Dá-lhe, maravilhosa Carly Simon, encanto de ouvintes e leitores do BP.

Para ouvir e pensar.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma não faz cirurgia cerebral

Os editoriais do Estadão são exemplares. Mas um publicado hoje (11), sobre os desastres de Dilma Rousseff, termina assim:

“Mesmo sem rebaixamento por outras agências, o estrago é considerável e impõe à presidente dois desafios bem maiores que o de elaborar um programa de ajuste. O primeiro é o desafio de entender o tamanho da crise. O segundo é o de assumir de fato o governo.”

É extraordinário que ainda haja gente séria que acha que Dilma Rousseff tem capacidade de entender a realidade e, mais espantoso ainda, de governar um país — qualquer país. Como se não houvesse provado o contrário desde que assumiu o poder.

Acreditar que Dilma Rousseff possa compreender o estrago que causou e governar o Brasil é como achar que ela tem cérebro e, além disso, tenha formação para executar uma cirurgia cerebral.

Vamos pag>rar com isso, por favor.


DEU NO G1/ O GLOBO

O lobista Fernando Baiano fechou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) para contar o que sabe sobre o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Preso há cerca de dez meses, ele tem prestado depoimentos com objetivo de obter redução das penas em processos a que responde na Justiça Federal.

Segundo informações do Blog do Camarotti, a delação de Baiano deixou integrantes da cúpula do PMDB em alerta. O partido teme que Baiano possa entregar integrantes da legenda, assim como o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa fizeram com o PP.

Fernando Baiano é apontado por procuradores como operador do PMDB no esquema – o partido nega as acusações. Neste papel, segundo o MPF, ele atuava na negociação de propinas e na distribuição de dinheiro que saía da estatal para os envolvidos nos crimes.

Em um dos depoimentos que tem prestado, Baiano falou sobre a Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Levantamento do Tribunal de Contas da União afirma que a compra da refinaria resultou em prejuízo de US$ 792 milhões para a Petrobras. O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que é delator, afirmou ter recebido US$ 1,5 milhão de Baiano para não causar problemas na reunião de aprovação de compra da refinaria.

O novo delator já foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo de contratação de navios-sonda para a estatal. Na ocasião, ele operou U$S 15 milhões de propina e, segundo o delator Júlio Camargo, deste total US$ 5 milhões foram pagos ao presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Conforme Camargo, Fernando Baiano era sócio oculto de Cunha.

Ele ainda responde a mais um processo que envolve pessoas ligadas à empreiteira Andrade Gutierrez.

Delação

Atualmente, o processo de delação está na segunda etapa, que é a fase de depoimentos. Antes disso, o investigado entrega por escrito um resumo do que pretende falar e dos documentos que pode fornecer para a investigação. Ao concluir os depoimentos, o conteúdo deles e as provas serão enviados para avaliação da Justiça.

Neste caso, a avaliação deve ficar a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), já que os fatos narrados por Baiano envolvem políticos com fórum privilegiado.


Lula com Cristina Kirchner e Daniel Scioli. / EFE

DO EL PAIS

Carlos E. Cué

Buenos Aires

Os líderes da esquerda latino-americana vivem um momento de dificuldades, com uma crise econômica que avança sobre vários países, mas exaltam seu modelo de inclusão e gasto público em contraposição ao ajuste instalado na Europa. O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tem atuado em Buenos Aires como líder moral desse grupo e conseguiu aplausos entusiasmados quando criticou o modelo imposto nos países europeus. “A Europa terceirizou a política” para deixá-la nas mãos dos bancos, do sistema financeiro”, afirmou. “O problema é que ajudam a Grécia somente para resolver o problema dos bancos alemães e franceses. Todos aqueles que sempre tinham soluções prontas para nossas crises, em 2008 não souberam resolver a própria crise. Todos os países que fizeram ajustes aumentaram sua dívida pública. Assim foi na Grécia, Portugal, Espanha… e não conseguiram resolver a crise.”

