Clip de Carlos Barros vai dedicado aos jornalistas Marlon Marcos e Maria Olívia, colaboradores e amigos do peito do BP, na primeira tarde deste setembro de 2015 que começa.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 01-09-2015
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Carlos Barros


Marlon Marcos

ARTIGO/ESPETÁCULO

ALQUIMIA NO PELOURINHO

Marlon Marcos

O cantor Carlos Barros é um emblemático exemplo do que se pode fazer, musicalmente, quando se tem uma bela voz e disposição intelectual sobrando. Ele se desenha, na atualidade baiana, como um dos melhores intérpretes disso que chamamos com imprecisão e galhardia de música popular brasileira. Esta que assinala Dorival Caymmi, Emílio Santiago, Luiz Melodia, Gilberto Gil, Cartola, Djavan, Jamelão, Ataulfo Alves, Caetano Veloso, Roberto Ribeiro, Jorge Ben. E Maria Bethânia. Gal Costa. Nana Caymmi. Elis Regina. Aracy de Almeida. Carmen Miranda. Alaíde Costa. Jussara Silveira. Claudia Cunha. Fabiana Cozza. E Virginia Rodrigues.

Sua narrativa transmuta-se entre masculino e feminino, sem desgastes imagéticos e confusões, ali desnecessárias, de gênero. Mas ele afirma: “meu canto é feminino”. Sente a própria voz repousar em interferências de emissão apreendidas de sua musa maior Gal Costa e da consolidada cantora Maria Rita. Entre invenções de si e espelhamentos estéticos na imbatível Maria Bethânia, o artista, de 38 anos, tem muito a dizer à Bahia. Daí, depois “de aqui”, ele tem fôlego para dizer ao mundo.

Seu CD de estreia, Cantiga vem do céu, lançado em 2009, é um mimo sonoro que deveria ser mais conhecido, para o bem de nossa audição e possíveis diversões. O cantor é marcado por angústias geradas pelo desejo de expressão. Parece estar em constante combate com as organizações cênicas e mercadológicas da música baiana. Possui uma reverência comovente aos astros e estrelas que o convidaram, em sonhos e audições, a seguir uma carreira de cantor, deixando num certo prejuízo a brilhante carreira de intelectual acadêmico que ele poderia ratificar para si e para a tal sociedade,

Lançou, no formato digital, em 2014, o CD Antes da próxima estação. Trabalho que o qualifica como um atuante projetista, cônscio do que quer dizer, do que se força a dizer com a afinada voz que possui. Mas, às vezes titubeia, entre ser o que é e às cobranças que lhe fazem entre forma e conteúdo, para que seja respeitado entre seus pares e os tais críticos.

Em Carlos Barros se apresentam muito fortemente a sua inteligência e a sua dramaticidade cênica que destaca seu lado como intérprete. Sua presença em cena imprime certos exageros que nos afastam do desenho doce da voz. Ele canta com qualidade. E por medo de ir mais fundo, do seu jeito, perde a verdade. Sem desqualificar o seu talento.

Da verve artística que possui, nasce ideias inteiras como esta de fazer um show abrindo o mês de setembro em Salvador, e chamá-lo de Alquimia. Ele, o cantor das misturas tropicalistas, meio Caetano Veloso meio Daniela Mercury, tem habilidade em experiências musicais ao modo das experiências alquímicas que transformam rochas comuns em pedras preciosas alcançadas na forma do som que advém da sua garganta.

O artista fará o show Alquimia, dia 04 de setembro, às 21 horas, na Praça Pedro Archanjo, no Pelourinho, com ingresso no valor de 10 reais (preço único). Acompanhado dos músicos os músicos Tarcísio Filho (violão e guitarra), Marcus Santos (bateria), Ricardo Carvalho (percussão) e Nelmário Marques (baixo). Contando com a participação especial da fiel escudeira, a impressionante cantora Vércia.

O repertório é pura alquimia. E para saber mesmo, só de perto. Misturando-se às possibilidades musicais que a voz de um grande cantor pode proporcionar.

Marlon Marcos é poeta, jornalista e antropólogo

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Tenham pena dos leitores

Como se sabe, o governador Rui Costa tem dedicado parte de seu tempo a anunciar, fiscalizar e inaugurar obras na capital, visando a reforçar-se para a campanha de 2016, em que um candidato seu enfrentará o prefeito ACM Neto.

Entretanto, não tem cabimento a tentativa, vista na imprensa, de batizá-lo com a monstruosa denominação de “goverfeito”, que seria uma mistura de governador e prefeito.

Mais parece interesse em angariar simpatia nos meios oficiais, o que é uma prática relativamente comum. Vale ressaltar, neste caso, que há limites tanto para a bajulação quanto para o ridículo.

