DEU NO G1/ O GLOBO

O ministro da Fazenda Joaquim Levy disse que vai e deve cortar gastos – “mais do que já cortou em alguns casos” – após a perda do grau de investimento para a economia brasileira de uma das principais agências de classificação de risco, em entrevista a William Waack e Christiane Pelajo, no Jornal da Globo.

“Existe um problema difícil, que só vai ser vencido se as pessoas olharem com responsabilidade. A gente tem dado um diagnóstico transparente, verdadeiro e agora as pessoas têm que tomar essas responsabilidades em todos os níveis. O governo vai e deve cortar gastos sim. Mais do que já cortou em alguns casos. E com gestão, com ferramentas inteligentes. E se precisar a gente tem que ter disposição de também fazer um sacrifício para todo mundo poder voltar a ter a economia crescendo”, disse Levy.

Levy voltou a falar sobre a necessidade de garantir o esforço fiscal para o Orçamento de 2016. “Nós queremos equilíbrio fiscal. A gente quer atingir a meta que é necessária para trazer tranquilidade para a economia brasileira”, comentou.

Em comunicado, a agência S&P chama a atenção para a deterioração fiscal e a falta de coesão da equipe ministerial, como causas da decisão de rebaixar a nota.

“O mundo mudou, tinha mais tantas coisas que dava para fazer na época e que a gente fez, não dá mais para fazer assim se a gente quer crescer. E aí a gente vai ter que fazer essas escolhas. Qual vai ser exatamente o imposto, quanto vai ser, qual vai ser exatamente o corte, a gente vai conversar, foi isso o que Congresso pediu para a gente, e depois, eu acho que nas próximas semanas, o governo vai ter que fazer isso com muita clareza. Agora, todo mundo vai ter que estar envolvido nisso e é um desafio para cada um de nós”, reforçou.

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Comentários

jader on 10 setembro, 2015 at 12:51 #

Taciano Lemos de Carvalho on 10 setembro, 2015 at 13:18 #

Eduardo Galeano, que aparece no vídeo do link postado por Jader tem razão.
Essas tais agências de risco estão sempre a serviço da banqueirada. São instrumentos do sistema financeiro. Ganham fortunas no jogo mafioso dos bancos.

Razão não tem são os nossos governantes que sequer lutam para que a constituição seja cumprida e a auditoria da dívida seja realizada, como DETERMINA as disposições transitórias da nossa Carta Maior. Nisto, nem a direita tradicional e nem a direita travestida de esquerda toca, ou fala, ou age. Silêncio conivente. Iguais na submissão.

Mas esperar o quê de presidentes que nunca chegaram perto de se tornarem estadistas.

“Estadistas” tipo Saney, Collor, FHC, Lula, Dilma? Esqueçam.

Todos a serviço ou submissos à máfia do sistema financeiro internacional e nacional.

São quase 50 por cento do orçamento do governo federal apenas para “honrar” o pagamento desonroso de juros escorchantes. E para isto, arrocho geral. Caos na educação. Desastre na saúde. Falência da segurança, dos transportes públicos. Falência geral da ética, pois não é ético, não é moral, e nem legítimo, uma nação roubar metade de seu orçamento para encher as burras de banqueiros, especuladores mundiais, senhores da guerra por todos os continentes.


Taciano Lemos de Carvalho on 10 setembro, 2015 at 13:23 #

Só um lembrete: São sangrados da Nação DIARIAMENTE DOIS BILHÕES e SETECENTOS E CINQUENTA MILHÕES de reais para pagamento da dívida. Pode?


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