Lula falou da Europa, mas acabou também por fazer uma crítica indireta ao próprio Governo da sua afilhada política Dilma Rousseff, que iniciou uma política de severo ajuste, que teve de ser reafirmada nesta quinta-feira após o país perder o grau de investimento (selo de bom pagador) na classificação da agência Standard & Poors. “Com os primeiros sintomas de uma crise começam a falar de cortes, de reduzir salários. Todas as medidas levadas a cabo nos anos 90 conduziram os países ao empobrecimento. Eu pensava que essas coisas eram feitas no Brasil, Argentina, Bolívia, mas não no Primeiro Mundo”, insistiu durante sua participação em um congresso mundial sobre responsabilidade social, que está sendo realizado em Buenos Aires. É uma mudança de posição do petista que não descarta disputar a presidência novamente em 2018. O ex-presidente, que nos primeiros anos no poder realizou cortes de gastos e empreendeu política econômica ortodoxa, já havia defendido publicamente o ajuste do Planalto. “Fiz um ajuste mais forte do que esse em 2003”, disse em março.

“É importante que a gente tenha em conta que o fato de ter diminuído o grau de investimento não significa nada. Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer”, desdenhou Lula sobre a S&P. Em 2008, quando a agência deu o grau de investimento do Brasil, o petista descreveu o momento como uma vitória nacional.

O ex-presidente brasileiro defendeu o modelo latino-americano em contraposição ao europeu. “Conseguimos um pequeno milagre com as políticas de transferência de renda, que para alguns eram assistencialismo ou populismo. Conseguimos que milhões de pessoas pela primeira vez pudessem comprar o alimento necessário para seus filhos. A primeira coisa que fiz foi levar todos os ministros a bairros pobres para que vissem como as pessoas viviam. Sabia que se melhorasse a vida dos mais humildes todos ganhariam, e as empresas também.”

Lula queria sobretudo apontar os responsáveis pela crise. “Gastaram mais de 10 trilhões de dólares (39 trilhões de reais) para tentar resolver o problema do sistema financeiro, e não conseguiram. Desta vez não foram os países latino-americanos, foram os países ricos que nos meteram nesta crise. Começaram a ganhar dinheiro vendendo papéis em vez de vender produtos, pagavam bônus altíssimos aos diretores sem produzir nada. E, claro, a economia quebrou.”

O ex-presidente brasileiro exaltou a todo o momento a gestão dos grandes líderes da esquerda latino-americana e rechaçou com dureza o modelo dos países avançados. “Em abril de 2009, em Londres, em um G-20, tomamos a decisão de restaurar o crescimento, o emprego, reformar o sistema financeiro e rejeitar o protecionismo. Nenhum país cumpriu essas promessas. Os países ricos adotaram o protecionismo para evitar que os países pobres da América Latina e outros pudessem competir. Somente acreditam no livre comércio quando se trata de vender. Quando têm de comprar nossos produtos, já não acreditam tanto.”

Lula, que está em Buenos Aires para dar apoio à campanha de Daniel Scioli, o candidato do peronismo para suceder a Cristina Fernández de Kirchner, também defendeu que a América do Sul seja capaz de tomar como exemplo as coisas boas que a União europeia tem, como a capacidade de resolver os problemas entre os países. O brasileiro pediu que “meus amigos, o presidente Maduro e o presidente Santos, busquem a melhor solução para a Colômbia e a Venezuela. São dois países muito importantes e, em tempo de crise econômica, a paz é fundamental porque é muito mais barata”. Ele também pediu que crises como a da saída da Bolívia para o mar não tenham de ser resolvidas em Haia, mas possam ser solucionadas dentro da Unasul. E se mostrou especialmente indignado com o juiz Griesa, que, com suas decisões sobre as demandas dos fundos abutre, mantém bloqueado parte do acesso da Argentina a financiamentos. “Quando vejo que um juiz americano decide o destino de milhões de argentinos com os fundos abutre, digo: ‘em que mundo vivemos?’ O que a Argentina fez foi um ato de soberania”, concluiu o ex-presidente.

