DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Sabatina de Janot (3)

Rodrigo Janot e acusação de que fez acordão:

“Se quisesse fazer acordão, teria que combinar com os russos antes.”

“A essa altura, não deixaria os trilhos técnicos do MP para me embrenhar na política. Eu penso, ajo e atuo como Ministério Público. Não há qualquer possibilidade de acordão. Nego veementemente a possibilidade de qualquer acordo que possa interferir nas investigações.

Agilize o seu trabalho, Janot, e as dúvidas se dissiparão.

Grande Edu: poeta, músico e compositor!!!

BOA TARDE!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Processo de “impeachment” exige 342 votos

O interesse de derrubar a presidente Dilma Rousseff é tão intenso em certos setores da imprensa que até se incorre em erros elementares, como o aqui descrito, de autoria do jornalista Fernando Rodrigues, do UOL, logo encampado pelo blog O Antagonista, que tem em Diogo Mainardi um dos editores, e pelo jornalista Valdo Cruz, na última edição do Fatos e Versões, da Globonews.

Teria sido bolada uma estratégia entre a oposição e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem a prerrogativa exclusiva de aceitar ou não um eventual pedido de impeachment. Ele não faria isso para não parecer radical, nem deixaria de analisar, o que impediria o processo, pois se tornaria suspeito de ter sido cooptado pelo governo.

Seria então adotada a terceira e última alternativa: Cunha arquivaria o pedido, dando um atestado de que não age politicamente, mas um recurso seria levado ao plenário, que por maioria simples poderia desarquivá-lo.

Assim, se todos os deputados estivessem presentes, a maioria simples seriam 257 votos, e a depender do quórum até com um total de 129 votos a favor poderia ser aberto o processo de impeachment.

O que os pressurosos jornalistas não levaram em conta é que, mesmo que o presidente acatasse um pedido de impeachment, o processo só seria iniciado se tivesse a aprovação de dois terços do plenário – 342 votos –, isso depois de uma comissão interpartidária admitir sua apreciação, cabendo o julgamento em si à outra Casa do Congresso, o Senado (ou ao STF, em caso de crime comum).

Acreditar que se poderia subverter o quórum qualificado com um drible na Constituição é mesmo antipetismo além da conta.

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BOM DIA!!!

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O submundo da CPI do Petrolão

A CPI da Petrobras há meses não oferecia uma sessão interessante como a de hoje. Um dos momentos mais sui generis ocorreu quando Alberto Youssef foi questionado sobre intimidações que estaria sofrendo. Primeiro, ficou em silêncio. Mas ao ser questionado pelo deputado Celso Pansera, aliado de Eduardo Cunha, o doleiro respondeu na lata:

– É vossa excelência, é vossa excelência! Vossa excelência sabe que minhas filhas nunca foram investigadas e que elas nunca participaram de um esquema. Vossa excelência insiste em me intimidar.

Pansera, por sua vez, também alegou que se sentia ameaçado “por um bandido condenado”.

– Não tenho arma, não tenho porte, não tenho segurança, sou um cidadão. A CPI tem que tomar algum prerrogativa em defesa da minha vida.

Ninguém entendeu bem o diálogo, mas o deputado Carlos Marun sugeriu a convocação das filhas e da ex-mulher do doleiro.

– Seu Youssef, que conhece muito desse submundo, está se sentindo intimidado por muito pouca coisa.

O mundo da política virou mesmo um submundo.

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Posted on 26-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-08-2015


Nani, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

Um dia após se afastar do dia a dia da coordenação política do Governo Rousseff, o vice-presidente, Michel Temer reuniu um grupo de 12 deputados federais e três ministros em seu gabinete, no Palácio do Planalto, para discutir as pautas prioritárias para a gestão petista no Congresso Nacional. A intenção foi enviar a mensagem de que ele segue leal ao Planalto, renega a possibilidade de impeachment, e que apenas saiu do “varejo” da articulação política.

“Passamos essa primeira fase do ajuste fiscal, onde o Governo teve as vitórias necessárias e estamos em uma segunda fase da coordenação política, na qual eu me encontro. É exatamente naquela em que vamos continuar trabalhando na relação com o Congresso Nacional, na relação com o Judiciário, na relação com os Estados”, afirmou.

A saída parcial de Temer da articulação política foi uma solução intermediária a para não desagradar nem o Governo Dilma nem o seu partido, o PMDB. “Dentro do PMDB há alguns que querem que eu deixe e outros que continue. Entendi que, tento responsabilidade com o país, não posso deixá-la de uma vez”, afirmou.

A admissão do vice de que sofre pressões de sua sigla para abandonar o Governo mantém o halo de incertezas em torno da capacidade da presidenta de lidar com a crise. Para analistas e operadores do mercado, o vice-presidente e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, são os fiadores do Planalto e, sem eles, a situação ficaria ainda mais frágil.

Na prática, o vice-presidente deixará de negociar cargos e emendas parlamentares, deixando essa função para o ministro da Aviação Civil e seu braço-direito, Eliseu Padilha. A função caberia ao ministro da Secretaria das Relações Institucionais, mas desde abril a pasta está acéfala e Temer estava acumulando as funções com o auxílio de Padilha. Com a reforma administrativa anunciada nesta segunda, esse ministério pode ser extinto até o fim de setembro e suas atribuições migrariam para a Casa Civil, hoje gerida por Aloizio Mercadante.
Assédio e impeachment

Mesmo assediado pela oposição, o vice reafirmou nesta terça que não vê nenhuma possibilidade de impeachment da petista. “Sempre tenho dito e repetido ao longo do tempo que qualquer possibilidade de impeachment será impensável”, declarou.

A declaração visa dissuadir, ao menos publicamente, os acenos dos oposicionistas que começaram quando Temer deu uma declaração à imprensa afirmando que alguém precisaria reunificar o país. Na ocasião, ele fazia um apelo aos deputados federais para não votarem a favor das pautas-bombas levadas ao plenário da Câmara pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Entre os que defendiam o afastamento da gestão petista está Cunha, inimigo declarado do Planalto. Já a ala que defende a manutenção é liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Em novembro, o PMDB deverá se reunir em sua convenção nacional para discutir, entre outros assuntos, se continua ou não dando suporte ao Governo Rousseff. Nas eleições do ano passado, 41% dos delegados do partido foram contra a coligação com o PT. Esse grupo é um dos responsáveis pelas diversas derrotas que Rousseff teve no Congresso. São eles que, agora, querem antecipar a realização do encontro nacional.

Seja qual for o resultado na queda de braço do PMDB, o mais provável é que a sigla siga dando sustos no Governo, apesar de Temer dizer que não imagina que sofrerá defecções de sua bancada. O resultado da reunião desta terça convocada pelo vice só se saberá depois das próximas votações do Legislativo.

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