Memória eterna de uma estrela sem igual.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Pixuleco está sendo inflado na avenida Paulista.

Vai brincar no prédio do TCU, o playground de políticos fracassados:

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Uma disputa que favorece Dilma

“A quem aproveita o crime?” – pergunta-se nas investigações policiais para se ter uma ideia inicial de quem poderá tê-lo praticado, e é nesse antigo preceito que está a única e precária segurança de que dispõe a presidente Dilma Rousseff para manter-se no cargo.

A questão é que, no caso da política brasileira, há interessados fortes e díspares no “crime”. O primeiro deles é o PMDB, que assumiria automaticamente a presidência, através do vice Michel Temer, se o impeachment decorresse de crime de responsabilidade.

O segundo grande interessado é o PSDB, mas somente no caso de acusação de crime eleitoral, pois a impugnação da chapa de 2014 levaria os dois para o buraco, abrindo-se a oportunidade de nova eleição – o sonho “secreto” de Aécio Neves.

Ambos os partidos têm força suficiente para, isoladamente, com apoio do PT, barrar na Câmara dos Deputados a abertura de um eventual processo, que, assim, exigiria um acordo muito bem amarrado para sua concretização de uma ou de outra forma.

Aparentemente, são interesses inconciliáveis, mas política é a arte do possível. A história, lamentavelmente em muitas situações, é deste jeito que se constrói, com o que temos à mão, com a realidade, não necessariamente com os nossos sonhos e projetos.

São as forças que aí estão que montarão a nova configuração de poder, mesmo com a nossa crença democrática de que “não passarão”, de que não terão coragem de acumpliciar-se num regime que continuará enganando o povo brasileiro e condenando-o à desgraça perene.

Dois corações dos mais “valentes”

É a dicotomia PMDB-PSDB que dá fôlego à presidente para, nos discursos pelas andanças no Brasil, continuar bancando a “coração valente” da campanha, mesmo estando sem poder algum, comendo, como se diz, na mãos dos outros.

A mesma dicotomia que leva o ex-presidente Lula, em mais um de seus arroubos de autossuficiência, a declarar que será candidato em 2018, “se for necessário”, isto é, se o PT, confirmando todas as expectativas, não tiver condições de lançar outro nome competitivo.

No automático

E como diria a jornalista Jeane Borges, em frase autenticamente sua, “está tudo sob descontrole”

BOM DIA!!!


Lula e Mujica neste sábado. / NELSON ALMEIDA (AFP)

DO EL PAIS

Felipe Betim

Do São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está de volta à arena política. E para anunciar este retorno, nada mais simbólico que se reunir neste sábado em São Bernardo do Campo, seu berço político, com o ex-presidente do Uruguai José Mujica, um dos líderes mais populares da América Latina e do mundo hoje em dia, e falar para uma plateia formada por ministros, deputados, prefeitos, vereadores, lideranças sindicais e simpatizantes. “Fiquei calado durante muito tempo porque tinha que cumprir meu papel de ex-presidente. (…) Mas não me deixam em paz. Só matam um pássaro se ele fica parado. E eu voltei a voar outra vez”.

O anúncio ocorreu um dia depois de sinalizar em uma entrevista que poderia voltar a se candidatar em 2018. Durante o discurso deste sábado, que encerrou o seminário Participação Cidadã, Gestão Democrática e as Cidades no Século XXI, Lula não chegou a mencionar uma possível candidatura. No entanto, parece ao menos se posicionar como porta-voz de um Governo que tem dificuldades de se comunicar e de um partido desgastado após 12 anos de poder. A presidenta Dilma Rousseff tem menos de 8% de popularidade, segundo as pesquisas, e seu Governo está atolado em uma crise econômica que derrubou 1,9% do PIB no segundo trimestre. Além disso, enfrenta um escândalo de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, e a pressão das ruas e da oposição para sofrer um impeachment.