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Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

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DO PORTAL TERRA BRASIL

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), confirmou que a presidente Dilma Rousseff o chamou para uma conversa nesta segunda-feira, 31. Ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Cunha afirmou que recebeu o convite, mas como está em Nova York, nos EUA, só responderá amanhã. “Ela chamou para hoje, mas estou fora. Amanhã, quando chegar, verei”, afirmou o deputado. Ele está nos EUA desde o fim de semana para participar de uma conferência com chefes de parlamentos de todo o mundo na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Este pode ser o primeiro encontro dos dois desde que Cunha rompeu oficialmente com o governo Dilma em julho. O presidente da Câmara afirma que é perseguido e defende que o Planalto trabalha nos bastidores para incriminá-lo na operação Lava Jato. O rompimento ocorreu depois que o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo relatou à Justiça Federal do Paraná que Cunha lhe pediu propina de US$ 5 milhões. O parlamentar e o governo, no entanto, estão em confronto desde a eleição do deputado para a presidência da Câmara. Depois, o peemedebista aprovou uma série de pautas reprovadas pelo governo.

A expectativa é de que os dois conversem sobre o anúncio de que o Planalto irá enviar à Câmara uma proposta de orçamento para 2016 com previsão deficitária.

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) afirmou também nesta segunda-feira que a proposta é “extremamente preocupante”, mas que é algo necessário para a transparência. “É para registrar a transparência absoluta das questões orçamentárias, ou seja, não há mais maquiagem nas contas”, disse Temer em evento promovido pela revista Exame.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Lei 51” para salvar orçamento

Nelson Barbosa e Joaquim Levy tiveram uma ideia brilhante para tentar reequilibrar as contas públicas: elevar a carga tributária. Bebidas quentes, como uísque, cachaça e vinho, estão entre os produtos atingidos. A proposta já ganhou o apelido em Brasília de “Lei 51” ou “Imposto da Pinga”.

O governo também cobrará IOF sobre as operações de crédito do BNDES e vai “rever” a desoneração de PIS/COFINS de computadores, smartphones e tablets – que já são os mais caros do mundo.

Mas, não se enganem, é a tributação sobre a cachaça que vai salvar o Brasil.


Barbosa, Calheiros e Levy, durante a entrega do Orçamento ao Congresso
/ UESLEI

DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

O primeiro orçamento deficitário apresentado por um Governo brasileiro prevê cortes proporcionais em áreas-chave da gestão Dilma Rousseff, como saúde, educação e desenvolvimento social. Além disso, o rombo nas contas públicas, que em 2016 chegará aos 30,5 bilhões de reais, atingirá programas sociais vitrine da gestão, como o Minha Casa Minha Vida, o Ciência Sem Fronteiras e o Fies, assim como carros-chefe da campanha de 2014, como o Pronatec. A equipe econômica não caracteriza essas medidas como cortes, mas como revisões ou melhorias dos gastos públicos. Com ou sem eufemismos, os números deixam claro que o doloroso programa de ajuste fiscal não terminará neste ano, contaminando os resultados do ano que vem.

O Governo prevê arrecadar, em 2016, 1,180 trilhão de reais líquidas e terá despesas de 1,210 trilhão de reais. O déficit será de 0,5% do produto interno bruto (PIB). Neste ano, haverá um superávit de 0,1% do PIB, de acordo com as estimativas governistas. Em meio à crise política, o vice-presidente Michel Temer elogiou ao menos “a transparência” do Governo de abandonar a maquiagem fiscal de anos anteriores e admitir o saldo negativo. Já a oposição reagiu: “O buraco nas contas públicas estimado para o próximo ano demonstra, de forma taxativa, o desgoverno da gestão Dilma Rousseff marcada pela incompetência e pelo total descrédito de suas ações”, afirmou o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), o líder da minoria na Câmara.

A peça orçamentária entregue nesta segunda-feira para o Congresso Nacional prevê uma clara diminuição proporcional das despesas discricionárias de oito ministérios. Esse tipo de gasto é o que o Governo escolhe como e onde investir. Ele é diferente das despesas obrigatórias, que, como o nome diz, ele tem de gastar em determinada área. As reduções mais relevantes ocorrerão nas pastas da Saúde (que em 2015 representa 37% dos gastos e em 2016 será 35%), na Educação (de 14,4% para 13,3%) e Desenvolvimento Social (de 13,5% para 12,9%). Este último ministério é o responsável pelo programa que foi o carro-chefe das gestões petistas, o Bolsa Família.

