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13
Postado em 13-09-2015
Arquivado em (Artigos) por vitor em 13-09-2015 12:35


No mais, poesia é axial, como dizia o grande e saudoso colunista Silvio Lamenha, no desaparecido Diário de Notícias (que pena!). Por exemplo, este poema recolhido ao acaso (feliz acaso!) na estante do Blogbar do Fontana.
BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares, com agradecimentos do BP ao autor).

Familiaridades

(luiz alfredo motta fontana)

Caminho
lento, lerdo,
como sempre caminhei.

Não há pressa,
não há tensão,
apenas caminho.

Os quarteirões desfilam,
qual alegorias de um carnaval esquecido,
janelas, recantos, descuidos.

Sorrio,
reconheço o caminho.

Ele,
como eu,
muda lentamente.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 13 setembro, 2015 at 14:30 #

Grato VHS!

Ter versos em tua pauta é puro afago!


vitor on 13 setembro, 2015 at 14:53 #

Fontana

“Janelas, recantos, descuidos.” Estes “descuidos” dos versos do poeta de Marília pegaram de jeito o ex-aluno salesiano do Colégio Dom Bosco.São imagens familiares também para mim.Das minhas caminhadas juvenis sob um calor de quase 40 graus nas tardes e noites abafadas de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), nas duas margens do Rio São Francisco”. “Resistir, quem há de?”, diria também o saudoso colunista baiano, Silvio Lamenha.


luiz alfredo motta fontana on 13 setembro, 2015 at 16:17 #

Eles, os descuidos, nos povoaram, para além das lições…

Minha Marília tem esquinas com tua Juazeiro. Ambas margeiam rios de saudades.


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