DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Geraldo Samor, da Veja.com, é de longe o melhor colunista econômico do Brasil. Destacamos dois trechos do que ele escreveu hoje:

a) Os empresários, da última vez que abriram a boca, adotaram uma postura contemporizadora. Munidos aparentemente das melhores intenções, pediram à sociedade que desse espaço de manobra para o Executivo fazer o que tinha (e ainda tem) que ser feito. Mas com a recente tentativa de inflexão da política econômica — autopsiada por meu colega Cristiano Romero em sua coluna no Valor Econômico de ontem — é provável que os mesmos empresários estejam hoje revendo suas posições sobre o que vale a pena preservar num governo que, além de ser incapaz de um mero mea culpa sincero e abrangente, nunca terá a convicção intelectual necessária para transitar do ‘free lunch economics’ para uma abordagem ‘you get what you pay for’.

b) Os próximos meses mostrarão que ontem foi uma data simbólica. Foi o dia em que o quarto governo consecutivo do PT, por seus atos e omissões, tirou de muitos brasileiros a capacidade de pagar a prestação da casa própria, do carro, o cursinho de inglês do filho — mas acima de tudo, o sentimento de dignidade que só existe quando há crescimento econômico, emprego e moeda forte.

Quando James Carville dizia que “é a economia, estúpido,” ele apontava uma verdade fácil de aceitar: as pessoas votam com o bolso, e quanto mais emprego e renda, maior a chance de quem está no Poder continuar nele.

No Brasil, a economia amanheceu hoje mais próxima de mudar a política.

“A Moça do Sonho”, de Edu e Chico, puro encantamento a tarde da Cidade da Bahia!

BOA!!!

(Gilson Nogueira)


Edilson:casa vasculhada pela PF

Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10), uma operação para desarticular um grupo especializado em fraudar pagamento de loterias da Caixa. Segundo informações da PF, divulgadas através do Twitter, a Operação Desventura cumpre 54 mandados judiciais na Bahia, Goiás, São Paulo, Sergipe, Paraná e Distrito Federal. A casa do jogador Edilson Capetinha (que juntamente com um primo (preso) é investigado pelas fraudes) foi vasculhada durante uma ação de busca da PF na capital baiana.

São 5 mandados de prisão preventiva, 8 temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 buscas. Em Salvador, o alvo é o Edifício Costa Verde, localizado na Avenida Magalhães Neto, no bairro da Pituba. A ação começou por volta das 5h30 e visa executar um mandato de investigação no apartamento de um casal de empresários.

O esquema consistia em validação de bilhetes falsos por gerentes da Caixa que viabilizavam o prêmio por meio de suas senhas. Gerentes eram recrutados por correntistas com grande movimentação financeira, entre eles o ex-jogador da seleção brasileira Edilson (nome do jogador foi divulgado pelo apresentador Zé Eduardo na Rádio Metrópole). Segundo informações, o primo do jogador é um dos principais alvos da operação. Ainda de acordo com a PF, o esquema desviou milhões de valores de bilhetes premiados, não sacados pelos ganhadores, que deveriam ser destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Quando os criminosos estavam de posse de informações privilegiadas, entravam em contato com os gerentes para que eles viabilizassem o recebimento do prêmio por meio de suas senhas, validando, de forma irregular, os bilhetes falsos. A PF também identificou fraudes na utilização de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), ConstruCard, que é o financiamento da Caixa para a compra de materiais de construção, e liberação irregular de gravames de veículos.

(Com informações da Tribuna da Bahia, portal de A Tarde e Rádio Metrópole)


DEU NO G1/ O GLOBO

O ministro da Fazenda Joaquim Levy disse que vai e deve cortar gastos – “mais do que já cortou em alguns casos” – após a perda do grau de investimento para a economia brasileira de uma das principais agências de classificação de risco, em entrevista a William Waack e Christiane Pelajo, no Jornal da Globo.