Lula, que exalta o kirchnerismo porque “mudou a história da Argentina”, estará quase toda a semana em Buenos Aires apoiando a candidatura de Scioli, que também receberá dentro de alguns dias o respaldo do boliviano Evo Morales. Na noite de quarta-feira, também recebeu um empurrão do ex-presidente uruguaio José Mujica, que disse preferir que a Argentina seja governada pelo peronismo porque, quando chega um de outro partido, como ocorreu com Raúl Alfonsín ou Fernando de la Rúa, “fica muito mal”. Por isso, Mujica disse apoiar Scioli para evitar um “fogaréu” na Argentina.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES

Zero à esquerda

O que dá dó nessa onda de decretos e contradecretos que dão e retiram “poder” do ministro Jaques Wagner na pasta da Defesa é que se trata de uma polêmica inútil, baseada em vaidade corporativa, que nada tem a ver com o interesse nacional.

Mostra apenas que, passados 30 anos do fim da ditadura, os militares continuam sendo, não se sabe por quê, monstros sagrados em quem ninguém pode tocar. E que ministros civis não tocam apito nenhum, especialmente se se curvam às sombras que emanam da “caserna”.

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set
11
Posted on 11-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2015


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online


Levy, durante coletiva de imprensa, em Brasília.
/ Fernando Bizerra Jr. (EFE)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília
Quando um vendedor tenta lhe convencer a comprar algo, costuma dizer que o produto não é um gasto, mas um investimento. Foi com essa retórica que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, usou para tento vender um assunto indigesto: a decisão do Governo de, até o fim do mês, deve anunciar novos impostos para tapar o rombo de 30,5 bilhões de reais para o próximo ano e tentar recuperar o “selo de bom pagador” perdido nesta quarta-feira. “Talvez você tenha de pagar um pouco mais de imposto, mas com isso, a economia cresce mais rápido. Se você paga 0,5% a mais [de imposto], mas o PIB começa a crescer 0,5% mais rápido, porque as pessoas não têm tanta insegurança, na verdade é um investimento que vale a pena”, disse o guardião da chave do cofre da gestão Dilma Rousseff.

Continuou o ministro: “A gente não deve ser vítima de uma miopia na questão dos impostos, a gente tem de ver o porquê que a gente tem de fazer um esforço adicional. Esse porquê é simples, é garantir que o país seja seguro para investidores, para os trabalhadores, para as famílias, que a nossa condição fiscal seja sólida”. O discurso de vendedor de Levy ocorreu em uma entrevista coletiva, depois de uma reunião de emergência convocada pela presidenta cuja a pauta era justamente a perda do grau de investimento do Brasil anunciada pela agência Standard & Poor’s.

Após o encontro de última hora, o Governo decidiu acelerar os cortes nas despesas e a realização de reformas fiscais. O temor é que outras duas agências internacionais de análise de riscos, a Fitch Ratings e a Moodys sigam o mesmo caminho e compliquem ainda mais a credibilidade do país.

No mês passado, a gestão Rousseff tentou passar um sinal ao mercado financeiro de que cortaria na própria carne para evitar a perda do selo de bom pagador. Avisou que até o fim de setembro extinguiria 10 de seus 39 ministérios e demitiria parte de seus 22.000 funcionários comissionados. Mas a demora nas medidas e, principalmente, o Orçamento deficitário entregue ao Congresso não satisfizeram a Standard & Poor’s. E, por essa razão, a presidenta decidiu antecipar a medida. Conforme o líder do Governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), até esta sexta-feira (dia 11) parte da reforma administrativa será anunciada. Os ministérios a serem extintos não foram divulgados. Nos bastidores de Brasília, os mais cotados para serem sepultados são o da Pesca, o da Aviação Civil e o dos Portos. Além disso, órgãos que hoje têm status de ministérios o perderiam, como a Advocacia Geral da União, a Controladoria Geral da União e o Banco Central do Brasil.

