordenação Política, formado por uma dezena de ministros. Aos opositores dá sinais indiretos. Profere palestras para milionários empresários da sociedade paulistana que são a favor da destituição presidencial, convence representantes de federações de industriais e confederações de trabalhadores a se aproximarem do PMDB e faz declarações dúbias que mostram a debilidade da gestão da qual, por enquanto, ainda faz parte.

As especulações de que Temer estaria se posicionando para ocupar a cadeira de Rousseff ganharam força no início de setembro ao ponto de a sua assessoria de comunicação ter de divulgar uma nota à imprensa negando que ele estivesse conspirando contra a presidenta. “[O vice-presidente] advoga que a divisão e a intriga são hoje grandes adversários do Brasil e agravam a crise política e econômica que enfrentamos”, diz trecho do comunicado.

O documento foi publicado três dias depois de Temer dizer a empresários e socialites de São Paulo, a maioria opositores de Rousseff, que se a popularidade do Governo continuasse tão baixa (hoje não chega aos 8%), dificilmente a presidenta terminaria o seu mandato. “O vice-presidente precisa medir onde e o que falar. Ele não deveria ter ido dar palestra para um grupo de ricos que quer derrubar o Governo. Isso que dá atender a pedidos da esposa que quer agradar a high society”, disparou um parlamentar da base aliada.

“O Temer em si não conspira, ele tem quem faça por ele”, avaliou um parlamentar aliado do vice-presidente se referindo a figuras como o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, e aos ex-ministros Geddel Vieira Lima e Moreira Franco.

Rousseff sabe que, apesar da ambiguidade de seu vice, precisa dele e do partido que ele preside há 15 anos para seguir no cargo. De cada dez deputados da base governista, dois são do PMDB e, entre os senadores, a proporção é de quatro para cada dez. Além disso seis dos 39 ministérios de Rousseff estão sob o comando dos correligionários do vice-presidente. Ou seja, sem os peemedebistas, o governo teria dificuldade em aprovar até projetos de sessões solenes de homenagens.

“Desde a presidência do Lula, o PMDB apoia o Governo em troca de favores. Quando o Governo Dilma entra na crise atual, a fatura cobrada pelo PMDB passou a ser mais cara. Está se tornando impagável”, analisa o cientista político Luís Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília. Nessa linha, Miguel entende que a posição do vice-presidente tem sido “deliberadamente ambígua”. “O Temer está fazendo movimentos de zigue-zague, dá uma no cravo e outra na ferradura, dá um aceno à oposição e jura lealdade ao Governo no outro dia. Mas acho que ele e o PMDB estão esperando ver para onde o vento vai soprando e ficar ou como os fiadores de um Governo, que eles vão tutelando cada vez mais, ou como um plano B para, caso haja o impedimento da presidente”, avalia o professor da UnB.

No meio político, alguns avaliam da mesma maneira. “O Temer está igual caçador na floresta, só na espreita”, disse um congressista petista. “Se ele falar a que veio, de verdade, pode perder apoio de um ou de outro lado. Como é muito esperto, não vai fazer isso tão cedo”, afirmou um outro parlamentar do oposicionista PSDB.
Teses conspiratórias

Apesar das teorias conspiratórias, há quem acredite que Temer está apenas fazendo uma análise correta do momento político brasileiro. “Não vejo conspiração. Quando ele diz que alguém precisa unificar o país, ele está fazendo um alerta. Quando fala da dificuldade da Dilma cumprir o mandato, está falando a verdade. O Governo dela tem sido boicotado pela ‘cozinha’ do Palácio do Planalto. E o Temer enxerga isso”, pondera o cientista político e professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo Aldo Fornazieri.

Como diz o professor Miguel, da UnB, o que Temer quer mesmo é parecer contraditório. “É um político muito experiente e frio para fazer esses movimentos sem ser de maneira calculada”, conclui o especialista.

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