“Existe um problema difícil, que só vai ser vencido se as pessoas olharem com responsabilidade. A gente tem dado um diagnóstico transparente, verdadeiro e agora as pessoas têm que tomar essas responsabilidades em todos os níveis. O governo vai e deve cortar gastos sim. Mais do que já cortou em alguns casos. E com gestão, com ferramentas inteligentes. E se precisar a gente tem que ter disposição de também fazer um sacrifício para todo mundo poder voltar a ter a economia crescendo”, disse Levy.

Levy voltou a falar sobre a necessidade de garantir o esforço fiscal para o Orçamento de 2016. “Nós queremos equilíbrio fiscal. A gente quer atingir a meta que é necessária para trazer tranquilidade para a economia brasileira”, comentou.

Em comunicado, a agência S&P chama a atenção para a deterioração fiscal e a falta de coesão da equipe ministerial, como causas da decisão de rebaixar a nota.

“O mundo mudou, tinha mais tantas coisas que dava para fazer na época e que a gente fez, não dá mais para fazer assim se a gente quer crescer. E aí a gente vai ter que fazer essas escolhas. Qual vai ser exatamente o imposto, quanto vai ser, qual vai ser exatamente o corte, a gente vai conversar, foi isso o que Congresso pediu para a gente, e depois, eu acho que nas próximas semanas, o governo vai ter que fazer isso com muita clareza. Agora, todo mundo vai ter que estar envolvido nisso e é um desafio para cada um de nós”, reforçou.


Nelson Barbosa (Planejamento):”surpresa”

DO EL PAIS

Heloísa Mendonça

De São Paulo

Um dos maiores pesadelos da equipe econômica e de Dilma Rousseff e do empresariado brasileiro começou a ganhar forma nesta quarta-feira: a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil, retirando o selo de bom pagador, uma chancela de credibilidade para investidores interessados no país. Uma das mais prestigiadas do mercado, a S&P atribuiu a decisão, menos de seis semanas após a última revisão da nota brasileira, à proposta de Orçamento de 2016 que prevê um déficit de ao menos 30 bilhões de reais. Para piorar, a agência não descartou um rebaixamento adicional.

“Percebemos agora menos convicção dentro de gabinete da presidenta sobre a política fiscal”, disse a S&P, em comunicado. Para agência, os desafios políticos que o Brasil enfrenta continuam a crescer e pesam sobre a habilidade e capacidade do Governo de cumprir com o ajuste sinalizado durante a primeira parte do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Para a S&P, desafio “poderia significar três anos seguidos de déficit primário e aumento contínuo da dívida se os rendimentos subsequentes ou medidas de cortes de gastos não forem tomadas”.

Para parte do mercado, a perda de o grau de investimento pelo Brasil era considerada certa e já precificada —os agentes econômicos já contabilizavam parte desse custo na hora de tomar decisões ou prever taxas futuras. De todo modo, a apresentação do Orçamento no vermelho, pela primeira vez desde a estabilidade monetária, e os desencontros públicos da equipe econômica sobre o que fazer com o rombo fiscal parecem ter acelerado o processo.

Horas antes da decisão da S&P, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ainda soava algo otimista sobre a possibilidade do Brasil manter a chancela das agências e disse à revista IstoÉDinheiro: “Tem gente dizendo que já está precificado. Não está precificado”, afirmou. “Se acontecer, tudo bem, vamos pegar os caquinhos e tentar recompor, mas vai ser muito mais difícil.”

