BOA TARDE!!!


Eva dal Chiavon no dia da posse no cargo
de secretária-geral do ministério da Defesa

DO BLOG O ANTAGONISTA

A Dilma baiana

Responsável pela confusão em torno do decreto que retira prerrogativas administrativas dos comandantes das Forças Armadas, a petista Eva Dal Chiavon é quem manda hoje no Ministério da Defesa. Jaques Wagner delega à secretária-geral o dia-a-dia da pasta. Foi assim também quando governador.

Eva até ganhou o apelido de “Dilma da Bahia”. Entenderam agora?

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Blitzes param a cidade e imprensa nem se toca

Diante dos graves transtornos que as blitzes da PM vêm causando em pontos diversos da cidade, em variados horários, atrapalhando mais ainda a vida dos que têm de enfrentar o trânsito de Salvador, as autoridades policiais do Estado têm obrigação de vir a público apresentar os resultados dessas operações.

Não podemos perder de vista que a intensificação das blitzes foi determinada, pelo próprio governador Rui Costa, depois de mais um crime de uma sequência de quatro ou cinco ocorridos nos últimos meses em bairros considerados mais “nobres” – uma medida claramente de efeito, sem perspectiva de êxito fundamentada na realidade.

A mortandade nas periferias, contra os “despossuídos”, jamais despertou tamanho sentimento de justiça – antes pelo contrário –, sendo, na verdade, tratada mais do ponto de vista estatístico do que investigativo. Felizes as 11 vítimas de tiros domingo no Vale da Muriçoca, foram apenas feridas.

Quanto às blitzes, não basta algum coronel dizer que “foram aprendidas tantas armas”. É preciso dados mais palpáveis, divulgados com regularidade. Ao comando impõe-se apresentar cabalmente drogas e armas apreendidas e declinar nomes de bandidos presos e placas de veículos roubados que teriam sido recuperados.

Num clima de insegurança que exige a presença da polícia em cem por cento das atividades externas das pessoas – passeio, jantar, praia, cinema, escola, trabalho –, não é possível engolir ações cosméticas, de cunho político, que além de tudo não resultam em mais segurança para a população.

O mais preocupante nesse quadro é que a imprensa – os grandes jornais, as emissoras de rádio, as televisões – apoiam incondicionalmente essa parlapatice, sem o menor senso crítico, sem o mínimo questionamento. Dói, nas entrevistas de populares, ouvir: “É, tem de fazer mesmo (as blitzes). Atrapalha, mas é para nossa segurança”.

Barbra Streisand, ” Speak Low”, para brindar a Baía de Todos os Santos. Sem a ponte!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

set
09

DO PORTAL TERRA BRASI

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta terça-feira ação penal contra o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da Força Sindical. Por unanimidade, os ministros receberam denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), por entenderem que há provas do cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.

De acordo com a procuradoria, o parlamentar foi beneficiário de um esquema de desvios de dinheiro em empréstimos de financiamento entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a prefeitura de Praia Grande (SP) e as Lojas Marisa. Os fatos foram investigados na Operação Santa Tereza, deflagrada pela Polícia Federal em 2008.

Segundo a acusação, o esquema de desvios ocorria por meio da falsificação de notas fiscais para tentar explicar a aplicação do dinheiro repassado pelo banco, cujos montantes eram divididos entre os envolvidos. De acordo com a denúncia, os crimes eram facilitados por João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado e ex-integrante da Força Sindical no conselho do BNDES. Segundo o subprocurador Paulo Gonet, o valor cobrado nos contratos era 4%. “O denunciado [deputado], em troca de favores políticos, recebia uma parte das comissões. Que era paga à quadrilha e beneficiários desses empréstimos concedidos pelo BNDES”, disse.

Para o ministro Teori Zavascki, relator da ação penal, conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal indicam que houve o desvio dos recursos. Segundo o ministro, planilhas manuscritas e cheques apreendidos mostram a divisão dos valores, que foram recebidos por intermédio de consultorias inexistentes e depositados na conta da ONG Meu Guri, ligada ao deputado, para ocultar a origem dos recursos.

“A denúncia apontou que a suposta associação criminosa seria composta, entre outros, pelo acusado [Paulinho], que se utilizaria sua influência junto ao BNDES para conseguir aprovação do financiamento, cobrando como contrapartida, comissões, que variavam de 2% e 4% do valor financiado. A influência exercida decorreria dos cargos ocupados pelo acusado, deputado federal, e de presidente da Força Sindical”, disse o ministro.

