Glenn Miller, In The Mood, no baile do BP!!! Bom sábado e bom domingo!!!

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

ARTIGO DA SEMANA

Boneco inflado de Lula: signos de um estrago global

Vitor Hugo Soares

O boneco inflado representativo da figura do ex-presidente Lula, – balançando ao vento da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e o carimbo infamante “13-171” gravado no peito, – além, evidentemente, do detalhe da bola de ferro amarrada ao tornozelo por uma corrente. Eis as imagens e os símbolos históricos e definitivos dos protestos realizados contra o Governo Dilma, a corrupção e o PT, domingo, 16 de agosto.

Quase uma semana depois, a repercussão e o estrago não cessam. Ao contrário, aprofundam-se Brasil e mundo afora. Desde segunda-feira, quando as primeiras fotografias e vídeos do boneco já corriam o mundo – e o tema bombava nas redes sociais -, começou a chover convites na horta de seus idealizadores (integrantes do suprapartidário Movimento Brasil), para que o Lula inflável seja a atração em próximos atos de protestos que se anunciam.

Enquanto segue o vai-não-vai (o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o notório senador Fernando Collor de Mello, denunciados por Janot, são os nomes da hora) do combate a corruptos e corruptores. Faces indissociáveis do mesmo mal (definição firme e precisa o juiz Sérgio Moro, quinta-feira, durante palestra em São Paulo), na ação profilática contra a “corrupção endêmica, ponto frágil do país”, no dizer do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, no Seminário Internacional de Controle Externo, em Salvador.

Portanto, que ninguém se iluda ou tente mascarar a situação. É inútil e enganoso perder tempo fazendo cálculos de quantas pessoas participaram das manifestações, ou a intensidade de suas participações. “Nonada”, provavelmente escreveria Guimarães Rosa. O notável alagoano Graciliano Ramos, se vivo estivesse, diria também algo parecido em seu linguajar regional, em uma reedição de “Insônia”, “Vidas Secas” ou de “Memórias do Cárcere”.

A imagem do boneco inflado e sua força simbólica, principalmente, é um fato que grita e se propaga além das meias verdades e cumplicidades mal disfarçadas. Sobrepõe-se para além do tempo e do espaço dos protestos de domingo passado – ou dos lastimáveis arremedos de manifestações “de apoio ao governo Dilma e da Democracia”, levados às ruas anteontem.

Neste caso, pelo PT e seu braço sindicalista, a CUT, além de forças auxiliares agregadas em torno da mesa das sobras do banquete do poder, que começou a ser servido no começo do primeiro mandato de Lula, em 2003. “De fazer chorar”, para citar o famoso frevo do carnaval pernambucano, as cenas do ato petista, transmitidas pela televisão direto do Largo da Batata, em São Paulo, local do começo da concentração.

Daqui a muitos anos – um século, quem sabe? -, quando se falar ou escrever sobre 16 de Agosto de 2015 no Brasil, será o boneco, provavelmente, a principal referência. Indispensável para a contextualização dos fatos. Levado ao Planalto Central por seus idealizadores do MB, (o (a) criador (a) original é gênio da comunicação através dos símbolos. Maior e melhor que muitos dos nosso mais famosos e mais caros marqueteiros políticos em atividade, diga-se por verdade e justiça).

Balconistas da informação, militantes do partido no poder e alguns de seus acólitos – por questão de fé ou mero interesse no que resta do botim do grande saque aos cofres públicos, destampado pelo Mensalão, mas principalmente pela Lava Jato -, detestam ler ou ouvir sobre estas coisas. Mas quem estuda ou trabalha com atenção voltada para os signos da comunicação (jornalistas e publicitários, principalmente) não têm dúvidas:

O boneco inflado da Esplanada “é um achado”, para usar a expressão de um professor da Escola de Jornalismo da UFBA, Milton Cayres de Brito (saudoso ex-deputado constituinte ao lado de Jorge Amado, pelo Partidão, e ex-diretor da Tribuna da Bahia em seus tempos mais heróicos), meu mestre da matéria na Faculdade, ainda na Avenida Joana Angélica, bairro de Nazaré. A poucos metros (quase no fundo) da minha primeira morada na Cidade da Bahia.

