BOA TARDE!!!


DO JORNAL O TEMPO(MG)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já admite a possibilidade de ser candidato à presidência da República em 2018. Em entrevista à “Rádio Itatiaia”, o político que presidiu o Brasil entre 2003 e 2010 disse que vai trabalhar mais na próxima campanha e não descarta seu nome, apesar de acreditar que o Partidos dos Trabalhadores (PT), tenha outros bons nomes.

“Ainda não sei se serei candidato, tem outras pessoas boas também. Eu vou para a disputa para que a oposição não ganhe as eleições”, comentou o ex-presidente da República, que esteve em Montes Claros na quinta-feira e estará em Belo Horizonte no início da noite para um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Chevrolet Hall.

Na mesma entrevista, Lula disse que o governo de Dilma Rousseff tomou decisões erradas em relação ao ajuste econômico, mas que está seguro em um futuro mais promissor nos próximos anos. “Claro que houve erros, mas estamos no caminho certo. Vamos ter um 2015 sofrível e, em 2016, a coisa vai melhor muito, com certeza”, destacou.

Lula ainda destacou o objetivo da presidente de colocar a inflação em um valor próximo a 4,5%. Em 12 meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 9,56%. O índice está bem acima do teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 6,5%.

Corrupção

O ex-presidente também afirmou que um dia a população vai reconhecer a contribuição que o PT deu para o país. “Haverá um dia em que o povo brasileiro acordará de verdade e saberá agradecer que o Brasil teve um governo do PT que permitiu pela primeira vez uma investigação verdadeira”, disse.

Ele ainda defendeu que os envolvidos com o escândalo da Operação Lava Jato devem ser repreendidos. “A Petrobras é motivo de orgulho para este país. Estes 10 ou 100 que cometeram erros, terão que ser punidos”

Impeachment

O político criticou os pedido de impeachment de Dilma. “Não acredito em impeachment. A realidade é outra. Eu perdi três eleições e nunca xinguei ninguém. Como dizia o Brizola, vou para casa para lamber as minhas feridas. A oposição precisa de parar de resmungar”, completou.
REC

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Posted on 28-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-08-2015

DEU NO BLOG o aNTAGONISTA

A FIESP erra o alvo

Depois de jantar com Michel Temer, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu a saída de Joaquim Levy:

“Aqui no Brasil, os juros aumentam, o crédito diminui e o governo só quer saber de aumentar impostos. Um ministro da fazenda que só fala em aumentar impostos, o Brasil não precisa desse ministro da Fazenda”.

A Fiesp deveria pedir a saída da chefe de Joaquim Levy. Se os juros aumentam, o crédito diminui e o governo só quer saber de aumentar impostos, a culpa é de Dilma Rousseff.

Skaf e Dilma: a culpa é dela


Polícia Militar da Bahia no Carnaval de 2015.
/ Divulgação/El Pais


DO EL PAIS

María Martín

Era quase meia noite do dia 14 de junho quando a porta do senhor Elias*, de 62 anos, foi arrombada por quatro policiais do município de Dias D’Ávila, a 57 quilômetros do centro de Salvador, na Bahia. Ao susto inicial lhe seguiu uma sessão de mais de hora e meia de tortura na qual os agentes chegaram a introduzir um cabo de vassoura no ânus do idoso, como demonstraram os laudos médicos do caso. Os policiais, que haviam obtido esse endereço após, supostamente, torturar um usuário de drogas, acreditaram que seu Elias era o narcotraficante que buscavam. Mas os agentes não queriam prendê-lo, queriam grana. Eles o extorquiram e roubaram o pouco dinheiro que tinha, 200 reais em cédulas e outros 200 em moedinhas.

Elias, sem ficha policial, não se cansava de repetir que era trabalhador e que não tinha envolvimento com o crime, mas foi vendado e conduzido em uma viatura para outros locais onde foi submetido a novas agressões e ameaças, como a de atear fogo em seu corpo com gasolina. Tudo indicava que os policiais iam se desfazer de Elias, no que é chamado no jargão policial de “ponto de desova”, mas o idoso foi finalmente deixado em casa. Os policiais, um tenente e três soldados, perceberam que ele não era a pessoa que procuravam.

Seu Elias, em um ato inusual de coragem, denunciou seus agressores na Corregedoria da Polícia Militar da Bahia. O órgão fiscalizador da corporação abriu uma investigação e acabou pedindo a prisão dos acusados. O idoso foi examinado por médicos que certificaram feridas nos punhos, nos ombros, na mandíbula, nos joelhos, uma perfuração sangrante na região do ânus e fissuras no esfíncter. O relato detalhado nesta reportagem é parte do processo que levou o juiz militar Paulo Roberto Santos a decretar a prisão preventiva dos policiais sob a acusação de crimes de ameaças, roubo com violência e extorsão. “Os indícios suficientes de autoria emergem com clareza solar”, escreve o magistrado.

A análise do GPS da viatura constatou que o veículo encontrava-se na casa da vítima naquele dia e horário, e os investigadores não obtiveram uma justificativa oficial da visita a esse endereço. O relato das atrocidades sofridas por seu Elias foi tão contundente e detalhado que motivou a ordem de prisão na semana passada do tenente Isaias de Jesus Neves e os soldados Marcos Silva Barbosa, Alexandro Andrade das Neves e Carlos Eduardo de Sousa Torres, lotados na 36ª Companhia Independente da PM de Dias D’Ávila.