Sobre outros programas sociais, os cortes aparecem de maneira mais discreta. Os valores não foram divulgados, mas o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, os explicou como uma necessária revisão nos processos e criticou a palavra corte. “O termo corte não é adequado porque estamos fixando o valor para o próximo ano. Quando você fala em corte, você fala em contingenciamento de um orçamento que já foi aprovado”, explicou.
Os ministérios que terão cortes
Ministério / % no orçamento 2015 / % no orçamento 2016

Cidades / 0,24% / 0,23%

Desenvolvimento, Indústria e Comércio / 0,41% / 0,40%

Desenvolvimento Social / 13,5% / 12,9%

Educação / 14,4% / 13,3%

Ciência e Tecnologia / 1,53% / 0,83%

Pesca / 0,67% / 0,66%

Saúde / 37,8% / 35,9%

Transportes / 0,41% / 0,40%

Barbosa admitiu que o programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, será tocado em um ritmo mais lento do que o atual. A prioridade, segundo ele, será concluir as 1,5 milhão de unidades que estão sendo construídas nesta segunda fase do programa. Ainda assim, o Governo pretende lançar a terceira fase do projeto ainda neste ano. “Nós procuramos fazer uma proposta de despesa que seja bem realista e adequada aos recursos. Isso implicou em uma revisão de vários programas. Revisão de metas, alongamento de cronogramas.”

Outras áreas em que haverá mudanças estão nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e no Plano Safra, que concede benefícios para agricultores.
Grau de investimento e Congresso

Para especialistas, como o economista Alex Agostini, da agência Austin Rating, essa decisão de reduzir os gastos discricionários em pontos nevrálgicos pode influenciar no relacionamento do Governo com o Congresso e, futuramente, interferir na queda da confiabilidade do Governo frente ao mercado. “Se houver dificuldades em aprovar o orçamento, pode resultar em um maior prazo para pagar as contas”, avaliou Agostini.

Um impacto esperado da queda da confiança é sobre o veredito das agências de avaliação de risco, que mantém o Brasil a apenas um passo de perder o grau de investimento, o selo de bom pagador para investidores. A Standard & Poor’s e a Moody’s rebaixaram a nota de crédito do país nos últimos dois meses e o déficit orçamentário poderia acelerar o ritmo rumo ao nível especulativo. A notícia de que Orçamento teria déficit já impactou o mercado, já agitado por incertezas externas. O dólar teve nova alta ante ao real nesta segunda, fechando em 3,62 reais.

O Governo está particularmente preocupado com o relacionamento com o Congresso e diz contar com os parlamentares para superar a crise econômica. É do Legislativo que podem vir tanto a ratificação de medidas que o Governo tem de aplicar para sair da crise como mais dores de cabeç na forma de pautas-bomba, de aumento de gastos. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, tratou o relacionamento como “uma ponte” a ser construída. “A gente sabe onde a gente quer chegar, a gente sabe como vai chegar, que é através de reformas, é fazer o Brasil mais justo simples, eficiente através de medidas legislativas em alguns casos. Precisa de uma ponte para assegurar a estabilidade fiscal, com receitas para cobrir despesas no curto prazo, podem ser ações provisórias, mas é importante considerá-las”, afirmou. Numa tentativa de fazer essa ponte, numa relação já desgastada, a presidenta recebeu parlamentares no Planalto nesta segunda.

O líder do Governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), tentou seguir Levy e se mostrar otimista. Disse que apresentar um orçamento deficitário abre a possibilidade de se debater no Legislativo vários temas “vêm se eternizando como tabu”. “A despeito da crise você abre perspectivas muito boas para temas importantes, como previdência, qualidade da gestão pública, ICMS, repatriação de recursos brasileiros no exterior. São temas relevantes que precisam ser discutidos”, declarou.
Salário mínimo de 865,5 reais e mais imposto sobre vinhos

Uma das frentes para amenizar as perdas financeiras pelo Governo é o aumento de tributos, como a revisão da desoneração do PIS/Cofins para computadores, tablets e smartphones, a mudança no IOF sobre operações de créditos do BNDES e mudança na tributação de bebidas como vinhos e destilados. A expectativa de arrecadação com essas medidas é de 11,2 bilhões de reais.

Outra fonte de receita extra a comercialização de ativos, como imóveis, a venda de participações acionárias não prioritárias, o leilão da folha de pagamento do funcionalismo público e a ampliação de concessões. Nessa linha, o Governo espera obter mais 37,3 bilhões de reais.

A volta da CPMF, o imposto do cheque, está descartada em um primeiro momento pela gestão Rousseff. Na semana passada, o Governo lançou um balão de ensaio para ver qual era a reação do Congresso e do empresariado por essa proposta, que seria para financiar exclusivamente a saúde. Como os retornos foram insatisfatórios, o projeto foi suspenso, ainda que temporariamente.

Eis alguns dos números da peça orçamentária apresentada pelo Governo ao Congresso Nacional nesta segunda-feira:

Receita líquida – 1,180 trilhão de reais
Despesa total – 1,210 trilhão de reais
Salário mínimo previsto – 865,50 reais
Inflação estimada – 5,40%
PIB previsto – crescimento de 0,2%

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Primeira manhã de setembro de 2015. Agosto passou!
Vida que segue. En setembro.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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