Golpe certeiro e duríssimo, como se percebe pelos desdobramentos e suítes da mídia interna, mas, principalmente, pela repercussão nas paginas de sites, blogs e edições impressas de gigantes da imprensa mundial: New York Times, Financial Times, El Pais, Le Monde, BBC, Clarin, e por aí vai. Morteiro devastador na desconstrução da imagem interna e internacional de um dos maiores mitos políticos e governamentais brasileiros e da América Latina, forjados nos últimos mais de 40 anos. Ironicamente, a partir de multitudinários protestos de operários metalúrgicos sindicalistas da região do ABC paulista e suas linhas de apoio de classe média estudantil e de intelectuais, que desaguariam na fundação do Partido dos Trabalhadores.

Um mundo de promessas e esperanças que se abria e, agora, praticamente se espatifa como um balão furado que cai. Aliás, outra cena demolidora, é a da fotografia publicada no jornal O Globo. Depois do protesto, o boneco inflado de Lula esvaziado e deitado no gramado de Brasília, à espera de ser recolhido por seus criadores, antes dos convites para próximas apresentações pelo País. Pluuff!!!…

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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Posted on 22-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2015

DO G1/O GLOBO

Renan Ramalho

O gabinete do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Fernando Collor (PTB-AL) sejam notificados sobre o recebimento de denúncia contra os dois, acusados pelo Ministério Público Federal de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

Nos despachos em que determinou a notificação, o juiz instrutor Márcio Schiefler Fontes, que auxilia Zavascki na condução do processo, ressaltou que “qualquer dia e hora é admissível” para que os acusados sejam notificados.

Além de Cunha, também deverá ser notificada a prefeita de Rio Bonito, Solange Almeida (PMDB-RJ), acusada junto com ele na denúncia. Já a denúncia contra Collor, ainda mantida sob sigilo no STF, tem outros quatro acusados, entre eles Pedro Paulo Leoni Ramos, ministro do governo Collor, que também serão notificados.

Depois de oficialmente informados sobre a denúncia e o comprovante de notificação retornar ao STF, começará a contar um prazo de 15 dias para os advogados apresentem uma resposta às acusações. Depois disso, a Procuradoria Geral da República poderá se manifestar novamente sobre a denúncia.

Será com base na denúncia e na resposta que os 11 ministros do STF, reunidos em plenário, decidirão se aceitam ou rejeitam a denúncia contra Cunha. Caso entendam que há indícios suficientes de que houve crime e de quem o praticou, o acusado passa à condição de réu, respondendo formalmente a uma ação penal. No caso de Collor, a decisão será tomada pelos cinco ministros da Segunda Turma, formada por Teori Zavascki, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello.

Não há prazo máximo nem previsão para o relator do caso no Supremo, ministro Teori Zavascki, levar a denúncia ao plenário e à Segunda Truma do STF para decisão sobre abertura ou não do processo penal. Depois da abertura da ação, acusação e defesa poderão pedir depoimentos de testemunhas e juntar novas provas ao processo.

Nesta sexta, os advogados de Eduardo Cunha se reuniram pela manhã. Questionado ainda nesta quinta pelo G1, o principal deles, Antonio Fernando de Souza, afirmou que só iria se manifestar formalmente após examinar a denúncia contra o deputado.

Também pela manhã,a defesa de Collor informou que ainda não tem conhecimento da denúncia e que, “só se pronunciará, quando intimada, depois de conhecer da acusação, no prazo legalmente previsto”.

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BOM DIA!!!

Oposição vê “irresponsabilidade” em obras

“O sentimento que fica é o de irresponsabilidade e desrespeito do governo com a população”, disse o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Sandro Régis (DEM), após constatar, com outros membros da bancada, a situação das obras do Hospital Geral Luiz Viana, em Ilhéus, e da Barragem do Rio Colônia, em Itapé.

A comitiva que viajou ao Sul do Estado, em busca de informações que contribuam para a instalação de uma CPI sobre as obras inacabadas, foi composta por dez deputados. Segundo o grupo, o cenário encontrado é o de “canteiros abandonados”.

Além de cobrar do governo explicação para os fatos, os parlamentares oposicionistas informaram que irão denunciar o quadro, em relatório, ao Ministério Público, “para a tomada de providências cabíveis”, afirmou Régis.

O deputado Augusto Castro (PSDB), que é da região, acrescentou que há na relação obras anunciadas ainda no governo Wagner e citadas pelo atual governador, Rui Costa, na campanha e no discurso de posse. “Fica atestado que se tratava de promessas eleitoreiras com a finalidade de garimpar votos e iludir a população”.

