FUGA 9 – Astor Piazzolla- Música popular contemporânea da cidade de Buenos Aires… É a música final da trilha do filme brasileiro “Toda Nudez Será Castigada” (de Arnaldo Jabor baseado na obra de Nelson Rodrigues), premiada no Festival de Gramado.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 23-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-08-2015

Ele festejaria 103 anos neste 23 de agosto, se vivo estivesse. Memória presente e atual como nunca, parabéns para Nelson Rodrigues, onde ele estiver.

Em tempo: O registro fotojornalístico notável do passeio rodriguiano no calçadão de Copacabana (a caminho de casa) foi postado pela jornalista Maria Olívia Soares no Twitter.Viva!!!

(Vitor Hugo Soares)


Postado no Facebook pelo leitor e amigo do BP, que assina Vangelis.

BOM DIA!!! ÓTIMO DOMINGO PARA OUVINTES E LEITORES DO BP. OBRIGADO VANGELIS.

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Deputado quer saber de grana de Fundação

O deputado Pablo Barrozo (DEM) disse que a Fundação Estatal Saúde da Família, criada em 2009, no primeiro governo Jaques Wagner, “já gastou R$ 200 milhões de dinheiro público e ninguém sabe para onde foi nem de onde veio”.

A fundação, segundo o parlamentar fez convênios com 58 municípios, a maioria de prefeitos do PT, “influenciados pelo então secretário da Saúde, Jorge Solla”, o qual – dizemos nós – ficou oito anos no cargo e se elegeu o segundo deputado federal mais votado do partido.

Mais de R$ 10 milhões teriam sido destinados a um curso de preparação de enfermeiros, mas quando houve uma cobrança da atuação desses profissionais, “a informação oficial é de que havia 19 enfermeiros trabalhando e, quando se foi verificar, só eram dois enfermeiros”.


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Gilmar empareda Janot — mas podia ter colocado a boca no trombone antes

Gilmar Mendes resolveu emparedar Rodrigo Janot de propósito. Não é de hoje que Mendes critica nos bastidores o que seria sua extrema tolerância com os malfeitos petistas, tanto na condição de PGR quanto na de PGE – Janot também é o chefe do Ministério Público Eleitoral.

No despacho de ontem, Mendes lembrou que, no julgamento da prestação de contas da campanha, já enviara cópia do processo ao “Procurador-Geral da República e ao Procurador-Geral Eleitoral, tendo em vista indícios de crimes de falsidade ideológica, de falsidade ideológica eleitoral, de apropriação indébita ou estelionato contra a campanha, de lavagem de dinheiro e de sonegação fiscal”.

Por que Gilmar Mendes não colocou a boca no trombone antes?

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Posted on 23-08-2015
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Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)

DO EL PAIS

Afonso Benites

De Brasília

O rei ainda nem está “morto” e já discutem quem assumirá o seu posto. Desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi oficialmente acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, parlamentares de várias legendas iniciaram as discussões de quem seria o seu substituto. Até mesmo alguns membros que dizem ser da tropa de choque do parlamentar fluminense aparecem entre os prováveis sucessores. As articulações prolongam-se ainda que Cunha diga que a palavra “renúncia” não esteja em seu vocabulário.

Para deputados governistas, o ideal era que o comando da Casa permanecesse com o PMDB, mas com uma pessoa que não fosse incendiária como Cunha e também menos personalista. O objetivo é fortalecer os laços com o partido do vice-presidente, Michel Temer, e evitar novas derrotas no Legislativo. Entre os cotados para essa função estariam o gaúcho Osmar Terra, o capixaba Lelo Coimbra e o paulista Edinho Araújo. O mais bem quisto é Araújo, atual ministro dos Portos com um bom trânsito entre parlamentares de vários partidos. Entre esses, Coimbra é visto como muito próximo a Cunha e, por isso, o que teria o menor apoio entre os dilmistas.

Oficialmente, nenhum deputado confirma as conversas pela sucessão de Cunha. Mas entre o grupo dos mais independentes, os nomes mais cotados são de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Miro Teixeira (PROS-RJ). Os dois estão entre os deputados mais experientes. Vasconcelos é um dos críticos ao Governo Dilma e, em entrevista a Globo News nesta sexta-feira, disse acreditar que haverá um processo de impeachment contra Rousseff, caso ela não renuncie. Já Teixeira, que foi filiado ao PT, é mais moderado e seria uma solução chamada de “nem tanto ao céu, nem tanto à terra” por alguns parlamentares.