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que a notícia foi uma “surpresa” e reafirmou o compromisso do Governo com a recuperação da economia. A oposição chamou o rebaixamento de “tragédia anunciada”. A nova situação provoca expectativa de que a Bolsa brasileira, já afetada por fatores externos, volte a ser sacudida nesta quinta-feira, quando o jornal Valor Econômico deve publicar entrevista com a presidenta Dilma Rousseff. Nela, segundo trecho antecipado pelo diário, a mandatária diz algo que o mercado quer ouvir: a decisão da gestão de conseguir fechar no azul (fazer superávit primário) no ano que vem.
Perspectiva negativa

A nota da Standard & Poors passou de BBB- para BB+, com perspectiva negativa, o que indica a possibilidade de um novo rebaixamento. A decisão da S&P ocorre menos de um mês após a agência de classificação de risco Moody’s rebaixar a nota de crédito do Brasil de Baa2 para Baa3. A agência é a primeira, entre as maiores, a tirar o grau de investimento do Brasil. Na Moody´s, o país está no último degrau, antes do grau especulativo. Na Fitch, o Brasil segue dois degraus acima.

As notas das agências são importantes para que os investidores avaliem os riscos na hora de comprar o papel de um Governo ou empresa, daí a mobilização dos empresários em torno do tema. Na prática, quanto mais alto o risco, mais alto é o custo para que companhias e Estado financiem suas dívidas. Grandes fundos internacionais também possuem regras que impedem investir em títulos de países com grau especulativo.

“As regras são variáveis, alguns proíbem o investimento se ao menos duas agências de risco classificam o país como grau especulativo. Mas isso é relativo, um rebaixamento como esse é uma senha para vários fundos tirarem seu investimento no Brasil”, explica o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Guilherme Perfeito.

Sobre a perspectiva negativa, a agência afirmou que ela reflete uma probabilidade maior que 30% de um rebaixamento adicional devido deterioração fiscal.

A S&P concedeu o grau de investimento ao Brasil em 2008, e logo foi seguida pelas duas maiores agências internacionais, Fitch Ratings e Moodys. O novo status brasileiro foi à época comemoradocomo uma conquista da economia brasileira.


BILLY ECKSTINE,”DORA”, DE DORIVAL CAYMMI, UM BAIANO DE SALVADOR E DO MUNDO, ETERNO COMO SUAS CANÇÕES.

BOM DIA!!!


A presidenta argentina com Daniel Scioli e Lula. / EFE

DO EL PAIS

Carlos E. Cué José C. Paz

(Buenos Aires)

Todos os ingredientes estavam sob medida para uma exaltação da esquerda latino-americana, que tem dominado a América do Sul nos últimos 15 anos. Cristina Kirchner, seu candidato a sucessor, Daniel Scioli, e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva cruzaram os arredores de Buenos Aires — eles, de carro, ela, em helicóptero — para inaugurar, no coração de um bairro muito pobre de casas de tijolo e sem pintura, no município de José C. Paz, um pequeno hospital para atender problemas complexos. “Trata-se de que os pobres não tenham de ir ao hospital, mas o hospital aos pobres”, afirmou Lula diante de milhares de militantes kirchneristas inebriados, com suas bandeiras e até com um boneco de Néstor Kirchner de tamanho natural, que brandiam diante dos oradores.

Esse tipo de hospitaizinhos, chamados de UPA, foram um dos projetos emblemáticos de Lula. No Brasil há mais de 400; na província de Buenos Aires, são 15 no momento. Lula se lançou abertamente na campanha eleitoral argentina, que vive um momento de dúvidas porque Scioli não consegue distanciar-se nas pesquisas e alguns temem que, se não conseguir vencer no primeiro turno — precisa de 45% dos votos ou uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado —, cairá no segundo.

Lula, que apesar dos escândalos e críticas que sofre no Brasil conserva intacto seu prestígio popular na Argentina, vai passar quase toda a semana em Buenos Aires em campanha com Scioli. E em José C. Paz ele se entregou como se estivesse fazendo campanha no Brasil. Lula defendeu as conquistas dos Kirchners, em especial do falecido Néstor, com quem compartilhou muitas cúpulas, e pediu aos argentinos que mantenham o projeto que chegou em 2003, o kirchnerismo, porque “mudou a história da Argentina”.