O magistrado afirmou que a prisão preventiva, considerada uma medida “extrema e excepcional”, é “de extrema necessidade” para a instrução criminal, para proteger a liberdade dos testemunhas e para garantir a ordem pública, pois a maneira como os policiais praticaram os delitos “demonstra sua periculosidade”. “Sem sombra de dúvidas a ordem pública encontra-se seriamente comprometida no caso em discussão, pois condutas tão infames, em tese, foram praticadas por policiais militares, justamente os agentes encarregados pela lei de preservar a ordem pública e garantir a paz social”, escreve o juiz na sua decisão onde acusa os policiais de assumir o papel de “algozes”. O magistrado negou o pedido de habeas corpus, que pretende evitar prisões arbitrárias, solicitado pela defesa dos acusados.

A Secretaria de Segurança Pública, que questionada pela reportagem qualificou o episódio como um “caso de agressões”, condenou o fato e informou que, paralelamente ao processo criminal, será aberto um processo administrativo para decidir sobre a permanência na corporação dos agentes envolvidos.

O caso de Seu Elias não é o primeiro que envergonha a polícia baiana este ano. Às vésperas do carnaval, nove policiais militares executaram 12 pessoas no bairro do Cabula, em Salvador. O caso que mobilizou parentes, ativistas nacionais e internacionais – e que foi um problema para o governador Rui Costa (PT), hostilizado por militantes de seu próprio partido em junho por respaldar a cúpula da segurança e da Polícia Militar no episódio. Numa decisão com rapidez inusual para os padrões do poder Judiciário brasileiro, no entanto, a Justiça absolveu os agentes.

*O nome da vítima foi trocado para preservar a intimidade e integridade dela

Magnífica Karen, rosto, voz e alma do The Carpenters. Para sempre!!!

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

TCE gasta dinheiro com promoção pessoal

Sendo o órgão responsável pelo zelo com o dinheiro público, surpreendeu que o Tribunal de Contas do Estado haja publicado, na semana passada, nos principais jornais de Salvador, suplemento em formato tabloide que curiosamente se refere aos seus cem anos de existência “em defesa do dinheiro público”.

O suplemento traz artigo do presidente da corte, Inaldo da Paixão Santos Araújo, e reportagem em que é citado como fonte, ambos ilustrados com fotografias, além de depoimentos, igualmente com fotos, dos seis demais conselheiros do TCE.

No entanto, o parágrafo 1º do artigo 37 de Constituição determina que “a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

Por outro lado, a Lei 8.429/1992, em seu artigo 10, proclama que “constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres” de órgãos públicos, entre as quais, como descreve o item IX, “ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento”.

ago
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Posted on 28-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-08-2015


Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

ARTIGO

E agora?

Gilson Nogueira

O senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, em artigo publicado na edição do jornal O Globo de sábado passado, afirma que a violência urbana é uma bomba que explode como uma guerra civil de proporções gigantescas, matando quase 60 mil brasileiros por ano.

Lembrei do trecho do artigo de Buarque, sob o título As bombas maiores, ao ler matéria na edição do Globo de hoje (ontem, 26) sobre o ataque, quinta-feira, de um ex-repórter contra seus antigos colegas de trabalho, transmitido ao vivo por uma pequena emissora de televisão da Virgínia, nos Estados Unidos.

No ato, em estado de choque, ainda, como os americanos, que buscam entender o crime, lembrei dos homicídios que ocorrem em Salvador, em proporções assustadoras, e das poucas notícias a respeito de condenações dos assassinos que os praticam dia a dia, e que circulam, de ponta a ponta, na Bahia, como se estivessem invadindo aquelas cidadezinhas protegidas por um xerife dorminhoco que os filmes de faroeste reproduziam para o delírio das pessoas que amavam ver os facínoras do Velho Oeste pendurados na forca ou com o boca cheia de formiga nas terras que pertenciam aos conterrâneos de Cavalo Doido e companhia.

Independentemente de considerar O homicídio que se tornou viral, como definiu Farhad Manjoo, do New York Times, em análise sobre o assassinato, ao vivo, na TV de Roanoke, o assunto da hora, superando, em escala mundial, manchetes policiais do cotidiano, fico a imaginar, como meio mundo, o que dizer aos que perguntam-me, na rua, “ Gilsão, para onde vamos?” E, sem titubear, respondo, “ Deus é quem sabe!”, baseado na leitura da realidade, em que multiplicam-se as mortes pelo emprego de arma de fogo, na capital e no interior, semanalmente, sem que a ação policial consiga deter os marginais como gostaria por falta de condições matérias e de logística.

Além dos crimes contra a pessoa, o dinamitar constante de agências bancárias baianas faz os amantes da sétima arte, com ênfase aos que apreciam os filmes de mocinho e bandido da época do preto e branco, e que acompanham o noticiário dos veículos de comunicação da Cidade da Bahia, deduzirem, como eu: pelo visto, chegará o momento dos que moram fora da capital e nela residem, por questões de segurança, encontrarem-se, no meio do caminho, fazendo-se a mesma pergunta que um ex-colega da faculdade me fez, enquanto eu caminhava nas franjas do Oceano Atlântico: “ E aí, para onde vamos?”

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP.

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