Em princípio, estão descartados todos os nomes de petistas. Nos últimos meses, desde que Arlindo Chinaglia (PT-SP) perdeu a eleição para a presidência da Câmara para Cunha, o partido se isolou na Casa e não conseguiu evitar que projetos essenciais para a legenda fossem aprovados, como alguns da reforma política e a redução da maioridade penal.
A pressão aumenta

Como Cunha está decidido a não renunciar, um grupo de cerca de cem deputados de dez partidos deve apresentar nas próximas semanas uma representação no Conselho de Ética da Câmara pedindo a cassação do mandato dele por quebra de decoro parlamentar. Esse mesmo grupo já redigiu uma carta solicitando que o presidente se afaste das funções até que o seu caso seja julgado. A representação, porém, só deve ser feita se o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar a denúncia do Ministério Público e transformar o parlamentar em réu.

“Covardia é fazer esquemas obscuros que afetam o interesse público. É uma covardia com a República. Por isso, ele deveria renunciar”, afirmou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), líder de seu minúsculo partido na Câmara.

A fala de Alencar vai na mesma linha de outro parlamentar que defende a renúncia, Glauber Braga (PSB-RJ). “O Eduardo Cunha vai perder a legitimidade. Ele tem usado a presidência da Câmara para se defender”, afirmou Braga. Conforme ele, em quatro episódios o presidente da Casa usou o cargo como escudo: 1) Ao dizer que todos os 513 deputados tiveram seus computadores vasculhados pelo Ministério Público Federal na operação Lava Jato (o órgão desmentiu o fato); 2) Ao fazer com que seus aliados tentassem desmentir delatores da Lava Jato durante a CPI da Petrobras; 3) Ao ser acusado de intimidar a então advogada de investigados pela operação, Beatriz Catta Preta; 4) Ao autorizar que apenas dois deputados, aliados dele, tivessem acesso às investigações feitas pela consultoria Krol, contratada por 1 milhão de reais, para fazer investigações a pedido da mesma CPI.

Os peemedebistas na Casa, que contém membros que articulam a sucessão de Cunha, emitiu uma nota para defendê-lo. “A bancada do PMDB na Câmara dos Deputados apoia e acredita no presidente da Casa, Eduardo Cunha, e se solidariza com ele neste momento em que alguns se açodam a defender teses que ferem o princípio primordial do Estado Democrático de Direito”, diz trecho do documento que ainda fala de presunção de inocência.

Não vamos tirar o foco do centro da crise, que tem nome e sobrenome, Dilma Rousseff

Marcus Pestana, deputado do PSDB-MG

Já a oposição ao Governo Dilma, que tinha abraçado Cunha nas últimas semanas com a esperança de ver andar um pedido de impeachment contra a presidenta, ainda não o abandonou. Em nota, o líder do PSDB na Câmara, o paulista Carlos Sampaio, afirmou que é preciso aguardar o desenrolar do processo antes de fazer qualquer julgamento.

O deputado pelo PSDB de Minas Gerais Marcus Pestana, diz que tratar da renúncia de Cunha é uma estratégia governista. “Não vejo a renúncia dele em nenhuma hipótese. Não vamos tirar o foco do centro da crise, que tem nome e sobrenome: Dilma Rousseff”, declarou. E completou: “Se fosse assim, a Dilma e o Renan Calheiros [presidente do Senado] também deveriam renunciar. O Eduardo terá o seu tempo para se defender”.

Caso deixe o cargo, Cunha não seria o primeiro a fazê-lo. Severino Cavalcanti (PP-PE) passou por isso em 2005. Na época, a acusação contra ele era significativamente menor do que a que pesa contra o peemedebista. Foi investigado por receber uma mesada de 10.000 reais para autorizar o funcionamento de um restaurante na Câmara. Como era do baixo clero, não resistiu à pressão. O atual presidente foi denunciado no Supremo porque a PGR identificou 60 operações de lavagem de dinheiro, entre as quais remessas ao exterior, e de dinheiro vivo, além da simulação de contratos de consultoria, emissão de notas frias e transferências para uma igreja vinculada a Cunha, a título de doações religiosas. Estima-se que os desvios de Cunha movimentaram pelo menos 40 milhões de dólares.

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