set
02
Posted on 02-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2015

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Se Levy for embora, Dilma também vai

Após o governo assumir que as contas públicas podem fechar 2016 com um rombo de R$ 30 bilhões, parte dos políticos, do mercado e da imprensa afirma que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já está com um pé para fora do governo – empurrado pelas próprias forças centrífugas que emanam dos bastidores do Palácio do Planalto. O problema é que aonde Levy for, a presidente Dilma Rousseff irá em seguida. Inclusive, para fora de Brasília. É o que avalia a consultoria Eurasia Group, segundo a qual a queda de Levy eleva, automaticamente, as chances de Dilma não terminar o mandato.

http://www.financista.com.br/noticias/saida-de-levy-aumentaria-chance-de-dilma-nao-terminar-o-mandato-opina-eurasia

“Sempre haverá Paris!”: A mensagem eternamente verdadeira de Casablanca e a magnífica canção de Trenet na homenagem do BP a Cida Torneros, na tarde deste 2 de Setembro de seu aniversário. “Parabéns, parabéns. Com os votos que vás ao centenário, dos amigos sinceros que tens”.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares, em nome da turma do Bahia em Pauta)


Parabéns do BP para ela!


Aniversário e nossas esperanças de ontem

Maria Aparecida Torneros

Minha geração tinha 15 anos quando estourou a ditadura. Fomos pra Rua anos a fio lutando pelo direito de votar democraticamente. Depois de décadas aconteceu a tal anistia e o pessoal exilado e vivo voltou. Parecia que reencontrávamos o caminho do novo país e o resgate da Ordem e Progresso. Mas o que aconteceu tem a ver com um sistema viciado cujas regras do jogo tal qual novela global inclui corrupção e o mundo caiu. O da Maysa e o nosso.

Cara, que brabo ver os heróis da minha geração abatidos e arrependidos. Acuados e acusados. Condenados e execrados. Mas fico pensando com meus botões que há muito mais caroço neste angu. Muita gente de rabo preso e um povo que precisa de pais heróis e mães caridosas.
Menos? Hoje queria mais. Aliás quero mais.

Estou voltando a ter esperança apesar dos pesares. O que pesa mais é saber que pode doer mas é a chance da cura. Passemos pois por este novo exílio de geração e quase chegando aos 70 os que viverem verão um Brasil honesto e educado. Solução que passa por uma reviravolta nos padrões de vida e de cultura doa a quem doer. Em mim dói porem doeria mais se eu não tivesse lá no fundo a bendita esperança de cartas na mesa. Mudança de atitudes. Troca de práticas desmoralizantes.

Chega! Ninguém merece nova ditadura. Tampouco tanta senvergonhice.
Minha geração ( faço 66 hoje ) ainda tem chance de dar a volta por cima e se redimir de ter caído na cilada de um modelo que nos corta a própria carne. Depois, as próximas gerações dos nossos filhos e netos, a eles caberá reorganizar tudinho recomeçando do zero.
Mas vai valer a pena começar de novo. Como na canção interpretada por Simone.
Por tudo isso eu também estou voltando a ser criatura com cicatrizes mas esperançosa . Apesar de você amanhã há de ser outro dia. Viva a nossa geração de Chico Buarque. Estamos voltando!

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Jabeiro, onde edita o Blog da Cida. Parabéns para ela, neste dia do seu aniversário e sempre.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Quórum qualificado é número mágico a ser atingido

Se 341 deputados federais aprovarem um eventual pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e os outros 172, de um total de 513 parlamentares, forem contra, ainda assim o julgamento não será autorizado.

O senso comum fica intrigado com isso, mas não é difícil compreender o espírito da lei: há decisões tão essenciais que se faz necessário o que se denomina de quórum qualificado.

No presente caso, são exigidos dois terços do plenário, havendo outros, menos suscetíveis de polêmica e rigor, que se consumam com a aceitação por três quintos, que é uma fração um pouco menor.

Outra matéria que só passa com a anuência de dois terços dos deputados são as propostas de emenda constitucional. Sem aquele número mágico – 342 –, qualquer uma será inapelavelmente derrubada.

Esta, no entanto, não é a regra para se escrever uma constituição, tarefa de atribuição de uma assembleia constituinte, que por maioria absoluta dos seus membros definirá a orientação legal máxima de um Estado.

Uma ideia que ia fazer o país todo dançar

Foi assim no Brasil em 1988, embora naquele momento de transição tenha havido uma tentativa de burla, no nascedouro, à esperança de uma Constituição que refletisse tanto quanto possível a vontade popular.

O surpreendente é que um de seus mentores foi um jurista da luta democrática, que, além de tudo, tinha sido presidente da OAB, fundador do MDB e deputado cassado pelo regime militar – o deputado Bernardo Cabral, que, felizmente, não teve êxito na sua pretensão.

Cabral, que posteriormente ganharia mais notoriedade quando, como ministro da Justiça do governo Collor, dançou o bolero “Besame Mucho” de rosto colado com a também ministra Zélia Cardoso de Mello, tentou uma jogada para ter sobre a Constituição mais influência ainda.

Era ele o relator da Comissão de Sistematização, que, com base nas contribuições generalizadas dos constituintes, escreveria um anteprojeto a ser submetido ao plenário. Defendeu, então, a tese esdrúxula: cada ponto do texto só poderia ser reprovado por dois terços dos votos dos deputados e senadores.