Uma outra razão para acelerar esse anúncio foi a pressão colocada pelo PMDB sobre o governo petista. Principal aliado do Governo no Congresso (apesar de algumas defecções), o partido do vice-presidente Michel Temer colocou a gestão Rousseff contra a parede ao dizer que não se oporia a defender novos impostos, desde que eles fossem sugeridos pelo próprio Governo, não pelos peemedebistas, e que houvesse um comprometimento com mais cortes de despesas. O movimento para acalmar os ânimos entre aliados e garantir, ainda que temporariamente, a manutenção desse apoio. A preocupação é grande já que, com a perda do grau de investimento, o Planalto arrisca a perder parte do endosso explícito de grandes empresários que rejeitavam saídas drásticas para a crise política justamente para não ameaçar esse selo de bom pagador, agora já perdido.
Repatriação e ICMS

Na entrevista Levy negou que cogitava reajustar o imposto de renda da pessoa física. Na terça-feira, o ministro disse em Paris que essa era uma hipótese que estaria em estudo pelo Governo. Nesta quinta-feira, ele anunciou ainda duas medidas imediatas que estão sendo tomadas para tentar reduzir o rombo no Orçamento. A primeira é um projeto de lei que prevê repatriar recursos brasileiros enviados ao exterior que não pagaram tributos. A segunda, é a reforma do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Ambas estão sendo analisadas pelo Congresso Nacional e, por mais que o Governo conte com elas para diminuir o déficit orçamentário, depende da boa vontade dos deputados e senadores para apressarem a votação. A repatriação é um tema que, desde o ano retrasado, está em discussão no Legislativo. Pela proposta inicial do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a tributação sobre esses recursos traria cerca de 100 bilhões de reais aos cofres públicos. Apesar de ter alterado o projeto do senador, o Governo trabalha com valores próximos a esse.

Entre os tributos que devem ser alterados nas próximas semanas por meio de decretos presidenciais estão a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). O primeiro incide sobre combustíveis. Os demais sobre a maioria das operações de compra e venda de produtos.
Reforma de Dilma pode mexer em núcleo duro de ministérios

A possível antecipação do anúncio da reforma administrativa do Governo Dilma Rousseff (PT) que pretende cortar 10 dos 39 ministérios esquentou a central de especulações políticas em Brasília. No Congresso Nacional e entre membros do primeiro e do segundo escalão da gestão petista é comum ouvir burburinhos de quem deve perder ou ganhar cargos.

Até mesmo ministros que são considerados próximos da presidenta e ocupam pastas que não serão extintas podem entrar na dança das cadeiras. Entre eles estariam o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, o da Comunicação Social, Edinho Silva, e o da Defesa, Jaques Wagner. Contra os dois primeiros pesam investigações sobre o envolvimento deles no esquema que desviou recursos da Petrobras, o que ambos negam. Além disso, Mercadante é malquisto por parte da equipe ministerial por, segundo assessores do Governo, interferir em áreas que não é chamado. Com a possível saída dele, um dos cotados para assumir é Wagner.

Porém, o martelo sobre o eventual substituto de Mercadante ainda não foi batido e a presidenta estuda dar mais importância para o PMDB. Assim, a função dele poderia ser assumida por Eliseu Padilha ou Edinho Araújo, os dois ocupam ministérios que devem ser incorporados pelos Transportes, são eles: Aviação Civil e Portos. O problema no caso de Padilha é que ele é um dos mais próximos do vice-presidente Michel Temer, que em alguns momentos, deu sinais de que pode se afastar do Governo.

Uma outra medida analisada por Rousseff é a troca no ministério da Agricultura. Nesse caso, não haveria rusgas com a senadora licenciada Kátia Abreu (PMDB-TO). Pelo contrário, Rousseff gostaria de contar com o apoio de Abreu, sua afilhada de casamento, na linha de frente do Senado, onde o seu Governo deve enfrentar novas batalhas com relação aos tributos. Para a função dela, o principal cotado é o atual ministro da Pesca, Helder Barbalho (PMDB-PA). A Pesca é uma das pastas que já têm sua morte praticamente certa.

Outras duas mudanças devem acontecer no Trabalho e no Desenvolvimento, Indústria e Comércio. O motivo é a perda do apoio dos partidos que indicaram os ministros Manoel Dias (PDT) e Armando Monteiro (PTB).

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