Advogado do parlamentar, Marcelo Leal afirmou que os e-mails que constam nas investigações provam que os serviços da empresa de consultoria Probus, acusada de falsificar as notas, foram efetivamente prestados. “O paciente não teve participação nos supostos fatos delituosos”, afirmou Leal.

set
09
Posted on 09-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-09-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online


Carta de Carlos Drummond de Andrade a Lygia Fagundes Telles.
/ Acervo IMS

Foi-se o tempo em que cartas, com envelope e selo, eram moeda corrente. Na atual época de e-mails, posts em redes sociais e até um aplicativo que avisa o remetente se determinada mensagem foi lida pelo destinatário, recebida mas não lida ou apenas enviada com sucesso, talvez só os mais velhos sintam falta da escrita à mão e da textura do papel. Mas, especialmente em tempos de internet e Big Brother, há algo que quase ninguém dispensa: uma boa bisbilhotice na intimidade alheia – nos termos da lei, claro.

Pensando nessa curiosidade frutífera que nos permite ler cartas de valor literário, biográfico ou histórico que não foram endereçadas a nós, o Instituto Moreira Salles lançou no último 11 de agosto um portal – o Correio IMS – que disponibiliza cerca de 100 correspondências trocadas entre personalidades brasileiras ou então estreitamente ligadas ao Brasil. As cartas, vindas de fontes variadas, publicadas ou inéditas, foram organizadas de acordo com seus remetentes e destinatários, o ano e o local onde foram escritas e os temas de que tratam. Por fim, foram digitalizadas e ganharam um breve texto explicativo, além de interrelacionadas, para que os interessados deixem a curiosidade fluir. “Cartas ajudam a compor a identidade de um povo” e “por serem íntimas, costumam surpreender quando vêm a público”, defende o site.
mais informações

Com razão. É um deleite saber através de um telegrama breve e nervoso de Tom Jobim que o músico ficou arrasado depois da histórica edição do III Festival da Canção, de setembro de 1968, quando sua música Sabiá desbancou a favorita do público (Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré) e terminou vaiadíssima na final da fase brasileira. Não pela baixa em seu ânimo, que conforme Jobim pedia, Chico Buarque, letrista de Sabiá e o receptor do telegrama, remediou com sua presença na grande final internacional, mas por interceptarmos um desabafo pessoal. Ou então que Chico, destinatário de outra carta, desta vez de Vinícius de Moraes, quem se dirigiu a ele no texto com um alegre “chiquérrimo!”, pôs a mão na letra de Valsinha quando estava em Mar del Plata, em 1971, justificando: “Claro que a letra é sua, eu nada mais fiz que dar uma aparafusada geral. Às vezes o cara de fora vê melhor estas coisas”.

Também ajuda a ligar os pontos que desenham um país visto do exterior ficar sabendo que os escritores Fernando Sabino e Clarice Lispector eram amigos que se correspondiam – ele, de Nova York (onde era funcionário do consulado brasileiro), e ela, de Berna (onde viveu com o marido em sua carreira diplomática). Em 1946, ele se desculpa desesperadamente por ter demorado para responder uma carta dela, em que percebe-se que Clarice havia perguntado novidades do Brasil. O pouco que ele sabe relatar passa por um estudante morto no Rio de Janeiro quando, no largo da Carioca, “choveu bala sobre os comunistas”. “Tenho xingado muito o Getúlio”, diz o autor de O menino no espelho, depois de citar o “Pajé” (apelido do jornalista Otto Lara Rezende), quem andava tomando aos domingos “porres gigantescos, colossais”. Ou que Ziraldo mandava postais a Carlos Drummond de Andrade, como conta o blog do projeto.

Fofocas postas de lado, a História do Brasil – aquela que se escreve com letra maiúscula – também não fica de fora do saboroso material, que inclui a histórica carta do escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral em sua viagem às nossas terras, Pero Vaz de Caminha, a Dom Manuel I. “Tenha certeza de que não porei aqui, seja para embelezar ou enfear, mais do que aquilo que vi e me pareceu”, promete o cronista ao rei de Portugal. E assim fez ao falar dos brasileiros nativos: “Eram eles pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos e setas. Vinham todos rijamente sobre o batel. Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram”.

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