O ex-presidente brasileiro se dedicou a apoiar o “companheiro Scioli”, mas também a presidenta, Cristina Kirchner. Scioli, que passou um mês complicado por causa das inundações na província de Buenos Aires — agora volta a chover e os sciolistas estão muito inquietos —, está tirando proveito desses apoios da esquerda latino-americana — nesta quarta-feira ele receberá a visita de Evo Morales — para tentar fazer sua campanha decolar.

Na realidade, ele continua sendo o grande favorito, mas necessita de um empurrão para estar seguro. Lula lhe está dando, e ambos jantaram juntos na noite anterior em Villa La Nata, a mansão do governador de Buenos Aires, um milionário ex-esportista que foi atraído para a política por Menem, nos anos 90.

Tanto Scioli como Cristina e Lula exaltaram uma espécie de marco fundacional da esquerda latino-americana moderna: a cúpula de Mar del Plata de 2005, na qual Néstor Kirchner, Hugo Chávez e Lula frearam a ALCA, o tratado de livre comércio que os EUA incentivavam, entraram em choque com George W. Bush e demarcaram uma nova linha estratégica no continente, à qual logo se uniram Evo Morales e Rafael Correa. “Com Kirchner enterramos a ALCA aqui em Mar del Plata. Aqui criamos a Unasul. É uma pena que Néstor não esteja aqui para ver Cristina, uma mulher realizada e vencedora. A senhora deixa a presidência como uma heroica defensora dos pobres”, enfatizou Lula.

Para encerrar, Cristina fez um discurso emocionado no qual tudo parecia já pensado para passar à história em dezembro, quando deixar a presidência. Desde os símbolos — entregaram-lhe um busto de Evita Perón, uma referência para ela — até o pronunciamento. “Se alguma vez se lembrarem de mim, que seja como a companheira de Néstor, a que o respaldou. Néstor já não é meu nem de seus filhos. É do povo e da história”, clamou a presidenta com a voz embargada.

Entre o público havia alguns moradores da área, mas principalmente muitos militantes chegados em ônibus, que aguentavam sob uma chuva torrencial. A oposição critica esse tipo de atos, dizendo que as pessoas participam porque são servidores públicos ou recebem algum tipo de benefício. A presidenta ficou indignada e aproveitou para lançar na cara de Mauricio Macri, o grande rival de Scioli, um escândalo que afeta sua campanha porque um dos apoiadores de sua candidatura, o locutor esportivo Fernando Niembro, recebeu 22 milhões de pesos (quase 8,5 milhões de reais) da prefeitura em contratos que não parecem muito transparentes. “Eles acreditam que os pobres só têm ideias se lhes pagam. Desprezam os pobres. Dizem que vêm aqui pelo choripán (sanduíche típico argentino). E acontece que eles têm um choripán de ouro, de 22 milhões de pesos por contratos que não se sabe se foram realizados ou não”, arrematou. A presidenta também mobilizou seus seguidores ante a possibilidade de que na Argentina seja feito um ajuste que até mesmo Scioli poderia levar adiante. “Não me agradeçam. Guardem a força para reivindicar que não lhes tirem o que vocês têm”, gritou aos militantes.

set
10
Posted on 10-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-09-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

De onde vem o dinheiro sujo

O governador Rui Costa poderia cumprir o protocolo de defender aliados sem descer a comentários sobre “dinheiro sujo” em campanhas eleitorais, dizendo que não se distinguem as “cédulas” que as empreiteiras destinaram ao PT e ao PSDB.

A questão não é saber que partido recebeu “contribuições” das empresas corruptoras, e sim que governo e que partido propiciaram o assalto ao dinheiro público que engordou os cofres da Odebrecht, para lembrar uma empresa citada indiretamente por Rui.

Como, entretanto, estamos muito longe de ter homens públicos que assumam de fato suas opiniões e responsabilidades, as palavras do governador até que estão dentro de certos conformes.

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