Uma vergonha que certamente não foi admitida, cabendo ao plenário, por maioria absoluta, definir o conteúdo da “Constituição Cidadã”. Mas ficou a lição da articulação desse quase fato histórico para demonstrar com precisão que quórum especial também pode ser usado a favor de alguma ideia excêntrica.

Plenário mudou regime de governo

Se não fosse a derrubada da ideia de Cabral, o Brasil estaria vivendo sob o parlamentarismo, pois foi esse o regime aprovado na Comissão de Sistematização.

Coube, no plenário, a Ulysses Guimarães, no seu legítimo desejo de vir a ser o chefe do governo, comandar a vitória do presidencialismo.

O amor é livre

Sobre o affair amoroso citado mais acima, apenas a restrição moral de ter sido um romance adúltero.


Marcelo Odebrecht na CPI.
/ R. B. (REUTERS)

DO EL PAIS

Desde que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), compareceu voluntariamente à CPI da Petrobras para se defender da acusação de participação nos desvios, no início do ano, nenhum depoente era tão bem tratado pelos deputados como Marcelo Odebrecht. Acusado de estar no epicentro do esquema investigado pela Lava Jato e preso preventivamente desde junho, o dono da maior empreiteira da América Latina, que doou 111 milhões de reais a políticos no ano passado, ouviu elogios de seus inquisidores e fez ataques aos que decidiram fazer acordos de delação premiada.

“Primeiro, para alguém dedurar, ele precisa ter o que dedurar, e isso não ocorre nesta situação”, afirmou Marcelo Odebrecht a parlamentares. Nesta segunda, quatro delatores do esquema de corrupção, entre eles o diretor da Setal, Augusto Mendonça Neto, prestaram depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, e reiteraram que a Odebrecht liderava o cartel das empreiteiras. Marcelo não comentou as acusações e, em nota, a empreiteira negou que qualquer funcionário tenha se envolvido nas atividades ilícitas investigadas.

Marcelo Odebrecht usou uma analogia entre o comportamento de suas filhas e o dos delatores da Lava Jato para criticar os acordos. Questionado se pretendia assinar acordo de delação premiada, o executivo disse que “se elas [minhas filhas] brigassem, eu perguntasse quem começou, e uma dedurasse a outra, eu talvez brigasse mais com quem dedurou do que com aquela que fez o fato”, afirmou.

Conversas com Lula e Dilma

O empresário se negou a responder a maior parte das perguntas feitas pelos deputados durante os cerca de 50 minutos durante os quais foi questionado. “Infelizmente, estou engessado. Até por respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, já que existe um processo criminal em andamento, a gente fica impedido de falar sobre isso”, afirmou. Diferentemente do que ocorreu nos depoimentos anteriores, os parlamentares teceram elogios ao empreiteiro: o relator da comissão, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ), se referiu a Odebrecht como “jovem executivo de uma das mais importantes empresas brasileiras”. Já Altineu Côrtes (PR-RJ) afirmou que teve a oportunidade de conversar com funcionários da Odebrecht, e que eles fizeram uma “descrição do senhor [Marcelo] com um orgulho assim que me marcou”. O parlamentar costuma acossar os depoentes, repetindo perguntas em tom agressivo e fazendo insinuações.

Marcelo disse ainda que a operação Lava Jato “está gerando desgaste desnecessário para a Petrobras e as empresas nacionais”, e que é preciso ter mais cuidado com “a imagem” das companhias. Moro e procuradores que atuam no caso têm repetido que culpar a investigação pela crise é ignorar os efeitos nefastos da corrupção. O empresário afirmou, no entanto, que a Odebrecht, com obras estratégicas pela América Latina, “continua absolutamente sólida”, e que irá sair fortalecida da crise.

Questionado sobre suas relações com o ex-presidente Lula e com a presidenta Dilma Rousseff, o executivo disse que é “provável” que ele tenha conversado com ambos sobre a Petrobras, mas garantiu que se trataram de “conversas republicanas”.

“Você está falando de duas das maiores empresas brasileiras, que têm uma relação muito forte em diferentes setores, e é provável que se eu encontrar com uma amigo, um empresário, um político, qualquer um, venha à tona o tema Petrobras e o tema Odebrecht”, disse. “É mais do que natural e provável que com qualquer pessoa esse tema venha. Não me lembro especificamente de nenhuma conversa específica, mas é provável.”

Além de Marcelo, hoje também foram chamados para depor os ex-executivos da empre sa Márcio Faria da Silva, Alexandrino de Salles Ramos, Cesar Ramos Rocha e Rogério Santos de Araújo, e o ex-gerente da Petrobras Celso Araripe de Oliveira. Eles optaram pelo silêncio.

O empresário e outras 12 pessoas ligadas à empreiteira são réus na Justiça Federal por suposto envolvimento no esquema de formação de cartel e corrupção na Petrobras.

set
02
Posted on 02-09-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2015


Totti, no jornal Zero Hora (RS)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Pixuleco desembarca em Curitiba, a sede da Lava Jato

O “Lula Inflado” resolveu acompanhar in loco os desdobramentos da Lava Jato. Ele vai amanhecer o dia na sede da Polícia Federal, depois vai dar uma passadinha no Ministério Público e encerra a turnê curitibana na Boca Maldita…

  • Arquivos

  • setembro 2015
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     123456
    78910111213
    14151617181920
    21222324252627
    282930