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Posted on 22-08-2015
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2015


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DO EL PAI

Heloísa Mendonça

De São Paulo

Recém chegada a maior cidade da América Latina, esta jornalista mineira foi comprar na padaria da esquina do trabalho um simples pão de queijo. Comeu no balcão com gosto a iguaria da sua terrinha e ao passar pelo caixa foi surpreendida pelo valor da conta: seis reais. “É esse preço mesmo senhora, eu também acho bastante abusivo”, disse a funcionária ao entregar a notinha. É certo que São Paulo é uma das cidade com um dos maiores custos de vida do Brasil e, como cidade cosmopolita, possui uma infinidade de opções de estabelecimentos dos mais diferentes preços e gostos. Mas será que o consumidor precisa pagar tão caro por um simples lanchinho da tarde ou café da manhã?

Após percorrer os quatro cantos da cidade e pesquisar o preço de diferentes itens vendidos nas padarias paulistas, a reportagem do EL PAÍS verificou uma variação de até 650% do valor de um mesmo produto. Dos itens pesquisados, o café com leite (a média) foi o que apresentou a maior disparidade de preço. Enquanto em uma padaria do Itaim Paulista, na Zona Leste da cidade, a bebida custava 1 real, em outro estabelecimento no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da cidade, a média saía por 7,50 reais.

Em segundo lugar no ranking das maiores variações ficou um dos salgados preferidos dos brasileiros: a coxinha. A diferença detectada chegou a 180%. A coxinha mais cara encontrada pela reportagem foi em uma padaria de Pinheiros, na Zona Oeste da cidade, que vendia o salgado por 7 reais. A mais barata custava 2,50 reais em um estabelecimento na Zona Leste. (Veja a tabela de preços)

A variedade de preços pode ser explicada em grande medida pelo momento econômico que o país atravessa e pelo alto índice da inflação que deve chegar a 9,32% até o fim do ano, segundo a última previsão do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. E também porque o aumento da inflação se torna desculpa para qualquer alta. “Quando a inflação sobe muito, é normal que a variação dos preços aumente também. Alguns demoram mais para repassar os preços para não assustar e perder os clientes. Outros superfaturam os valores dos produtos. Realmente é do jogo da atividade”, explica Evandro Buccini, economista da consultoria Rio Bravo.

Segundo o especialista, a alta da inflação deste ano é influenciada principalmente pelo aumento dos preços administrados, como o da energia elétrica. “A energia está 60% mais cara do que no ano passado. No caso das padarias e restaurantes, o custo da conta de luz é bem relevante já que usam grandes fornos e geladeiras. Mesmo com a demanda fraca, eles acabam repassando o preço”, afirma.

No entanto, essa variação de preços também é baseada na localização, no custo do aluguel e na qualidade da matéria-prima, segundo o economista Heron do Carmo. “Os preços tendem a variar sempre de região para região, um pão de queijo na rua Oscar Freire [no bairro dos Jardins, em São Paulo] é mais caro. A região é mais nobre, possui um aluguel mais caro e precisa de um atendimento diferenciado. Essa variação também é bem grande em outros setores de serviços- como de manicure e cabeleireiro- que em geral mantêm o preço acima da inflação. Muitas vezes, pagamos mais caro pela qualidade e pelo status”, explica.

Os valores dos produtos, no entanto, não variam apenas de região para região. Em um mesmo bairro, a reportagem encontrou uma variação de 122% no preço do pão de queijo, por exemplo. No bairro de Pinheiros, a iguaria custava 2,70 reais em uma padaria, enquanto a poucos quarteirões, em outro estabelecimento, o valor era de 6 reais. “É um fato que, muitas vezes, o consumidor acaba pagando o preço da própria comodidade, prefere comprar no local mais perto ao invés de pesquisar e andar por aí. Faz parte do preço”, diz do Carmo.

Os especialistas advertem, entretanto, que quem dá a resposta aos preços altos é o próprio consumidor que pode ou não continuar comprando em lugares onde são aplicados preços mais abusivos. “A regra é a da livre concorrência dos preços. Cada comerciante define o seu preço. Porém, com o aumento dessa variabilidade e com o salário apertado no fim do mês, o que se vê é o aumento da pesquisa de preço por parte dos consumidores”, afirma Buccini.

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