No entanto, as imagens recentes de um ex-presidente Lula abatido, pedindo para que o Partido dos Trabalhadores fizesse uma autocrítica, parecem ter ficado no passado. Esse papel ficou com “Pepe” Mujica, o carismático ex-presidente do Uruguai venerado em todo o mundo. Mujica fez uma enfática defesa da democracia —”é a melhor porcaria que encontramos”— e da necessidade de partidos políticos para que ela exista. “Eles são a vontade coletiva de grupos humanos de fazer as coisas melhores. Mas também ficam doentes. Temos que lutar por partidos republicanos, onde os dirigentes aprendam a viver como a maioria do país e não como a minoria”, discursou. “Não se deve confundir um presidente com um monarca. O cargo não é nada mais que um voto de confiança dos cidadãos. Não há homens imprescindíveis, há causas imprescindíveis”.

Sua fala foi toda uma introdução para o ex-presidente Lula. Se Mujica defendeu a necessidade de partidos políticos, Lula saiu em defesa do PT —do seu partido— como há muito tempo não fazia. “A cidadania é um tema que nosso partido tem que ensinar. (…) O PT passa por um momento de criminalização e esse é o momento de levantar a cabeça e voltar à rua como antes”, pediu aos presentes, sob fortes aplausos e gritos que pediam sua volta.

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Posted on 30-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-08-2015


Luscar, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 30-08-2015
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DO EL PAIS

Rodolfo Borges

De São Paulo

Considerado pela oposição um dos possíveis caminhos para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o julgamento das “pedaladas fiscais” no Tribunal de Contas da União (TCU) não deveria estar recebendo tanta atenção ou crédito assim. Pelo menos na opinião do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Em palestra no 7º Congresso Internacional de Mercados Financeiros e de Capital, organizado pela BM&FBovespa em Campos do Jordão (SP), Barbosa disse que não acredita no TCU “como um órgão sério, desencadeador de um processo de tal gravidade”, Para ele, aliás, o Tribunal de Contas não passa de um “playground de políticos fracassados” e não teria “estatura institucional” para originar um impeachment presidencial.

Alçado à fama nacional graças ao seu protagonismo enquanto relator do processo do mensalão no STF, o ex-ministro do Supremo tem feito poucas aparições públicas após a aposentadoria, em 2014, e se acostumou a guardar suas opiniões sobre os rumos do Brasil a seu perfil no Twitter. Neste sábado, contudo, Barbosa soltou o verbo na hora de criticar o TCU. Segundo ele, o tribunal “não tem estrutura suficiente para conduzir algo de tamanha gravidade”. “Impeachment é coisa muito séria. É um processo que sabemos como começa, mas não como termina. Precisa ser algo muito bem baseado, com provas chocantes envolvendo diretamente o presidente. Sem isso, nós sairemos perdendo”, disse, como registra a edição online do jornal Valor Econômico.

A considerar as opiniões de Barbosa sobre o TCU, o caminho mais razoável para um possível impeachment seria a rejeição das contas da campanha de reeleição da presidenta Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas o ex-presidente do STF também não poupou o TSE em suas críticas. Para o ministro aposentado, o fato de o tribunal contar com representantes da advocacia eleitos para mandatos de apenas dois anos seria um “elemento fragilizador” — já que esses advogados não costumam se desvincular de suas atividades cotidianas enquanto membros do TSE.

A maioria dos ministro do TSE (quatro) já votou pelo prosseguimento de ação que pede cassação de Dilma e do vice-presidente Michel Temer, mas o julgamento da questão foi interrompido por um pedido de vista da ministra Luciana Lóssio. Já o TCU adiou pela segunda vez na quarta-feira, a pedido do Governo federal, o julgamento das contas do primeiro mandato da presidenta. Na ocasião, o Palácio do Planalto conseguiu mais 15 dias para explicar as “pedaladas fiscais”, como ficaram conhecidas as manobras contábeis utilizadas pelo Governo para fechar suas contas.

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